Elvas celebra 50 anos do 25 de Abril com vasto programa de iniciativas

A Câmara Municipal de Elvas preparou uma vasta programação para celebrar os 50 anos do 25 de Abril, que já teve início e que se prolonga até ao próximo dia 27, com um concerto dos Monda, em que terão como convidados Rui Veloso, Vitorino Salomé e o Grupo Cantares de Portel, no coliseu da cidade.

Desta feita, e tendo em conta que se comemora meio século de liberdade e de democracia em Portugal, explica o vereador Cláudio Monteiro, as iniciativas, que se desenvolvem em vários espaços de Elvas, contemplam todo o tipo de públicos, através, entre outras áreas, da arte, do património e do desporto.

“O mais importante é que tudo seja descentralizado, não realizar tudo num sítio específico. Por exemplo, e fazendo jus àquela que é a componente do turismo militar de Elvas, iremos ter uma viatura militar, uma chaimite, numa rotunda de uma rua da cidade. Iremos também levar viaturas militares, em parceria com o Museu Militar, à Praça da República, para explicar às pessoas o que foi o 25 de Abril”, revela o vereador.

Não esquecendo as crianças das escolas, está a ser apresentado, nos estabelecimentos escolares de primeiro ciclo do concelho, a peça “A Liberdade!”, pela associação juvenil Arkus.

Cláudio Monteiro destaca ainda as tradicionais cerimónias do próprio dia 25 de Abril, desta vez, com a realização de uma Assembleia Municipal Extraordinária alusiva à Revolução dos Cravos, a par do hastear da Bandeira Nacional ao som da Banda 14 de Janeiro e o final do Torneio da Malha “João Brioso”, na Praça da República.

O vereador adianta ainda que, nesta programação, está ainda prevista a inaugurada uma exposição de Nuno Ezequiel do Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires, enquanto Nuno Franco Pires fará a apresentação da sua mais recente obra literária, “Abril”, no Museu Militar.

O programa completo destas comemorações para conhecer na imagem abaixo:

Assinado o auto de consignação para dotar Degolados de uma Casa Mortuária

O Município de Campo Maior, representado pelo presidente Luís Rosinha e pelo Chefe da Divisão de Obras e Urbanismo, Rui Carneiro, e a SGO – Sociedade Gestora de Obras, representada por Nuno Piçarra, assinaram ontem, terça-feira, dia 16 de abril, o auto de consignação da obra que vai dotar a Freguesia de Nossa Senhora da Graça dos Degolados de uma nova Casa Mortuária.

Trata-se de um investimento de cerca de 360 mil euros, sendo que o novo equipamento ficará localizado na Rua D. Carlos I, junto ao cemitério da aldeia.

O momento aconteceu na sede daquela Junta de Freguesia na presença do seu presidente, João Cirilo, e após a realização da Reunião de Câmara que ali decorreu.

CEAN apresença espetáculo que conta a história da Revolução de Abril

Os alunos do Centro Educativo Alice Nabeiro sobem ao palco, amanhã, quinta-feira, 18 de abril, para apresentar uma peça de teatro, inserida nas comemorações dos 50 anos do 25 de abril, no Centro Cultural.

“Um Menino Chamado Portugal” é o nome deste espetáculo que tem como objetivo contar a história da Revolução de Abril. Falámos com alguns dos pequenos atores que integram o elenco.

Miguel Courelas incorpora a personagem do menino Portugal, que segundo explica, tenta “convencer os restantes atores para que faça a revolução, às escondidas, e se possa conquistar a liberdade”. Este aluno do Centro Educativo afirma que o seu papel “não é muito fácil”, porque “ninguém pode descobrir” a missão que está a desempenhar.

Já Carminho Espírito Santo tem uma dupla participação, com duas personagens completamente opostas: “uma mulher que espalha a palavra para que se inicie a revolução e de General”, garantindo que esta peça tem “uma história pesada, mas um final feliz com o fim da ditadura e a conquista da liberdade”.

“Um menino Chamado Portugal” sobe ao palco do Centro Cultural de Campo Maior, amanhã, pelas 10 horas e é destinado ao público escolar.

Projeto sobre participação política e cidadania apresentado aos jovens de Campo Maior

O Centro Cultural de Campo Maior recebeu ontem, dia 16 de abril, a ação de capacitação “Fazes Parte, Faz a Tua Parte!”, pela Betweien, numa sessão dirigida ao 3.º ciclo de ensino.

Este projeto, integrado nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, abordou o tema da participação da Cidadania e da Política, de forma ficcionada, mas próxima das experiências dos jovens, reforçando assim o papel das organizações da sociedade civil nas políticas públicas e na promoção de uma população mais tolerante e envolvida.

Condicionamento de trânsito na EN371 em Campo Maior até dia 24 de abril

Foto ilustrativa

A Infraestruturas de Portugal (IP) informa que no âmbito da empreitada para a melhoria das acessibilidades à Zona Industrial de Campo e para a realização dos trabalhos previstos, “haverá necessidade de se proceder ao condicionamento do trânsito na EN371 entre os quilómetros 40,780 e 41,100, com implementação de tráfego alternado com recurso a sistema semafóricos”.

O condicionamento terá início amanhã, quarta-feira, dia 17 de abril, prevendo-se a sua conclusão para 24 de abril. A IP solicita “a melhor compreensão pelos incómodos e inconvenientes que esta situação provoca”.

Com um investimento de 6,7 milhões de euros, esta obra é desenvolvida no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência – Acessibilidades Rodoviárias a Áreas de Acolhimento Empresarial, financiado pela União Europeia.

Os objetivos desta empreitada passam por “aproximar as empresas da região aos principais eixos que constituem a malha fundamental para o transporte de pessoas e mercadorias; diminuir o tráfego rodoviário dentro de Campo Maior, melhorando a dinâmica urbana e territorial; melhorar a qualidade do ar e diminuição dos níveis de ruído; reforço da segurança rodoviária; preservar os ecossistemas e habitats, nomeadamente na área afeta à zona de Proteção Especial (ZPE de Campo Maior). Será construída uma variante, a poente de Campo Maior, que irá melhorar as condições de acessibilidade ao tecido industrial de Campo Maior bem como ao tráfego de passagem que utiliza o eixo da EN371 como acesso preferencial à fronteira com Espanha (fluxo Portalegre – Espanha)”.

“Com uma extensão de pouco mais de três quilómetros, a variante terá duas faixas de rodagem, uma em cada sentido. Serão também implementadas/reformuladas as ligações à rede rodoviária existente, no sentido de eliminar movimentos de viragem à esquerda, pela introdução de quatro rotundas”.

A criação de novas acessibilidades à zona Industrial de Campo Maior “assegurará um acesso mais direto e seguro, permitirá a redução dos tempos de percurso até à rede estruturante, promoverá a mobilidade e potenciará o crescimento económico na região”.

Corrida das Pontes e da Família reúne centenas de atletas a 26 de maio em Coruche

Como já vem sendo hábito, a Câmara Municipal de Coruche organiza mais uma vez a Corrida das Pontes, a 26 de maio, e com a particularidade de assinalar os seus 18 anos.

“A Corrida das Pontes e da família reúne centenas de atletas numa festa desportiva a correr ou a caminhar em percurso de 10 quilómetros em estrada plana ou, como alternativa, em caminhada de 3,5 quilómetros denominada Corrida da Família”, conforme adiantou à RNA, Fátima Galhardo, vice-presidente da autarquia de Coruche.

“Coruche foi distinguido pelo programa Município Amigo do Desporto. O evento desportivo “24H BTT Coruche Inspira”, ficou em  primeiro lugar na categoria regional/nacional dos Eventos Desportivos Municipais do Ano 2024”, como refere a vice-presidente da Câmara de Coruche.

Coruche destacou-se pela atribuição do primeiro lugar ao evento 24H BTT Coruche Inspira na categoria regional/nacional e pelo reconhecimento da Corrida das Pontes como evento recomendado na categoria internacional.

Este ano agendada para 15 e 16 de junho, a prova de resistência em bicicleta de montanha 24H BTT disputa-se durante 24 horas pela lezíria e pela charneca ribatejanas num circuito de aproximadamente 10 quilómetros por volta. Já a Corrida das Pontes e da Família reúne centenas de atletas a 26 de maio.

Tradicional Romaria ao Rei Santo voltou a cumprir-se em Arronches

Numa das tradições mais queridas dos arronchenses, quinze dias após o domingo de Páscoa, a ermida do Rei Santo é o destino de centenas de pessoas que, após peregrinação, se reúnem para um animado convívio entre grupos oriundos não só das três freguesias do concelho, bem como de localidades espanholas que fazem fronteira com Portugal, algo que se cumpriu este ano no passado domingo, dia 14 de abril.

Junto à Zona Desportiva de Arronches, concentrou-se o primeiro grupo a partir, seguindo-se então os caminheiros de Esperança, Mosteiros e La Codosera (Espanha). A juntar a estes, a Associação Cultural e Recreativa ‘Os Romeiros de Esperança’ mobilizou-se também para levar os seus associados ao Rei Santo, num meio de transporte mais tradicional, no caso as carroças.

Os grupos reuniram-se no fundo da rampa que conduz à ermida e nem o forte calor que se fez sentir, nem a íngreme subida, fizeram desistir aqueles que, mais uma vez, fizeram questão de participar nesta festa, sendo recebidos pelas refrescantes bebidas e pelo saboroso ensopado de borrego, cortesia da Associação ‘Esperança Sobre Rodas’.

Ao longo da manhã e início da tarde, predominou um clima de enorme animação, abrilhantado pela música da acordeonista Ana Trindade. A tarde fechou com a celebração da eucaristia, ministrada pelo pároco Fernando Farinha, seguida de procissão em torno da ermida.

O Município de Arronches agradece às associações que, “ao colaborar com a autarquia, tornaram esta festa possível, ficando também expressa uma palavra de gratidão para com os Bombeiros Voluntários de Arronches e a Guarda Nacional Republicana, instituições que zelaram pelo bem-estar dos envolvidos”.

ERT impulsiona participação de Estações Náuticas do Alentejo na NAUTICAMPO

A Entidade Regional de Turismo (ERT), em parceria com as sete Estações Náuticas do Alentejo, a ADRAL e o Sines Tecnopolo, marca presença, pela primeira vez, na Nauticampo, certame especializado em náutica de recreio e atividades de outdoor, que se realiza entre os dias 17 e 21 de abril, na FIL, em Lisboa.

Ao longo de cinco dias, vão ser dados a conhecer os diferentes programas e iniciativas de cada uma das Estações Náuticas do Alentejo que, em associação com várias empresas parcerias, criaram uma rede de oferta que inclui, atividades de turismo náutico integradas com propostas desportivas, outdoor, cultura, gastronomia, enoturismo, astroturismo, entre outras, sempre associadas a planos de água, com o objetivo de promover a região e alavancar a notoriedade da marca territorial nos mercados nacional e internacional.

“Nos últimos anos, no âmbito do projeto Estações Náuticas de Portugal, lançado pelo Turismo de Portugal, em parceria com as Câmaras Municipais de Avis, Alandroal, Mértola, Odemira, Sines, Monsaraz e Moura/Alqueva e através da coordenação da ADRAL e do Sines Tecnopolo, criou-se uma nova rede de oferta diferenciadora com potencial para atrair novos nichos de mercado. Faz todo o sentido que estejamos agora presentes num evento dedicado a este setor, como é o caso da Nauticampo”, afirma José Manuel Santos, presidente da Turismo do Alentejo e Ribatejo, que com esta parceria pretende reforçar o trabalho de estruturação e de apoio à comercialização do produto.

“Este trabalho colaborativo que tem vindo a ser desenvolvido no Alentejo já se traduz em resultados e reconhecimento. Uma das provas é o facto da região, mais concretamente Odemira, ter sido escolhida para acolher o 4.º Encontro da Rede de Estações Náuticas de Portugal, em 2025”, acrescenta o mesmo responsável.

“A participação na Nauticampo pode ser o ponto de viragem para um trabalho mais focado na organização do produto e na promoção”, salienta Alexandra Correia, Coordenadora do Projeto Nautical Alentejo, na ADRAL.

Refira-se que a Rede de Estações Náuticas do Alentejo visa divulgar uma oferta temática, desenvolver mecanismos inovadores de prospeção e reforçar a notoriedade e a internacionalização do destino.

Arkus dá a conhecer história do 25 de Abril com teatro às crianças de Elvas

A associação juvenil Arkus está a percorrer todas as escolas do primeiro ciclo do concelho de Elvas para, através de uma pequena peça de teatro – “A Liberdade!” –, dar a conhecer a história do 25 de Abril de 1974 aos mais novos.

Esta “mini-representação”, explica a atriz e membro da associação, Raquel Pirota, serve para explicar às crianças os motivos que levam os portugueses “a comemorar esta data”, sendo que a ideia de promover este espetáculo partiu da Câmara Municipal, depois de contactos pelo vereador Cláudio Monteiro para “realizar alguma atividade alusiva ao 25 de Abril, em contexto escolar”.

O espetáculo “A Liberdade!”, adianta Raquel Pirota, surge também no âmbito e no seguimento da peça que, por altura do feriado municipal de 14 de Janeiro, a Arkus apresenta também às crianças das escolas. A intenção é que as crianças percebam, de forma “engraçada”, este momento histórico de Portugal.

Esperando que esta iniciativa possa marcar os mais novos, a atriz revela ainda que a liberdade de expressão e de escolha são alguns dos temas centrais desta apresentação teatral.

O espetáculo, apresentado em todas as escolas de primeiro ciclo do concelho, incluindo no Colégio Luso-Britânico, é apresentado até amanhã, quarta-feira, dia 17, em duas sessões, às 9 e às 15 horas. É retomado, nos mesmos horários, na próxima semana, entre segunda e terça-feira, dias 22 e 23.

Fernando Fitas apresenta livro “Levar às mãos o lume” no dia 20 no Museu Aberto

“Levar às mãos o lume” é o nome do livro, da autoria do campomaiorense Fernando Fitas, que é apresentado no próximo dia 20 de abril, no Museu Aberto, em Campo Maior.

Esta obra conta com um conjunto de poemas, escritos “há cerca de oito anos, que não se enquadravam nas obras já publicadas e naquelas que estão por publicar”, revela Fernando Fitas, adiantando que se trata de textos “com uma grande carga política, uma vez que estamos a assinalar os 50 anos da Revolução dos Cravos”, dando conta que participou “ativamente”, neste acontecimento, pelo que “não poderia passar despercebido”.

O escritor campomaiorense garante os seus poemas têm “uma componente de denúncia de situações de injustiça, e sobretudo de atitudes e pensamentos ideológicos que há 50 anos foram derrotados pelas Forças Armadas e que agora voltam à praça pública, com populismos, pelo que é um livro de combate e denúncia dessas forças, que tentam ocupar o espectro político português”.

Tendo presente as comemorações dos 50 anos do 25 de abril, Fernando Fitas afirma que este livro “é o único que se ajusta à conjuntura política que o país vive, atualmente”. O autor diz ainda, e tendo presente as últimas eleições legislativas, que “todos aqueles que votaram no extremismo, de extrema-direita, ignoram em absoluto o que era este país antes do 25 de abril”.

O autor explica ainda o título atribuído a esta obra: “levar às mãos o lume é uma expressão peculiar do Alentejo, no sentido de denunciar aquilo que muitas pessoas ignoram. Há um texto que reflete histórias que a minha avó me contava, relativamente aos refugiados de Espanha e a forma como a GNR os tratava, e continua a ser um tema, infelizmente, atual, bem como um texto dedicado à morte da ativista Marielle Franco, pelo que é a denúncia de algumas situações e a prepotência com que algumas força políticas tratam aqueles que estão com os mais desfavorecidos”.

“Levar às mãos o Lume” o recente livro de Fernando Fitas que é apresentado dia 20, pelas 16 horas, em Campo Maior. A apresentação estará a cargo do antropólogo Luís Maçarico e haverá leitura de poemas por parte do ator José Vaz.