PCP: OE continua “a ignorar o distrito de Portalegre e os seus problemas”

A Direção da Organização Regional de Portalegre (DORPOR) do PCP vem, em comunicado, reafirmar “a necessidade da concretização de projetos há muito definidos” para o distrito de Portalegre “e repetidamente reafirmados pelos sucessivos governos PS e PSD, mas nunca concretizados”. A proposta de Orçamento de Estado para 2025, garante o partido, “ignora o distrito de Portalegre e os seus problemas”.

Entre esses projetos, encontram-se a ampliação e modernização do Hospital Distrital Dr. José Maria Grande, em Portalegre; a construção da variante à Estrada Nacional 246, que permita desviar o trânsito da freguesia de Santa Eulália, em Elvas; e a remodelação e alargamento da Estrada Nacional 373, entre Campo Maior e Elvas.

Chamando a atenção para o facto dos “mais recentes indicadores económicos do distrito não serem nada animadores”, o PCP, ainda assim, “congratula-se com os andamentos anunciados quanto à construção da barragem de fins múltiplos do Crato (Pisão) e da ponte internacional sobre o rio Sever”.

O comunicado para ler na íntegra:

“A DORPOR do PCP analisando os atuais aspectos da situação regional no tocante às questões económicas no quadro da discussão da proposta do orçamento do estado para 2025 reafirma a necessidade da concretização de projetos há muito definidos para o distrito e repetidamente reafirmados pelos sucessivos governos PS e PSD, mas nunca concretizados.

O PCP congratula-se com os andamentos anunciados quanto à construção da barragem de fins múltiplos do Crato (Pisão) e da ponte internacional sobre o rio Sever.

O PCP chama mais uma vez a atenção para que os mais recentes indicadores económicos do Distrito não serem nada animadores e as tendências não se revelarem no sentido positivo.

A proposta de orçamento de estado para 2025 continua a ignorar o Distrito de Portalegre e os seus problemas. Há que dar resposta a problemas estruturais de âmbito nacional (salários, pensões, habitação, saúde e educação). A proposta de orçamento deverá inscrever investimentos essenciais ao desenvolvimento equilibrado do Distrito.

Há que exigir a inscrição com dotação em sede de orçamento para 2025 os projetos há muito definidos e consensualizados por vários agentes políticos, económicos e sociais.

É tempo de acabar com a hipocrisia de anúncios de forma continuada de projetos cuja sua concretização vem sendo sucessivamente adiada.

O PCP com sentido de responsabilidade que o caracteriza e como ao longo dos anos tem demonstrado, vai apresentar em sede de discussão na especialidade do orçamento de estado para 2025 propostas que considera serem urgentes a sua concretização.

É urgente a tomada de medidas nas áreas da saúde, da ferrovia e rodovia, dos recursos hídricos, entre outros. O PCP propõe:

Ampliação e modernização do Hospital Distrital Dr. José Maria Grande em Portalegre

Com o objectivo de melhorar e alargar a prestação de cuidados de saúde à população, impõe-se a ampliação e modernização de vários espaços clínicos do Hospital Distrital Dr. José Maria Grande em Portalegre, que estão completamente obsoletos. A ampliação e modernização do Hospital permite igualmente a melhoria das condições de trabalho, o que facilitará a fixação de novos médicos em várias especialidades. As instalações do Colégio Diocesano de Santo António de Portalegre pela sua localização e proximidade poderão constituir uma possibilidade para a ampliação do Hospital.

Construção da variante à estrada nacional 246 que permita desviar o trânsito da freguesia de Santa Eulália em Elvas

Na freguesia de Santa Eulália, concelho de Elvas, vive-se há vários anos um problema rodoviário que carece de resposta. Trata-se de um estrangulamento causado pela existência de uma passagem inferior na linha do Leste na passagem da estrada nacional 246, que obriga ao desvio de veículos pesados (mercadorias e passageiros) para outras vias. Esta estrada é a principal ligação entre Elvas e a Capital de Distrito, Portalegre, sendo, por isso estruturante para o Distrito, fazendo a ligação com Espanha. Assim para resolver este problema que dificulta a circulação e coloca questões de segurança à população de Santa Eulália propõe-se a construção de uma variante que permita desviar o trânsito desta estrada nacional da freguesia.

Requalificação do IP2 entre Estremoz e Portalegre

O IP2 é uma via importantíssima ao fazer a ligação entre o baixo e o norte alentejano, a beira interior, o norte do país e assegurando a ligação a Espanha. As atuais duas faixas não são suficientes para garantir a segurança e a mobilidade das populações pelo que o alargamento da via e garantia da manutenção da mesma sem portagens representa um investimento central para o desenvolvimento regional e para o combate ao isolamento do interior.

Remodelação e alargamento da Estrada Nacional 373 Campo Maior- Elvas

Remodelação e alargamento da estrada nacional 373 de Campo Maior-Elvas é fundamental pela importância que essa via assume no transporte de mercadorias e pessoas, na mobilidade junto à fronteira e por razões de segurança, sendo um traçado de inúmeros e graves acidentes.

Construção de uma ligação com perfil IC entre Abrantes e Estremoz

É urgente a construção de uma ligação com perfil IC, em itinerário complementar entre Abrantes e Estremoz com passagem por Ponte de Sor, Avis e Sousel de maneira a permitir pôr fim ao isolamento imposto a estes concelhos e potenciar as suas capacidades produtivas e aumentar a atividade do território e melhorar significativamente a mobilidade das populações.

Finalização da construção do IC 13 em toda a sua extensão (Alter Chão – Montijo e Portalegre – Galegos), com variante à cidade de Ponte de Sor

O IC13 no Distrito de Portalegre assegura apenas a ligação Portalegre-Crato-Alter do Chão pelo que se torna necessário proceder à sua conclusão, assegurando assim a sua construção integral e a ligação Alter do Chão-Montijo e Portalegre-Galegos, investimento fundamental para o desenvolvimento da região, permitindo a ligação interconcelhos no distrito e aproximação significativa destes aos grandes centros urbanos do litoral.

Muitas outras propostas poderiam ser apresentadas, mas estas que agora apresentamos consideramos que ao momento são as mais pertinentes.

O PCP no decorrer da ação de contactos a realizar no âmbito da campanha “aumentar salário e pensões para uma vida melhor” denunciará um orçamento que serve os grupos económicos e financeiros e não serve o Povo e o País.

O Secretariado da DORPOR

Portalegre, 29 Outubro 2024”

Desafios e oportunidades da energia solar em debate na CCDR Alentejo

O evento “Fórum Solar Fotovoltaico: promover uma transição energética equilibrada através da colaboração multissectorial”, promovido pelo Laboratório Associado CHANGE, coordenado pelo Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento da Universidade de Évora(MED), em coorganização com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejoe a Cátedra Energias Renováveis da Universidade de Évora, teve lugar na passada quarta-feira, dia 23 de outubro.

O evento que decorreu na sede da CCDR Alentejo, em Évora, reuniu 40 convidados de diversos setores (Academia, Administração Pública, ONGs, Associações e Promotores do Sector Energético) e focou-se na importância do uso de uma abordagem integrada e multissetorial para a implementação de centrais fotovoltaicas, abordando desafios e oportunidades no âmbito ambiental, social e económico.

Dos vários momentos do evento (sessão plenária, mesa redonda e workshops participativos), destacaram-se questões essenciais, como a importância da participação e trabalho coordenado de decisores, academia, setor privado e do envolvimento da sociedade civil desde o início dos projetos de instalação de centrais fotovoltaicas. Destacou-se igualmente a importância do acompanhamento e monitorização dos impactos da instalação de sistemas fotovoltaicos centralizados (do ponto de vista da conservação e restauro da natureza e dos recursos naturais, assim como de impactos socioeconómicos) e o fortalecimento do conhecimento nesta área.

Foi também identificada a necessidade de adaptação e criação de instrumentos políticos e mecanismos (comissões de acompanhamento e de avaliação, e outros) adaptados às necessidades da transição energética, de restauro ecológico e conservação da natureza, da gestão integrada do território e da justiça social.

Na abertura do evento, Carmen Carvalheira (Vice-Presidente da CCDR Alentejo, IP), Pedro Horta (Titular da Cátedra Energias Renováveis da UÉ) e Susana Filipe (Diretora Executiva do Laboratório Associado CHANGE), sublinharam a necessidade de parcerias e de discussão entre múltiplos atores, da academia, ONGs, Associações, Administração Pública e sector privado, com vista à definição dos aspetos essenciais para a concretização de uma transição energética equilibrada, que sirva todos, que responda aos desafios de mitigação dos impactos ambientais, que tenha em consideração a gestão equilibrada e integrada do território, assim como a preservação e restauro dos ecossistemas e dos serviços a estes associados, e todos os aspetos sociais e económicos de relevância.

Na sua apresentação “A Sustentabilidade da Transição Energética em Portugal”, Júlia Seixas (Professora da NOVA/FCT, Investigadora do CENSE/CHANGE e Pro-Reitora para a sustentabilidade da NOVA) contextualizou aquelas que são as necessidades energéticas e as metas estabelecidas no que respeita à transição energética em Portugal até 2030. Na sua intervenção Júlia Seixas, reiterou a importância do aspeto social no desenvolvimento integrado e sustentado necessário à transição energética e a importância de uma gestão coparticipada dos processos de desenvolvimento e implementação de energias renováveis, num contexto atual de alterações climáticas.

Na sua intervenção focada nos “Desafios e oportunidades da implementação de centros de produção e de armazenamento de energia localizados em solo rural no Alentejo”, Sara Rodrigues e Joana Dourado (CCDRA, IP) referiram a necessidade de reflexão e consciencialização dos fatores relevantes a considerar aquando da definição de critérios em matéria de ordenamento do território para a instalação de centros electroprodutores fotovoltaicos, tendo inumerado uma série de possíveis critérios qualitativos e quantitativos, que possam otimizar o uso do território, salvaguardando a proteção dos recursos naturais e patrimoniais.

Posteriormente, a discussão na mesa redonda, que contou com a participação de Cristina Branquinho (cE3c/CHANGE/FCUL), Luis Fialho (Cátedra Energias Renováveis, UÉ), Jorge Mayer (EDP), Miguel Sequeira (GEOTA), Sara Freitas (APREN) e Fátima Baptista (MED/CHANGE /UÉ), focou-se essencialmente na necessidade de otimização da tecnologia, do território e das infraestruturas no sentido de maximizar os efeitos positivos da instalação de energia solar, explorando, alavancando e desenvolvendo conceitos como o agrivoltaico e o ecovoltaico, a descentralização da energia e as comunidades de energia.

No seguimento deste evento, e tendo por base as discussões levadas a cabo, quer nas sessões plenárias, quer no workshop participativo, que se seguiu, será elaborado um Policy Brief, com recomendações específicas de instrumentos políticos e governança, que possam servir de base para a implementação integrada de centrais fotovoltaicas ajustadas ao território, especialmente ao Alentejo, alvo de uma elevada pressão para a implementação destas centrais, ao mesmo tempo que se assegura o cumprimento das metas de transição para as energias renováveis estabelecidas para Portugal.

Gastronomia, empadas e tapetes voltam a estar em destaque em Arraiolos

A partir desta quarta-feira, 30 de outubro, e domingo, dia 3 de novembro, o espaço Arraiolos Multiusos acolhe a 23.ª Mostra Gastronómica, o 15.º Festival da Empada e a tradicional Feira do Tapete de Arraiolos.

Este é um evento organizado pela Câmara Municipal de Arraiolos, que anualmente convida visitantes a explorar a gastronomia e a cultura da região, oferecendo uma experiência completa com pratos típicos e a possibilidade de conhecer o famoso tapete.

 “Este é um certame onde procuramos mostrar empresas, produtores e produtos do concelho de Arraiolos. Esta é uma característica que distingue esta iniciativa de outras do país, relativamente à questão da gastronomia, onde entramos no espaço do Arraiolos Multiusos e temos presente Arraiolos”, começa por dizer a presidente da Câmara de Arraiolos, Sílvia Pinto.

Com o certame, a autarquia tem também o objetivo de “fomentar o desenvolvimento económico no concelho”. “É uma edição que contará com várias atividades, como a demonstração da empada, showcookings, apresentações de livros e conferências, que conta com a presença da nossa gastronomia, dos nossos doces tradicionais, da nossa empada de Arraiolos e, claro, do nosso Tapete de Arraiolos”, acrescenta a autarca.

“Aliamos a tudo isto a nossa música tradicional, o cante alentejano e animação ao final do dia. E porque não queremos deixar os pequeninos de parte, temos o Espaço Criança com jogos tradicionais com a ligação ao tapete e ao mundo rural”, sublinha.

A Mostra Gastronómica promete “uma vasta seleção de iguarias alentejanas, promovendo a cozinha regional e incentivando a sustentabilidade e o uso de produtos locais”.

GNR identifica suspeitos de furto de 40 quilos de castanha em Portalegre

Um homem de 63 anos e uma mulher de 59 foram identificados pela GNR, pela suspeita do crime de furto de castanhas, no concelho de Portalegre, no passado dia 23 de outubro.

Na sequência de uma denúncia que dava conta de dois indivíduos a apanhar castanhas “sem o consentimento do proprietário”, os militares do Posto Territorial de Portalegre da GNR “realizaram diligências policiais que permitiram localizar e identificar os suspeitos, bem como recuperar 40 quilos de castanhas, as quais foram devolvidas ao legítimo proprietário”, revela o Comando Territorial de Portalegre em comunicado.

Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Portalegre.

Mafalda Teixeira e Kapinha levam a Elvas “Despedida de Casados”

Mafalda Teixeira e Kapinha, os reis do TikTok, são Leila e Kiko na comédia “Despedida de Casados”, que é apresentada, em Elvas, na noite do próximo sábado, 2 de novembro.

Escrito por Luís Filipe Borges e com encenação de Ricardo Castro, o espetáculo, segundo explica Mafalda Teixeira, tem na sua base a história de um “casamento de 20 anos”, que se encontra em fase de rotura. “Há uma grande tentativa de recuperar a paixão e tudo aquilo que se vai perdendo, no dia-a-dia, numa relação. Com todas as rotinas, o stress do trabalho e toda a gestão da vida doméstica, o romantismo fica um bocadinho esquecido e vamos trazer à tona muitos destes temas”, adianta.

Enquanto casal, Kiko e Leila prometem um serão “muito divertido, com muitas gargalhadas, quase do início ao fim”. Assegurando que este é um espetáculo em que os casais se vão rever, Mafalda Teixeira revela ainda que, trabalhar ao lado do seu companheiro, tem sido muito bom, até porque, segundo diz, trabalham “muito bem” juntos. “É um prazer podermos partilhar, não só a vida em comum, mas também o palco. Representar é uma coisa que gostamos muito de fazer juntos, principalmente em comédia, em fazer rir, que é isso que toda a gente precisa”, diz ainda.

Já Kapinha, que se revela “super motivado” para apresentar este espetáculo em Elvas, começa por dizer que esta é uma comédia “hilariante” e “incrível”. “Queremos muito que as gentes de Elvas nos venham ver e que se venham rir connosco”, garante, adiantando que considera o texto escrito por Luís Filipe Borges “extraordinário”. Não tendo dúvidas que o público vai sair “muito satisfeito” deste espetáculo, Kapinha garante que esta é, acima de tudo, uma peça para que as “pessoas se riam, se divirtam, para trazer os amigos e a família”.

Apesar de muitos jovens seguirem Kapinha e Mafalda Teixeira nas redes sociais, onde, em conjunto têm mais de dois milhões e meio de seguidores, este é um espetáculo apenas para maiores de 16 anos. Os bilhetes para o espetáculo, com início às 21h30, têm um custo de 16 euros e podem ser adquiridos na Ticketline ou uma hora antes do início da sessão, no cineteatro de Elvas.

“Despedida de Casados”, que estreou no passado fim de semana em Faro, é o primeiro de seis espetáculos a subir ao palco do cineteatro, naquele que é, em Elvas, o Mês do Teatro. Seguem-se “La Lengua de Salomé”, no dia 9; “Ruy – A História Devida”, no dia 17; “Agora Damos a Segunda”, no dia 19; “Querida, Conta-me o Teu Segredo”, no dia 24; e, por fim, “Pénis – Uma Espécie de Musical”, no dia 30. Apenas o espetáculo de dia 24 conta com entrada gratuita.

Ginástica do SCC volta a celebrar o Halloween com “Pavilhão do Terror”

A secção de ginástica do Sporting Clube Campomaiorense (SCC) promove na quinta-feira, 31 de outubro, a segunda edição do “Pavilhão do Terror”, a partir das 20 horas, no Pavilhão Rui Nabeiro, em Campo Maior.

Esta é segunda edição da atividade, e, segundo Natalino Borrega, treinador e responsável pela secção de ginástica do SCC, é destinada “a toda a população, no entanto, não é aconselhável a menores de dez anos”.

“O percurso da iniciativa vai ser o mesmo do ano passado, mudando apenas o tema. As pessoas quando entram no pavilhão vão ser guiadas pelos próprios guias do evento e passam pelas diversas salas até à saída no campo”, adianta o responsável.

A entrada para o evento tem o custo de três euros, sendo que os interessados podem adquirir o bilhete através dos atletas do SCC ou à entrada da atividade.

O “Pavilhão do Terror II” conta com a colaboração da Câmara Municipal de Campo Maior e do SCC, sendo que a organização da iniciativa pertence “aos pais do grupo de ginástica dos Galguini” (os atletas mais velhos).

Comando Territorial de Portalegre da GNR celebra 113 anos em Castelo de Vide

A vila de Castelo de Vide foi o local escolhido para acolher, este ano, as Cerimónias do Dia do Comando Territorial da GNR de Portalegre, que vão decorrer nesta terça-feira, dia 29 de outubro, e que vão ser presididas pela ministra da  Administração Interna, Margarida Blasco. Participa também na cerimónia, que serve para celebrar os 113 anos do Comando Territorial da GNR de Portalegre, o Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana, Tenente-General Rui Alberto Ribeiro Veloso.

A cerimónia militar vai decorrer na Praça D. Pedro V, a partir das 10h30, e vai contar com a imposição de condecorações, com uma homenagem evocativa aos mortos e ainda com um desfile das Forças em Parada.

O programa contempla ainda um Concerto da Orquestra de Câmara da Banda de Música da GNR, na Igreja Matriz, pelas 16 horas, cuja entrada é gratuita.

Festival internacional de Balões de Ar Quente está de regresso em novembro

A 27º Edição do Festival Internacional de Balões de Ar Quente (FIBAQ) vai decorrer entre os dias 7 e 13 de novembro e promete sobrevoar os terrenos do Alto Alentejo.

O Festival Internacional de Balões de Ar Quente teve a sua primeira edição em 1997. O propósito desta iniciativa, segundo Maria Inês Soares, responsável do Festival Internacional de Balões de Ar Quente, passa pela “divulgação da prática da modalidade em Portugal, nomeadamente no Alentejo, e também para a comunicação desta região interior principalmente em época baixa, mais concretamente, no verão de São Martinho”.

O evento é anualmente organizado pela Publibalão e Alentejo sem Fronteiras – Clube de Balonismo e, após 26 edições, está de volta entre os dias 7 e 13 de novembro, a percorrer os céus de Monforte, Fronteira, Ponte Sôr, Montargil, Alter do Chão e a Fundação Abreu Callado, em Benavila. “Iremos contar com maioritariamente dois voos por dia, às 7h em primeiro e o segundo voo às 14h30. No dia 9 de novembro, em Ponte Sôr, às 19h45, teremos o habitual espetáculo Night Glow em que os balões estão insuflados e ao ritmo da música eles iluminam. Este é um espetáculo aberto ao público” explica Maria Inês Soares.

Este ano os acessos aos voos vão ter a particularidade em apoiar os Bombeiros Voluntários das localidades aderentes ao evento com a aquisição da pulseira solidária “através da plataforma de reservas da página do evento em fibaq.com, em que poderão fazer a inscrição mediante um valor de um donativo”, explica ainda Maria Inês Soares.   

Cada balão transporta uma história, como a história do voo, que conforme conta Maria Inês Soares “cada voo é diferente, é único e existe sempre uma história por detrás de um voo, quer o seu percurso quer a forma como começou”.   

Pedro Barreto eleito novo líder da JSD Distrital de Portalegre

O Congresso Distrital de Portalegre da JSD realizou-se no passado sábado, dia 26 de outubro, no qual foram eleitos os novos órgãos para o próximo mandato.

Na reunião magna dos jovens social-democratas, Pedro Barreto foi eleito pelos seus pares para assumir a liderança da JSD Distrital de Portalegre neste novo ciclo que agora se inicia.

Na sessão de encerramento do supramencionado congresso, intervieram a Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho, o Presidente do PSD Distrital de Portalegre, Rogério Silva, o Vice-Presidente da JSD/Nacional, Bruno Melim, e naturalmente Pedro Barreto.

No auditório do Museu da Tapeçaria de Portalegre, o novo líder explanou o novo projeto que a estrutura pretende colocar em prática no distrito com o objetivo de “aproximar os jovens da causa pública, fugindo à inércia e sem olhar a desgastes pessoais”, assumindo que a JSD irá “aos quatro cantos do distrito sem receio de certos concelhos em que existe uma maioria sociológica hostil à causa social-democrata”.

Pedro Barreto, jovem nisense de 21 anos, assume que a sua geração “tem sido muitas vezes responsabilizada pelo crescimento dos extremismos”, o que se deve, no seu entender, “ao facto de a atividade política estar profundamente desacreditada por ser tantas vezes exercida por quem precisa dela e não por quem tem a noção de que, quando se exerce um cargo político, está a fazer parte de algo que é superior a si mesmo, aos seus vícios e às suas vontades próprias”, acrescentando ainda que “ser moderado parece estar a ficar fora de moda e os jovens têm a obrigação de travar esta tendência”.

O também aluno e dirigente associativo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa referiu que “a JSD é autónoma do PSD, tendo liberdade para pensar e agir, mas não vai, em condição alguma, fechar-se em si mesma e conta com o Partido para colaborar e dialogar, sempre pela elevação do estandarte do PSD”, admitindo que “as próximas Eleições Autárquicas são um desafio”, mas tendo a convicção que “um cenário positivo se aproxima no horizonte”.

A grande novidade na JSD Distrital de Portalegre para o próximo mandato é a fundação de um Gabinete de Estudos Distrital, o qual terá a finalidade de “dar a conhecer aos jovens do Alto Alentejo o que a JSD defende e pretende fazer na região, através de documentos e moções estruturadas que explicam tomadas de posição de forma fundamentada”.

Recorde-se que Pedro Barreto vem suceder a João Pedro Luís, que se despediu solenemente da JSD Distrital de Portalegre no passado sábado.

UGT Portalegre enaltece novo passe ferroviário verde

Após o anúncio, por parte do Governo, da criação de um novo passe ferroviário verde, com um custo mensal de 20 euros, a UGT de Portalegre aprovou uma moção, considerando que esta será uma “muito boa oportunidade” para a região.

“Agora é só aguardar o aumento da circulação de comboios na estação de caminho de ferro de Portalegre, capital de distrito, que dista 12 quilómetros do centro da cidade, e nas restantes estações da Linha do Leste no distrito, e com horários adequados”, adianta a UGT, em comunicado.

O comunicado para ler na íntegra:

“‘A mudança radical é que agora é uma medida para o país todo’, explicou o Ministro das Infraestruturas e Habitação, “querendo mais pessoas a andar na ferrovia”, o que não poderia ir mais ao encontro das expectativas da UGT Portalegre, até no seguimento do que foi o tema do seu último Congresso distrital em 2023, apelando à “coesão com infraestruturas ferroviárias e rodoviárias adequadas”.

Este novo passe, com um custo mensal de 20 euros, é uma muito boa oportunidade para a nossa região, e agora é só aguardar o aumento da circulação de comboios na estação de caminho de ferro de Portalegre, capital de distrito, que dista doze quilómetros do centro da cidade, e nas restantes estações da Linha do Leste no distrito, e com horários adequados que permitam, por exemplo, a deslocação de trabalhadores para outros destinos (benesses também do teletrabalho, que agradecemos), ou a Lisboa para pessoas que tenham marcadas consultas médicas ou mesmo transportar os nossos alunos deslocados para a sua semana de aulas.

Vejamos, actualmente temos duas partidas de Portalegre para Lisboa, às 14h10 e às 19h42, com préstimos muito pouco entendíveis para estarem ao serviço dos cidadãos. Por outro lado, temos horários de regresso exclusivamente no período da manhã. Ou seja, na prática, estes horários servem quem queira visitar Portalegre e regressar no mesmo dia, talvez devido à dinâmica de turismo que a capital de distrito comporta, ou mesmo as restantes cidades, Elvas e Ponte de Sor, e vilas, mais do que serve as populações locais. Para que nos vai servir o passe reduzido de 20 euros, se nos vemos obrigados a pernoitar, com os devidos custos, se tivermos a necessidade de nos deslocarmos, por exemplo, a Lisboa?

Reivindicamos que toda esta visão de utilidade ferroviária, na óptica de sermos cidadãos portugueses iguais a todos os outros (assim dita a Constituição da República), não de segunda, deverá ser rapidamente alterada. Tal como os habituais merecedores das melhores atenções, queremos e temos o direito de ter serviços condignos e adequados ao dispor e de podermos usufruir deles utilizando este novo passe ferroviário. O que naturalmente obriga ainda a que, no caso de Portalegre, não sendo deslocalizada a Linha do Leste para junto da cidade, o que já reclamámos várias vezes para a zona industrial, e que traria garantidamente mais emprego, seja criada uma ligação rodoviária adequada à estação de caminho de ferro, tendo em conta os horários das viagens, e que a mesma fique à responsabilidade institucional e empresarial nacional, regional, distrital ou municipal.”