Barragem do Pisão confirmada no Orçamento de Estado

O Empreendimento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão irá transitar do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para o Orçamento de Estado. A notícia foi confirmada na passada sexta-feira, 7 de março, pelo secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, em visita de trabalho ao Município do Crato e à aldeia do Pisão.

Para além da confirmação do financiamento, ficou também garantida, em reunião de Conselho de Ministros, a manutenção dos regimes de excecionalidades inscritos no PRR, mantendo assim todas as ferramentas legais necessárias que permitem a continuidade de todo o enorme trabalho realizado até aqui pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

O presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAA, Hugo Hilário, o oresidente da CCDR Alentejo, António Ceia da Silva, e opPresidente do Município do Crato, Joaquim Diogo, bem como os autarcas do Alto Alentejo que marcaram presença nos Paços do Concelho do Crato, saudaram a decisão e destacaram “a disponibilidade e o empenho” do Ministério da Coesão Territorial, na pessoa do seu Secretário do Estado, Hélder Reis, e de toda a sua equipa, para que a transição da fonte de financiamento e todas as outras questões fossem formalizadas com a maior celeridade possível.

O secretário de Estado adiantou que, “sempre que for possível”, o projeto poderá ainda ter financiamento através de fundos europeus e que essa informação será incluída no Decreto-Lei n.º 62/2022, de 26 de setembro, que classifica o empreendimento de interesse público nacional. O prazo de execução da totalidade das componentes passou para 2027, e o valor total de investimento atualizado para 222.227.187,07€.

“Nunca duvidámos que os compromissos estabelecidos iriam ser cumpridos, esta foi sempre a postura do anterior Governo que decidiu e aprovou este projeto e do atual governo que o continua a validar e hoje a reforçar. Este é um projeto do País! Temos muito trabalho pela frente, mas este é o nosso desígnio: estamos cada vez mais unidos nesta nossa missão especial, preponderante e essencial para a nossa região”, acrescentou Hugo Hilário.

No seguimento da reunião, seguiu-se uma visita ao local onde irão ser construídas as Infraestruturas Primárias da Barragem do Pisão – o paredão da barragem –, com uma breve apresentação conduzida pela Estrutura Técnica de Gestão e Execução do projeto.

No último momento desta visita, Hélder Reis conheceu a realidade dos habitantes da aldeia do Pisão, onde teve a oportunidade de ouvir a sua opinião acerca deste investimento, sendo a grande maioria claramente favorável ao mesmo, em prol do desenvolvimento do Alto Alentejo.

“Que não restem dúvidas: O Empreendimento Hidráulico dos Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão é uma prioridade para os autarcas do Alto Alentejo, para o anterior e para o atual Governo do País, e vai mesmo ser uma realidade”, garante a CIMAA.

Câmara de Elvas continua a apostar na tradição em torno do jogo da malha

Em Elvas, a tradição em torno do jogo da malha continua a ser uma aposta por parte de Câmara Municipal. Iniciada a 15 fevereiro, a 29º edição do Torneio da Malha do Concelho de Elvas “João Brioso” leva já três jornadas disputadas.

O torneio, embora promovido pela autarquia, explica o presidente Rondão Almeida, conta agora com a organização da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa. “Nós deixamos isto nas mãos do nosso presidente da junta de freguesia, que vai fazer ele a organização e depois acabaremos por fazer também, evidentemente, o encerramento em São Vicente”, começa por dizer o autarca.

“Quisemos revitalizar, trazer para os dias de hoje, um desporto tradicional, porque, quando cheguei a Elvas, jogava-se à malha só em dois ou três sítios. Ao pé da Raposeira – lembro-me bem –, foi aí que fui assistir ao primeiro jogo e que me ocorreu a ideia de fazer um torneio para envolver todas as freguesias neste desporto”, recorda Rondão Almeida.

Atualmente, são cerca de “150 atletas que percorrem, durante o torneio, todas as freguesias”, culminando com um almoço de confraternização. “É isto que é interessante: trazer para o presente a obra dos nossos antepassados, para podermos dar-lhe corpo e reparti-la com os nossos descendentes, para que a história na acabe”, diz ainda.

A competição, como tem vindo a ser tradição, só termina a 25 de abril, com a última jornada a ser disputada na Praça da República de Elvas.

Barragem do Caia inicia descargas na manhã desta terça-feira

Ao atingir esta segunda-feira, 10 de março, uma cota de 99,99% da sua capacidade máxima de armazenamento, a Barragem do Caia entra, esta terça-feira, dia 11, em descargas.

As descargas de superfície, de acordo com a Associação de Beneficiários do Caia, terão início logo pela manhã.

De acordo com os dados divulgados pela Associação de Beneficiários do Caia, o volume de água armazenada na albufeira da Barragem do Caia é, ao dia de hoje, de 190 milhões e 812 mil metros cúbicos, com o nível da água à cota de 232,82 metros.

Busca pela liberdade é mote para espetáculo “O Tesouro” apresentado no Mês do Teatro de Campo Maior

A companhia eborense “A Bruxa Teatro” apresenta, na manhã desta terça-feira, 11 de março, no Centro Cultural de Campo Maior, o espetáculo infantil “O Tesouro”, no âmbito do Mês do Teatro, promovido pela Câmara Municipal.

Esta, que é a segunda peça de teatro a ser apresentada ao público escolar, neste Mês do Teatro, inspirada no conto homónimo de Manuel António Pina, conta a história de Artur, no tempo do Estado Novo. “Há algumas divergências entre o conto e o texto dramático que criámos, em junção com o Duarte Banza, ou seja, basicamente, o universo do espetáculo é o mesmo do conto, porém, a forma como a história decorre é um bocadinho diferente”, começa por explica o ator e encenador, Apollo Neiva.

Neste espetáculo, Artur, a personagem principal, “vive uma busca imensa pela descoberta de um tesouro, que lhe foi deixado pelo avô, que é nada mais, nada menos, que uma palavra, a palavra liberdade”. Durante toda a peça, Artur procura o significado desta palavra que, no Estado Novo, era proibida.  

Com apenas dois atores em palco, o espetáculo, que estreou no ano passado, por altura do 25 de Abril, recorre a técnicas de manipulação de marionetas: “temos três técnicas diferentes de manipulação de marionetas para representar este povo que acaba por ser um fantoche nas mãos do Estado”. Em palco, a par das marionetas, apenas é possível ver um único corpo humano, o de Apollo, que dá vida a Artur.

O início do espetáculo, dirigido ao público escolar do 3º ciclo de Campo Maior, tem início marcado, amanhã, para as 10h45.

Cerca de 160 campomaiorenses celebram Dia da Mulher em noite de festa na Quinta dos Pavões

A Quinta dos Pavões, em Campo Maior, foi o palco, na noite do passado sábado, 8 de março, de mais um jantar comemorativo do Dia Internacional da Mulher, organizado por mulheres campomaiorenses, que todos os anos fazem questão de assinalar esta efeméride, com o apoio da Câmara Municipal.

O presidente do Município, Luís Rosinha, o presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, o vereador Paulo Pinheiro e o presidente da Junta de Freguesia de Degolados, João Cirilo, estiveram presentes na Quinta dos Pavões, para entregar uma flor natural às mulheres que se juntaram para celebrar este dia. A vereadora São Silveirinha juntou-se às cerca de 160 campomaiorenses neste dia comemorativo.

A festa contou com música ao vivo com o Duo Carlos Alferes e Rui Teodoro. Já durante o jantar, a animação ficou a cargo de Las Chuchis, Lolita Pintó e Priscilla Osiris.

Barragem do Caia atinge 99,43% da sua capacidade máxima de armazenamento

O volume de água armazenada na albufeira da Barragem do Caia era, ao dia de ontem, 9 de março, de 188 milhões e 908 mil metros cúbicos, com o nível da água à cota de 232,72 metros, de acordo com dados da Associação de Beneficiários do Caia.

Este volume corresponde a 99,43% da capacidade máxima de armazenamento da barragem, que é de 190 milhões de metros cúbicos, pelo que se prevê, muito brevemente, a realização de descargas de superfície. De recordar que, já no mês passado, a Associação de Beneficiários do Caia tinha alertado os agricultores, dos concelhos de Elvas e Campo Maior, proprietários de prédios rústicos junto ao Rio Caia, para essa possibilidade (ver aqui).

No espaço de uma semana, o nível da água subiu nove centímetros e o volume armazenado aumentou mais de 14 milhões de metros cúbicos, o que corresponde a uma subida de quase 8%.

A Barragem do Caia serve os concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte.

Jovem do acidente de Campo Maior encontra-se estável em Badajoz

O jovem que ficou ontem em estado grave no acidente de viação da estrada do Retiro, onde uma jovem de Campo Maior perdeu a vida, encontra-se na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Universitário de Badajoz em estado estável.

Logo que seja possível, o jovem deverá ser operado pois sofreu fraturas nos membros inferiores.

O homem de 65 anos que conduzia a outra viatura da colisão já teve alta do Hospital de Elvas.

Galeria de São Sebastião recebe exposição do artista Aurelindo Jaime Ceia

A Galeria de São Sebastião, em Portalegre, recebe a exposição “Aurelindo Jaime Ceia – Obra Gráfica”, que estará patente de 10 de março a 10 de maio, de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 12h30 e das 13h30 às 17h00.

Esta mostra resulta de um projeto do Techn&Art, do Centro de Tecnologia, Restauro e Valorização das Artes do Instituto Politécnico de Tomar, com o apoio de entidades públicas e privadas, inserida na iniciativa “Êxodo, Design, Descentralização”.

A exposição tem como objetivo apresentar o percurso diversificado do artista plástico Aurelindo Jaime Ceia, natural de Portalegre, destacando a sua atuação no design aplicado à Arqueologia, Edição e Divulgação Cultural. O acervo apresentado inclui livros, catálogos, jornais e peças de sinalética, refletindo o impacto do designer na identidade gráfica de instituições e publicações.

Esta exposição, de entrada gratuita, conta com a organização do Politécnico de Tomar e do Município de Portalegre.

Cidade do Vinho é “boa oportunidade para reforçar projeção” dos municípios da Serra d’Ossa no mercado

É sob o mote “Vinhos da Serra d’Ossa – Identidade e Futuro – Marcas que deixam História!”, que Alandroal, Borba, Estremoz, Vila Viçosa e Redondo fazem a festa da Cidade do Vinho, ao longo deste ano.

Para o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, a distinção e o evento, no seu todo, serão importantes para afirmar, “ainda mais, esta dimensão ligada ao vinho, à identidade e ao turismo, de um território que já tem uma projeção enorme, quer na venda do vinho, quer no enoturismo”.

Por outro lado, José Manuel Santos considera que o projeto da Cidade do Vinho é uma “oportunidade para se procurar integrar melhor os recursos que o território tem, procurar adicionar outras vertentes, que às vezes podem não estar a ser tão bem trabalhadas, ao nível da cultura e da sustentabilidade”. Sendo importante que os produtores estejam “no cerne” desta Cidade do Vinho, o presidente da Entidade Regional de Turismo defende que este não deve ser um evento “excessivamente institucional”.

Para os cinco municípios da Serra d’Ossa, defende ainda, esta “pode ser uma boa oportunidade para reforçar a sua projeção no mercado nacional e trabalhar também essa projeção, pelo menos, no mercado transfronteiriço”. O objetivo é “que isso se possa refletir nos anos seguintes, para atrair mais pessoas e desenvolver ainda mais o vinho”, remata.

A Cidade do Vinho 2025 teve a sua gala de abertura a 8 de fevereiro, em Borba, mas ao longo de todo ano serão muitas as atividades promovidas, nos cinco concelhos, ligadas à vinha e ao vinho para promover o setor e o território.

Margarida Paiva é candidata pela AD à Câmara Municipal de Elvas

Margarida Paiva é candidata pela Aliança Democrática (AD) à presidência da Câmara Municipal de Elvas nas autárquicas deste ano. Tânia Morais Rico, atual vereadora do PSD, e João Santana Marques são dois dos nomes que a acompanham nesta candidatura.

A promessa da candidata é de “muito trabalho”, ao lado de pessoas da sua “total confiança” e com vontade comuns consigo: “temos todos muita vontade de trabalhar pela cidade. Temos todos profissão, vida pessoal e profissional, da qual vamos abdicar um bocado para trabalhar em prol deste projeto”. A candidatura, adianta, tem por base duas palavras-chave: “mudança e trabalho”. “Sentimos no ar uma necessidade muito grande de mudança e oferecemos muito trabalho”, garante.

Para Margarida Paiva, neste momento, continua a faltar “sentir a cidade”. Por outro lado, diz que também falta “vender” Elvas. “Vivemos numa cidade fantástica, muito bonita, pouco ou nada explorada em vários níveis, tanto a nível de turismo, por muito que digam que há muitos eventos, mas é tudo “bacoco”. Andamos atrás dos outros, porque aquilo que se vê aqui já se viu há uma década noutros sítios”, acrescenta.

Outra das preocupações da candidata diz respeito ao setor empresarial: “o que o elvense precisa é de pão na mesa para dar de comer aos filhos e isso faz-se com emprego, mas para isso é preciso vender a cidade, para atrair empresas”.

Quando questionada sobre a bandeira de campanha da coligação PSD/CDS-PP, nas últimas autárquicas em Elvas, relativa à Aquaelvas, e a uma hipotética resolução total do contrato, Margarida Paiva é perentória: já não o será desta vez. “Não, porque nem os milhões que o senhor presidente diz que tem, dão para pagar a indemnização à Aquaelvas”, assegura.

No que diz respeito à saúde, Margarida Paiva garante que a “bandeira” da maternidade foi “abandonada” e que não mais será retomada. “As nossas grávidas andam-se a passear pelo distrito e para o estrangeiro (Badajoz) e isso é uma coisa que ficará para sempre marcada no executivo de outra pessoa”, garante. Por outro lado, a candidata diz que a Câmara Municipal deve apoiar as associações e instituições ligadas ao setor da saúde, embora não concorde com a forma como esse apoio é prestado atualmente. “Há formas de criar o bem-estar, até na doença, através de dinheiros camarárias”, acrescenta.  

Crítica quanto ao facto de, há uns anos, a Câmara Municipal ter deixado fugir a oportunidade da TVI ter vindo a Elvas gravar uma novela, que acabou por “dar tanto lucro a Estremoz” (“Belmonte”), Margarida Paiva concorda com o investimento feito pela autarquia no produto de ficção do canal de Queluz de Baixo, atualmente, em exibição em horário nobre (“A Protegida”).

“Não há que inventar nada. Elvas tem muita matéria-prima para crescer. Só tem que se investir nela”, diz ainda a candidata da AD, que garante que o objetivo “é voltar a colocar Elvas no mapa”. “Que se fale de Elvas, não por causa dos escândalos, mas porque floresceu, cresceu, porque é uma cidade rica, onde as pessoas vivem bem”.

Quanto ao trabalho de Tânia Morais Rico, Margarida Paiva garante ainda que a vereadora tem feito muito em prol da comunidade de Elvas, mas que não “se sente (esse trabalho) porque quem dirige a Câmara não deixa”. “O trabalho é feito. Não se desiste do trabalho, de fazer diferente e melhor”, remata.