Arronches: Academia Sénior tem sido espaço para ensinamentos e muito convívio

Informática, Psicologia, Música, Ginástica, Dança, Património e Cidadania são algumas das aulas que o Município de Arronches tem ao dispor, desde setembro e até junho, de todos aqueles que, com mais de 50 anos, queiram frequentar a Academia Sénior da vila.

Ainda que muitos homens participem em algumas destas aulas, há uma em que, por enquanto, só as mulheres marcam presença: a de Artes Decorativas. “Os senhores não vêm a esta aula, porque envolve costura e trabalhos manuais, que elas gostam imenso”, começa por dizer a professora Ana Claudino. Destas aulas, têm saído verdadeiras obras de arte, como malas, sacos e bordados. Por esta altura, é em trabalhos relacionados com o natal que professora e alunas se focam.

A verdade é que, mesmo nesta área da costura, na qual trabalha, confessa a professora, tem aprendido “muito” com as alunas. Por outro lado, Ana Claudino revela que, num concelho relativamente pequeno, como o de Arronches, há muitos seniores a frequentar as aulas da Academia. Ana Claudino destaca ainda o facto de, praticamente todas as semanas, os alunos terem a possibilidade de saírem em visitas de estudo, com o principal objetivo de ficarem a conhecer a região.

Se para muitos, estas aulas são apenas momentos de aprendizagem e de algum convívio, para outros são mais que isso. Dulce Trindade, a frequentar a academia há cerca de dois anos, confessa que encontrou aqui “um escape” para fazer face à depressão com que vive. Entre as saídas programadas para os próximos tempos, Dulce destaca a ida, no próximo domingo, dia 3 de dezembro, a Monforte para uma atuação, onde terão oportundidade de cantar algumas das canções que têm aprendido nas aulas de Música.

Já Ana Paravela, que para além de aluna, é também a filha da professora desta aula de Artes Decorativas, garante que não foi por imposição da filha que começou a frequentar, este ano, a Academia Sénior. Esta aluna não esconde que, para além dos ensinamentos, estas aulas são, na verdade, momentos importantes de convívio, para pessoas que, estando já reformadas, se assim não for, passam demasiado tempo em casa.

Maria Velez, por sua vez, confessa que as aulas de Artes Decorativas e Plásticas são as suas preferidas. Autointitulando-se como uma “veterana”, é das alunas que frequenta, desde a primeira hora, esta Academia Sénior de Arronches.

A frequentar a academia há mais de quatro anos, Encarnação Palmeiro garante que todos, entre alunos e professores, se dão bem. Para si, mais que as aprendizagens e os passeios, o mais importante é o convívio proporcionado nas aulas.

Ainda que com interrupções no natal, carnaval e páscoa, a Academia Sénior de Arronches funciona de segunda a sexta-feira, entre as 14 e as 17 horas. Grande parte das sessões decorre no Centro Cultural da vila.

A reportagem completa para ouvir no podcast abaixo:

Campo Maior: qualidade de vida dos idosos em debate promovido pela Santa Casa

A Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior promoveu ontem, 29 de novembro, o encontro “Envelhecer no Lugar”, no auditório do Centro Interpretativo da Fortificação Abaluartada da vila.

Esta instituição tem vindo a promover encontros de reflexão com vista à promoção e disseminação do conhecimento científico e das boas práticas nas áreas socias. Nesse sentido, este encontro teve como objetivo a apresentação de alguns dos serviços e projetos que a Santa Casa da Misericórdia tem para oferecer, em parceria com outras instituições, com vista a melhorar a qualidade de vida das pessoas mais velhas do concelho.

Como oradores da sessão estiveram presentes o provedor Luís Machado, Patrícia Miguéns e Alexandra Mamede, da Santa Casa da Misericórdia; António Fonseca, da Fundação Calouste Gulbenkian; Helena Guerra e Ana Sofia Baptista, da Associação Defesa do Consumidor (DECO); Catarina Agostinho, Cristina Pestana, Irene Ramalho e Maria Armanda Santana, do Hospital Dr. José Maria Grande, de Portalegre; e Maria Pencas e Lurdes Nico, presidente da Suão – Associação de Desenvolvimento Comunitário.

A vereadora São Silveirinha, em representação do Município de Campo Maior, esteve presente na sessão.

Fonte: Município de Campo Maior

Últimas ações do projeto “Hidricamente Poupando” em Nisa, Alter do Chão e Ponte de Sor

Os concelhos de Nisa e Alter do Chão receberam ontem, 29 de novembro, ações de sensibilização para o consumo sustentável de água, realizadas pela Águas do Alto Alentejo, no âmbito do projeto “Hidricamente Poupando”, que encerra esta quinta-feira, dia 30, em Ponte de Sor.

O projeto caracteriza-se pela realização de sessões de partilha de boas práticas e distribuição de redutores de caudal e materiais de sensibilização para a poupança de água, num contexto global que exige uma maior consciencialização para o risco futuro de escassez deste recurso essencial à vida.

As ações em Nisa e Alter do Chão foram realizadas junto das autarquias, dos agrupamentos de escolas e da Santa Casa da Misericórdia dos dois concelhos.

Ontem, em Nisa, a Águas do Alto Alentejo foi recebida pela presidente da Câmara Municipal, Idalina Trindade, e pelos vereadores José Dinis Serra e José Leandro Semedo. Em Alter do Chão, as três ações de sensibilização foram acompanhadas pela vereadora Raquel Palmeiro e pela técnica do município responsável pela área ambiental, Sónia Parelho.

CCDR Alentejo promove ação de formação na área da fiscalização

Cerca de 18 funcionários de fiscalização da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo frequentaram, recentemente, uma ação de formação, que teve como intuito aumentar o conhecimento destes profissionais de conteúdos formativos, tendo em conta as funções de fiscalização da CCDR Alentejo.

No exercício das suas funções, os funcionários de fiscalização têm necessidade de interagir com o público, visto constituírem a primeira linha de funcionários nesse contacto direto.

Com esta formação, a Direção de Serviços de Fiscalização da CCDR Alentejo pretende habilitar os funcionários nas técnicas de abordagem, apresentação, diálogo e objetividade na prossecução das suas funções.

A ação de formação foi efetuada pela Critical Changes e foi dada pelos formadores especializados Franclim Ribeiro e Emanuel Caetano.

Recorde-se que no que respeita às competências de fiscalização e à repressão de ilícitos que lhes estão conferidas, os funcionários de fiscalização da CCDR Alentejo abordam pessoas em possível situação de desrespeito às regras, ou em infração, cabendo-lhes a função coerciva primária de identificar infratores e reportar as infrações detetadas.

Este trabalho de fiscalização envolve riscos, designadamente na interação e diálogo, muitas vezes dificultado pela resistência em cumprir regras de quem se encontra em infração. Não menos importante é a dificuldade de reconhecimento de autoridade a estes funcionários, por parte do público.

A complexidade e importância do trabalho destes profissionais torna cada vez mais necessário que tenham formações específicas em diversas áreas e por isso durante dois dias, formadores qualificados ensinaram técnicas comportamentais limitadoras de reações repulsivas ou, in extremis, violentas e dissecaram as diferentes metodologias, do ponto de vista prático.

Fonte: CCDR Alentejo

Elvas transforma-se em “Cidade Natal” já esta quinta-feira

É já a partir desta tarde de quinta-feira, 30 de novembro, que o espírito natalício invade o coração da cidade com o início da iniciativa “Elvas, cidade Natal”. Pista de gelo, carrosséis, Aldeia do Pai Natal, Fábrica dos Brinquedos e comboio infantil, são alguns dos atrativos que vão animar a cidade até dia 7 de janeiro.

O presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida, revela que para além da animação na Praça da República, “estão programadas diversas iniciativas constantes e diárias na cidade, que se estendem a outros espaços da cidade, desde Fortes, Museus, Biblioteca, Coliseu, entre outros”.

“Trazer pessoas até Elvas e fazer com que este programa faça parte da agenda turística de todos aqueles que gostam de passear por esta época do ano”, são os principais objetivos, adianta Rondão Almeida.

As principais novidades, este ano, são “a pista de gelo, na Praça da República e um grande espetáculo de fogo de artifício, na passagem de ano”, num trabalho conjunto de 38 entidades, num total de 2500 participantes ativos.

Na Praça da República estarão “vários elementos de animação que provocarão o interesse de crianças e jovens, bem como das suas famílias”, garante Rondão Almeida, lançando o desafio aos espanhóis e a toda a população da região para que passem aqui um dia e aproveitem as diversas atividades disponíveis.

Este ano há também um acordo com a Associação Empresarial de Elvas, em que os utilizadores da Pista de Gelo recebem um voucher para fazer compras no comércio local.

Hoje a iluminação de Natal também se acede para dar outro brilho à cidade. Rondão Almeida apela à população para que adira às várias iniciativas propostas.

“Elvas, cidade Natal” que promete animar a cidade até dia 7 de janeiro, com várias atividades, num investimento de 300 mil euros. A inauguração está marcada para hoje, às 18 horas, na Praça da República. A animação musical está a cargo das Roncas D’ Elvas e Marchinha Botequim.

Idosos em lares não devem ser afastados “dos seus contextos de vida”

Foi com o principal objetivo de debater as melhores formas de envelhecimento, quando muitos idosos acabam as suas vidas num lar, que a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior promoveu ontem, quarta-feira, dia 29 de novembro, uma sessão dedicada a profissionais e cuidadores, no auditório do Centro Interpretativo da Fortificação Abaluartada da vila.

O propósito, explica Rosália Guerra, da instituição, foi dar conta de que, mesmo não podendo envelhecer em casa, como muitos gostariam, os idosos não devem ser “desligados”, por completo, “dos seus contextos de vida e das comunidades” em que sempre estiveram inseridos.

A qualidade de vida dos idosos, garante a responsável, tem sido sendo sempre “uma preocupação” da Santa Casa campomaiorense, sobretudo, na forma como se prestam cuidados e os próprios cuidadores se relacionam com as pessoas mais velhas.

Rosália Guerra assegura que há ainda muita coisa a fazer, a este nível, sendo necessário alertar também a comunidade. “Ainda há muita coisa a trabalhar no sentido da sensibilização dos agentes sociais para ajudar as pessoas a envelhecer melhor. Não é porque a pessoa decide ir para uma instituição, que de haver um corte abrupto com aquilo que é a sua vida fora deste contexto”, diz ainda.

Este foi apenas um dos temas em debate na sessão “Envelhecer no Lugar”, a parte, entre outros, de “Os Desafios da Saúde Mental Comunitária nos Mais Velhos” e “Os direitos do consumidor no empoderamento da pessoa idosa”.

Campo Maior: Banda 1º de Dezembro em festa esta sexta-feira e sábado

A Banda 1º de Dezembro de Campo Maior celebra esta sexta-feira, 1 de dezembro, feriado da Restauração de Independência, os 87 anos desde a sua fundação, com um concerto no Museu Aberto da vila.

Mas antes, e logo pela manhã, como explica o maestro da banda, Francisco Pinto, serão hasteadas as bandeiras na sede da coletividade, por volta das 9h30, e interpretados os hinos: o Nacional, o da Restauração e o da própria banda.

O concerto, no Museu Aberto, marcado para as 16 horas, será, por um lado, dedicado à paz e, por outro, ao “desenvolvimento”. “Queremos mostrar que, de facto, o trabalho que estes músicos têm feito tem sido para desenvolver e abrir expectativas, não só a miúdos, a jovens, mas também a adultos e seniores”, revela Francisco Pinto, que dá conta que, neste momento, na Escola da Banda há um senhor com 67 anos a começar a aprender música e uma senhora de 52 que já aprendeu e que já se vai fazer solos.

A par da 5ª Sinfonia de Beethoven, neste concerto serão interpretados temas como “Moment for Morricone” e músicas de filmes como “Gladiador” e “Missão Impossível”. Todos aqueles que comparecerem neste espetáculos “vão ver a banda a atuar de uma forma totalmente diferente”, assegura o maestro.

As comemorações prosseguem no sábado, dia 2 de dezembro, com a realização do III Encontro Transfronteiriço de Bandas. Desta vez, o evento, com início marcado para as 17 horas, decorre no edifício polivalente de Degolados, inserido na programação da segunda feirinha de natal, promovida pela Junta de Freguesia. Neste encontro, junta-se à banda campomaiorense a de Albuquerque, sendo que as duas vão subir a palco e tocar ao mesmo tempo.

A entrevista completa a Francisco Pinto para ouvir no podcast abaixo:

Pai Natal anima crianças de Monforte esta quinta-feira

O Pai Natal chega na manhã desta quinta-feira, 30 de novembro, pelas 10 horas, à escola sede do Agrupamento de Escolas João Maria Carriço, em Monforte.

Segue-se um espetáculo de magia, com Luís Silva (10h30), uma sessão de contos natalícios (14 horas) e um concerto de natal com os alunos do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas (15 horas). Pelas 17 horas, é inaugurada a iluminação de natal de Monforte.

Este conjunto de atividades insere-se na programação do Mercado de Natal promovido pela Câmara Municipal de Monforte.

A abertura oficial do evento, estava inicialmente prevista para esta quinta-feira, devido à previsão de condições meteorológicas adversas, foi adiada para amanhã, sexta-feira, 1 de dezembro, às 10h30. O evento estende-se até domigo, dia 3, decorrendo na Praça da República de Monforte.

Governo dos Açores, APAC e Delta Cafés assinam protocolo para experimentação de novas variedades de café

O Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural dos Açores (SRADR), a Associação de Produtores Açorianos de Café (APAC) e a Delta Cafés assinaram esta quinta-feira, 29 de novembro, no Palácio de Sant´Ana, em Ponta Delgada, o Protocolo para Experimentação de Novas Variedades de Café na Região Autónoma dos Açores, que irá permitir o desenvolvimento futuro do café nesta região, acelerando a sua produtividade, qualidade e viabilidade económica.

A cerimónia contou com a presença do presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, do presidente da Associação de Produtores Açorianos de Café (APAC), Luís Espínola e de Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, que garantiram o total empenho no projeto.

Este acordo formaliza o compromisso das três entidades na implementação das ações estratégicas que permitam desenvolver, de forma sustentável, a cadeia produtiva do café nos Açores, por via da experimentação e selecção de novas variedades de café na Região, permitindo uma maior e melhor produtividade agregadora de valor à produção agrícola regional.

O protocolo tem a duração de oito anos e estará dividido em sete fases, que incluem o planeamento do estudo experimental nos diferentes campos para a introdução de novas variedades de café e a capacitação, aconselhamento e apoio técnico aos produtores.

Recorde-se que a cooperação entre a Delta Cafés, a APAC e Governo Regional dos Açores tem sido desenvolvida desde 2019, num trabalho de diagnóstico, avaliação, aconselhamento técnico e melhoria de todos os aspetos envolvidos na produção, transformação e comercialização, compilado num estudo que foi entregue, em maio de 2022, ao Governo Regional dos Açores e à APAC, que atesta a viabilidade e o potencial da região para a produção de café.

Em abril deste ano foram ainda promovidas sessões de “Desenvolvimento da Cultura do Café”, na Ilha Terceira e na Ilha de São Miguel, que abordaram as tendências de consumo e as perspetivas futuras do mercado internacional de café; o enquadramento atual da produção do Arquipélago e os seus objetivos de desenvolvimento, assim como a identificação de desafios e oportunidades da cafeicultura nos Açores.

Em outubro, a Delta Cafés anunciou o lançamento do primeiro lote de café dos Açores que já está disponível, em exclusivo e edição limitada, nas lojas Delta The Coffee House Experience, tendo presente o objectivo de promover e dar a conhecer o café dos Açores, difundir conhecimento sobre esta cultura e responder ao interesse que a sua produção tem suscitado.

“A assinatura deste protocolo com o Governo Regional e com a Delta Cafés representa um passo importante para a concretização da missão da APAC de apoiar os produtores açorianos de café e de continuar a desenvolver nos Açores a cultura de um produto de excelência, com elevado valor reconhecido no mercado que represente um importante contributo para a economia local”, sublinhou Luís Espínola, presidente da APAC.

“Valorizo a aposta que é feita, com este protocolo, na excelência, distinção e diferenciação do produto açoriano. Associando-nos aos melhores, não tenho dúvidas de que estamos a caminhar rumo ao sucesso económico, social e também turístico. Depois do lançamento recente do primeiro lote de café dos Açores, o Governo dos Açores reitera o seu compromisso de tudo fazer para potenciar esta sinergia com a Delta Cafés e a APAC”, declara por seu turno José Manuel Bolieiro, presidente do Governo Regional dos Açores.

“O facto de estarmos aqui hoje é uma forma de dizer que continuamos juntos e empenhados em criar as condições para o desenvolvimento futuro de café na região dos Açores. Com este protocolo, comprometemo-nos não apenas a manter, mas a reforçar o nosso apoio contínuo à comunidade de produtores de café e a contribuir para a criação de valor social, ambiental e económico”, sublinha o CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro.

Direção Regional do PCP diz ser “hora de mudar de política” no país

A Direção Regional de Portalegre (DORPOR) do PCP reuniu no passado dia 24 de novembro, em Portalegre, para analisar “os desenvolvimentos da situação nacional e regional e em particular a demissão do Primeiro-ministro, a dissolução da Assembleia da Republica e a marcação de eleições antecipadas para a Assembleia da Republica e definiu as linhas de acção do PCP” para a região.

Em comunicado enviado às redações, a DORPOR do PCP, diz, entre outras coisas, que  “é hora de mudar de política” no país. O comunicado para ler na íntegra:

“1. A situação social e política no país e na região

A demissão do Primeiro-Ministro, precipitada pelas recentes investigações judiciais envolvendo o actual Governo e a decisão do Presidente da Republica de dissolver a Assembleia não pode ser separada das políticas e da governação de direita e do que tem originado: o agravamento dos problemas e das desigualdades e injustiças, do aumento do descontentamento da população e do crescer da luta dos trabalhadores.

A DORPOR entende a decisão de dissolver a Assembleia da República e convocar eleições antecipadas importante para a clarificação da situação política e uma oportunidade para impormos outra política ao serviço dos trabalhadores e do povo.

Nas próximas eleições legislativas o fundamental, no país e na nossa região, é o reforço do PCP e da CDU, condição indispensável para romper com a política de direita e abrir caminho a uma política alternativa e a uma alternativa política capazes de assegurar as soluções que o País precisa.

Foram as políticas de direita, prosseguidas por PS e PSD, com ou sem CDS, que arrastaram o País para a actual e dificílima situação: uma situação de domínio do poder económico sobre todas as esferas da vida nacional, com um aparelho produtivo profundamente debilitado, despojado de instrumentos e alavancas essenciais ao seu desenvolvimento soberano, submetido aos ditames e critérios do Euro e da União Europeia, com prejuízo para a independência nacional, para as condições de vida dos trabalhadores e do povo. Situação que Chega e IL ambicionam intensificar.

A nossa região é vítima e com efeitos ainda mais devastadores dessas políticas: o continuado aumento do custo de vida, o brutal agravamento dos valores das rendas e das prestações dos empréstimos à habitação, os baixos salários, reformas e pensões, a insistência do Governo e do grande patronato em recusar os aumentos de salários que reponham e elevem o poder de compra, a degradação dos serviços públicos, em particular do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas também da Escola Pública, o insuficiente investimento público são problemas que afetam a vida de milhões de portugueses e que na nossa região com uma população envelhecida e com baixíssimos rendimentos se torna ainda mais violento.

Razão mais que suficiente para que, também aqui no distrito de Portalegre, saibamos resistir aos discursos “bonzinhos” enrolados na propaganda dos alegados sucessos económicos em que governo e PS insistem ou nos aumentos de pensões e rendimentos com que a restante direita pretende que esqueçamos as malfeitorias que nos impuseram quando no governo e mais recentemente nas alianças com o governo para na AR chumbarem todas as propostas que apresentassem melhorias para quem trabalha.

  1. É hora de mudar de política

O PS, com a sua maioria absoluta não foi nem garante de estabilidade, nem barreira às políticas de direita foi em muitos casos, animador dos objectivos e anseios das forças reaccionárias ou mesmo seu protagonista.

A gravidade dos problemas que afectam a vida dos trabalhadores e do povo têm sido também no Alto Alentejo motivo de mobilização e da luta dos trabalhadores e da população.

A DORPOR regista e saúda a participação dos trabalhadores e população do distrito na Manifestação Nacional convocada pela CGTP-IN no dia 11 de Novembro e a greve nacional dos trabalhadores da Administração Pública realizada no dia 27 de Outubro.

Saúda igualmente a provas de fraternidade com a resistência do Povo Palestino e contra o genocídio de que está a ser vítima em Gaza e na Cisjordânia e exorta os trabalhadores e a população do distrito a levarem a sua luta até ao voto, reforçando no país e no distrito o PCP e a CDU.

Hoje volta a ficar evidente que quanto maior for a força do PCP e da CDU mais próximo e possível estará o avanço nas condições de vida, a conquista de direitos e a contenção e derrota dos projetos reaccionários.

A realização de eleições antecipadas para a Assembleia da República abre aos trabalhadores e às populações do nosso distrito a possibilidade de decidirmos o nosso futuro e do futuro do país.

No nosso caso abre-nos a possibilidade de travar e inverter a situação de autêntico desastre a que nos levaram décadas de governação à direita com deputados eleitos nas listas do PS ou repartidos pelo PSD e pelo PS, a aplaudirem e apoiarem tais políticas de desastre, em função dos seus interesses e aspirações, esquecendo o território que os alimenta e elegeu.

  1. Afirmar Abril

Quando se assinalam os 50 anos da Revolução libertadora do 25 de Abril impõe-se que os direitos, princípios e o projecto contidos na Constituição da República Portuguesa sejam respeitados e cumpridos para tornar possível abrir caminho e campo à alternativa de que o País precisa.

Tal só é possível, é a vida que o mostra, com o reforço do PCP e da CDU.

Só o reforço do PCP e da CDU, no país e na região, são garantia de defesa dos trabalhadores e do povo; de combate ao domínio do grande capital e do que dele resulta de base para a corrupção; de combate às forças e concepções reaccionárias e fascizantes e de denúncia do seu papel de combate à Constituição e à democracia. De afirmação de uma política patriótica e de esquerda, capaz de dar solução aos problemas da região e do Pais.

Para lá das proclamações de esquerda por parte do PS, desmentidas pela sua acção governativa, é de facto no reforço e na afirmação própria do PCP e da CDU que está a garantia de combate às injustiças e desigualdades, de defesa dos interesses nacionais e de construção de uma vida melhor a que os trabalhadores, o povo, a nossa região e o País têm direito.

A DORPOR do PCP sublinha a confiança com que encara no distrito, a batalha eleitoral em que o PCP intervirá no quadro da Coligação Democrática Unitária (CDU). Confiança assente nas reais possibilidades de, também no nosso distrito, reforçar a sua expressão eleitoral e assim ter mais força para agir, lutar e intervir em defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e da região.

No distrito de Portalegre, como no país, podem conjecturar-se múltiplos cenários, mas será no reforço do PCP e da CDU que se encontrarão as condições e a força para concretizar as aspirações de mudança para uma vida melhor que exigimos e merecemos.

Também aqui, nesta região empurrada pelas políticas e governos de direita para as margens da exclusão e da pobreza, o PCP marca a diferença: está, em todos os momentos, ao lado dos trabalhadores e do povo; defende e afirma os interesses regionais e nacionais; enfrenta com coragem chantagens e pressões; defende o regime democrático e os valores de Abril para o qual deu uma contribuição ímpar; os seus eleitos são uma garantia de trabalho, honestidade e competência.

A DORPOR do PCP exorta todos os seus militantes a reforçarem o seu trabalho de organização, apela aos trabalhadores do distrito a levarem a sua luta até ao voto, convida todos os democratas a integrarem com confiança os caminhos necessários a defender Abril e concretizar os sonhos que nos proporcionou.

Portalegre, 29 de Novembro de 2023

A DORPOR do PCP”