Concurso de obra em espaço público de Arronches volta a ficar deserto

Tendo em conta a falta de mão de obra disponível, o concurso para a obra de requalificação do espaço público, junto à Rua General Humberto Delgado, em Arronches, onde todos os anos se realiza a exposição de gado da Feira de Atividades Económicas, voltou a ficar deserto.

Em cima da mesa está uma obra que resultará de um investimento de mais um milhão de euros, que o presidente da Câmara, João Crespo, espera que possa ser lançada a concurso, novamente, “muito em breve”. Na expectativa que num terceiro concurso possam já surgir concorrentes, João Crespo assegura que “as empresas não concorrem porque não têm mão de obra disponível”.

“É algo que estamos a assistir. É a segunda vez que este concurso fica deserto e temos conhecimento que também os concursos de outros municípios, com obras de grande monta, ficaram desertos”, acrescenta.

Com esta obra, “programada há já bastante tempo”, o município procura não só “embelezar” aquela zona da vila, mas também criar uma bolsa de estacionamento. Essa bolsa de estacionamento é muito necessária, explica João Crespo, tendo em conta os constrangimentos diários naquela zona mais a sul de Arronches, onde existe uma grande concentração de serviços.  

A obra, a par da criação de uma bolsa de estacionamento, com mais de 20 lugares, prevê, entre outros, a requalificação do campo de jogos, a colocação de uma de pérgula vegetal no seguimento da existente para aumentar a área de sombra, a criação de um parque de merendas, a requalificação do parque infantil, a instalação de mobiliário urbano e sinalética e a plantação de árvores autóctones.

Sereno & Fonseca encerra produção, mas mantém Fábrica-Museu da Ameixa de Elvas aberta

A empresa elvense Sereno & Fonseca, que se tem dedicado, ao longo dos últimos anos, à transformação da Ameixa Rainha Cláudia, exclusivamente proveniente de ameixieiras localizadas no perímetro de Elvas, vai encerrar a sua produção.

Explicando os motivos que levam a este encerramento, o empresário José Carlos Fonseca revela, por outro lado, que a Fábrica-Museu da Ameixa de Elvas, localizada na Rua Martim Mendes, no centro histórico da cidade, vai manter-se aberta ao público: “a produção encerrou porque eu já tenha uma idade que não me permite andar a carregar e a descarregar fruta”.

Estando a fábrica localizada numa zona onde os fornecedores não chegam com as suas viaturas de transporte, o empresário lembra que era sempre ele quem ia ao encontro dos produtores, fazendo a carga e descarga da matéria-prima. “Um jovem consegue fazê-lo (as cargas e descargas), agora uma pessoa com mais idade já não”, assegura, dando conta que, por ano, a empresa “trabalhava cerca de seis toneladas” de fruta.

Lembrando que muitos dos turistas que visitam Elvas passam pela Fábrica-Museu, José Carlos Fonseca garante que é importante mantê-la aberta ao público: “temos registo de 30 mil pessoas que entraram aqui no museu e compraram, por isso, o património tem de estar aberto”.

Agora, a empresa prepara-se para fazer a transação do negócio ou estabelecer parcerias com outras entidades. “Temos várias ofertas, há várias entidades que se aproximaram para fazer ou parceira ou transação”, revela o responsável. Embora este seja um negócio que não se debate com a falta de clientes, o problema da localização da fábrica impede a melhoria da produção. “Precisa de mais maquinaria, mas nós estamos num sítio que só funciona mesmo à base da mão de obra. Terá de passar por uma mistura de produção artesanal com industrial, para ter o sucesso que o produto precisa”, acrescenta.

A par da ameixa, e através de um processo de confitagem, a Sereno & Fonseca vinha também a transformar o alperce, o figo e o pêssego.

Localizada na antiga fábrica Frutas Doces, fundada em 1919, a Fábrica-Museu era, aos dias de hoje, a única fábrica de Ameixas de Elvas ainda a laborar de acordo com o processo tradicional e a receita original dos conventos quinhentistas.

Neste espaço museológico, o visitante tem oportunidade de conhecer, não só a história desta especialidade, mas também a importância desta atividade económica no desenvolvimento da cidade de Elvas.

Nova empresa em Campo Maior resulta em “dinamismo económico e criação de postos de trabalho”

Há um novo projeto empresarial a nascer em Campo Maior. Trata-se de uma empresa que vai dedicar a sua produção ao cultivo de cannabis medicinal.

Destacando a importância de projetos com esta “envergadura”, tendo em conta “o dinamismo económico e a criação de postos de trabalho”, o presidente da Câmara, Luís Rosinha, a acompanhar o processo desde a primeira hora, garante que a procura das empresas por Campo Maior para se instalarem resulta muito do trabalho levado a cabo pela autarquia.

“Temos acompanhado a instalação desta empresa desde os primórdios, desde a intenção em se fixar em Campo Maior. Chegamos agora a uma fase em que, estrategicamente, a empresa está em vésperas de se colocar ao serviço”, diz ainda Luís Rosinha.

De regresso a Borba, CLDS combate exclusão social e desemprego

O programa CLDS-5G de Borba, designado “LaBORatório Social – CLDS BORBA – 5G”, é um projeto que promove a inclusão social de grupos populacionais com maior nível de fragilidade social num determinado território. De forma a combater a exclusão social fortemente marcada, os níveis de desemprego, situações de pobreza e de envelhecimento das populações residentes, bem como o desenvolvimento social e capacitação comunitária da população mobilizados para o efeito na integração de diversos agentes e recursos disponíveis no território.

O projeto tem a duração de 48 meses, a iniciar a 1 de março de 2025, é financiado em 85% pelo FSE através do Programa Pessoas 2030 e apresenta um custo total de 582 mil euros.

O mesmo é desenvolvido pelo Município de Borba e contempla os quatro eixos (emprego, formação e qualificação – da qual a Associação Desenvolvimento Montes Claros é parceira, o combate à pobreza e à exclusão social das crianças e dos jovens, promotor de uma efetiva garantia para a infância; a promoção da autonomia, envelhecimento ativo e longevidade; e o desenvolvimento social, capacitação comunitária e intervenção em contextos de emergência social e de cenários de exceção).

A operação tem como finalidade promover a inclusão social dos cidadãos, através de ações a executar em parceria, por forma a combater a pobreza persistente e a exclusão social, tendo como objetivos: Combater o desemprego, através da redução da sazonalidade e precariedade dos vínculos laborais; combater a fragilidade sócio económica das famílias e situações de pobreza, incluindo a comunidade cigana e a comunidade imigrante; apoiar as crianças e jovens em situação de vulnerabilidade; criar mecanismos de acompanhamento para a redução das condições fragilidade das famílias e das crianças; melhorar a qualidade de vida dos mais idosos, combater o índice de envelhecimento e apoiar os que vivem sozinhos, isolados e situação de vulnerabilidade, em razão da sua condição física, psicológica, ou outra que possa colocar a sua segurança em causa.

Mora serve “As Maiores Migas do Mundo” este domingo

A Câmara Municipal de Mora, em conjunto com 17 restaurantes do concelho, vai preparar, este domingo, 2 de fevereiro, “As Maiores Migas do Mundo”. O objetivo é atingir os 17 metros de migas, com vista a bater um recorde mundial.

A iniciativa serve para dar o pontapé de saída naquela que é já a 12ª edição do Mês das Migas no concelho, sendo que, até final de fevereiro, os estabelecimentos aderentes vão estar a apresentar uma “ementa especial”, com migas “para todos os gostos”, segundo a presidente da Câmara, Paula Chuço. Das “mais tradicionais às mais inovadoras”, não faltarão as famosas migas de batata, de espargos, de cogumelos ou de poejo.

“O que eu queria mesmo era dar uma nova roupagem ao evento, para que não fosse apenas o mês de fevereiro dedicado às migas. Não podendo fazer o que eu queria, que eram as tasquinhas no nosso pavilhão, surgiu esta ideia das migas gigantes”, começa por explicar a autarca.

“O desafio foi apenas lançado à nossa restauração e cada um dos nossos restaurantes que aderiu – foram 17 – vai ter um metro de migas para apresentar. Depois juntam-se todas, de forma a fazer 17 metros de migas na nossa Praça Conselheiro Fernando de Sousa, no dia 2, a partir das 15 horas, onde iremos ter também o ‘Domingão’, da SIC, que irá percorrer o concelho de Mora, de forma a promover os nossos restaurantes, a nossa gastronomia e as nossas migas”, adianta.

Sem qualquer custo associado para o público, quem quiser poderá provar as migas e a carne de alguidar que será frita num lume de chão. “Os restaurantes, ao aderirem a esta iniciativa da Câmara Municipal, assumem os custos das migas que vão trazer”, revela Paula Chuço, que explica ainda que, ao município cabe financiar a carne que será servida à população.

“Queríamos lançar aqui também mais uma vivência, mais uma experiência. Sabemos que as pessoas deslocam-se onde há experiências novas ou onde há experiências que as façam reviver outros tempos. O que vamos fazer também é um lume de chão para que, ao mesmo tempo que possam degustar as nossas migas, possam também degustar a carne de alguidar que será frita num lume de chão na praça”, diz ainda a autarca. A tarde, para além do camião do programa da SIC, contará com animação musical.

Neste Mês das Migas de Mora participam sete restaurantes da sede de concelho, cinco de Cabeção, dois de Pavia, dois de Brotas e um de Malarranha.

IALBAX promove Corrida das Muralhas em Elvas a 11 de maio

A Associação Desportiva IALBAX vai promover, a 11 de maio, em Elvas, a Corrida das Muralhas.

Com a abertura de inscrições para breve, na organização da prova a IALBAX conta com os apoios da Câmara Municipal de Elvas, do Museu Militar de Elvas, da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre e do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Elvas: Depois de acusação, Nuno Mocinha convoca conferência de imprensa para afirmar a sua inocência

Hoje ao final da tarde, a Comissão Concelhia do Partido Socialista em Elvas, convocou a comunicação social para uma conferência de imprensa na sua sede.

O pedido para esta conferência de imprensa foi feito pelo presidente desta Comissão, Nuno Mocinha, que também é candidato do Partido Socialista às eleições autárquicas, iniciou esta comunicação dando a conhecer que ao longo de vários anos foi alvo de inúmeras queixas em tribunal, que remontam à época em que presidia, tendo estes mesmos processos ficado arquivados.

Com isto, afirmou que soube ontem da existência de  “três ou quatro processos que foram apensos num só, tendo este sido feito através de uma queixa anónima”, passando assim para o tema central da conferência, onde afirmou: “estou a ser acusado num processo em que permiti que um técnico do Município o favorecesse uma empresa de Elvas em determinado concurso”, rematando que “a minha consciência está tranquila, vou pedir a instrução e preparar a minha defesa”.

Sublinhando que quis realizar esta conferência de imprensa de forma a dar a conhecer ao Partido Socialista e à comunicação social a sua inocência, Nuno Mocinha afirma que é acusado porque “no âmbito das minhas funções tinha que me ter apercebido que determinado procedimento não estava correto”, referindo também que “qualquer autarca tem um conjunto de técnicos que fazem aquilo para o qual estão contratados”. Afirmou estar convencido que se pedir a instrução, rapidamente chegará a uma conclusão e que o caso será, mais uma vez, arquivado”. Com isto, deixou claro que este assunto “não vai atrapalhar em nada a minha candidatura”.

Acusado de prevaricação, revelou que a empresa em causa é do ramo da limpeza, mas sem dizer qual o seu nome, Nuno Mocinha deu a conhecer que o técnico que, supostamente, realizou esta adjudicação já não se encontra a desempenhar funções na Câmara Municipal.

Para concluir esta conferência, o Presidente da Federação Distrital de Portalegre, Luís Moreira Testa, afirmou que o Partido Socialista “mantém total confiança na candidatura à Câmara Municipal de Elvas, encabeçada por Nuno Mocinha”, reforçando que antigo presidente da câmara “não poderia ter atuado de outra forma, daquela que atuou, ou seja, não despachar favoravelmente uma informação técnica dada pelos serviços do Município é que era colocar o andamento à margem da lei”, frisou.

Marcelo Rebelo de Sousa presente nas celebrações do 20º aniversário do Coração Delta

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, presidiu a visita ao Centro Educativo Alice Nabeiro, em Campo Maior, e a cerimónia do 20º aniversário da associação Coração Delta. 

Esta sexta-feira, dia 31 de janeiro, entre histórias a relembrar o comendador Rui Nabeiro, fundador do Grupo Delta-Cafés, e discursos emotivos sobre estes 20 anos da Associação de Solidariedade Social do Grupo Nabeiro, a palavra que mais ganhou destaque ao longo dos discursos foi “gratidão”.

Para o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o trabalho realizado ao longo destes 20 anos da associação “é impressionante e emocionante, porque em 20 anos conseguiu-se fazer uma obra notável em todo o país (…) este projeto cobre todas as gerações (…) é impressionante como uma família aposta em várias gerações e aposta numa região, colocando a mesma no mapa”. 

Já Rita Nabeiro, presidente da associação Coração Delta, está de olho no futuro. “Damos um passo de cada vez com ambição, com futuro e foi isso que quisemos celebrar, os 20 anos que já passaram (desde a criação da associação) e acima de tudo reafirmar o compromisso com o futuro”, indica.

Para Rita Nabeiro “um futuro melhor e com mais esperança” são as bases que o mundo precisa e que “o Coração Delta tenta fazer ao ajudar as pessoas”, algo que seu avô, Rui Nabeiro, fazia “inspirando cada um”.

Já João Manuel Nabeiro, presidente do Conselho de Administração do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, relativamente à presença de Marcelo Rebelo de Sousa nas comemorações dos 20 anos do Coração Delta, mostra “gratidão”, salientando que o presidente da República “surpreende não só o grupo, mas também Portugal”.

João Manuel Nabeiro, realça que o seu pai, Rui Nabeiro, deslumbrou-o “muitas vezes através de conversas e reflexões sobre a vila de Campo Maior e todas as outras vilas do Alentejo”. “Tentamos perceber as necessidades das pessoas e fazer alguma coisa (relativamente à associação Coração Delta), este alguma coisa até pode ser um coração (…) queremos continuar com o legado que deixou (Rui Nabeiro) que é tão forte e tão determinante para pensarmos uns nos outros, e a pensar uns nos outros é sempre o nosso propósito” destaca ainda.

   

Ministra da Saúde inaugura obra de remodelação do Centro de Saúde de Campo Maior

Depois de ter estado em Elvas, para inaugurar a Unidade de Hospitalização Domiciliária do Hospital de Santa Luzia, a ministra da Saúde deslocou-se até Campo Maior, esta sexta-feira, 31 de janeiro, para inaugurar a obra de remodelação e requalificação do Centro de Saúde da vila.

Enaltecendo a colaboração com o Município, para que esta obra fosse uma realidade, Ana Paula Martins diz ter encontrado em Campo Maior um centro de saúde “muito moderno”. “Sem a colaboração dos autarcas e dos municípios, não vamos conseguir duas coisas essenciais: ter uma saúde mais próxima e ter agilidade para resolver os problemas das pessoas”, garante, assegurando que “os planos municipais de saúde fazem parte daquilo que é o plano nacional de saúde para o país”.

Já o presidente da Câmara, Luís Rosinha, que recorda o processo “delicado” de obra, sobretudo “para os utentes e para os profissionais”, garante que este processo encerra-se agora, com “chave de ouro”, na presença da ministra. “Sabemos que ainda haverá outra intervenção do ponto de vista exterior, com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência, mas aquilo que eu gostava de dar nota é da colaboração fantástica de todas as entidades que quiseram que este centro de saúde fosse uma realidade e que tivesse as condições que nós consideramos as necessárias”, revela.

O atual Centro de Saúde, “que nada tem a ver com aquilo que aqui existia”, diz ainda Rosinha, passa agora a contar com um serviço de fisioterapia, já totalmente equipado e que está “em vésperas de entrar em funcionamento”.

O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, Miguel Lopes, por sua vez, começa por destacar a parceria com o Município de Campo Maior para a concretização desta obra. “Não há saúde sem municípios. Quem está no terreno, diariamente, quem sente o pulsar e as necessidades da população são os municípios”, assegura.

Por outro lado, Miguel Lopes chama a atenção para a impossibilidade da equipa da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo conseguir garantir, “24 horas por dia”, a manutenção dos edifícios. “Essa é uma das dimensões em que esta colaboração com os municípios é fundamental. Depois, com a capacidade investimento e de financiamento que conseguimos, em parceria, consegue-se algum apoio extra para a concretização dessa modernização e requalificação, ou até mesmo da construção de novas infraestruturas, como está a acontecer em Portalegre, Nisa e em Marvão”, remata.

Município de Arronches investe mais de 700 mil euros na reabilitação do sistema de açudes de Mosteiros

A Câmara Municipal de Arronches vai avançar, muito em breve, com a obra de reabilitação do sistema de açudes na freguesia de Mosteiros.

Segundo o presidente, João Crespo, a obra envolve a substituição dos dois açudes em madeira por um insuflável, num investimento que ultrapassa os 700 mil euros. “Temos dois açudes em madeira, muito arcaicos, e vamos substituí-los por um sistema recente, ficando só com um açude insuflável”, refere. Esse açude insuflável irá permitir “regular, com mais facilidade, a quantidade de água que é retida naquele espaço”.

“Estamos agora a atravessar um período de chuva muito intensa, o que nos permite, com muita facilidade, remover o açude, ou seja, retirando o ar a esse açude insuflável, todo o caudal pode circular com mais facilidade e evitando que, a montante, possa causar prejuízos”, explica o autarca.

Ao mesmo tempo, o município vai procurar reabilitar toda a zona envolvente dos açudes de Mosteiros, com vista a tornar a freguesia “ainda mais atrativa do que já é agora”. O espaço será dotado de um novo parque infantil, de um ginásio ao ar livre, de novo mobiliário urbano e de uma nova ponte de acesso ao bar/restaurante, para permitir o acesso a pessoas de mobilidade reduzida. “É uma requalificação que a freguesia de Mosteiros já merece e que o espaço já justifica, em função também de alguma antiguidade do mobiliário urbano que se encontra naquela zona”, remata João Crespo.