Escola de Campo Maior descontente com manutenção de aluno problemático

O Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, através da sua Comissão Permanente, expõe, numa carta enviada à nossa redação, a sua posição em relação às condições de segurança nas escolas e as medidas propostas para resolver e mitigar os problemas de segurança nos recintos escolares.

Na carta, a Comissão manifesta o seu “profundo desagrado da comunidade educativa nele representada (Docentes, Pessoal não Docente, Alunos, Encarregados de Educação, Câmara Municipal, Comunidade Local) pelo facto de a tutela mandar arquivar o processo de um aluno que havia sido proposto pelo Diretor para transferência de escola”.

Na mesma carta, pode ler-se que esta decisão nega “a autoridade do órgão diretivo das escolas e o esforço diário dos elementos da equipa da disciplina e do pessoal docente e não docente, obrigando a uma situação insustentável no seio do agrupamento, dando um sinal de tolerância inaceitável a comportamentos de violência e de falta de respeito pelas regras elementares de sã convivência, plasmadas no Estatuto do Aluno e Ética Escolar, no Regulamento Interno, no Código de Conduta e na Lei em Geral”.

Devido a esta situação são feitas várias exigências, como:

“- a presença da equipa da escola segura, diariamente, junto às escolas, nomeadamente nos períodos de maior frequência, horários de entrada e de saída, bem como nos intervalos maiores da manhã e da tarde.

– o reforço do pessoal assistente operacional, especialmente treinado e qualificado para enquadrar eventuais situações de violência, e colocá-lo em permanência junto aos locais onde já se registaram ocorrências graves ou em que haja maior probabilidade de acontecerem.

– a garantia do rácio diário efetivo de todo o pessoal não docente. Se houver pessoal não docente a faltar, deverão ser tomadas medidas diárias, imediatas e urgentes, de substituição do mesmo, nomeadamente em áreas menos vigiadas ou de maior probabilidade de insegurança.

– que a Direção do Agrupamento de Escolas, a Câmara Municipal, a Associação de Pais e Encarregados de Educação e o Ministério Público, reúnam, sempre que necessário, com vista a clarificar a situação de segurança vivida nas escolas pelos alunos e seus profissionais e tomem medidas que ponham um fim efetivo a situações de violência nas mesmas e que convirjam para a redução real da perceção de insegurança e de medo, interiorizada por alguns elementos da comunidade escolar.

– a realização de um Conselho Municipal de Segurança para analisar as situações em relação à comunidade escolar, num âmbito mais alargado, e propor medidas efetivas de resolução dos problemas de insegurança na comunidade e nas escolas.

– o conhecimento das conclusões já havidas nas reuniões do Conselho Municipal de Educação em relação à matéria de segurança, bem como as propostas concretas das entidades a ele pertencentes, nomeadamente Associação de Pais/Encarregados de Educação e Direção do Agrupamento de Escolas.

– apoio específico para as escolas, nomeadamente, pessoal técnico (jurista) e formação, também na área jurídica, para evitar eventuais lapsos técnico-jurídicos nos processos disciplinares.

– articulação constante entre Câmara Municipal, Associação de Pais e Direção do Agrupamento de Escolas, e outras entidades como a CPCJ, na promoção de atividades com alunos e profissionais da educação para combater a violência em meio escolar”.

A Comissão Permanente afirma que algumas destas medidas “estão a ser implementadas, outras irão, certamente, a seu tempo, ser concretizadas”.

Imediatamente, e a curto prazo, pode também ler-se “é urgente e impreterível o controlo efetivo, permanente e rigoroso das entradas e saídas das escolas com vista à segurança dentro dos recintos escolares para garantir a paz e o respeito na comunidade escolar”.

A Comissão apela ainda a toda a comunidade educativa para que se una “em torno deste desiderato e que, sem exceções, cumpra e faça cumprir as regras em vigor para bem de todos, nomeadamente das crianças e jovens que frequentam as escolas”.

Tendo presente que, “nada justifica nem legitima qualquer forma de violência”, é feito ainda um apelo às autoridades e entidades que trabalham direta ou indiretamente com crianças e jovens, que “ajudem a comunidade escolar a multiplicar o trabalho de promoção de uma inclusão séria e eficaz, efetivando, nos termos das suas competências, um controlo efetivo e uma ação forte e assertiva em todas as situações que o exigem, a bem da educação, a bem de todos”.

Esperança em festa com segunda edição da Feira de Maio

Esperança, no concelho de Arronches, está em festa este fim de semana, entre esta sexta-feira, 10 de maio, e domingo, dia 12, com a segunda edição da Feira de Maio, promovida pela associação Esperança Sobre Rodas.

O evento, a ter lugar no campo da feira e que conta com diversos atrativos, volta a ser uma aposta, dado o “sucesso” que teve no ano passado, de acordo com o presidente da associação, João Carlos Felisberto. “É uma iniciativa que serve para relembrar os tempos antigos, de quando havia Feira de Maio em Arronches, mas  decidimos fazer em Esperança, porque é de lá que nós somos”, adianta o responsável.

A par dos espetáculos musicais, entre os quais se destaca um concerto dos Los Romeros, este sábado à noite, há muitos outros motivos para uma visita ao certame: “temos uma pequena exposição de gado, tudo o que esteja relacionado com agricultura, cerca de 40 stands de artesanato, stands de automóveis, tasquinhas, restaurantes, uns carrosséis para as crianças e umas máquinas de jogos e diversões”.

No domingo, pelas 19 horas, e no âmbito desta feira, tem início o II Encontro de Cante Alentejano, com as participações de três grupos: “Os Lagoias”, de Portalegre; o Grupo Coral dos Trabalhadores das Alcáçovas e o Grupo Coral Fora d’Oras, de Montemor-o-Novo. Ainda antes da atuação de cada grupo, haverá desfile pelo recinto da feira.

Na organização do evento, a associação Esperança Sobre Rodas conta com o apoio do Município de Arronches e das Juntas de Freguesia do concelho.

Conheça a programação completa:

Núcleo do SCP de Campo Maior celebra título de campeão com festa este sábado

O Núcleo do Sporting Clube de Portugal, em Campo Maior, celebra este sábado, 11 de maio, a conquista do campeonato nacional com um convívio entre sócios e adeptos do clube de Alvalade.

Esta festa, que só chega ao fim depois do jogo do Sporting frente ao Estoril, com início às 18 horas, segundo revela o presidente da coletividade, Vasco Orelhas, faz-se com um almoço convívio.

“É a nossa festa do nosso 24º título de campeão nacional. Está previsto os festejos começarem ao meio-dia. Iremos de seguida dar início a um almoço, uma churrascada”, adianta o responsável. Para os mais novos, e para que pais possam estar “em confraternização”, haverá insufláveis e pinturas faciais.

Feliz com o título, Vasco Orelhas confessa que os sportinguistas querem agora alcançar a “dobradinha”, conquistando a Taça de Portugal.

APPACDM assinala dia “memorável” com exposição em Elvas

Fotografias de vários utentes da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Elvas, acompanhadas por uma descrição, onde cada um desses utentes revela as suas vontades e dá conta das suas capacidades de decisão, estão esta sexta-feira, 10 de maio, em Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual, em exposição na Rua de Alcamim, em Elvas.

Este, que é um dia “memorável”, dado que é a primeira vez que é celebrado em Portugal, diz o presidente da instituição, Luís Mendes, tem vindo a ser assinalado, ao longo de toda a semana, através das redes sociais. Hoje, a APPACDM quis sair à rua, sendo que, através desta exposição, procura transmitir à população o trabalho que é desenvolvido, diariamente, para um “empoderamento” e “capacitação” dos seus utentes.

“Estamos na Rua de Alcamim para estarmos na sociedade, porque caminhamos e trabalhamos para uma sociedade inclusiva”, adianta Luís Mendes, que lembra ainda que, “passo a passo”, a instituição tem vindo a conseguir permitir a integração destas pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho. “Estas pessoas estão capacitadas, conseguem trabalhar, conseguem criar vínculo com os locais onde vão fazer serviço e as suas tarefas, comprovando-se, dessa forma, que somos iguais”, diz ainda o presidente da APPACDM.

Vários utentes estiveram esta manhã a visitar a exposição, sendo que também foram distribuídos separadores de livros, onde são expressos os direitos das pessoas com deficiência intelectual. A exposição pode ser visitada até às 16 horas.

Portugal celebra pela primeira vez o Dia da Pessoa com Deficiência Intelectual

Hermínia Almeida (psicóloga), Alexandra Gonçalves (utente) e Sónia Mourato (psicomotricista)

Celebra-se esta sexta-feira, 10 de maio de 2024, e pela primeira vez em Portugal, o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual, depois de aprovada a proposta, no ano passado, pela Assembleia da República.

A data passa agora a ser celebrada depois do Parlamento, explica a psicomotricista na APPACDM de Elvas, Sónia Mourato, ter dado luz verde a uma petição, “com mais de dez mil assinaturas”, numa iniciativa promovida pela Humanitas, a Federação Portuguesa para a Deficiência Mental.

10 de maio é a data de nascimento de Dwight Mackintosh, que se tornou num dos pintores mais conhecidos dos Estados Unidos e a quem foi diagnosticado um “atraso mental” aos 16 anos e que esteve institucionalizado durante 56 anos. “Através da história deste artista, pretende-se valorizar e representar a pessoa com deficiência intelectual no seu todo”, adianta Sónia Moura.

Este dia tem como objetivo “dar maior relevância e visibilidade às pessoas com deficiência intelectual e respetivas famílias, de forma a permitir uma maior mobilização e sensibilização da sociedade civil”. Ao mesmo tempo, procura-se “sublinhar o empoderamento e autodeterminação da pessoa com deficiência intelectual”, bem como “desmitificar alguns preconceitos relacionados com a deficiência intelectual e sensibilizar a sociedade para a importância do respeito e da inclusão destas pessoas, em prol da melhoria da sua qualidade de vida”.

Deficiência intelectual, explica esta profissional, “é a condição caracterizada pela existência de limitações ao nível do funcionamento intelectual e do comportamento adaptativo, surgidas durante a infância ou adolescência”. A integração no mercado de trabalho, bem como na própria sociedade, é a principal dificuldade com que estas pessoas se debatem.

Para ir de encontro às necessidades das pessoas com deficiência intelectual, a APPACDM de Elvas tem vindo, ao longo dos anos, a apostar em diferentes valências e respostas sociais, até porque, lembra a psicóloga Hermínia Almeida, a população-alvo da instituição é, precisamente, pessoas com este tipo de deficiência. As atividades do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) são uma dessas valências, que “visam a valorização pessoal e a integração social de pessoas com deficiência, com vista a promover os níveis de qualidade de vida, nas suas várias dimensões”. Por outro lado, tem sido grande também a aposta na formação profissional, para uma posterior integração no mercado de trabalho, bem como na autonomização dos utentes, através das residências de inclusão.

Quem já conseguiu ingressar no mercado de trabalho é Alexandra Gonçalves, utente do CACI: três vezes por semana é ela quem faz as limpezas nos Armazéns Marvanejo, em Elvas. Assegurando gostar muito do que faz, vendo o seu trabalho ser compensado monetariamente, esta jovem não esconde o seu entusiasmo por ser uma mais-valia para a empresa. Alexandra é também uma das utentes da APPACDM que integra o grupo de auto-representação da instituição, através do qual se dá voz às pessoas com deficiência.

A entrevista completa com Sónia Mourato, Hermínia Almeida e Alexandra Gonçalves, neste Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual, para ouvir no podcast abaixo:

Este sábado há caminhada da Primavera em Degolados

A Caminhada da Primavera realiza-se este sábado, 11 de maio, em Degolados, numa organização da junta de freguesia, em colaboração com a União Futebol de Degolados e o GEDA, com apoio do Município de Campo Maior.

João Cirilo, presidente da Junta de Freguesia de Degolados, revela que a caminhada, “que no ano passado correu muito bem, tem um percurso de dez quilómetros e, no final, será serviço um almoço para os participantes no Polivalente da freguesia”.

O objetivo desta caminhada passa por “promover a atividade física junto da população, bem como o convívio entre os participantes”, acrescenta João Cirilo.

Caminhada de Primavera que decorre este sábado, em Degolados, com concentração marcada para as 9 horas, no Polivalente da freguesia.

CA dos Contratos de Concessão de Distribuição de Eletricidade em Baixa Tensão constituída

O auditório da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) recebeu nesta quinta-feira, 9 de maio, a primeira reunião da Comissão de Acompanhamento (CA) dos Contratos de Concessão de Distribuição de Eletricidade em Baixa Tensão, que agora se encontra oficialmente constituída.

A criação desta CA está de acordo com a legislação em vigor e resulta do acordo estabelecido entre Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) e a entidade concessionária E-Redes – Distribuição de Eletricidade, S.A. O seu principal objetivo é o acompanhamento das medidas estipuladas através deste acordo, que serão postas em prática nos Municípios do Alto Alentejo.

O regulamento da Comissão foi aprovado por unanimidade, com José Pio – presidente da Câmara Municipal de Gavião – a presidir à mesma, e ainda com a presença de representantes da CIMAA, da AREANATejo e da E-REDES. A reunião contou ainda com uma apresentação por parte dos representantes da E-REDES, onde foi abordado o investimento que tem sido efetuado em todo o território, seja em baixa, média ou alta- tensão.

Municípios de Campo Maior e Elvas representados na Feira do Livro de Badajoz

Os municípios de Campo Maior, Elvas e Badajoz, no âmbito da atividade da EuroBEC, participam em mais uma edição da Feira do Livro de Badajoz, onde os autores portugueses também vão também estar representados.

A 43ª edição do certame arranca esta sexta-feira, dia 10 de maio, no Paseo de San Francisco, prolongando-se até dia 19, e conta com um programa de atividades diverso, entre as 10 e as 14 horas e das 18 às 22 horas, de segunda a quinta-feira, e das 11 às 14h30 e das 17h30 às 22 horas, de sexta-feira a domingo.

Em termos da apresentação de autores locais e nacionais, o programa previsto, na Carpa de Conferências, inclui, no sábado, dia 11, às 18 horas (17 horas em Portugal), a apresentação de “Um enfarte no alto do parque”, de Francisco Moita Flores. Na segunda-feira, dia 13, às 18 horas (17 horas em Portugal), é Fernando Fitas quem apresenta “Levar às mãos o lume”. Já no dia 18, às 13 horas (meio-dia em Portugal), Nuno Franco Pires dá a conhecer “Abril” e, às 17h30 (16h30 em Portugal), Filomena Raposo apresenta “Invocações e Exortações dos Anjos da Guarda”.

Campo Maior: Bombeiros e GNR sensibilizam para cuidados com queimadas

O Município de Campo Maior, em colaboração com as três Juntas de Freguesias do concelho, a Guarda Nacional Republicana e os Bombeiros Voluntários de Campo Maior, promoveu, na manhã de ontem, 8 de maio, uma ação de sensibilização e informação, no âmbito da Operação “Campanha Floresta Segura 2024” da GNR.

A ação de sensibilização, destinada à população em geral e, de forma mais particular, aos agricultores do concelho, teve lugar no Centro Cultural da vila.

O vice-presidente do Município de Campo Maior, Paulo Pinheiro, foi o responsável por abrir a sessão, dando as boas-vindas a todos os presentes, seguindo-se as intervenções do cabo-chefe Bruno Baptista, do Núcleo de Proteção Ambiental da GNR de Elvas, do cabo João Fialho, da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR de Évora, e do comandante dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, Pedro Tomé.

Esta sessão serviu para alertar para a importância da tomada de ações preventivas, no que diz respeito ao cumprimento das faixas de gestão de combustível, assim como no uso do fogo na realização de queimadas.

Encontro de Atletismo Adaptado alia desporto ao convívio entre utentes de instituições do distrito

Perto de cem utentes de seis instituições do distrito de Portalegre participaram na manhã desta quarta-feira, 8 de maio, na 20ª edição do Encontro de Atletismo Adaptado, que decorreu no Estádio Municipal de Atletismo.

Esta prova insere-se na 22ª edição dos Jogos do Alto Alentejo e, para Luís Mendes, presidente da direção da APPACDM de Elvas, assume-se como “um momento desportivo, de alegria, partilha e de convívio entre os utentes da APPACDM de Elvas, APPACDM de Portalegre, CERCI Portalegre, Centro de Recuperação de Menores de Assumar, Centro de Bem Estar Social de Arronches e Centro de Recuperação Infantil de Ponte de Sor”.

Luís Mendes garante ainda que, o desporto “continua a ser fomentado por todas as instituições”, pelo que os seus utentes “já se conhecem de edições anteriores”. No final da prova realizou-se um almoço convívio na APPACDM de Elvas.

Já o vereador na Câmara de Elvas, Hermenegildo Rodrigues, lembra que este é acima de tudo, “um momento desportivo, onde todos os utentes gostam de participar e, onde reina o convívio e a inclusão, porque é necessário sermos mais inclusivos, porque estas pessoas precisam e merecem que nós tenhamos este carinho e postura para os conseguir incluir, cada vez mais, na nossa sociedade”.