Roteiro Literário percorreu Ouguela

O Roteiro Literário decorreu na localidade de Ouguela, no concelho de Campo Maior, no passado dia 22 de outubro. Sensibilizar e apelar à responsabilidade individual e coletiva no combate às baixas literacias foram as principais motivações para o passeio cultural.

Promovida pelo CICRN – Centro Internacional Comendador Rui Nabeiro, em parceria com o CEAN – Centro Educativo Alice Nabeiro e com o apoio do GEDA – Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura, a iniciativa teve um percurso de quatro quilómetros.

O trajeto contou com várias paragens para leituras de textos e pequenas encenações, onde foram reveladas histórias e lendas que têm como elo de ligação a aldeia histórica de seu nome Ouguela, local que recebeu os muitos caminheiros que fizeram questão de marcar presença. 

Com base em autores ou personagens literárias cuja história se cruza com os recantos da mágica aldeia de Ouguela foram criados e recriados momentos literários e dramáticos pelos alunos do CEAN.

Este Roteiro pretendeu ser uma oferta educativa, cultural e desportiva que aprofunde as raízes da identidade raiana com recurso a uma paisagem singular, uma aldeia única e um enquadramento histórico e literário pouco conhecido.

Inscrições para voar no Festival de Balões de Ar Quente já abriram

Já se encontram abertas as inscrições para voar no Festival Internacional Balões de Ar Quente, que regressa pelo 27º ano consecutivo ao Alto Alentejo e que reunirá participantes oriundos de diversos países europeus.

Esta 27ª edição do festival terá lugar em Alter do Chão, Fronteira, Monforte, Ponte de Sor e a Fundação Abreu Callado, em Benavila, no concelho de Avis, de 7 a 13 de de novembro. Nesta edição, o evento contará com a participação de 30 equipas de vários países (Portugal, Espanha, França, Holanda e Bélgica).  

O 27º Festival Internacional Balões de Ar Quente promete colorir os céus alentejanos, onde a população também está convidada a viver a inesquecível experiência de voar, através da aquisição de pulseiras solidárias, cujas receitas revertem a favor dos Bombeiros Voluntários das localidades aderentes. O valor das pulseiras será entre 75 e 90 euros e já estão disponíveis para aquisição.  

A única forma de adquirir as pulseiras solidárias, limitadas à capacidade dos balões participantes, é através do site oficial do evento – www.fibaq.com 

COMO VOAR

“Este é um festival que promete levar ao céu todos aqueles que se atreverem a sonhar e a voar num balão de ar quente” – refere, Maria Inês Soares da organização – “ A nossa preocupação social e ambiental está, uma vez mais presente no FIBAQ, pelo que os voos a realizar estarão associados a campanhas solidárias que revertem na totalidade para os Bombeiros Voluntários dos concelhos aderentes.”

Para realizar um dos 11 voos livres no âmbito do festival, os interessados devem adquirir uma pulseira solidária AQUI.

Recomenda-se, ainda, uma leitura atenta das regras de segurança e inscrição disponíveis AQUI. 

Conheça aqui o programa de voos livres e horários de meeting point:
 
7/11 –  Monforte
Voo da manhã: 7h 
Voo da tarde: 14:30h 

8/11 –  Fronteira
Voo da manhã: 7h 
Voo da tarde: 14:30h 

9/11 –  Ponte de Sor
Voo da manhã: 7:30h 
Voo da tarde: 14h 
Night Glow: 19:45h

10/11 – Montargil 
Voo da manhã: 7h 
Voo da tarde: 14:30h 

12/11 – Alter do Chão 
Voo da manhã: 7h 
Voo da tarde: 14:30h 

13/11 – Fundação Abreu Callado – Benavila  
Voo da manhã: 7:30h

Nesta edição, a organização proporciona gratuitamente um Night Glow, sem ser necessária aquisição de pulseira, no dia 9 de novembro, pelas 19h45, em Ponte de Sor.

Este espetáculo noturno é muitas vezes considerado o clímax de um festival de balões de ar quente, e consiste nos pilotos prepararem os seus balões como se fossem descolar, no entanto, os mesmos ficam presos a alguns metros do chão, onde as chamas libertadas intercaladamente pelos queimadores criam um espetáculo visual único que conjuga luz, cor e música.

A organização do festival cabe à Publibalão e é coorganizado pelo Alentejo sem Fronteiras – Clube de Balonismo, fundado em Novembro de 2012, sendo a primeira e única escola do país para pilotos de balões de ar quente, sediada em Fronteira, no Alto Alentejo.
 
Aníbal Soares, primeiro piloto profissional em Portugal, sócio-gerente da Publibalão e organizador do FIBAQ, assinala que “é uma honra regressar com este festival ao Alentejo, que já acontece há 26 anos, e levar a magia de voar a todos os que queiram ter uma experiência de voo”. Assim, os objetivos primordiais do festival passam pela “promoção da prática do balonismo em Portugal, pelo reforço da aposta no impacto do festival nas localidades aderentes e, naturalmente, o aumento do retorno mediático para todas as partes envolvidas”, conclui.

Esperadas centenas de pessoas na Noite das Sopas em Arronches

Em véspera de feriado de Todos os Santos e em dia de Halloween, esta quinta-feira, 31 de outubro, o Celeiro, em Arronches, volta a ser palco de mais uma Noite das Sopas, numa organização da Associação Freestyle Iceshow.

Desta vez, o evento conta com animação musical a cargo do Duo Lunar e com sopas diferentes, face a edições passadas, à exceção daquelas que as pessoas mais gostam, como a sopa de tomate e a sopa de cação, de acordo com o presidente da associação, Marco Vitória. “Vamos ter ainda canja, caldo de verde e sopa de grão e vamos ter também bifanas e pão com chouriço, para as pessoas comprarem, tal como as sobremesas e bebida para acompanhar”, adianta. O objetivo, garante o responsável, é “manter o mesmo nível de qualidade” de outros anos, nesta que é já a oitava edição do evento e na qual são esperadas mais de 600 pessoas.

Durante o evento, o público poderá degustar as sopas disponíveis, todas as vezes que quiser, entre as 19 e as 22 horas. A entrada, adianta Marco Vitória, tem um custo de seis euros. As crianças, até aos 12 anos, não pagam.

Tal como tem vindo a acontecer, a Noite das Sopas volta a ser um evento ecológico, através dos copos reutilizáveis que são colocados ao dispor do público. Os eco-copos serão ainda, à semelhança da taça, que todos os participantes levam para casa, mais uma recordação que irão ter deste evento. Os copos são entregues à entrada, juntamente com a taça e servirá para todas as bebidas adquiridas ao longo do evento.  

O dinheiro angariado com o evento, explica ainda o presidente da associação, servirá para financiar a aquisição de alguns equipamentos e várias atividades desenvolvidas com os atletas.

O início do evento está marcado para as 19 horas.

Museu Militar de Elvas celebra 15º aniversário

O Museu Militar de Elvas celebrou esta quinta-feira, dia 31 de outubro, o seu 15º aniversário, com uma cerimónia solene, seguida da inauguração de algumas salas temáticas do Museu Militar, recentemente requalificadas, e de uma exposição de pintura do Dr. Sameiro Correia.

No decorrer da sessão solene, presidida pelo diretor de História e Cultura Militar, Major-General Ramalhôa Cavaleiro, foram distinguidos três oficiais e ex-diretores dos museus militares.

A requalificação feita pelos militares das salas temáticas foi uma das conquistas ao longo do último ano. Este é um espaço que, segundo o Diretor do Museu Militar de Elvas, coronel Nuno Duarte, “necessita sempre de dinamismo”. A Sala Peninsular, a Sala de Miniaturas, a sala de apresentação do museu e ainda a sala/pavilhão onde estão as viaturas da II Guerra Mundial, foram as divisões que passaram pela restauração.

De todos os momentos vividos ao longo destes 15 anos, o diretor do Museu Militar de Elvas, destaca o princípio “pelo facto de adequar uma unidade de regimental para um museu militar foi um trabalho de excelência e de muita qualidade”. Para o diretor do Museu Militar de Elvas as perspetivas futuras para este espaço passam por promover o seu crescimento, ser mais abrangente e trazer mais pessoas até este local.

Presente também na cerimónia comemorativa, o diretor de História e Cultura Militar, Major-General Ramalhôa Cavaleiro, realça que “o Museu Militar de Elvas é um dos pilares da direção”. Este espaço militar da cidade de Elvas, salienta ainda o diretor de História e Cultura Militar “simboliza muito, tendo um valor sentimental, histórico e cultural a todos os títulos notáveis”.

Tendo em conta a história da cidade fronteiriça, Graça Luna Pais, presidente da Assembleia Municipal, distingue que “este aniversário deve representar tudo para Elvas, ou não fosse esta conhecida como uma cidade de militares”.

Na cerimónia solene de aniversário do Museu Militar de Elvas esteve também presente o Tenente-General, Paulo Pereira, vice-chefe do Estado-Maior do Exército.

Museu Militar de Elvas ao longo de 15 anos tem feito permanecer viva a história da cidade e de Portugal.

Câmara de Arraiolos adquire terrenos para habitação

A presidente da Câmara de Arraiolos, Sílvia Pinto, assinou, no passado dia 25 de outubro, o Contrato-Promessa Compra e Venda, referende à aquisição da Tapada de S. Joaquim, em Arraiolos, para a construção de um loteamento habitacional.

Esta medida está inserida na contínua ação municipal para que, no concelho de Arraiolos, existam condições de construção de habitação a custos mais acessíveis.

“Este é um passo para ajudar ao desenvolvimento social e económico do concelho, bem como para combater a desertificação e o despovoamento, contribuindo para a fixação de população, dando resposta às dificuldades existentes no acesso à habitação”, referiu Sílvia Pinto, no final deste ato.

A Câmara Municipal tem em curso a elaboração da Carta Municipal de Habitação, desenvolveu a Estratégia Local de Habitação no âmbito do 1.º Direito, existindo também, no município, o “Programa Municipal de Apoio à Reabilitação de Habitações Degradadas para Estratos Sociais Desfavorecidos”.

Município de Arronches abre concursos públicos para obras no concelho

A segunda reunião de outubro do executivo autárquico da Câmara Municipal de Arronches, composto pelo presidente João Crespo, pelo vice-presidente Paulo Furtado e pelos vereadores Maria João Fernandes, João Luís Feiteira e Nuno Costa, realizou-se na tarde da passada segunda-feira, 28 de outubro, nas instalações da Junta de Freguesia de Esperança.

Antes do início da discussão dos assuntos agendados, o presidente da autarquia colocou os restantes autarcas a par dos temas que marcam a atualidade do concelho, referindo primeiro a participação dos pilotos do concelho na Baja Portalegre 500, em especial de Ricardo Silva que venceu a classe Hobby e fazendo, depois, um balanço do simulacro que o Município levou a efeito no Porto Manes, bem como dos fenómenos meteorológicos que se fizeram sentir no concelho e das consequências dos mesmos.

Os primeiros pontos da ordem de trabalhos resultaram na concessão de apoios a associações do concelho e a munícipes, sendo que, no primeiro caso, foi concedido transporte e permitida a utilização de espaços municipais de forma gratuita para a realização das suas atividades e, no segundo, foram atribuídos mais dois apoios ao abrigo do Programa “Arronches Jovem”, um na modalidade de apoio à habitação e outro na modalidade de apoio à infância.

O grande destaque desta reunião foi a aprovação dos concursos públicos para a realização de duas empreitadas a realizar no concelho de Arronches, mais concretamente, a Reabilitação do Sistema de Açudes na freguesia de Mosteiros e a Requalificação de Espaço Público, junto à Rua General Humberto Delgado, na freguesia de Assunção, tendo a chefe da Divisão de Obras, Ambiente e Serviços Urbanos, Dulce Bigares, esclarecido quaisquer dúvidas que os projetos suscitaram.

De realçar também o tratamento de dois pontos relacionados com a habitação, com o executivo a concordar, primeiro, com a alienação de 13 lotes do Loteamento de São Bento, em Mosteiros, os quais irão a hasta pública na reunião de dia 25 de novembro e, depois, com a atribuição de três habitações em regime de arrendamento apoiado, sitas na Rua do Arco, no âmbito do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação – PRR e 1.o Direito.

Seguidamente ficou deferida a atribuição de subsídios à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arronches e ao Grupo Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal, os quais se destinarão, respetivamente, à aquisição de uma viatura para instalação do equipamento de salvamento e desencarceramento e ao pagamento do seguro de saúde dos colaboradores da autarquia.

A terminar, os eleitos manifestaram-se a favor das propostas de atribuição de apoio financeiro à Associação “Esperança sobre Rodas” pela participação na Baja Portalegre 500, de atribuição de donativo ao Grupo de Humanização do Hospital Dr. José Maria Grande para a realização de uma festa de Natal para os doentes em situação de internamento na instituição, e de atribuição de apoio ao Regimento de Cavalaria N.o 3 de Estremoz através da aquisição e posterior entrega de material de equitação, para o XLI Concurso Nacional Combinado dos “Dragões de Olivença”.

ONGs de Ambiente empenhadas em travar obra da Barragem do Pisão

As Organizações Não-Governamentais de Ambiente (ONGA) da Coligação C7 (ANP/WWF, FAPAS, GEOTA, LPN, Quercus, SPEA e ZERO) continuam a bater-se em tribunal contra a Barragem do Pisão, contestando “o suposto interesse público da obra e salientando os graves impactes ambientais negativos referidos no Estudo de Impacte Ambiental”.

No mais recente passo, de um processo que dura desde 2022, as ONGA recorreram, na semana passada, da decisão do tribunal, que decidiu não decretar a providência cautelar que obrigaria à paragem da obra.

As organizações da C7 consideram que a construção da Barragem do Pisão “põe em causa os interesses da União Europeia, absorvendo fundos europeus num projeto que não respeita as suas estratégias e legislação, como a Estratégia de Biodiversidade da UE para 2030 incluída no Pacto Ecológico Europeu, a Diretiva Quadro da Água, a Lei de Restauro da Natureza e o Regulamento do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR), pelo que urge ser travada. Estão em causa danos ambientais significativos e irreversíveis”.

Discordando da sentença do Tribunal, este coletivo de ONGA apresentou na passada sexta-feira, dia 25 de outubro, um recurso para o Tribunal Central Administrativo Sul, “visando acautelar o efeito útil da ação administrativa principal para tentar que não se cometa mais este atentado contra o ambiente”.

O comunicado para ler na íntegra:

“As Organizações Não-Governamentais de Ambiente (ONGA) da Coligação C7 (ANP|WWF, FAPAS, GEOTA, LPN, Quercus, SPEA e ZERO) continuam a bater-se em tribunal contra a Barragem do Pisão, contestando o suposto interesse público da obra e salientando os graves impactes ambientais negativos referidos no Estudo de Impacte Ambiental (EIA). No mais recente passo de um processo que dura desde 2022, as ONGA recorreram a semana passada da decisão do tribunal, que decidiu não decretar a providência cautelar que obrigaria à paragem da obra.

As organizações da C7 consideram que a construção da Barragem do Pisão põe em causa os interesses da União Europeia, absorvendo fundos europeus num projeto que não respeita as suas estratégias e legislação, como a Estratégia de Biodiversidade da UE para 2030 incluída no Pacto Ecológico Europeu, a Diretiva Quadro da Água, a Lei de Restauro da Natureza e o Regulamento do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR), pelo que urge ser travada. Estão em causa danos ambientais significativos e irreversíveis.

O EIA do empreendimento, designado oficialmente por Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato (AHFMC), e que inclui nas suas infraestruturas primárias a barragem do Pisão, refere claramente que “o projeto gerará significativos impactes negativos, quer na fase de construção, quer na fase de exploração, com afetação substancial de valores naturais, patrimoniais, ecológicos e socioeconómicos, diversos dos quais de carácter de alguma singularidade e relevância (quer conservacionista quer histórica)”.

Entre outros, a construção desta barragem resultará na destruição de habitats protegidos e no abate de árvores protegidas (mais de 40 mil árvores, entre povoamentos de azinheiras e sobreiros, espécies protegidas pela legislação portuguesa), na alteração e interrupção dos regimes de caudais naturais da ribeira de Seda, na conversão de áreas agrícolas de sequeiro em regadio incentivando o consumo de água onde ela já escasseia, reduzindo a biodiversidade, na artificialização dos usos do solo, na possível contaminação dos solos e das águas e na destruição da aldeia do Pisão, com a deslocalização dos seus habitantes.

Considerando a descrição do projeto e os impactes identificados no próprio Estudo de Impacte Ambiental, torna-se ainda óbvio que:

– o interesse público do projeto é inexistente, uma vez que o principal objetivo da construção da barragem do Pisão não é o abastecimento público – considerando o cenário de decréscimo da população das regiões em causa, os dados apresentados confirmam que o volume útil da Barragem de Póvoa e Meadas é suficiente para abastecimento público; acresce que, no estudo do projeto, não foi feita uma avaliação de alternativas de abastecimento específicas para esta componente;

– o projeto não cumpre os objetivos ambientais, estabelecidos no princípio de Não Prejudicar Significativamente (Do No Significant Harm – DNSH) do instrumento que o financia, o MRR;

– a avaliação subjacente ao princípio de DNSH implica uma análise do projeto com a opção Zero (manutenção da situação existente), que não resulta clara, sequer suficiente, do estudo de impacte ambiental apresentado;

– a construção da Barragem do Pisão contraria o objetivo de transição ecológica, originando impactos muito significativos e negativos no ambiente.

O custo final da Barragem do Pisão e da central fotovoltaica aproximar-se-á dos 300 milhões de euros, sendo que, para a barragem e a central hidroeléctrica do Pisão, o valor de construção é de 71,7 milhões de euros. A execução da barragem levará à concretização de um empréstimo contraído pelo Estado, de 140 milhões de euros, levando a mais esse endividamento público.

Urge impedir a tomada de decisões subsequentes ao Título Único Ambiental (TUA) e à Declaração de Impacte Ambiental (DIA), e a inerente criação de expectativas, prejudiciais aos interesses privados e, ainda, muito mais, ao interesse público do Estado Português.

Por esses motivos, em novembro de 2022, o GEOTA, apoiado pela LPN, Quercus e ZERO, colocou uma ação administrativa para a anulabilidade ou anulação do TUA., e o próprio Ministério Público acompanhou esta posição colocando uma ação semelhante em 2023, reforçando os argumentos contra este projeto (vd. Anexo).

Face ao desenvolvimento do projeto, que não parou, apesar da pendência da Ação Administrativa, a 30 de julho estas ONGA colocaram uma Providência Cautelar pelo fundado receio de constituição de uma situação de facto consumado, de prejuízos de difícil reparação, antes que a ação principal pudesse ser considerada procedente.

Apesar de toda a argumentação sobre os factos e riscos suscitados na Ação Administrativa e na Providência Cautelar, a sentença da primeira instância para a Providência Cautelar não considera que se esteja numa situação de risco séria, atual e efetiva que faça perigar o efeito útil de uma eventual decisão de procedência da ação principal.

Discordando da sentença do Tribunal, recorrível, este coletivo de ONGA apresentaram, em 25 de outubro de 2024 um recurso para o Tribunal Central Administrativo Sul, visando acautelar o efeito útil da ação administrativa principal para tentar que não se cometa mais este atentado contra o ambiente.”

Arkus apresenta “A Bruxa Que Não Sabia Voar” em dia de Halloween em Elvas

O Halloween vai ser celebrado com as crianças, em Elvas, esta quinta-feira, 31 de outubro, numa atividade promovida pelos serviços educativos da Câmara Municipal de Elvas. Após uma caminhada, com início às 17h30, na Praça da República, para a qual os participantes poderão levar as suas máscaras mais assustadoras, as crianças terão oportunidade de assistir à peça “A Bruxa Que Não Sabia Voar”, da associação juvenil Arkus.

“No ano passado a iniciativa correu muito bem e nós participámos de outra maneira, com uma espécie de figuração, pelas ruas, pregando alguns sustos e partidas a quem se inscreveu. Este ano vamos participar na mesma, mas com uma mini-representação, ‘A Bruxa Que Não Sabia Voar’, no final da caminhada”, revela a atriz e membro da associação Raquel Pirota (na imagem).

Esta peça, que tem como principal mensagem que tudo se consegue quando se acredita, adianta a responsável, conta com três personagens: a bruxa, um fantasma e uma vampira. O espetáculo, apresentado uma única vez, no ano passado, na Terrugem, volta agora a ser dado a conhecer ao público.

Nesta iniciativa de Halloween, cada criança deve ser acompanhada por um adulto responsável.

Gastronomia, Empada e Tapete de Arraiolos em destaque até domingo (c/fotos)

Já teve início a 23.ª Mostra Gastronómica, o 15.º Festival da Empada e a tradicional Feira do Tapete de Arraiolos. O evento que é organizado pela Câmara Municipal de Arraiolos, decorre no espaço Arraiolos Multiusos até ao próximo domingo.

 A gastronomia e a cultura da região, estão em destaque oferecendo uma experiência completa com pratos típicos e a possibilidade de conhecer o famoso tapete de Arraiolos.

Este ano o evento passou de dez para cinco dias, a pedido da maioria dos expositores. Sílvia Pinto, presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, na altura da inauguração referiu que “esta é uma edição experimental, no final faremos uma avaliação e no próximo ano veremos se continuará esta versão de cinco dias ou de dez dias, de qualquer forma, estamos a apostar em atividades continuas ao longo de todos os dias, para quem nos visita entre aqui ao meio dia e tenha sempre alguma coisa para ver e para fazer até pela noite dentro”.

Este certame “é um encontro de Arraiolos, de produtores e produtos de Arraiolos, o objetivo não é só promover o desenvolvimento económico ao longo destes cinco dias, mas sim ao longo de todo o ano”, acrescentou.

O turismo disparou no concelho de Arraiolos, a autarca local salientou que “é com agrado que recebemos esta informação que aumentou o número de dormidas, nós vamos falando com os alojamentos e vamos percebendo que as coisas estão a funcionar bem, mas também porque encontramos muitas pessoas a visitar Arraiolos, muitas pessoas a visitar o Centro Interpretativo, a igreja da Misericórdia, e portanto conseguimos perceber que há realmente este fluxo de turismo em Arraiolos. Esta iniciativa  e outras que vamos fazendo ao longo do ano também são um motor para que traga mais pessoas ao concelho”.

José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo também marcou presença na inauguração da Mostra Gastronómica de Arraiolos, onde referiu que “o Alentejo está a crescer e há concelhos que crescem mais que outros, Arraiolos de facto tem consolidado nos últimos dez anos uma oferta muito diversificada, uma oferta de baixa escala. Com exceção da Pousada de Arraiolos não há um empreendimento turístico de média dimensão, mas há uma rede de alojamentos de muita qualidade. Arraiolos teve em 2023 cerca de 25 mil dormidas, já está no final de agosto com mais 18 mil, por isso é que está a crescer 6.8% comparativamente ao mesmo período do ano anterior. Tem produtos de qualidade, tem alojamentos de qualidade, tem enoturismos de qualidade e tem depois esta relação com os produtos autóctones, a empada, o paste de toucinho, o t

Quinzena Gastronómica das Sopas de regresso esta sexta-feira a Campo Maior

De forma a promover as tradições gastronómicas locais e a apoiar e dinamizar a economia do concelho, o Município de Campo Maior promove, a partir desta sexta-feira, 1 de novembro, e até dia 15, a terceira edição das Quinzenas Gastronómicas.

Nesta, que é uma Quinzena Gastronómica dedicada às sopas, e na qual participam seis restaurantes, vão estar em destaque iguarias como sopa de Cação, Sopa de Tomate e Açorda Alentejana com bacalhau.

A lista de restaurantes e as propostas que cada um apresenta nesta Quinzena das Sopas está disponível.