Busca pela liberdade é mote para espetáculo “O Tesouro” apresentado no Mês do Teatro de Campo Maior

A companhia eborense “A Bruxa Teatro” apresenta, na manhã desta terça-feira, 11 de março, no Centro Cultural de Campo Maior, o espetáculo infantil “O Tesouro”, no âmbito do Mês do Teatro, promovido pela Câmara Municipal.

Esta, que é a segunda peça de teatro a ser apresentada ao público escolar, neste Mês do Teatro, inspirada no conto homónimo de Manuel António Pina, conta a história de Artur, no tempo do Estado Novo. “Há algumas divergências entre o conto e o texto dramático que criámos, em junção com o Duarte Banza, ou seja, basicamente, o universo do espetáculo é o mesmo do conto, porém, a forma como a história decorre é um bocadinho diferente”, começa por explica o ator e encenador, Apollo Neiva.

Neste espetáculo, Artur, a personagem principal, “vive uma busca imensa pela descoberta de um tesouro, que lhe foi deixado pelo avô, que é nada mais, nada menos, que uma palavra, a palavra liberdade”. Durante toda a peça, Artur procura o significado desta palavra que, no Estado Novo, era proibida.  

Com apenas dois atores em palco, o espetáculo, que estreou no ano passado, por altura do 25 de Abril, recorre a técnicas de manipulação de marionetas: “temos três técnicas diferentes de manipulação de marionetas para representar este povo que acaba por ser um fantoche nas mãos do Estado”. Em palco, a par das marionetas, apenas é possível ver um único corpo humano, o de Apollo, que dá vida a Artur.

O início do espetáculo, dirigido ao público escolar do 3º ciclo de Campo Maior, tem início marcado, amanhã, para as 10h45.

Cerca de 160 campomaiorenses celebram Dia da Mulher em noite de festa na Quinta dos Pavões

A Quinta dos Pavões, em Campo Maior, foi o palco, na noite do passado sábado, 8 de março, de mais um jantar comemorativo do Dia Internacional da Mulher, organizado por mulheres campomaiorenses, que todos os anos fazem questão de assinalar esta efeméride, com o apoio da Câmara Municipal.

O presidente do Município, Luís Rosinha, o presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, o vereador Paulo Pinheiro e o presidente da Junta de Freguesia de Degolados, João Cirilo, estiveram presentes na Quinta dos Pavões, para entregar uma flor natural às mulheres que se juntaram para celebrar este dia. A vereadora São Silveirinha juntou-se às cerca de 160 campomaiorenses neste dia comemorativo.

A festa contou com música ao vivo com o Duo Carlos Alferes e Rui Teodoro. Já durante o jantar, a animação ficou a cargo de Las Chuchis, Lolita Pintó e Priscilla Osiris.

Barragem do Caia atinge 99,43% da sua capacidade máxima de armazenamento

O volume de água armazenada na albufeira da Barragem do Caia era, ao dia de ontem, 9 de março, de 188 milhões e 908 mil metros cúbicos, com o nível da água à cota de 232,72 metros, de acordo com dados da Associação de Beneficiários do Caia.

Este volume corresponde a 99,43% da capacidade máxima de armazenamento da barragem, que é de 190 milhões de metros cúbicos, pelo que se prevê, muito brevemente, a realização de descargas de superfície. De recordar que, já no mês passado, a Associação de Beneficiários do Caia tinha alertado os agricultores, dos concelhos de Elvas e Campo Maior, proprietários de prédios rústicos junto ao Rio Caia, para essa possibilidade (ver aqui).

No espaço de uma semana, o nível da água subiu nove centímetros e o volume armazenado aumentou mais de 14 milhões de metros cúbicos, o que corresponde a uma subida de quase 8%.

A Barragem do Caia serve os concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte.

Jovem do acidente de Campo Maior encontra-se estável em Badajoz

O jovem que ficou ontem em estado grave no acidente de viação da estrada do Retiro, onde uma jovem de Campo Maior perdeu a vida, encontra-se na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Universitário de Badajoz em estado estável.

Logo que seja possível, o jovem deverá ser operado pois sofreu fraturas nos membros inferiores.

O homem de 65 anos que conduzia a outra viatura da colisão já teve alta do Hospital de Elvas.

Galeria de São Sebastião recebe exposição do artista Aurelindo Jaime Ceia

A Galeria de São Sebastião, em Portalegre, recebe a exposição “Aurelindo Jaime Ceia – Obra Gráfica”, que estará patente de 10 de março a 10 de maio, de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 12h30 e das 13h30 às 17h00.

Esta mostra resulta de um projeto do Techn&Art, do Centro de Tecnologia, Restauro e Valorização das Artes do Instituto Politécnico de Tomar, com o apoio de entidades públicas e privadas, inserida na iniciativa “Êxodo, Design, Descentralização”.

A exposição tem como objetivo apresentar o percurso diversificado do artista plástico Aurelindo Jaime Ceia, natural de Portalegre, destacando a sua atuação no design aplicado à Arqueologia, Edição e Divulgação Cultural. O acervo apresentado inclui livros, catálogos, jornais e peças de sinalética, refletindo o impacto do designer na identidade gráfica de instituições e publicações.

Esta exposição, de entrada gratuita, conta com a organização do Politécnico de Tomar e do Município de Portalegre.

Cidade do Vinho é “boa oportunidade para reforçar projeção” dos municípios da Serra d’Ossa no mercado

É sob o mote “Vinhos da Serra d’Ossa – Identidade e Futuro – Marcas que deixam História!”, que Alandroal, Borba, Estremoz, Vila Viçosa e Redondo fazem a festa da Cidade do Vinho, ao longo deste ano.

Para o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, a distinção e o evento, no seu todo, serão importantes para afirmar, “ainda mais, esta dimensão ligada ao vinho, à identidade e ao turismo, de um território que já tem uma projeção enorme, quer na venda do vinho, quer no enoturismo”.

Por outro lado, José Manuel Santos considera que o projeto da Cidade do Vinho é uma “oportunidade para se procurar integrar melhor os recursos que o território tem, procurar adicionar outras vertentes, que às vezes podem não estar a ser tão bem trabalhadas, ao nível da cultura e da sustentabilidade”. Sendo importante que os produtores estejam “no cerne” desta Cidade do Vinho, o presidente da Entidade Regional de Turismo defende que este não deve ser um evento “excessivamente institucional”.

Para os cinco municípios da Serra d’Ossa, defende ainda, esta “pode ser uma boa oportunidade para reforçar a sua projeção no mercado nacional e trabalhar também essa projeção, pelo menos, no mercado transfronteiriço”. O objetivo é “que isso se possa refletir nos anos seguintes, para atrair mais pessoas e desenvolver ainda mais o vinho”, remata.

A Cidade do Vinho 2025 teve a sua gala de abertura a 8 de fevereiro, em Borba, mas ao longo de todo ano serão muitas as atividades promovidas, nos cinco concelhos, ligadas à vinha e ao vinho para promover o setor e o território.

Margarida Paiva é candidata pela AD à Câmara Municipal de Elvas

Margarida Paiva é candidata pela Aliança Democrática (AD) à presidência da Câmara Municipal de Elvas nas autárquicas deste ano. Tânia Morais Rico, atual vereadora do PSD, e João Santana Marques são dois dos nomes que a acompanham nesta candidatura.

A promessa da candidata é de “muito trabalho”, ao lado de pessoas da sua “total confiança” e com vontade comuns consigo: “temos todos muita vontade de trabalhar pela cidade. Temos todos profissão, vida pessoal e profissional, da qual vamos abdicar um bocado para trabalhar em prol deste projeto”. A candidatura, adianta, tem por base duas palavras-chave: “mudança e trabalho”. “Sentimos no ar uma necessidade muito grande de mudança e oferecemos muito trabalho”, garante.

Para Margarida Paiva, neste momento, continua a faltar “sentir a cidade”. Por outro lado, diz que também falta “vender” Elvas. “Vivemos numa cidade fantástica, muito bonita, pouco ou nada explorada em vários níveis, tanto a nível de turismo, por muito que digam que há muitos eventos, mas é tudo “bacoco”. Andamos atrás dos outros, porque aquilo que se vê aqui já se viu há uma década noutros sítios”, acrescenta.

Outra das preocupações da candidata diz respeito ao setor empresarial: “o que o elvense precisa é de pão na mesa para dar de comer aos filhos e isso faz-se com emprego, mas para isso é preciso vender a cidade, para atrair empresas”.

Quando questionada sobre a bandeira de campanha da coligação PSD/CDS-PP, nas últimas autárquicas em Elvas, relativa à Aquaelvas, e a uma hipotética resolução total do contrato, Margarida Paiva é perentória: já não o será desta vez. “Não, porque nem os milhões que o senhor presidente diz que tem, dão para pagar a indemnização à Aquaelvas”, assegura.

No que diz respeito à saúde, Margarida Paiva garante que a “bandeira” da maternidade foi “abandonada” e que não mais será retomada. “As nossas grávidas andam-se a passear pelo distrito e para o estrangeiro (Badajoz) e isso é uma coisa que ficará para sempre marcada no executivo de outra pessoa”, garante. Por outro lado, a candidata diz que a Câmara Municipal deve apoiar as associações e instituições ligadas ao setor da saúde, embora não concorde com a forma como esse apoio é prestado atualmente. “Há formas de criar o bem-estar, até na doença, através de dinheiros camarárias”, acrescenta.  

Crítica quanto ao facto de, há uns anos, a Câmara Municipal ter deixado fugir a oportunidade da TVI ter vindo a Elvas gravar uma novela, que acabou por “dar tanto lucro a Estremoz” (“Belmonte”), Margarida Paiva concorda com o investimento feito pela autarquia no produto de ficção do canal de Queluz de Baixo, atualmente, em exibição em horário nobre (“A Protegida”).

“Não há que inventar nada. Elvas tem muita matéria-prima para crescer. Só tem que se investir nela”, diz ainda a candidata da AD, que garante que o objetivo “é voltar a colocar Elvas no mapa”. “Que se fale de Elvas, não por causa dos escândalos, mas porque floresceu, cresceu, porque é uma cidade rica, onde as pessoas vivem bem”.

Quanto ao trabalho de Tânia Morais Rico, Margarida Paiva garante ainda que a vereadora tem feito muito em prol da comunidade de Elvas, mas que não “se sente (esse trabalho) porque quem dirige a Câmara não deixa”. “O trabalho é feito. Não se desiste do trabalho, de fazer diferente e melhor”, remata.

Passados 16 anos, Feira Nacional da Olivicultura está de regresso a Campo Maior

A Feira Nacional da Olivicultura está de regresso a Campo Maior, de 22 a 25 de maio. Depois de um interregno de 16 anos, o certame que celebra a olivicultura volta à vila, numa organização conjunta entre o Município de Campo Maior e o Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo. Em simultâneo, realiza-se o 8º Congresso Nacional do Azeite.

Lembrando que Campo Maior é um concelho marcadamente olivicultor, o presidente da Câmara, Luís Rosinha, não esconde a satisfação pelo facto da feira, que ao longo de todos estes anos acabou por conhecer um grande crescimento, se voltar a realizar na vila. “Este regresso a Campo Maior é muito importante pelo tempo que decorreu entre a última edição e esta que agora conseguimos reatar, mas também porque a feira, neste últimos 20 anos, teve um crescendo fantástico”, assegura.

“Eu acompanhei o os certames anteriores, quer em Moura, quer em Valpaços, e a Feira Nacional da Olivicultura ganhou uma grandiosidade até do ponto de vista técnico. É um evento muito importante pela presença de muitas empresas, de muitos empresários, de muita gente do setor e que, com certeza, por esses dias, estarão também por Campo Maior”, adianta Rosinha.

A Feira Nacional de Olivicultura contará também com diversos espetáculos musicais, pelo que o autarca promete “quatro dias de festa intensa em Campo Maior”.  

Para além da sua componente de exposição, a Feira Nacional da Olivicultura é também um importante espaço de debate e reflexão acerca do setor, algo que se irá refletir na realização das Jornadas Técnicas e na edição deste ano do Congresso Nacional do Azeite. Por outro lado, o Concurso de Azeite Virgem é outros dos atrativos deste evento, capaz de chamar até Campo Maior os melhores azeites do país.

Os eventos irão dividir-se entre o Centro Cultural, no que toca às jornadas técnicas, e o Jardim Municipal e a Praça Multimodal, no que concerne à exposição e aos espetáculos.

Cerimónia de Abertura do 16º Festival do Peixe do Rio marcada pela assinatura de protocolo entre Alandroal e Mértola

A vila de Alandroal recebeu este sábado a cerimónia de abertura da 16ª edição do Festival do Peixe do Rio. Este ano o recinto do festival situa-se num novo espaço dentro da muralha do Castelo de Alandroal desenhado para dar a conhecer e a provar o melhor do que o concelho tem para oferecer. Este festival que decorre até ao dia 16 de março, onde os visitantes poderão desfrutar de uma experiência gastronómica diversificada na área da restauração, que complementa os 18 cafés e restaurantes espalhados pelo território.

Nesta cerimónia, o presidente do Município de Alandroal, João Grilo, destacou a importância que este evento tem ao nível gastronómico da região, sublinhando que o mesmo “ganhou espaço entre os principais eventos gastronómicos da região, tornando-se o principal momento anual do concelho”, afirmando que o sucesso deste certame deve-se “à sua identidade e diferenciação, no investimento na qualidade que o têm feito crescer a cada ano”.

Com o objetivo de reforçar a defesa da tradição e cultura associadas ao peixe do rio, os Municípios do Alandroal e de Mértola assinam um protocolo de colaboração, no sentido de reforçar os esforços para a preservação e promoção das tradições ligadas ao rio. Para o presidente da câmara municipal de Mértola, Mário Tomé, “este protocolo para além de ser um grande feito, é um forma de os dois concelhos crescerem em conjunto e de se ajudarem mutuamente a promover um produto de grande importância. Também é uma forma de reforçar a identidade local destes dois concelhos que partilham o Rio Guadiana.

Quem também marcou presença nesta cerimónia foi José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, que valoriza a realização deste festival, salientando que “o peixe do rio um produto turístico do Alentejo, fazendo com que os vários atores económicos venham até Alandroal para provar as suas iguarias”.

Outra das entidades presentes foi a CCDR Alentejo, representada pelo seu presidente, António Ceia da Silva, que salienta três pontos fundamentais que este festival traz: em primeiro lugar, é a importância de trabalhar um produto endógeno, de forma a que seja um “estimulo para os pescadores continuarem a sua atividade”, no sentido de ser importante para o desenvolvimento económico deste setor. Em segundo lugar, o peso que este evento tem para a restauração e hotelaria, trazendo turismo ao concelho, em que afirma “as pessoas gostam tanto que acabam por voltar um dia”. Já o último ponto fulcral para António Ceia da Silva é a questão deste festival também dar espaço e oportunidade de promover os restantes produtos endógenos do concelho, como o queijo, enchidos, vinho e artesanato, sublinhando que “tudo isso pode ser potenciado com a realização de um certame com este”.

Jovem de Campo Maior morre em colisão com dois feridos graves

Foto DR

Uma colisão entre duas viaturas ligeiras, na Estrada Nacional 371, perto da fronteira do Retiro, em Campo Maior, resultou, ao início da tarde deste sábado, 8 de maço, num morto e em dois feridos graves.

De acordo com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, o alerta foi dado às 13h15.

Faleceu uma jovem de 28 anos, de Campo Maior. Os feridos graves são um jovem de 25 anos, de Elvas, e um homem de 65 anos. Todas as vítimas são de nacionalidade portuguesa.

O homem de 65 anos foi transportado para o Hospital de Santa Luzia, em Elvas e o jovem de 25 para o Hospital Universitário de Badajoz, onde se encontra na Unidade de Cuidados Intensivos.

Para o local foram mobilizados 32 operacionais e 14 veículos, entre Bombeiros de Campo Maior, a SIV de Elvas, a VMER de Portalegre, a GNR e as Infraestruturas de Portugal, em conjunto com meios de socorro espanhóis.