ULS do Alto Alentejo “totalmente aberta” à construção de UCC em Elvas

Uma futura Unidade de Cuidados Continuados (UCC), a nascer agregada ao Hospital de Santa Luzia, em Elvas, foi tema de conversa entre o presidente da Câmara Municipal, Rondão Almeida, o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo, Miguel Lopes (na imagem), e a ministra da Saúde, na sexta-feira passada, dia 31 de janeiro, aquando da visita de Ana Paula Martins à região.

Garantindo que a Unidade Local de Saúde está “aberta” à construção dessa unidade, Miguel Lopes lembra que esta é uma região em que a população necessita muito de cuidados pós-alta hospitalar, por se tratar de uma população muito envelhecida. “Ao longo dos últimos 15 anos tem vindo a ser feito um reforço, mas há sempre necessidades que não são satisfeitas”, começa por dizer.

“Nos hospitais, continuamos a sentir muita dificuldade, muitas vezes, de dar alta no tempo clínico adequado, de muitos doentes que já não justifica estarem no hospital, pela diferenciação pelos cuidados que lá são prestados, e que deviam estar nestas unidades de Cuidados Continuados e que, alguns, aguardam semanas e meses por essa vaga”, assegura.

A ambição, garante Miguel Lopes, é expandir a rede de Cuidados Continuados Integrados na região, sendo que a ULSAALE está “disponível e totalmente aberta” à construção dessa UCC, em proximidade com o Hospital de Elvas. “A ULS do Alto Alentejo poderá até, no futuro, vir a gerir, do ponto de vista clínico, essa unidade”, remata.

Já Rondão Almeida diz que esta UCC será importante para evitar que os doentes, que tenham enfrentado um problema sério de saúde, sejam obrigados depois a deslocarem-se para outras localidades da região: “queremos evitar que os doentes, depois de terem saído de um problema grave de saúde, do Hospital da Luz, por exemplo, tenham de se deslocar para Arronches, Vila Viçosa ou outros locais. Em conjunto, com os Ministérios da Saúde e do Trabalho e Segurança Social, podemos começar a pensar seriamente numa grande unidade”.

CLDS 5G Monforte visa reforçar políticas de inclusão social e de combate à pobreza

O CLDS, o Contrato Local de Desenvolvimento Social, de Monforte agora com a 5ª Geração, ao longo de quatro anos, pretende reforçar as políticas de inclusão social e de combate à pobreza no concelho, através de três eixos fundamentais.

Helena Correia, coordenadora do CLDS 5G, começa por explicar que a operação entre a geração anterior, 4G, e a mais recente 5G “mudou de nome, uma vez que a entidade coordenadora local de parceria foi modificada (atualmente a Câmara Municipal de Monforte), passando agora a ser denominada de IUPI- Integração: Unidos Promovemos a Inclusão 5G Monforte”.

A “IUPI 5G Monforte” vai intervir em três eixos fundamentais, sendo o primeiro dedicado ao emprego, formação e qualificação, no qual “serão desenvolvidas atividades de promoção de empregabilidade e qualificação, como, sessões individuais de apoio destinadas à criação de currículos e workshops que visam a capacitar os participantes e desenvolver atitudes pró-ativas na procura da atividade de emprego”, refere Helena Correia.

O CLDS 5G Monforte, adianta ainda a coordenadora responsável, vai desenvolver atividades com vista a promover a inclusão “dirigidas à população residente e aos migrantes, de modo a aumentar as oportunidades de emprego e promover o apoio comunitário”.

“Acompanhar as crianças e jovens através do estudo à infância vai ser uma das grandes novidades deste programa 5G, inserido no eixo dois: Combate à Pobreza e à Exclusão Social das Crianças e dos Jovens”, realça Helena Correia. Segundo a coordenadora responsável, será ainda desenvolvido um projeto “para impulsionar competências sociais, onde será promovida a comunicação, a resolução de conflitos, a autoconfiança e a tomada de decisões responsáveis”. 

Helena Correia indica que “a grande novidade do CLDS Monforte é o eixo quatro”, intitulado de “Intervenção em Contextos de Emergência Social e de Cenários de Exceção”. O foco de atuação do eixo quatro “está no apoio às populações de vulnerabilidade extrema a partir de respostas rápidas e eficazes”.

CLDS 5G Monforte pretende reforçar as políticas de inclusão social e de combate à pobreza através de três eixos fundamentais.

Câmara Municipal de Elvas vai relançar concurso para obra no prédio da Estrada de Santa Rita

A Câmara Municipal de Elvas vai abrir novamente concurso para a empreitada no prédio da Estrada de Santa Rita, a dar resposta a dez apartamentos de renda acessível. A abertura para o respetivo concurso ainda não tem data prevista.

Rondão Almeida, presidente da Câmara Municipal, responde às polémicas de qual este assunto tem sido alvo. “O prédio da Estrada de Santa Rita tem dado uma conversa desnecessária e ainda em cima, muito especialmente, por parte de alguém que está ligado, chamamos, a uma empresa”.

O autarca refere ainda que “aquela obra foi comprada nos tempos do anterior executivo da Câmara Municipal por 300 mil euros. A Câmara tem tido grandes dificuldades numa primeira fase em fazer o projeto, por isso, o lançamento a concurso”.

O investimento no último concurso para a empreitada no prédio da Estrada de Santa Rita, segundo Rondão Almeida, foi “cerca de um milhão de euros”. “Isto quer dizer que se fala na ordem dos 800 mil euros que a obra foi lançada a concurso, e, não podemos esquecer os 300 mil euros que o prédio já custou, mais o valor do próprio projeto, ou seja, o valor ultrapassa um milhão de euros”.

Sem apresentação de candidatos no último concurso para a obra no prédio da Estrada de Santa Rita, Rondão Almeida, indica que “a Câmara Municipal vai relançar novamente o respetivo concurso com mais 20% do valor base”. “Continuo a dizer que é natural que volte a ficar deserto, não por volta de empreiteiros, mas sim por falta de mão-de-obra qualifica no nosso país”, realça.    

Restaurante “O Faisão” aderiu à Quinzena Raiana a decorrer em Campo Maior

De forma a promover as tradições gastronómicas e apoiar e dinamizar a economia local, o Município de Campo Maior volta a promover uma série de Quinzenas Gastronómicas ao longo dos próximos meses. À semelhança do ano anterior, está decorrer até 15 de fevereiro, a Quinzena Raiana, em oito estabelecimentos aderentes.

O Restaurante “O Faisão”, situado na zona histórica de Campo Maior, abriu portas inicialmente como uma Adega Familiar, mas foi em 1978 com o atual proprietário, João Camélo, que o restaurante ganhou mais destaque nesta vila transfronteiriça, onde os vizinhos espanhóis vêm provar os mais diversos pratos quer do Alentejo quer de Espanha.

“O Faisão”, segundo o próprietário, “tem participado em todos os eventos da quinzena da gastronomia”, sendo estas iniciativas por parte do Município de Campo Maior “sempre bem-vindas, uma vez que faz promover a gastronomia da região, principalmente, a nível dos vizinhos espanhóis”.

Cozido de Grão à Alentejana, Ensopado de Borrego, Bacalhau Dourado, Cataplana e Paelha (esta última apenas por encomenda), são alguns dos pratos a degustar no restaurante “O Faisão” nesta Quizena Raiana.

Estremoz: FIAPE 2025 já com inscrições abertas para expositores


A 37ª edição da Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz (FIAPE) irá decorrer de 30 de abril a 4 de maio, em paralelo com a 41.ª edição da Feira de Artesanato de Estremoz, no Parque de Feiras e Exposições da cidade.

As inscrições para participar, enquanto expositor, estão abertas até 7 de março. De sublinhar que podem participar todas as empresas, empresários e instituições, nas diversas áreas e sectores de atividade presentes neste certame: atividades comerciais e industriais, artesanato, maquinaria agrícola, automóveis, produtos regionais, restaurantes, bares e similares.

O Guia do Expositor, Regulamento da FIAPE e a Ficha de Inscrição estão disponíveis no site da FIAPE, pelo que todos os interessados poderão consultar e descarregar os documentos. Depois de preenchidas, as fichas de inscrição deverão ser entregues ou enviadas para os locais indicados no Guia do Expositor ou no site da FIAPE.

Câmara de Alandroal atribui o maior número de sempre de bolsas de estudo

A Câmara Municipal de Alandroal aprovou, na última reunião do seu executivo, a maior atribuição de sempre de bolsas de estudo aos alunos do concelho que frequentam o Ensino Superior. Em causa estão 79 bolsas, que resultam de um investimento de quase 69 mil euros.

Mas mais que o valor investido pela autarquia neste apoio aos estudantes, o presidente da Câmara, João Grilo, destaca o investimento que, através destas bolsas, acaba por ser feito na formação dos jovens. “Queremos assegurar que todos têm acesso a este apoio”, começa por dizer o autarca.

“O concelho tem um conjunto significativo de jovens que procuram a formação superior. Por vezes essa formação superior acaba por afastá-los da nossa esfera territorial, mas o nosso objetivo é manter aqui uma relação próxima com os bolseiros, no sentido de lhes mostrar as oportunidades que existem no território, ou que vão haver no futuro, para que possam pensar nas suas carreiras, no sentido de, aqueles que quiserem, naturalmente, voltarem ao concelho”, revela João Grilo.

Na base deste aumento de bolsas de estudo atribuídas está a recente atualização que a autarquia fez ao regulamento existente, tendo passado a indexar valor da bolsa ao valor do salário mínimo nacional, ou seja, sempre que o ordenado mínimo sobe também as bolsas de estudo sofrem essa atualização. Por outro lado, e por considerar que, “genericamente”, toda a população do concelho precisa de apoio, a Câmara Municipal decidiu abolir os critérios de ordem económica na sua atribuição.

“Já tínhamos alargado as bolsas desde a primeira licenciatura ao primeiro mestrado e agora alargámos a estudos realizados fora de Portugal, no âmbito da União Europeia”, acrescenta o autarca.

Conjugando este com todos os outros apoios que a autarquia atribui aos alunos do concelho, desde o ensino pré-escolar – como refeições e transportes escolares gratuitos, bem como ao nível dos materiais escolares e dos cadernos de atividades –, a Câmara de Alandroal procura contribuir para “o aumento da coesão social”.

Considerando que a educação, no concelho, já vai sendo “quase gratuita”, na sua totalidade, João Grilo diz ainda que, desta forma, as famílias do concelho, com filhos, conseguem ter, no final do ano, “uma maior disponibilidade financeira para outras necessidades”. “Isto compensa algumas dificuldades da vivência no nosso território e, em particular, das condições em que o município vive, com uma taxa de IMI e preços de água um pouco acima da média”, remata.

Espetáculos no Coliseu posicionam Elvas como “um centro cultural importante na Península Ibérica”

Após três dias de circo, com alguns dos melhores artistas do mundo, logo no início do ano, no Coliseu de Elvas, a empresa Ricardo Covões, S.A. ainda não divulgou a programação de espetáculos preparada para os próximos tempos.

Não tendo dúvidas de que esta parceria da empresa que gere também o Coliseu dos Recreios, com a Câmara Municipal, irá posicionar Elvas como “um centro cultural importante na Península Ibérica”, o vereador Cláudio Monteiro lembra que o contrato assinado obriga a Ricardo Covões, S.A. a apresentar 26 dias de eventos por ano, no Coliseu Comendador Rondão Almeida.

Por outro lado, o autarca lembra que, e à semelhança do que poderá acontecer em Elvas, muitos dos espetáculos apresentados no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, também não contam com casa cheia. “Cada espetáculo é um espetáculo e há espetáculos que podemos achar que vão resultar muito bem e podem não resultar”, assegura. “A empresa Ricardo Covões, S.A. está muito bem preparada para isso: um bom espetáculo não quer dizer que tenha de ter casa cheia. Um bom espetáculo tanto pode ser feito para dez pessoas como para dez mil”, garante Cláudio Monteiro.

Ainda que refira que, através da agenda do Coliseu dos Recreios, é possível ficar-se com “alguma ideia” dos espetáculos que poderão vir a ser apresentados em Elvas ao longo deste ano, o vereador diz que cabe à empresa fazer essa divulgação. “Vamos tendo reuniões, regularmente, para ir fechar datas, porque a Câmara continua a realizar os seus eventos no coliseu, mas eles têm de garantir os 26 dias”, acrescenta, assegurando que “as pessoas conhecem” muitos dos artistas e dos espetáculos que estão em cima da mesa para virem a Elvas.

Sessões de apoio aos empresários de Campo Maior têm sido “um sucesso”

O Município de Campo Maior, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL), está a promover sessões de apoio à promoção e desenvolvimento económico, destinadas aos empresários do concelho.

A iniciativa, que está a ser “um sucesso”, diz o presidente da Câmara, Luís Rosinha, surge no âmbito do projeto da aceleradora de marcas. “Na altura informámos que este serviço iria ser prestado. A ADRAL já está a fazer esse atendimento e posso confessar que tem sido um sucesso, porque tem havido uma grande adesão”, garante.

“Agora, voltamos a reunir novamente, em que a ADRAL fará uma apresentação mais global, para todos aqueles que possam estar. É muito disto: a tal aceleradora de marcas que queremos que esteja ao serviço dos empresários campomaiorenses, os grandes, os pequenos e até daqueles que ainda não o são e queiram vir a ser”, acrescenta o autarca.

A sessão com a ADRAL está marcada para dia 18 de fevereiro, sendo que antes, no dia 12, o consultor da aceleradora de marcas irá apresentar os frutos do trabalho já levado a cabo. “Irá mostrar aquilo que tem feito com cerca de três dezenas de empresários campomaiorenses o que, só por si, nos deixa muito contentes”, explica Luís Rosinha.

Estas sessões de atendimento são gratuitas, sendo que os interessados devem fazer a sua marcação prévia, pelo email candidaturas@cm-campo-maior.pt ou através do número de telefone 268 680 309.

Governo vai apoiar municípios na reabilitação de pedreiras

O Ministério do Ambiente e da Energia autorizou a abertura, para o primeiro trimestre de 2025, de um concurso destinado aos municípios para o financiamento da elaboração, alteração ou revisão de Planos de Pormenor (PP) em áreas de exploração de pedra e pedreiras em situação crítica. Com uma dotação global de 3 milhões de euros, este apoio será atribuído pelo Fundo Ambiental, permitindo o reembolso integral dos custos associados a esses processos.

O objetivo deste financiamento é assegurar a correta gestão territorial e ambiental destas áreas, mitigando riscos e promovendo a sua recuperação sustentável. Poderão candidatar-se os municípios que incluam pelo menos uma pedreira identificada no Plano de Intervenção de Pedreiras em Situação Crítica. O montante máximo de financiamento por cada Plano de Pormenor será de 90 mil euros.

A recuperação de áreas de exploração de pedra é fundamental para evitar riscos ambientais e garantir a segurança das populações locais. Estas áreas, muitas vezes degradadas e abandonadas após a exploração, representam não só um desafio ambiental, mas também uma oportunidade para regeneração territorial e desenvolvimento sustentável.

De acordo com a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, “o financiamento permitirá que os municípios promovam uma requalificação sustentável, minimizando os impactos negativos e favorecendo a reintegração destas zonas no ordenamento territorial. Ao restaurar estas áreas, os municípios poderão transformar espaços degradados em zonas produtivas e ecologicamente equilibradas, reduzindo os riscos de erosão do solo, promovendo a biodiversidade e melhorando a paisagem”.

“Além do impacto ambiental, a recuperação das pedreiras tem efeitos económicos e sociais positivos. Com este apoio, os municípios poderão planear soluções inovadoras para reaproveitamento dos terrenos, seja para novos usos industriais e comerciais, seja para espaços de lazer e turismo sustentável. Estas iniciativas não só melhoram a qualidade de vida das populações locais, como também contribuem para a atração de investimentos e geração de emprego nas regiões afetadas”, conclui Maria da Graça Carvalho.

Plano de Atividades e Apoios do PRR discutidos em nova reunião de trabalho da RIBAA

Os técnicos dos Municípios e da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) voltaram a reunir-se na passada sexta-feira, 31 de janeiro, na Biblioteca Municipal de Campo Maior, no âmbito da Rede Intermunicipal de Bibliotecas do Alto Alentejo (RIBAA).

O Plano de Atividades para o ano de 2025 foi um dos temas abordados, bem como os apoios disponíveis, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, para financiamento na área da cultura. Inclusivamente, já ao abrigo do PRR, foi adjudicada a aquisição de novos equipamentos informáticos para os Municípios, no sentido de melhorar a experiência na ótica do utilizador das bibliotecas.

Integrado no Plano de Atividades, foi ainda oportuno o planeamento de quatro sessões de leitura online, que irão decorrer nos dias 9 de abril, 11 de junho, 10 de setembro e 12 de novembro.