CEAN colabora com São Martinho solidário em Campo Maior

O Centro Educativo Alice Nabeiro (CEAN) juntou-se à Adega Mayor e ao clube Campo Maior Trail Runners na comemoração do São Martinho, realizada no passado sábado, 9 de novembro.

Foi a terceira edição do evento São Martinho on The Move, que contou com um total de 245 participantes no trail e caminhada pelas vinhas, montados e amendoais. Depois, a Adega Mayor serviu de palco para a degustação das castanhas assadas e do vinho, acompanhada pela animação musical, a cargo do grupo Roncas d’Elvas.

Os alunos do CEAN, acompanhados pelos familiares, brindaram os presentes com diversas iguarias, revertendo o valor angariado para a viagem de final do ciclo educativo no Centro.

Além do convívio, a jornada foi também de solidariedade com as populações da região de Valência afetadas pela tempestade Dana. As 3,5 toneladas de bens recolhidos ao longo da semana passada e a culminar no dia 9 na Adega Mayor juntam-se aos 700 litros de leite oferecidos pela empresa Armazéns Marvanejo, de Elvas.

O contributo da comunidade e dos participantes neste evento foram entregues no dia 11 na Fundación Banco de Alimentos em Badajoz e irão ser geridos face às necessidades da comunidade de Valência.

Em jeito de balanço desta edição 2024 do São Martinho on The Move, o Centro Educativo Alice Nabeiro, Campo Maior Trail Runners e Adega Mayor deixam o agradecimento aos voluntários que contribuíram para o sucesso deste evento desportivo, solidário e festivo.

Camões dado a conhecer aos alunos de Campo Maior a partir das “Palavras de Sophia”

A Biblioteca Municipal João Dubraz, em Campo Maior, promoveu ontem, 12 de novembro, a sessão literária “Camões nas Palavras de Sophia”, no Centro Cultural da vila.

A iniciativa consistiu numa conversa informal sobre Luís Vaz de Camões, no ano em que se celebram os 500 anos do nascimento daquele que é, por muitos, considerado o maior poeta de língua portuguesa.

Numa sessão dirigida aos alunos do 9.º ano e do ensino secundário do concelho, e partindo de textos de Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena, entre outros, a plateia ficou a saber mais sobre a vida e obra do poeta, de forma divertida e descontraída.

Esta sessão foi dinamizada pela editora e produtora de atividades literárias “Alma Azul”.

Alto Alentejo com taxa de execução de 120.96% do POR-Alentejo2020

Volvidos 10 anos do início do Programa Operacional Regional Alentejo 2020, a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo assinalou de forma simbólica o balanço da implementação dos investimentos efetuados pelos municípios e pela própria CIMAA no território Alto Alentejo e a forma como os mesmos impactaram positivamente a região.

Hugo Hilário, Presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAA, destacou a importância do Portugal2020 e Alentejo2020 e a elevada taxa de execução registada no Alto Alentejo, que chega aos 120.96%, com um valor contratualizado de 37 milhões de euros. “Este sucesso é o resultado do compromisso e da colaboração entre os diversos parceiros envolvidos no processo de implementação de projetos estratégicos na região, com especial enfoque para as abordagens territoriais no âmbito das Câmaras Municipais e das Comunidades Intermunicipais. Esta concertação entre várias entidades tem um significado não só do ponto de vista material, mas também do ponto de vista prático. É um sinal do que podemos alcançar se estivermos unidos em torno do mesmo objetivo: o desenvolvimento do Alto Alentejo”, sublinhou.

Durante a sessão, que decorreu no auditório da CIMAA sob o olhar atento de autarcas e técnicos dos Municípios, membros da Assembleia Intermunicipal e do Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Intermunicipal, foram apresentados os vídeos da iniciativa “10 Anos, 10 Projetos”. Esta iniciativa teve como objetivo percorrer cada um dos 15 municípios do Alto Alentejo e, através de vídeo, evidenciar os principais projetos desenvolvidos em cada um e a forma como a utilização estratégica dos fundos comunitários transformou o território, a qualidade de vida das populações, quer através da execução de obra física, quer de projetos imateriais de preservação da natureza, promoção do turismo ou do sucesso escolar, bem como perpetuar na memória coletiva o quanto o Alto Alentejo mudou para melhor nos últimos 10 anos.

Apresentados os vídeos, Luís Loures, Presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, alertou para o facto de, num futuro muito próximo, “a utilização dos fundos estruturais ser cada vez mais criteriosa e exigir a todos os agentes do território uma estratégia mais eficiente” cujo impacto dos fundos permita minimizar definitivamente as assimetrias do território e o problema da demografia.

António Ceia da Silva, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A), encerrou a sessão destacando os resultados positivos obtidos, sem esquecer o novo Programa Operacional Regional Alentejo2030, “onde mais oportunidades irão surgir, em vários setores, e que bem aproveitadas contribuirão certamente para dar continuidade ao trabalho de capacitação do território”, com o objetivo de tornar o Alto Alentejo num “território ainda mais competitivo e coeso, resiliente e capaz de debelar os constrangimentos da interioridade”.

Bota Solidária promete voltar a fazer crianças felizes este Natal em Estremoz

O projeto “Bota Solidária” está de regresso ao Museu Berardo, em Estremoz, com o objetivo de continuar a fazer crianças felizes por altura do Natal.

A partir de hoje, 12 de novembro, e até 17 de dezembro, o público pode visitar, gratuitamente, o museu, se levar consigo um brinquedo e decorar uma bota para enfeitar a Árvore de Natal daquele espaço museológico.

Em cima da mesa, lembra o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, está uma “causa muito nobre”. “É um excelente projeto, levado a efeito pela equipa do nosso Museu Berardo e pela divisão de cultura, em que ofertamos a entrada no museu em troca de um brinquedo”, revela.

Esses brinquedos, lembra o autarca, serão posteriormente distribuídos “por todas aquelas crianças que, no concelho, têm mais carências e dificuldades”. “A ideia é fazer felizes os meninos, sobretudo aqueles cujas famílias não têm tanta disponibilidade (financeira)”, adianta.

Garantindo que, nas últimas edições, esta campanha tem sido “um sucesso”, José Daniel Sádio diz ainda que todos aqueles que vão ao museu se sentem satisfeito por, por um lado, frequentarem um “espaço de excelência”, enquanto contribuem para a “felicidade de alguém, o que é muito importante na altura do Natal”.

Este ano, nesta campanha da “Bota Solidádia” passam a estar também abrangidas as idades dos nove aos 16 anos, através da oferta de livros. Para além dos brinquedos, são também solicitados bens para a constituição de kits para bebés: fraldas; toalhitas; cremes para assaduras; champô e gel de banho; creme hidratante; compressas; soro fisiológico; boiões de comida; polpa de fruta para beber e papas.

Todas as ofertas deverão ser entregues desembrulhadas para mais facilmente as instituições identificarem quem irá sorrir, ao receber os presentes.

Arronches recebeu no fim de semana mais uma edição do “Terras Sem Sombra”

Arronches recebeu no fim de semana passado, dias 9 e 10 de novembro, mais uma edição do Festival “Terras Sem Sombra”, uma iniciativa que pretende dar a conhecer o território alentejano, sobretudo no que concerne aos seus valores ambientais, culturais e paisagísticos.

Foi com naturalidade que o Município de Arronches se associou ao projeto e o seu executivo, nas pessoas do presidente João Crespo, do vice-presidente Paulo Furtado e dos vereadores Maria João Fernandes, João Luís Feiteira e Nuno Costa, acompanhados pelos chefes da Divisão de Administração, Financeira e Modernização Administrativa e de Obras, Ambiente e Serviços Urbanos, respetivamente Paulo Trindade e Dulce Bigares, pelo presidente da Assembleia Municipal, José Bigares e ainda pela Paróquia de Arronches, representada pelo pároco Fernando Farinha e por Júlia Adega, começaram por receber na manhã de sábado, nos Paços do Município, a equipa da organização liderada pelo diretor-geral, José António Falcão e pela diretora executiva, Sara Fonseca, acompanhados pelo embaixador da República das Filipinas, Paul Raymund Cortes, que fez desde logo a apresentação do ‘Sing Philippines Youth Choir’, que haveria de atuar na Igreja Matriz nessa noite.

Antes, porém, durante a manhã e a tarde de dia 9, os vários grupos que participaram nas atividades do festival, tiveram oportunidade de visitar algum do património da vila, com visitas guiadas à Igreja Matriz, bem como ao Convento e à Igreja de Nossa Senhora da Luz, com detalhadas explicações levadas a efeito, no primeiro caso, pelos supracitados representantes da Paróquia de Arronches e no segundo, pelo técnico de Património Cultural do Município, Tiago Pereira e por José António Falcão, que, além de diretor executivo do “Terras Sem Sombra” é igualmente historiador de arte.

O momento de maior dimensão da iniciativa teve então lugar na noite de sábado, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, onde o coro “Sing Philippines Youth Choir” atuou com uma performance transcendente sob o título “No Regresso de Magalhães: Diálogos Inéditos entre as Filipinas e a Europa”. Esta noite de sábado contou ainda com a participação do Grupo das Pedrinhas de Arronches.

A terminar, na manhã de domingo, partiu desde o Centro Interativo da Ruralidade de Arronches, o grupo que participou na última atividade do festival e que, com o percorrer das margens do rio e posteriormente de parte da albufeira do Caia, ficou a conhecer a biodiversidade da região, exemplarmente explicada pelo fotógrafo de natureza Diogo Marecos Duarte.

Ao longo dos vários momentos desta edição do “Terras Sem Sombra”, quer o presidente do Município, João Crespo, bem como José António Falcão e o embaixador Paul Raymund Cortes, realçaram a importância da realização de um festival que estreitou relações entre dois povos praticamente antípodas e que deu a conhecer não só uma cultura diferente, bem como o património de cada um, ficando uma palavra de agradecimento para todos os que contribuíram para o sucesso da iniciativa com o seu contributo nas suas várias atividades, mas também para Jorge Velez, que intermediou a parceira entre a organização e autarquia.

Homem de 69 anos detido pela PJ em Campo Maior por crimes de incêndio e coação

Um homem de 69 anos foi ontem, 12 de novembro, detido em Campo Maior, pela Polícia Judiciária, por “fortes suspeitas da prática de três crimes de incêndio”, assim como de vários outros crimes contra a sua ex-companheira, de 41 anos: coação, perseguição, devassa da vida privada e gravações ilícitas.

Segundo a Polícia Judiciária, na base destes alegados crimes estão “motivos fúteis e ciúmes”, que terão sido praticados entre final de julho e meados de setembro.

A Polícia Judiciária, através da Unidade de Local de Investigação Criminal de Évora, contou, nesta detenção, com a colaboração de da unidade operacional da ASAE de Évora, o que “permitiu apreender cerca de 13.650 litros de óleo e de azeite alimentar, suspeitos de fraude e adulteração por parte do agressor”.

O detido será presente esta quarta-feira, 13 de novembro, junto do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Elvas, a fim de lhe ser aplicada medida de coação adequada.

Município dá “passo importante” na promoção de Elvas a partir do Coliseu

Durante os próximos dez anos, a sala de espetáculos do Coliseu de Elvas será gerida pela empresa Ricardo Covões, a mesma que explora o Coliseu dos Recreios, em Lisboa. O primeiro evento a ser apresentado é o tradicional Circo de Natal do Coliseu, entre os dias 3 e 5 de janeiro, para o qual os bilhetes já se encontram à venda (aqui).

O contrato de exploração entre a empresa e a Câmara Municipal foi celebrado no passado sábado, 9 de novembro (ver aqui), sendo que o presidente do município, Rondão Almeida, garante que com este acordo foi dado um “passo extremamente importante naquilo que é a promoção” de Elvas.

Por outro lado, o autarca explica que a empresa trará a Elvas vários espetáculos por ano, que também são apresentados em Lisboa. “Vamos dar (à empresa) 26 dias por ano, para trazerem a Elvas os eventos que acharem convenientes. O nosso objetivo é que aquilo que venha ao Coliseu de Lisboa possa vir também ao Coliseu de Elvas”, acrescenta. “Tudo aquilo que se vai passar no Coliseu de Lisboa e no Coliseu de Elvas terá uma divulgação de colagem do nosso coliseu ao Coliseu de Lisboa”, diz ainda.

Não adiantando que espetáculos poderão vir a era apresentados em Elvas, ao longo do próximo ano, estando ainda a ser preparada essa programação, Maria do Carmo Covões, da administração da empresa Ricardo Covões, explica o que levou a empresa a querer iniciar esta exploração do Coliseu Comendador Rondão Almeida com circo: “começamos com o circo porque é uma tradição do Coliseu de Lisboa”. “Todos os anos fazemos circo e achámos que podíamos trazer um pouquinho dessa tradição aqui para Elvas”, acrescenta.

Sopas alentejanas na ementa do “Azeitona Tapas Bar” para a Quinzena das Sopas

O restaurante O Azeitona Tapas Bar faz parte dos sete restaurantes aderentes à Quinzena Gastronómica dedicada às Sopas que está a decorrer em Campo Maior até sexta-feira, dia 15 de novembro.

Isabel Martins, juntamente com o marido José Martins, são os proprietários do estabelecimento, que participa nesta quinzena das sopas desde que a iniciativa foi criada há três anos.

O Azeitona Tapas Bar, segundo conta a proprietária, tem na ementa sopas típicas alentejanas. “Sopa de Feijão com Couve, Sopas de Cação e Sopa de Tomate foram as sopas que indicamos ao Município, para além dessas também fazemos, por exemplo, Açorda”.

Isabel Martins refere ainda que “os clientes habituais que normalmente não comem sopa, nestas alturas aderem a comer uma sopinha” uma vez que “a iniciativa dinamiza e divulga o restaurante e o concelho”.

Quinzena das Sopas que está a decorrer em Campo Maior até sexta-feira. A lista de restaurantes e as propostas que cada um apresenta nesta terceira edição está disponível no site do Município de Campo Maior.

Rogério Silva nomeado vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente

Rogério Silva, atual presidente da Câmara de Fronteira, foi nomeado pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, para exercer o cargo de vice-presidente do concelho diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente, em regime de substituição.

O despacho, publicado na segunda-feira, 11 de novembro, em Diário da República, produz efeitos a 9 de dezembro. Rogério Silva foi nomeado para o cargo, segundo se lê no despacho, uma vez que o seu “currículo académico e profissional evidencia a competência técnica, aptidão, experiência profissional e formação adequadas ao exercício das funções respectivas”.

No executivo da Câmara de Fronteira, Rogério Silva vai ser substituído pelo atual vice-presidente, António Gomes. Rita Rodrigues assume as funções de vice-presidente.

Apresentação da obra “Estórias Reais de Vida da Minha Gente” decorreu em Arronches

A apresentação da obra literária o livro “Estórias Reais de Vida da Minha Gente”, do escritor Luís de Matos, decorreu no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, no passado sábado, dia 9 de novembro.

Perante uma sala cheia, o presidente do Município de Arronches, João Crespo mostrou contentamento com a realização de mais este evento naquele espaço, não sem antes dar as boas vindas a todos os que não quiseram perder esta oportunidade e de agradecer todo o trabalho de José Ricardo, sócio da Associação Cívica e Cultural “Grémio Transtagano” e a seu lado na mesa, na colaboração com a autarquia.

O “Grémio Transtagano” fez-se igualmente representar pelo seu presidente, Luís Carapinha que sublinhou as palavras do edil e acrescentou a sua gratidão pela disponibilidade uma vez mais demonstrada pela Câmara Municipal de Arronches, fazendo depois um agradecimento pela presença do público. O líder da Direção da associação afirmou, por último, que se tratava de uma enorme honra e privilégio poder estar junto ao autor para apresentar esta compilação de estórias reais e tão características da região.

Antes de ter palavra o escritor, José Ricardo não quis deixar de ler uma mensagem de um amigo pessoal de ambos, Rui Arimateia, intervindo finalmente o escritor da região de Arronches, Luís de Matos.

Agradecendo a todos os presentes, o autor da obra disse estar muito satisfeito por ter esta oportunidade e que este livro, elaborado ao longo de anos, não é mais que um contar de histórias do quotidiano, o qual representa um autêntico testemunho do tempo.