Direção Regional do PCP diz ser “hora de mudar de política” no país

A Direção Regional de Portalegre (DORPOR) do PCP reuniu no passado dia 24 de novembro, em Portalegre, para analisar “os desenvolvimentos da situação nacional e regional e em particular a demissão do Primeiro-ministro, a dissolução da Assembleia da Republica e a marcação de eleições antecipadas para a Assembleia da Republica e definiu as linhas de acção do PCP” para a região.

Em comunicado enviado às redações, a DORPOR do PCP, diz, entre outras coisas, que  “é hora de mudar de política” no país. O comunicado para ler na íntegra:

“1. A situação social e política no país e na região

A demissão do Primeiro-Ministro, precipitada pelas recentes investigações judiciais envolvendo o actual Governo e a decisão do Presidente da Republica de dissolver a Assembleia não pode ser separada das políticas e da governação de direita e do que tem originado: o agravamento dos problemas e das desigualdades e injustiças, do aumento do descontentamento da população e do crescer da luta dos trabalhadores.

A DORPOR entende a decisão de dissolver a Assembleia da República e convocar eleições antecipadas importante para a clarificação da situação política e uma oportunidade para impormos outra política ao serviço dos trabalhadores e do povo.

Nas próximas eleições legislativas o fundamental, no país e na nossa região, é o reforço do PCP e da CDU, condição indispensável para romper com a política de direita e abrir caminho a uma política alternativa e a uma alternativa política capazes de assegurar as soluções que o País precisa.

Foram as políticas de direita, prosseguidas por PS e PSD, com ou sem CDS, que arrastaram o País para a actual e dificílima situação: uma situação de domínio do poder económico sobre todas as esferas da vida nacional, com um aparelho produtivo profundamente debilitado, despojado de instrumentos e alavancas essenciais ao seu desenvolvimento soberano, submetido aos ditames e critérios do Euro e da União Europeia, com prejuízo para a independência nacional, para as condições de vida dos trabalhadores e do povo. Situação que Chega e IL ambicionam intensificar.

A nossa região é vítima e com efeitos ainda mais devastadores dessas políticas: o continuado aumento do custo de vida, o brutal agravamento dos valores das rendas e das prestações dos empréstimos à habitação, os baixos salários, reformas e pensões, a insistência do Governo e do grande patronato em recusar os aumentos de salários que reponham e elevem o poder de compra, a degradação dos serviços públicos, em particular do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas também da Escola Pública, o insuficiente investimento público são problemas que afetam a vida de milhões de portugueses e que na nossa região com uma população envelhecida e com baixíssimos rendimentos se torna ainda mais violento.

Razão mais que suficiente para que, também aqui no distrito de Portalegre, saibamos resistir aos discursos “bonzinhos” enrolados na propaganda dos alegados sucessos económicos em que governo e PS insistem ou nos aumentos de pensões e rendimentos com que a restante direita pretende que esqueçamos as malfeitorias que nos impuseram quando no governo e mais recentemente nas alianças com o governo para na AR chumbarem todas as propostas que apresentassem melhorias para quem trabalha.

  1. É hora de mudar de política

O PS, com a sua maioria absoluta não foi nem garante de estabilidade, nem barreira às políticas de direita foi em muitos casos, animador dos objectivos e anseios das forças reaccionárias ou mesmo seu protagonista.

A gravidade dos problemas que afectam a vida dos trabalhadores e do povo têm sido também no Alto Alentejo motivo de mobilização e da luta dos trabalhadores e da população.

A DORPOR regista e saúda a participação dos trabalhadores e população do distrito na Manifestação Nacional convocada pela CGTP-IN no dia 11 de Novembro e a greve nacional dos trabalhadores da Administração Pública realizada no dia 27 de Outubro.

Saúda igualmente a provas de fraternidade com a resistência do Povo Palestino e contra o genocídio de que está a ser vítima em Gaza e na Cisjordânia e exorta os trabalhadores e a população do distrito a levarem a sua luta até ao voto, reforçando no país e no distrito o PCP e a CDU.

Hoje volta a ficar evidente que quanto maior for a força do PCP e da CDU mais próximo e possível estará o avanço nas condições de vida, a conquista de direitos e a contenção e derrota dos projetos reaccionários.

A realização de eleições antecipadas para a Assembleia da República abre aos trabalhadores e às populações do nosso distrito a possibilidade de decidirmos o nosso futuro e do futuro do país.

No nosso caso abre-nos a possibilidade de travar e inverter a situação de autêntico desastre a que nos levaram décadas de governação à direita com deputados eleitos nas listas do PS ou repartidos pelo PSD e pelo PS, a aplaudirem e apoiarem tais políticas de desastre, em função dos seus interesses e aspirações, esquecendo o território que os alimenta e elegeu.

  1. Afirmar Abril

Quando se assinalam os 50 anos da Revolução libertadora do 25 de Abril impõe-se que os direitos, princípios e o projecto contidos na Constituição da República Portuguesa sejam respeitados e cumpridos para tornar possível abrir caminho e campo à alternativa de que o País precisa.

Tal só é possível, é a vida que o mostra, com o reforço do PCP e da CDU.

Só o reforço do PCP e da CDU, no país e na região, são garantia de defesa dos trabalhadores e do povo; de combate ao domínio do grande capital e do que dele resulta de base para a corrupção; de combate às forças e concepções reaccionárias e fascizantes e de denúncia do seu papel de combate à Constituição e à democracia. De afirmação de uma política patriótica e de esquerda, capaz de dar solução aos problemas da região e do Pais.

Para lá das proclamações de esquerda por parte do PS, desmentidas pela sua acção governativa, é de facto no reforço e na afirmação própria do PCP e da CDU que está a garantia de combate às injustiças e desigualdades, de defesa dos interesses nacionais e de construção de uma vida melhor a que os trabalhadores, o povo, a nossa região e o País têm direito.

A DORPOR do PCP sublinha a confiança com que encara no distrito, a batalha eleitoral em que o PCP intervirá no quadro da Coligação Democrática Unitária (CDU). Confiança assente nas reais possibilidades de, também no nosso distrito, reforçar a sua expressão eleitoral e assim ter mais força para agir, lutar e intervir em defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e da região.

No distrito de Portalegre, como no país, podem conjecturar-se múltiplos cenários, mas será no reforço do PCP e da CDU que se encontrarão as condições e a força para concretizar as aspirações de mudança para uma vida melhor que exigimos e merecemos.

Também aqui, nesta região empurrada pelas políticas e governos de direita para as margens da exclusão e da pobreza, o PCP marca a diferença: está, em todos os momentos, ao lado dos trabalhadores e do povo; defende e afirma os interesses regionais e nacionais; enfrenta com coragem chantagens e pressões; defende o regime democrático e os valores de Abril para o qual deu uma contribuição ímpar; os seus eleitos são uma garantia de trabalho, honestidade e competência.

A DORPOR do PCP exorta todos os seus militantes a reforçarem o seu trabalho de organização, apela aos trabalhadores do distrito a levarem a sua luta até ao voto, convida todos os democratas a integrarem com confiança os caminhos necessários a defender Abril e concretizar os sonhos que nos proporcionou.

Portalegre, 29 de Novembro de 2023

A DORPOR do PCP”

Santa Casa de Campo Maior promove sessão “Envelhecer no Lugar” no CIFA

A Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior promove esta quarta-feira, 29 de novembro, o encontro de reflexão “Envelhecer no Lugar”.

A terá lugar no auditório do Centro Interpretativo da Fortificação Abaluartada (CIFA), a partir das 14h30, a sessão, que é destinada a profissionais e cuidadores, conta com várias apresentações, começando, desde logo, com o projeto “Vidas Ligadas”, por Rosália Guerra e o provedor da Santa Casa de Campo Maior, Luís Machado.

António Fonseca, pela Fundação Calouste Gulbenkian, será orador da palestra “Envelhecer no Lugar – do conceito aos desafios”, a partir das 15 horas, seguindo-se “Os Desafios da Saúde Mental Comunitária nos Mais Velhos”, por Catarina Agostinho, da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejo (ULSNA).

“Os direitos do consumidor no empoderamento da pessoa idosa” serão também tema de debate nesta sessão, com Helena Guerra e Ana Sofia Baptista, da DECO. De seguida é dado a conhecer o projeto intergeracional da escola Comunitária do Suão, bem como o novo projeto da Santa Casa da Misericórdia, “My SAD”. A apresentação deste projeto vai estar a cargo de Alexandra Mamede. A sessão termina com uma apresentação em vídeo da palhaça “Maria d’Alegria”.

“Desde sempre nos preocupamos com a qualidade de vida das pessoas mais velhas, pensando diariamente em como podemos melhorar as nossas respostas que a estas se dirigem. Este encontro vai ainda mais além, com o tema Envelhecer no Lugar, pretende refletir sobre como podemos pensar e pôr em prática o apoio no lugar onde as pessoas consideram poder ser mais felizes e realizadas. Pode ser a sua casa ou outro sítio onde se sintam confortáveis, cuidadas, felizes e em relação com a sua comunidade”, diz a Santa da Casa da Misericórdia em nota de imprensa.

Portel: Lucky Duckies, Sara Correira, Diogo Piçarra e João Pedro Pais na Feira do Montado

A Feira do Montado, um dos maiores eventos da região que conta já com vinte e dois anos de existência, arranca esta quarta-feira, 29 de novembro, em Portel.

O certame, que tem contribuído para a promoção e valorização do montado, trata-se de um acontecimento de importância económica, ambiental, cultural e científica, de âmbito nacional e internacional.

A animação será um dos principais atrativos e os concertos à noite irão trazer a Portel grandes nomes da musica nacional. Lucky Duckies (dia 29), Sara Correia (dia 30), João Pedro Pais (dia 1) e Diogo Piçarra (dia 2) são os cabeças de cartaz desta edição da Feira do Montado.

Durante os cinco dias da feira, expositores de diversas empresas do sector florestal, do sector da cortiça, dos agro-alimentares, restauração e do comércio em geral, têm a oportunidade de promover e comercializar os seus produtos e desenvolver oportunidades de negócio.

A par das diversas exposições promovidas pelas várias entidades, a Feira do Montado, mais uma vez, será uma montra dos melhores produtos do Montado, o que de melhor se produz no Alentejo.

O programa completo para consultar AQUI.

Crianças de Elvas vão voltar a encher coliseu da cidade a tocar ronca

À semelhança do que aconteceu no ano passado, as crianças das escolas do concelho de Elvas vão estar reunidas, no próximo dia 15 de dezembro, no coliseu da cidade, a tocar ronca e a cantar ao menino.

Desta vez, prevê-se que o número de crianças a participar no evento, promovido pela associação juvenil Arkus e o grupo Roncas d’Elvas, duplique, até porque, para além dos alunos de primeiro ciclo, vão também estar presentes os do ensino pré-escolar.

Mas para que tudo isto seja possível, há todo um trabalho que está a ser desenvolvido, há cerca de dois meses, junto das escolas. “É um trabalho que envolve muita gente, em que, na parte inicial, tivemos o contacto com os vários agrupamentos, de modo a saber se estavam interessados em participar”, começa por explicar o presidente da associação, o professor Carlos Beirão.

“Todos se prontificaram a participar neste evento e, a partir daí, começámos a planear a parte da decoração das roncas, sendo que cada sala está a decorar a sua própria ronca, utilizando latas e outros objetos”, adianta. Depois, os elementos da Arkus e das Roncas d’Elvas, no “terreno”, percorrem todas as salas das escolas de pré-escolar e primeiro ciclo: “vão a cada sala, não só ajudar a confeccionar a ronca, com a pele e a cana que nós oferecemos, como depois ainda treinam um bocadinho com as crianças, para as ensinarem a tocar ronca”.

Procurando que, com o evento, toda a comunidade, não só educativa, se envolva em torno da promoção e divulgação da ronca, esta, diz Carlos Beirão, é a fase mais complexa do processo de preparação da iniciativa. “É a fase que demora mais tempo, porque estamos a falar de três agrupamentos, da APPACDM, do próprio colégio. Toda a comunidade educativa do concelho acaba por participar e, no dia 15, teremos esse momento que será fundamental, com cerca de duas mil pessoas”, diz ainda.

A par deste evento, a Arkus e as Roncas d’Elvas vão promover, no dia 22, na Praça da República, um encontro de capotes: em ambas as iniciativas pretende-se reunir o maior número de pessoas possível, para que, num futuro próximo, possam ser inscritas no livro de records do Guinness.

Campo Maior Trail Runners com treinos abertos às quartas-feiras

Com as portas sempre abertas à chegada de novos elementos, que sejam amantes da corrida e do desporto, o Campo Maior Trail Runners quer, nesta nova época desportiva de atletismo e trail, contar com ainda mais atletas.

Para isso, está a promover, sempre às quartas-feiras à noite, treinos, que, por norma, têm saída às 20 horas do Jardim Municipal da vila.

Ao longo de todo o ano, explica o fundador do Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura (GEDA), do qual faz parte do Campo Maior Trail Runners, Carlos Pepê, qualquer pessoa se pode juntar aos treinos. “Nós estamos sempre abertos a que as pessoas se juntem ao longo de todo o ano, mas uma vez que estamos a iniciar uma nova época desportiva de atletismo e trail, fazemos questão de lançar nas nossas redes sociais a proposta à comunidade e a todos aqueles que também queiram interagir, para saberem dos locais e das horas de encontro do treino de quarta-feira”, revela o responsável.

Além do treino semanal de quarta-feira, há também treinos ao domingo. Segundo Carlos Pepê, estes treinos, ao fim de semana, só são interrompidos “em função de haver provas de competição a decorrer” e quando os atletas do Campo Maior Trail Runners estão em provas. “O treino garantidamente aberto é o de quarta-feira”, assegura.

Os interessados em juntar-se aos treinos não precisam de nenhum tipo de inscrição: “numa primeira fase o objetivo é que as pessoas venham perceber que é possível fazer um treino acompanhado e monitorizado por atletas com mais experiência, respeitando o ritmo inicial de cada um, e depois a pessoa vê se quer juntar-se a nós”.

Estes treinos decorrem pela vila, sempre em grupo, com especial foco na partilha de experiências e dicas entre atletas mais experientes, que apadrinham os recém-chegados.

Campo Maior: Centro Escolar equipado com papeleiras de recolha seletiva de resíduos

Atendendo à necessidade de renovar algumas das papeleiras do espaço exterior do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, em Campo Maior, foram, recentemente, instaladas naquele espaço 11 papeleiras com recolha seletiva de resíduos.

Desta forma, alunos e todos os profissionais de ensino passam a ter condições para a separação do lixo e, desta forma, contribuir para a reciclagem no concelho.

Esta foi mais uma iniciativa inserida no âmbito da Semana Europeia de Prevenção de Resíduos, que se celebrou de 18 a 26 de novembro.

Música, história e adrenalina nos 25 anos do 24 Horas TT Vila de Fronteira

Um festival de música com os Xutos & Pontapés como cabeças de cartaz e o lançamento do livro “Era uma vez em Fronteira: a história e as estórias de um fenómeno popular e desportivo” são dois momentos altos do programa de comemorações dos 25 anos da BP Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira. Uma festa ainda maior do que o habitual que promete levar muitos milhares de espetadores à vila alentejana, já no próximo fim-de-semana. No plano desportivo, destaque para a participação de mais de 360 pilotos, em representação de 112 equipas, de sete nacionalidades. A organização é do Automóvel Club de Portugal.

Em 1998 nascia na vila de Fronteira uma prova de todo-terreno única em Portugal e que rapidamente se converteu numa das mais emblemáticas corridas de resistência da Europa. A BP Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira comemora 25 anos com um programa especial, onde se incluem as 4 Horas SSV, a disputar na manhã de sábado, e a prova das 24 Horas TT, com arranque marcado para as 15 horas de sábado.

Na quinta-feira, após o briefing da organização às equipas, é apresentado o livro “Era uma vez em Fronteira: a história e as estórias de um fenómeno popular e desportivo”. Uma obra editada pelo Automóvel Club de Portugal, escrita pelos jornalistas Alexandre Correia e Rui Cardoso. Um relato na primeira pessoa de 25 edições como piloto, no caso de Rui Cardoso, e como jornalista, que Alexandre Correia acompanhou. Ao longo de quase 200 páginas revivem-se memórias e registam-se momentos para mais tarde recordar. O livro custa 24,90 euros e está disponível com condições especiais para os sócios do ACP. Encontra-se à venda em loja.acp.pt e nas delegações do clube, além de estar disponível para venda no decorrer da prova.

O apelo da prova do Automóvel Club de Portugal e do município de Fronteira continua a atrair centenas de pilotos, com diferentes tipos de experiência e preparação, de amadores a consagrados. Para o terródromo da vila alentejana estão inscritos 112 concorrentes, divididos pelas provas de automóveis (79) e SSV (33), num pelotão com mais de 360 pilotos oriundos de Portugal, França, Bélgica, Letónia, Áustria, Países Baixos e Perú.

Uma competição aguerrida que vai ser animada com um festival de música para comemorar os 25 anos da prova do ACP, com um cartaz onde estão bandas e artistas de renome, como os Xutos & Pontapés ou Quim Barreiros. A Câmara Municipal de Fronteira criou um circuito de transportes públicos para o festival. O preço dos bilhetes para o festival é de 12€ para sexta-feira, 14€ para domingo ou 20€ para os dois dias. O acesso às zonas de restauração e zonas espetáculo é gratuito.

Os 16,4 quilómetros do Terródromo de Fronteira são, habitualmente, palco de um embate entre as melhores equipas portuguesas e as formações oriundas do Campeonato de França da especialidade, muitas delas com protótipos especificamente construídos para as provas de Resistência, ou com os competitivos SSV da categoria T3. Em 2022, o francês Laurent Poletti chegou à sua segunda vitória na prova do ACP, ao volante do protótipo MMP partilhado com Franck Cuisinier, Ronald Basso e Adrien Favarel. Os Can-Am também são máquinas a ter em conta e, no ano passado, a equipa liderada pelo belga Sébastien Guyette, onde também estava o português Marco Pereira, ficou perto da vitória, regressando em força este ano.

Muita expectativa também para o novo carro da equipa recordista de vitórias em Fronteira, a formação de Mário Andrade. O novo Proto Clio V6 da Andrade Competition esteve em testes nas semanas que antecederam a prova alentejana, tentando ganhar a fiabilidade que permita a Alexandre Andrade, Cédric Duplé, Yann Morize e Florent Charvot lutarem pela vitória. Da distante Letónia viajou mais um crónico candidato à vitória em Fronteira, o Mitsubishi Pajero de Igor Skoks, Rüdolfs Skoks e Arvis Pikis, um trio que venceu a prova do ACP em 2017.

Foi há precisamente uma década que a última equipa (maioritariamente) portuguesa venceu as 24 Horas TT. Em 2013, José Pedro Fontes, Miguel Barbosa, António Coimbra e Luís Silva foram acompanhados por Nicolas Clerget no topo do pódio. Agora, as esperanças nacionais estão depositadas em equipas como a da família Reis, que volta a trazer a espetacular Toyota Hilux V8 pilotada pelo campeão nacional de TT em título, Tiago Reis, acompanhado pelo pai, Avelino, pelo irmão, Edgar, e pelo cunhado, Daniel Silva.

Depois de terem terminado no top 5 em 2022, as equipas lideradas por Amândio Alves (MMP) e por Jorge Cardoso (Can-Am) também podem surpreender os favoritos este ano, embora Fronteira seja sempre uma prova imprevisível, normalmente decidida pela resiliência dos pilotos e pela resistência das mecânicas. Afinal de contas, são os 1.440 minutos mais duros do TT em Portugal.

Com objetivos muitos diferentes das equipas dos protótipos e das grandes máquinas dos agrupamentos T1 e T3, há concorrentes que já se tornaram emblemáticos nas 24 Horas TT. É o caso da famosa Peugeot 504 Pick-up inscrita por Joaquim Serrão, um dos carros mais populares do público de Fronteira, assim como a Renault 4L oriunda do Cadaval, inscrita pela equipa de Samuel Lima. E Fronteira volta a ter uma equipa totalmente feminina, formada por Sílvia Reis, Carla Gameiro, Cristela Marto e Paula Marto, um quarteto que volta a alinhar com o pequeno Suzuki Jimny.

Unicamente destinada aos SSV que competem sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal, a 11.ª edição da BP Ultimate 4 Horas SSV anima o programa de Fronteira. Entre os 33 concorrentes estão praticamente todos os grandes nomes da categoria em Portugal, liderados pelo vencedor do ano passado, o ex-campeão nacional Pedro Santinho Mendes. O piloto do Can-Am, que agora é acompanhado por Mário Ourives, terá forte oposição no Terródromo de Fronteira, num pelotão onde estão outros antigos vencedores das 4 Horas SSV, como o campeão nacional em título, João Monteiro (Can-Am), prestes a partir para o seu primeiro Dakar, Bruno Martins (Polaris), António Ferreira (Quaddy) e nomes consagrados, como o jovem Gonçalo Guerreiro (Polaris) ou João Dias (Can-Am).

Destaque ainda para as presenças do primeiro vencedor da Baja Portalegre 500, o veterano António Bayona, num Can-Am, e do conhecido responsável técnico da Sports&You, Abel Fernandes, que partilha um Can-Am com os experientes António Coimbra e Luís Silva.

Horário BP Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira  

Sexta-feira, 1 de dezembro  

09h30/11h30 – Treinos livres (todas as categorias)

14h00/17h00 – Treinos cronometrados (categorias T1 T2, T3, T4 e Promoção E)

15h00/17h00 – Treinos cronometrados (restantes categorias)

17h15/18h30 – Treinos livres todas as categorias

 

Sábado, 2 de dezembro  

15h00 – Partida BP Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira

 

Domingo, 3 de dezembro  

15h00 – Chegada BP Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira

16h15 – Cerimónia de pódio

Horário BP Ultimate 4 Horas SSV Vila de Fronteira  

Sexta-feira, 1 de dezembro

11h45/13h45 – Treinos livres e cronometrados

Sábado, 2 de dezembro 

09h00 – Partida BP Ultimate 4 Horas SSV Vila de Fronteira

12h00 – Chegada BP Ultimate 4 Horas SSV Vila de Fronteira

13h45 – Cerimónia de pódio

Alunos envolvidos no “ABC- AgriBioCircular” partilham conhecimentos obtidos com o projeto

O projeto “ABC- AgriBioCircular”, de educação ambiental, desenvolvido pelo InnovPlantProtect, em parceria com os alunos da Escola Superior Agrária de Elvas (ESAE) e da Secundária D. Sancho II, terminou ontem, segunda-feira, 27 de novembro, com a apresentação final do trabalho desenvolvido pelos alunos, no auditório da ESAE.

Para Ilaria Marengo, diretora do Departamento de Monitorização e Diagnóstico do InnovPlantProtect, este foi um projeto “muito especial”, que espera que possa ter continuidade com outro projeto, no futuro. O mais importante, para Ilaria Marengo, foi ajudar os alunos a “consciencializarem-se para os conceitos de sustentabilidade e economia circular e perceber o que aprenderam com os projeto”.

“Esta é a melhor forma de captar jovens para as temáticas relacionadas com a sustentabilidade do setor agrícola”, afirma a diretora da ESAE, Rute Santos, destacando que foi “muito importante os alunos e professores estarem envolvidos com a equipa do InnovPlantProtect, que tem um potencial extraordinário”.

Ana Cordeiro, a professora da ESAE envolvida no projeto, demonstra-se muito “satisfeita e orgulhosa dos trabalhos dos alunos, porque a parte prática leva a uma maior adesão e motivação, por parte dos alunos”.

Já a professora Elsa Nascimento, docente na Secundária de Elvas, adianta que os alunos perceberam, no olival e na vinha, “a importância da sustentabilidade e economia circular, bem como as mais-valias em produzir produtos sustentáveis, que terão um retorno, também para a comunidade”.

José Caldeira, aluno da ESAE, revela que o projeto foi muito importante, até porque “foram abordados temas, pouco debatidos, nas aulas”, explicando que, neste evento final, o seu trabalho se baseou “na utilização de produtos biológicos, em detrimento dos pesticidas”.

Da Secundária de Elvas falámos com as alunas Diana Andrade e Maria Magarreiro, que focaram o seu trabalho final na “economia circular e os seus benefícios e dificuldades, bem como podemos utilizar esses benefícios, no quotidiano”.

Presente na sessão esteve também o vereador na Câmara de Elvas, Hermenegildo Rodrigues, que se demonstrou-se bastante satisfeito com este projeto, que considera que é “bastante credível e acrescenta valor para todos os intervenientes, principalmente numa altura em que muito se fala de sustentabilidade e economia circular, na agricultura, e os alunos, depois deste projeto, terão uma visão diferente, que lhes permite modificar algo, no futuro”.

Evento final do projeto “ABC-AgriBioCircular”, que culminou ontem. A iniciativa teve como protagonistas os alunos, que partilharam com a audiência aquilo que aprenderam durante o decorrer do projeto.

Escola em Campo Maior faz “nascer” acordeonistas há 14 anos

Desde 2009, ano em que foi fundado o grupo de Cantares “Despertar Alentejano”, em Campo Maior, que as portas da sede da coletividade, no Largo do Barata, se abrem, às terças-feiras à tarde, para aulas de acordeão.

Segundo o presidente do grupo, Carlos Clemente, esta escola, que tem como professor Tiago Afonso, surgiu da necessidade de fazer “nascer” acordeonistas na vila, para acompanharem o “Despertar Alentejano” nas suas atuações. “O que é mais importante aprender aqui são as saias de Campo Maior. O nosso interesse é tocar aquilo que é nosso. Atrás disso, vêm outras músicas”, assegura o responsável.

Estas são aulas são gratuitas para os residentes em Campo Maior. Para quem não é da vila ou do concelho, têm um custo de 25 euros. “Em princípio, deve-se ter algum conhecimento de música ou até aprender aqui o solfejo, antes de se começar as aulas de acordeão”, explica ainda Carlos Clemente, que também ele é acordeonista.

Rodrigo Vieira é o mais novo e o mais recente acordeonista do grupo. Músico também da Banda 1º de Dezembro, este jovem, ainda na flor da idade, foi pelas teclas de um piano que se iniciou no mundo da música. “Já tocava teclado e depois a minha mãe disse-me para vir experimentar o acordeão. Vim experimentar e até que gostei”, confessa, levando já quase dois anos a ter aulas e a integrar o grupo.

Ao contrário do que aconteceu com Rodrigo, António da Cale começou a tocar acordeão já depois dos 50. Encontrou nesta escola uma oportunidade para concretizar um dos seus maiores e mais antigos sonhos.  Ainda que nunca tenha sonhado em vir a apresentar-se ao público, em concertos, António garante que, para si, bastava saber tocar “meia dúzia de modas de saias”.

Por mais que esta seja uma escola de acordeão, aqui também há quem tenha aprendido a tocar um outro instrumento. José Agapito, que desde cedo tem uma relação próxima com a música, mais propriamente com a viola, aprendeu, nestas aulas, a tocar cavaquinho, até porque, no grupo, fazia falta o som deste instrumento.

Estas aulas de acordeão funcionam com o apoio do Município de Campo Maior.

A reportagem completa para ouvir no podcast abaixo:

GNR de Portalegre apreende 210 artigos contrafeitos

O Comando Territorial de Portalegre da GNR deteve, entre os dias 20 a 26 de novembro, 14 pessoas, destacando-se cinco detenções por condução sem habilitação, três por condução sob o efeito do álcool, três por contrafação e uma por furto. A GNR também apreendeu 210 artigos contrafeitos.

No que toca ao trânsito, foram detetadas 91 infrações, destacando-se sete por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças, seis por falta de inspeção periódica, cinco por falta de seguro de responsabilidade civil, duas relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização e duas por uso indevido do telemóvel no exercício da condução.

Foram também, na semana passada, registados 24 acidentes rodoviários, dos quais resultaram 13 feridos leves.

No âmbito da fiscalização geral foram registados seis autos de contraordenação relativos à proteção da natureza e do ambiente.

A GNR realizou 22 no âmbito do programa “Escola Segura”, tendo sido sensibilizadas 662 pessoas da comunidade escolar, 18 ações de sensibilização no âmbito do programa “Idosos em Segurança”, tendo sido sensibilizados 235 idosos, e 16 ações no âmbito do programa “Comércio Seguro”, tendo sido sensibilizados 126 comerciantes.