Arronches: Município inicia obra de requalificação da zona desportiva

Já se encontra a decorrer a requalificação da zona desportiva de Arronches. “Cumprindo mais um dos compromissos que a autarquia assumiu para com a população”, diz o Município de Arronches, a empreitada  prevê a construção de dois campos de padel, a requalificação dos courts de ténis, o arranjo dos circuitos pedonais e a criação de uma zona de ginásio ao ar livre e outra de lazer, com um pequeno jardim.

A conclusão desta obra, que está prevista para a fase inicial do próximo ano, “representará uma grande mais-valia para o concelho e deverá ser um polo de atração para muitos dos atletas da região, os quais, tal como os munícipes do concelho, já frequentavam com a regularidade as instalações até agora existentes”.

Esta empreitada encontra-se adjudicada ao grupo ‘Decoverdi – Plantas E Jardins, S.A.’, representando um investimento total de 282.247,23 euros, por parte da Câmara Municipal de Arronches.

Exposição sobre Frida Kahlo patente na Casa da Cultura de Elvas

Uma exposição de pintura alusiva à icónica pintora Frida Kahlo, da autoria de Lupe Ríos, esta patente na na Casa da Cultura de Elvas.

Levando apenas três anos a dedicar-se à pintura, a artista espanhola revela que foi durante a pandemia que descobriu que a sua vida passava, não pela psicologia, área a que sempre se dedicou, mas à arte. Lupe Ríos, que consegue ver a sua vida, de alguma forma, “espelhada” na de Frida Kahlo, considera a pintora mexicana “uma referência”.

Ainda que com uma curta carreira, Lupe Rios já levou os seus trabalhos a galerias de arte de Espanha e França. Para Elvas, trouxe 12 quadros, alguns deles réplicas de auto-retratos de Frida Kahlo, mas sempre com o seu toque.

Para esta exposição, Lupe Rios convidou o artista plástico cubano Caises Almager Yovani, que na Casa da Cultura de Elvas apresenta “A Retrospective of Cuba”. Na impossibilidade de estar presente, fez-se representar pelo seu irmão, Joel Almager, que conta que o artista se dedica à arte “desde muito novo”: “o meu irmão estudou arte desde os 12 anos, até aos 24, e começou a fazer exposições desde os 18”.

Com a ajuda de Lupe Rios, Joel Almager procura levar agora o trabalho do seu irmão mais longe. “Estou a tentar divulgar a sua obra em Espanha, Portugal e onde se conseguir”, acrescenta. Quanto ao trabalho apresentado, Joel diz tratar-se de uma obra muito “pitoresca”, assegurando que o irmão é um “muito bom pintor”.

Já Vitória Branco, vereadora na Câmara de Elvas, considera que a exposição e o seu “complemento” contêm trabalhos “brutais”. “São trabalhos para os quais olhamos e pensamos: isto é lindo, é real, mas irreal ao mesmo tempo”, assegura.

“Que venham à Casa da Cultura, que se deliciem, porque tudo aquilo que temos ali da Frida Kahlo é magnificado e estonteante e esta aqui fora a mesma coisa”, diz ainda Vitória Branco, apelando à população para que conheça os trabalhos em exposição.

A exposição “Frida Kahlo en Metaverso” pode ser visitada até 18 deste mês, de segunda-feira a sábado. Na Casa da Cultura, Lupe Rios tem ainda disponíveis para venda tshirts e pins, pintados à mão, alusivos a Frida Kahlo.

Já são conhecidos os cartéis da Feira Taurina de São Mateus em Elvas

Os cartéis da Feira Taurina de São Mateus já são conhecidos, com corridas nos dias 23 e 29 de setembro, em Elvas no coliseu.

A primeira corrida está marcada para as 22 horas de dia 22, sábado, com um único cavaleiro: Marcos Bastinhas encerra-se com seis touros, numa atuação em homenagem a seu avô, o comendador Rui Nabeiro.

Seis ganadarias em competição: Veiga Teixeira, Murteira Grave, Vale do Sorraia, Passanha, Canas de Vigouroux e Francisco Romão Tenório. As pegas estão a cargo de três Grupos de Forcados Amadores: São Manços, Arronches e Académicos de Elvas.

A segunda corrida está marcada para as dez da noite de 29 de setembro, sexta-feira. Na ocasião, é inaugurada a estátua equestre do Mestre Joaquim Bastinhas, em frente à entrada principal do coliseu.

Em praça, 12 cavaleiros, na lide de seis touros a duo: João Moura e Miguel Moura; Paulo Caetano e João Moura Caetano; António Telles e António Telles Filho; Luís Rouxinol e Luís Rouxinol Júnior; Tiago Pamplona e João Pamplona; e Marcos Bastinhas e Francisco Palha.

Uma corrida com um curro de seis touros com o ferro Passanha, com todas as pegas pelo Grupo de Forcados Amadores Académicos de Elvas.

Para as duas corridas de touros, as reservas são feitas pelo telefone 91 181 91 47.

Rute Simões Ribeiro vence Prémio Literário Hugo Santos com “Do Corpo o Homem”

Fotografia de Luís Ribeiro

“Do Corpo o Homem”, de J. Aire, pseudónimo de Rute Simões Ribeiro, é o trabalho vencedor da segunda edição do Prémio Literário Hugo Santos, instituído pelo Município de Campo Maior.

A autora, natural de Coimbra, “verá o seu trabalho publicado em livro numa edição da Câmara Municipal de Campo Maior e receberá um prémio monetário no valor de 1.500 euros”, revela autarquia.

A criação do Prémio Literário Hugo Santos, lembra o Município de Campo Maior, tem por objetivo “fomentar o gosto pela leitura e pela escrita, defender e valorizar a língua portuguesa e promover e incentivar a criação literária, mas é também, e sobretudo, uma homenagem ao homem e ao escritor que lhe dá nome”.

Sinopse do conto vencedor da edição 2023 do Prémio Literário Hugo Santos: “Do Corpo o Homem é uma narrativa na primeira pessoa de um homem com Alzheimer chamado João. O conto adota uma estrutura diarística e, ao longo dos dias, João, casado com Carminho, fala de si próprio, descreve os seus dias, apresenta os seus pensamentos, alegrias e angústias, ao mesmo tempo que vai narrando episódios presentes e passados da sua vida e dos que o rodeiam. O leitor assiste aos acontecimentos pela perspetiva de um homem que progressivamente desfaz o seu vínculo ao mundo que o envolve, nem sempre disso consciente, e acompanha-o nessa inescrutável interioridade de memórias e ausências, aproximando-se do íntimo de um homem que sempre sobejará ao corpo.”

“Tranquilidade” das piscinas leva vizinhos de Badajoz a Elvas

Numa altura em que o calor ainda se faz sentir com alguma intensidade, são muitas as famílias e os grupos de amigos que aproveitam o espaço das piscinas municipais de Elvas, incluindo os vizinhos espanhóis, para se refrescarem.

Confessando que gosta do “ambiente” daquele equipamento municipal, Ana, que reside em Badajoz destaca também a “tranquilidade que normalmente” encontra nas piscinas de Elvas. “Nas piscinas de Badajoz há sempre mais gente, o que torna o espaço menos tranquilo”, acrescenta.

Mas Ana não é a única a pensar assim, uma vez que José António, também residente na mesma cidade espanhola, tem o hábito de frequentar as piscinas de Elvas, pois “são mais tranquilas do que as de Badajoz, porque há menos aglomeração”.

“Em Badajoz, conhecemos muita gente e aqui não. Estas são mais tranquilas, mais calmas”, revela outro pacense à reportagem da Rádio Campo Maior.

As piscinas municipais de Elvas funcionam, às segundas-feiras, das 15 às 20 horas e, de terça-feira a domingo, das 10 às 20 horas, estando previsto encerrar a 10 de setembro.

Campomaiorenses têm aproveitado Piscinas Municipais para combater o calor

Com as altas temperaturas que se fazem sentir, mesmo com agosto já a chegar ao fim, são muitas as famílias e os grupos de amigos que escolhem as piscinas de Campo Maior para se refrescarem e passarem um dia em convívio.

Numa ida às piscinas da vila, algumas das pessoas que lá se encontraram e que falaram à reportagem da Rádio Campo Maior, explicaram que a escolha destas piscinas, em detrimento de outras, se deve à sua qualidade, mas não só.

Ricardo, que apesar de viver em Lisboa, nasceu em Campo Maior, tem por hábito, quando regressa à vila, nas férias, frequentar estas piscinas, onde há muitos anos passava muito tempo com os amigos. “Isto é uma mistura de nostalgia e de saudade, porque quando olho para estas piscinas vejo-me a mim e aos meus amigos aqui a fazer macacadas”, recorda. Agora, usufrui do espaço com o filho, lembrando-se sempre do tempo que ali vivenciou, na infância, considerando o espaço “perfeito” para Campo Maior.

Núria Paralta, que foi com as amigas às piscinas passar “um bom bocado”, revela que estas “são umas belas piscinas” e que, por isso, “têm de ser aproveitadas”. Catarina, Raquel e Íris, também com o seu grupo de amigas, também vão frequentemente às piscinas de Campo Maior. “Estão aqui perto de casa e são boas, por isso, vimos sempre uma vez por semana”, revela uma das jovens.

As piscinas municipais de Campo Maior estão abertas até 10 de setembro, funcionando todos os dias, das 9.30 às 20 horas, à exceção das segundas-feiras, em que abrem ao público apenas no período da tarde (a partir das 15 horas).

Centenárias Festas dos Capuchos de 8 a 11 de setembro em Vila Viçosa

As Festas dos Capuchos estão de regresso a Vila Viçosa de 8 a 11 de setembro.

O certame, para além das celebrações em honra de Nossa Senhora da Piedade dos Capuchos e do Senhor dos Aflitos, volta a contar com diversos eventos culturais e religiosos, as tradicionais largadas de touros, fogo de artifício e muita diversão noturna.

Némanus e Toy são os nomes mais sonantes entre os artistas que se vão apresentar ao público, nestas festas que, como recorda o presidente da Câmara, Inácio Esperança, têm já 160 anos espetáculos, e em que famílias e amigos se reencontram. “É uma festa centenária”, a “mais tradicional do concelho”, assegura o autarca, que garante que, neste certame, o “mais importante nem são os artistas”.

“Temos também um programa taurino, porque esta é uma festa que vive muito dos festejos taurinos, com largadas, garraiadas e corrida de touros e outras atividades culturais, incluídas na própria festa e serviços religiosos, que fazem com que as pessoas venham a Vila Viçosa e permaneçam por uma semana”, assegura Inácio Esperança.

Acreditando que o cartaz do evento é capaz de agradar a miúdos e graúdos, o presidente da Câmara de Vila Viçosa recorda ainda que esta festa, que começou por ser uma romaria, decorre em torno do Convento dos Capuchos e da igreja de Nossa Senhora da Piedade.

No primeiro dia de festas, 8 de setembro, atuam Baila Maria; no dia 9, os Némanus; no dia 10, a banda Jovimusic; e por fim, no dia 11, Toy. Haverá ainda muita animação com DJs, festa dos anos 80 e baile. Conheça o programa de espetáculos completo:

Elvas: missa e procissão abrem Festas na Boa-Fé esta sexta-feira

A edição deste ano das Festas em Honra do Senhor Jesus da Boa-Fé, em Elvas, começam nesta sexta-feira, dia 1, e decorrem até domingo, 3 de setembro.

Os moldes das festas, este ano não diferem muito do ano passado, sendo que para esta edição, como revela o presidente da Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, deram destaque aos artistas desta zona da cidade, uma vez que segundo diz “temos aqui muito bons artistas”.

Para além disso, e tendo em conta que antigamente, estas Festas eram dedicadas aos hortelões, este ano não é exceção e estas pessoas terão um lugar, nas festas, para ali venderam os seus produtos. “Os Hortelões venderão os seus produtos na rua entre o recinto das festas e da igreja, ao final da tarde, num total de quatro hortelões, um de venda de laticínios e outro de charcutaria”, revela o presidente da junta.

Quanto aos espetáculos musicais decorrem junto à Igreja, já a discoteca, bar e restaurante será no patamar mais elevado, do recinto das festas e as garraiadas, no lado esquerdo deste local.

Hoje a procissão conta a Banda 14 de janeiro e segundo o presidente da junta conta sempre “com muita adesão por parte da população, que respeita muito este ato religioso, que tem início na Igreja da Boa-Fé, sobe a Rua de Campo Maior, Avenida da Boa-Fé e regressa à igreja”.

O programa deste primeiro dia abre às 20.30 horas, com missa seguida de procissão, acompanhada pela Banda 14 de Janeiro.

Às 21 horas, começa a ser disputado o Torneio dos Hortelões, no pavilhão desportivo da Escola Básica 2,3, numa organização do CRP da Boa-Fé. Zé Pedro, Choko e Budafé são os artistas que animam o espetáculo musical marcado para as 22.30 horas.

À meia-noite, há garraiada noturna e, à mesma hora, começa a Discoteca com DJ, organizada pelo Unosso Bar.

“Agora Quer’Arte” leva crianças de Campo Maior a cantar, dançar e representar

Ao longo de quase duas semanas, os artistas da associação “Agora Quer’Arte” procuraram levar os mais novos, dos oito aos 16 anos, ao Centro Cultural de Campo Maior, para lhes ensinar aquilo que sabem, no que toca às áreas do teatro, do canto e da dança.

Com o objetivo de estarem mais próximos de crianças e jovens, dando-lhes palco para que possam também mostrar o seu talento, este curso intensivo de artes do espetáculo, “Agora no Verão”, explica Duarte Silvério, um dos responsáveis da “Agora Quer’Arte”, foi um objetivo traçado, desde cedo, pensado para incluir esta faixa etária no plano de atividades da associação.

“Sempre senti que não há um palco grande para que estas crianças se possam evidenciar e mostrar em Campo Maior. Quisemos mostrar que estamos ao lado das pessoas mais novas, mas também das mais velhas, porque são as duas faixas etárias que, muitas vezes, são postas de parte: uns porque não têm palco e outros porque já se querem afastar”, começa por explicar o artista.

Duarte Silvério

Lembrando que o talento já nasceu com estas crianças e jovens, neste curso, garante Duarte Silvério, os mais novos tiveram oportunidade de aprender “um bocadinho mais” sobre as três áreas em questão. “Aqui vêm mostrar o seu talento e crescer com aquilo que lhes podemos ensinar”, acrescenta.

Este curso, garante, por sua vez, Leonor Alegria, acabou por ser “um desafio”, para os próprios elementos da associação, até porque só um deles já tinha antes trabalhado com crianças. “Não é muito fácil, porque eles são muito rebeldes”, comenta.

Mostrar a este grupo que os elementos da associação são felizes e que eles também podem ser, se um dia quiserem enveredar por este caminho das artes do espetáculos, foi outro dos grandes objetivos deste “Agora no Verão”.

Leonor Alegria

Duarte Silvério, que se diz ainda surpreendido com a evolução de algumas das crianças, lembra que muitas chegaram a dizer que apenas se queriam dedicar a uma das três áreas do espetáculo e outras que só estavam ali para concorrer ao “The Voice”. Leonor Alegria diz ainda que, no decorrer desta iniciativa, não foram só as crianças que aprenderam com os artistas da “Agora Quer’Arte”, mas também o inverso.

Deste “Agora no Verão” resultou um espetáculo musical, apresentado, recentemente, no Centro Cultural de Campo Maior.