Com “casa” nova, “Espigas e Papoilas” querem levar tradições de Campo Maior além-fronteiras

O Rancho Folclórico “Espigas e Papoilas da Vila Raiana” tem, na Rua dos Quartéis, em Campo Maior, a sua nova casa, num espaço totalmente requalificado e cedido pela Câmara Municipal ao grupo.

Depois de dois anos com “a casa às costas”, diz a presidente da direção do rancho, Sandra Ginga (na imagem), esta nova sede é um espaço “digno” para, não só realizarem os habituais ensaios, como para acolher os tradicionais bailes, que servem, sobretudo, para angariar verbas para as deslocações. “Para nós é muito positivo e temos de agradecer porque nos arranjaram um sítio”, assegura.

“Somos um grupo com mais ou menos 27 a 28 pessoas e fazer duas rodas, para dançar, não era fácil em sítios mais pequenos. Agora, o espaço que nos foi cedido é grande, onde podemos fazer os nossos ensaios, de várias maneiras, e de forma a levar a nossa cultura e as nossas tradições a vários sítios do país e além-fronteiras”, explica a responsável.

Com intenção de promover algumas noites de fados, o rancho folclórico de Campo Maior tem agora também mais espaço para acolher mais pessoas nos seus tradicionais bailes. “Nós fazemos os bailaricos, que as pessoas mais velhas nos pediram muito – que nós já fazíamos em sedes antigas – e estamos a pensar em fazer noites de fados, não muitas, porque há mais associações em Campo Maior que as fazem”, adianta Sandra Ginga.

Por enquanto, e depois de terem estado muito tempo sem poderem realizar os seus ensaios, as “Espigas e Papoilas” não têm atuações previstas para os próximos tempos. “Não temos ensaios suficientes para nos pudermos mostrar, não querendo fazer má figura. Queremos entrar em palco com os pés bem firmes”, diz ainda a presidente da direção, assegurando que, para o próximo ano, têm já vários convites para espetáculos, “desde norte a sul” do país.

A festa de inauguração da nova sede do Rancho Folclórico “Espigas e Papoilas da Vila Raiana” aconteceu a 6 de agosto.

Festas da Exaltação da Santa Cruz animam Estremoz durante três dias

As Festas da Cidade e da Exaltação da Santa Cruz decorrem de 1 a 3 de setembro, no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz.

Com entrada livre, o evento conta com espetáculos, fogo de artifício, cerimónias religiosas, animação de rua e muito mais. Os maiores destaques do programa vão para os concertos de Quim Barreiros, no dia 1, de Pedro Mafama, no dia 2, e de Dezalinhados Filarmónica Rock Show, no dia 3.

O certame, no dia 1 (sexta-feira), abre às 18 horas, com uma salva de foguetes e morteiros. Às 21 horas, decorre uma procissão com as imagens veneradas de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos Passos, desde a Igreja dos Congregados até à Igreja de São Francisco. Pelas 22 horas tem início uma corrida de touros, organizada pela Tertúlia Tauromáquica de Estremoz, na praça da cidade. À mesma hora, há espetáculo com o duo João Tendeiro e Ricardo Jorge, estando o concerto de Quim Barreiros agendado para a meia-noite. A partir da 01h30, é o DJ André Gaspar quem anima o público.

No dia 2, sábado, os festejos arrancam com alvorada com uma salva de foguetes e morteiros, pelas 9h30. Às 10 horas, a Banda da Sociedade Filarmónica Luzitana inicia uma arruada no centro da cidade. Pelas 17h30, há garraiada na Praça de Touros e, às 18 horas, Santa Missa, na Igreja de São Francisco. A Banda Filarmónica Luzitana apresenta-se, pelas 21h30, em concerto, seguindo-se, às 22h30, a atuação do grupo NYX, e às 23h30, de Pedro Mafama. A partir da meia-noite e meia, há baile com Jorge Gomes, no parque de feiras, e Revive Trolaré, no castelo da cidade. O espetáculo de fogo de artifício, neste segundo dia de festa, está marcado para a 01h15.

O último dia de festas inicia-se às 9h30, com alvorada com uma salva de foguetes e morteiros, seguindo-se, às 10 horas, uma arruada com a Banda da Sociedade Filarmónica Estremocense.

Na Igreja de São Francisco, pelas 11 horas, há batismos. Um quarto de hora mais tarde começa a Procissão dos Pendões, com partida do Pelourinho e chegada à Igreja de São Francisco. Ao meio-dia, realiza-se a Eucaristia da Festa, na mesma igreja.

A partir das 17h30, a Tertúlia Tauromáquica de Estremoz organiza uma garraiada, na praça de touros, tendo início, às 18 horas, uma Santa Missa na Igreja de São Francisco. Pelas 21h30, atua o Grupo de Cavaquinhos de Estremoz. Seguem-se, às 22h30, um espetáculo musical de Dezalinhadas – Filarmónica Rock Show, e à meia-noite, baile com Paulo Lopes. O espetáculo de fogo de artifício, neste último dia, está marcado para as 00h30. O baile prossegue a partir das 00h45, estando o encerramento das festas marcado para as 3 horas.

Nos três dias do evento, a Câmara Municipal de Estremoz disponibiliza, entre o centro da cidade e o parque de feiras, um autocarro, 30 em 30 minutos, entre as 20 horas e a 1 hora da madrugada.

Passeio dos Maiores leva seniores de Campo Maior a Peniche a 16 de setembro

O Passeio dos Maiores, promovido pela Câmara Municipal de Campo Maior, realiza-se no próximo dia 16 de setembro, com a autarquia a levar os seniores do concelho até à cidade costeira de Peniche, no distrito de Leiria.

Como é habitual, este será um dia de convívio e repleto de experiências que ficarão na memória de todos.

As inscrições estão abertas até 11 de setembro para todos os campomaiorenses maiores de 55 anos e/ou pensionistas, e respetivos cônjuges, no Centro Comunitário de Campo Maior e na Junta de Freguesia de Degolados.

Vila Boim: Museu do Ciclismo reúne vários artigos do ex-atleta José Pasadas

O Museu do Ciclismo, de José Pasadas, inaugurado no passado mês de julho, em Vila Boim, conta com vários artigos que o próprio juntou, ao longo dos anos, enquanto praticante da modalidade.

Neste museu, localizado numa pequena garagem daquela freguesia do concelho de Elvas, é dado a conhecer o percurso de José Pasadas, na prática da modalidade, que começou em 1969, altura desde a qual junta, entre outros, troféus, camisolas e jornais com notícias sobre si. “Fui juntando tudo e pensei em mostrar aquilo que consegui alcançar, e também o meu esforço, na prática desportiva e, quando as condições para fazer o museu estiveram reunidas, consegui realizar o que idealizei”, revela.

Para José Pasadas, este museu serve para “incentivar os jovens a praticarem desporto”, e segundo diz, “era uma honra que um dia mais tarde alguém possa também abrir um museu”. O museu, até agora, já recebeu perto de uma centena de visitantes e “todos gostam”, adianta.

O Museu do Ciclismo está aberto em dias de festas, feriados, e quando solicitado. Os interessados em conhecer aquele espaço devem entrar em contacto com José Pasada, através do número 967 24 24 73, para agendamento da visita.

Vindima: visitantes da Adega Mayor têm oportunidade de serem enólogos por um dia

Imagem: Adega Mayor

A Adega Mayor está de portas abertas, desde o passado dia 13, para mostrar, de perto, como nascem e se transformam os vinhos, no decorrer de mais uma edição da Vindima Mayor.

Numa altura de “festa”, em que se está “a vindimar, a colher as uvas e a transformá-las em vinho”, as visitas à adega do Grupo Nabeiro são acompanhadas, entre outros, de provas de vinhos, dando-se também a conhecer todo o processo, através de diferentes programas, limitados a grupos de 12 pessoas. Os grupos, explica a CEO da Adega Mayor, Rita Nabeiro, não são grandes para que as pessoas “possam desfrutar da experiência”.

A par das habituais visitas guiadas à Adega Mayor, neste momento, por ocasião da vindima, são três os programas disponíveis para os visitantes. “Estes programas só se realizam sob algum tipo de condicionantes, porque temos que estar a vindimar nas datas em que as pessoas pretendem fazer a visita, tem que ser sob confirmação prévia, dado que implica toda uma logística”, ressalva a CEO.

A visita mais simples começa com um encontro na adega, incluindo ainda “uma pequena experiência de vindima, que não dura mais que uma hora”, uma explicação sobre como a vindima se processa, culminando com um workshop vínico, em que se dão a conhecer os “segredos da prova e dos vinhos que a Adega Mayor oferece”.

O programa intermédio, adianta Rita Nabeiro, para além de tudo aquilo que inclui o mais simples, conta com um almoço, em formato de piquenique. O programa mais completo da edição deste ano da Vindima Mayor, com um dia inteiro de atividades na adega, dá aos visitantes a possibilidade de serem “enólogos por um dia”. “A pessoa pode fazer o seu próprio blend e levar para casa uma garrafa feita por si, com as orientações da nossa equipa”, adianta a CEO.

Assegurando que esta é uma atividade “muito interessante para se fazer entre amigos ou família”, Rita Nabeiro garante que a experiência acaba sempre por “criar boas memórias” a quem nela participa.

Esta, que é uma oportunidade única para aprender a vindimar, em Campo Maior, pode ser feita até 18 de setembro. Os preços para participar na Vindima Mayor variam entre os 45 e os cem euros, consoante o programa escolhido. Tudo para saber sobre estes programa no site da Adega Mayor.

Museu de Arte Sacra de Campo Maior celebrou 25 anos

O Museu de Arte Sacra de Campo Maior celebrou ontem, terça-feira, dia 22 de agosto, os seus 25 anos.

Para assinalar a data, o presidente do Município, Luís Rosinha, acompanhado pela vereadora São Silveirinha, visitou o Museu para cantar os parabéns a este espaço que enche de orgulho todos os campomaiorenses, junto com os técnicos que diariamente lhe dão vida.

Já durante a noite, decorreu uma visita noturna.

O Museu de Arte Sacra está aberto ao público de terça-feira a domingo, das 10 às 13 horas, e das 14 às 17 horas.

Portalegre: R.A.Y.A., Nuno Ribeiro e Maninho na Feira das Cebolas

A Feira das Cebolas está de regresso ao Parque de Feiras e Exposições de Portalegre, de 7 a 10 de setembro.

A animação da feira, no dia 7 de setembro (quinta-feira), estará a cargo dos espanhóis R.A.Y.A., a partir das 21h30. O DJ Nelson irá dar continuidade à festa, a partir das 23 horas. Já no dia 8 (sexta-feira), atuam Nuno Ribeiro, às 22 horas, e Dj Jay Lion, a partir da meia-noite. No dia 9 (sábado), animam a feira o grupo Migas d’Aço (21 horas), Maninho (22h30) e FunkIntown (meia-noite). 

Este ano a feira tem “um formato diferente, que cruza a tradição com a inovação, como Exposição de Atividades Económicas, tendo expositores de gastronomia, música, artesanato e divertimentos, com destaque para os expositores das áreas agrícola e pecuária, empresarial e de serviços”, revela a Câmara Municipal de Portalegre.

A feira conta com organização da Câmara Municipal de Portalegre, em parceria com a Associação dos Agricultores do Distrito de Portalegre e do Núcleo Emprearial da Região de Portalegre (NERPOR).

A pensar no futuro do setor, Apormor aproveita Expomor para levar crianças ao campo

No sentido de tentar garantir o futuro do setor agroalimentar, a Associação de Produtores do Mundo Rural da Região de Montemor-o-Novo (Apormor) vai, este ano, no decorrer de mais uma edição da Feira da Luz/Expomor, procurar levar, uma vez mais, os mais novos até ao campo, num dia que vai dedicar aos jovens, a 31 de agosto.

A atividade “Crianças ao Campo”, durante a qual a Apormor mostra aos jovens das escolas a forma como se trabalha no campo, explica o presidente da Associação de Produtores do Mundo Rural da Região de Montemor-o-Novo, Joaquim Capoulas, teve início no ano passado. “Vamos ter um dia dedicado à juventude, uma iniciativa que começou no ano passado, na Expomor, sendo que depois já tivemos mais dois eventos aqui, onde mostrámos às escolas, aos diversos escalões etários, o que se faz no campo”, começa por dizer.

Considerando ser importante que as crianças do meio urbano conheçam o que é a vida no campo, Joaquim Capoulas adianta que o Rugby Clube de Montemor tem sido um parceiro importante nestas atividades com os mais novos. “São aqueles que nos dão mostras de que serem dinâmicos e de estarem, de algum modo, ligados ao campo, partilharem os nossos valores, a nossa cultura”, assegura

O objetivo da Apormor é fazer levar os mais novos a perceber de onde vêm os produtos que encontram nas prateleiras dos supermercados, porque, para isso acontecer, “alguém os cultivou, alguém cuidou dos animais, para aparecer a carne e os bifes que lá se compram”. Sem estes estímulos, Joaquim Capoulas receia que o campo, num futuro próximo, venha a ficar totalmente “desertificado”.

O dirigente, que considera ainda ser fundamental que se perspetive o futuro do setor, revela que este será um dos temas a abordar, no decorrer da Feira da Luz/Expomor, até porque “as pessoas que estão agora, e ainda cuidam disto, não duram para sempre e um dia desaparecem e outros terão que seguir, senão chegará a desgraça”.

Durante a Feira da Luz/Expomor, de 30 de agosto a 4 de setembro, para além de colóquios, a Apormor volta a promover os tradicionais leilões e exposições de gabo bovino e ovino, assim como diversos concursos de diferentes raças.

Mais de 20 mil alunos vão estudar este ano com manuais escolares digitais

Mais de 20 mil alunos, do 3.º ao 12.º ano, vão estudar, já a partir do novo ano letivo, com manuais escolares digitais, segundo um projeto-piloto lançado pelo Governo, que pretende substituir, gradualmente, os manuais em papel.

Os manuais digitais vão chegar, este ano letivo, a 160 escolas, sendo que caberá a cada direção dos Agrupamentos decidir quando deve ser feita a troca dos manuais em papel, segundo o Ministério da Educação.

“Há escolas que optaram por ter todas as turmas de um mesmo ano de escolaridade ou até de mais de um ano de escolaridade envolvidas (neste projeto-piloto). Noutras, por questões de opção da própria escola, decidiram envolver apenas algumas turmas de alguns anos de escolaridade”, revela o Ministério da Educação.

O projeto-piloto “Manuais Digitais” encontra-se na sua quarta fase e integra cerca de 1.100 turmas e cerca de 21 mil alunos.

O número de alunos que utiliza manuais digitais quase que duplicou em relação ao ano passado, sendo que no ano letivo de 2022/23, este modelo chegou a 11.437 alunos de 575 turmas de 68 agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas.

No início do passado ano letivo, o ministro da Educação, João Costa, revelou que esperava que, até 2026, todas as escolas tivessem manuais digitais, defendendo, no entanto, a importância de manter o contacto com os livros em formato papel entre os alunos mais novos.