Iluminação de outros tempos exposta no Convento de Nossa Senhora da Luz em Arronches

O trabalho desenvolvido pela Academia Sénior de Arronches volta a estar em destaque na galeria do Convento de Nossa Senhora da Luz, onde, até ao final do corrente mês de março, estará patente a exposição denominada “No Tempo em que a Luz Tinha Cheiro” e cuja inauguração teve lugar no final da passada semana.

A receber aqueles que não quiseram perder tempo para visitar o acervo composto por utensílios trazidos pelos alunos e pelo dinamizador da disciplina de Património, Miguel Casaca, este fez-se acompanhar pelo presidente e pela vereadora do Município, respetivamente, João Crespo e Maria João Fernandes.

Foi precisamente o líder do executivo autárquico que começou por ter a palavra, dando desde logo as boas-vindas a todos os presentes. João Crespo parabenizou então a turma pelo trabalho desenvolvido e enalteceu o dinamizador e colaborador da autarquia, Miguel Casaca, por todo o empenho em prol do projeto.

Por sua vez, a vereadora Maria João Fernandes, que acumula o cargo de coordenadora da Academia Sénior de Arronches, explicou que esta ideia surgiu na disciplina de Património e contou com a colaboração de todos os alunos na cedência dos objetos em causa, sendo que a opinião destes foi igualmente valorizada durante todo o processo, uma vez que este é um trabalho de partida.

Por fim, antes de convidar o público a visitar a galeria, o dinamizador Miguel Casaca explicou que, com este tipo de exposições, se pretende não só recolher e preservar material antigo, como também colocar os alunos a dialogar entre si para saber quem ainda possui determinados objetos.

Esta cerimónia de inauguração terminou com os próprios alunos a declamar alguns poemas por si elaborados sobre a temática em questão.

“O Tesouro” leva alunos de 3º Ciclo de Campo Maior ao teatro

A companhia “A Bruxa Teatro” apresentou, na manhã desta terça-feira, 11 de março, no Centro Cultural de Campo Maior, aos alunos de 3º Ciclo da vila, o espetáculo “O Tesouro”, integrado na programação do Mês do Teatro, promovida pela Câmara Municipal.

Esta peça de teatro, a segunda a ser apresentada ao público escolar, depois do arranque da iniciativa, ontem, com “Hamelin”, da “Teatro do Botão”, é inspirada no conto homónimo de Manuel António Pina e remonta ao período do Estado Novo.

“O Tesouro”, tal como explica o ator Apollo Neiva, que dá vida a Artur, a personagem principal da peça, tem por base a procura pelo significado da palavra “liberdade”, por uma criança. “É uma palavra que, durante todo o Estado Novo, deixou de existir, que as pessoas não faziam ideia do que é que significava e (o espetáculo) é exatamente a busca, por esta criança, pelo significado dessa palavra, para tentar mantê-la e partilhá-la com todas as pessoas, para que nunca mais se volte a perder”, adianta.  

Em palco, só Artur é uma personagem humana. Todas as outras são marionetas, representando o poder que o Estado teve na “manipulação das pessoas e os órgãos sociais”, no período antes do 25 de Abril, “de forma a corresponderem às expectativas daquilo que o regime pretenda”.

Através de diferentes técnicas de manipulação de marionetas, “O Tesouro” é um espetáculo “especial e diferente, também na sua própria construção”, com “diferentes texturas, importâncias e valores”.

Apollo Neiva revela-se ainda muito satisfeito pelo Município de Campo Maior continuar a fazer esta aposta no teatro, com um mês inteiro de espetáculos, para diferentes públicos. “É importantíssimo e é uma iniciativa louvável. Infelizmente, não são todas as autarquias que têm todo esse carinho e que fazem por receber, por mostrar e por integrar as próprias crianças das escolas, a ver espetáculos e a refletir sobre elas”, remata.

O Mês do Teatro, em Campo Maior, prossegue amanhã, quarta-feira, dia 12, com a peça “E Se De Repente Tudo Fosse Ao Contrário?”, destinada ao ensino pré-escolar.

Descarga de fundo da Barragem do Caia “não tem qualquer avaria”. Opção pela descarga de superfície é “técnica”

Depois de ter atingido ontem, 10 de março, a sua capacidade máxima de armazenamento de água, a Barragem do Caia iniciou descargas de superfície, na manhã desta terça-feira, dia 11, com a abertura das comportas.

Com as campanhas de rega até 2027 asseguradas, o objetivo da Associação de Beneficiários do Caia, revela o gestor Luís Rodrigues, é “manter a situação com algum controlo”, depois de se ter atingido 99,99% do volume aconselhado para descargas. “Com as chuvas que se têm verificado nos últimos dias, e o incremento no volume na Barragem do Caia, temos de proceder a descargas”, começa por dizer.

“Para a Associação de Beneficiários do Caia é uma situação que nos traz alguma tranquilidade, e conforto para os regantes, além de proporcionar aos concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte água com quantidade e qualidade, nos próximos anos”, adianta.

Quando questionado sobre o porquê da realização de descargas de superfície, Luís Rodrigues assegura, desde logo, que a “descarga de fundo não tem qualquer avaria”. “A opção pela descarga de superfície é meramente técnica, porque o volume da descarga de fundo tem um débito de 60 mil litros por segundo. Ao controlarmos o débito da comporta do descarregador de superfície, nós conseguimos injetar metade desse valor”, explica. Com isto, permite-se que as duas pontes que se encontram dentro do aproveitamento hidroagrícola do Caia se mantenham transitáveis, “porque são pontes que dão apoio a toda uma atividade agrícola de regadio, entre os concelhos de Elvas e Campo Maior”.

Por outro lado, explica o gestor, convém à Associação de Beneficiários do Caia proceder “a descargas controladas, porque o leito do Rio Caia, a jusante da Barragem do Caia, está completamente obstruído, com árvores e uma vegetação muito densa, o que obriga, nesta situação, a que alguma água vá por dentro do leito, mas a grande maioria vá por fora das margens”, remata.

De recordar que, há cerca de 15 dias, os agricultores, dos concelhos de Elvas e Campo Maior, e proprietários de prédios rústicos junto ao Rio Caia, tinham já sido alertados para a possibilidade da realização destas descargas.

As descargas, que permitem a libertação de cerca de 30 mil litros de água por segundo, vão manter-se até que se atinjam, aproximadamente, os 175 milhões de metros cúbicos. O limite máximo de armazenamento é de 190 milhões.

Estremoz conta com dupla participação dupla e várias surpresas na BTL

O Município de Estremoz volta a estar representado na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que se prepara para celebrar a sua 35.ª edição, entre amanhã, 12 de março, e domingo, dia 16, nos pavilhões da FIL, no Parque das Nações.

Organizada pela Fundação AIP, a BTL é considerada o maior evento de turismo em Portugal e um dos mais relevantes a nível internacional, reunindo profissionais, expositores e visitantes de todo o mundo. Este ano, o certame tem o Alentejo e o Ribatejo como regiões turísticas nacionais convidadas. Para a vice-presidente do Município de Estremoz, Sónia Caldeira, “este convite dá um destaque completamente diferente a toda a região do Alentejo”.

No decorrer do evento, o Município de Estremoz vai promover o seu concelho através de diversas degustações de produtos típicos, tanto ao nível da doçaria, como dos enchidos e dos queijos. Também o artesanato típico do concelho estará representado: “vamos ter artesãos a trabalhar ao vivo o Boneco de Estremoz, que como todos sabem é Património Cultural e Imaterial da Humanidade”. Eventos como a BTL, garante a autarca, “são uma forma a darmos a conhecer esta arte que tanto nos define”.

Para além de estar representado no seu stand, integrado na área do Turismo do Alentejo e Ribatejo, o concelho de Estremoz também vai estar representado num outro stand: o da Cidade do Vinho 2025. A cerimónia de apresentação da Cidade do Vinho, na BTL, está marcada para amanhã, às 16 horas, com a participação dos presidentes de Câmara de Estremoz, Alandroal, Borba, Redondo e Vila Viçosa. Logo de seguida, haverá prova de vinhos destes cinco concelhos, representados pelas respetivas adegas. Sónia Caldeira sublinha a importância de grande parte das adegas estremocenses terem aceitado o desafio de marcarem presença na BTL, como uma forma de “promoverem os seus vinhos e fazerem as respetivas degustações, alavancando assim a economia local”.

Para além de todo este plano de atividades, haverá ainda lugar para uma surpresa por parte da autarquia, no sábado, dia 15 de março, pelas 19h45, em que será feita a apresentação da 37ª edição da Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz (FIAPE), que irá decorrer de 30 de abril a 4 de maio. Nesta iniciativa, vai ser dado a conhecer o cartaz de artistas a pisar o palco principal deste evento, que já foi, entretanto, divulgado. “Vamos ter um dos artistas connosco nesta apresentação na BTL”, revela ainda a vice-presidente, assegurando que este será o “ponto de arranque para a FIAPE 2025”. De recordar que Anjos, Nininho Vaz Maia, Dillaz e Tony Carreira são os cabeças de cartaz do evento.

Mostra de Cinema de Elvas: fado e cinema de mãos dadas na segunda edição da Ronca

O fado e o cinema português vão andar de mãos dadas, de 14 a 30 de março, no decorrer da segunda edição da Ronca, a Mostra de Cinema de Elvas, promovida pelo Coletivo Artístico 7350.

O evento, que se começa a assemelhar a um festival de cinema, embora sem competição, conta, este ano, com o alto patrocínio do Parlamento Europeu, revela o diretor artístico da mostra e do Coletivo Artístico 7350, Luís Eduardo Graça. “Este patrocínio dá-nos um grande apoio moral e um selo, quase de qualidade, desta mostra de cinema, que é bastante diferente das outras que existem a nível nacional, porque não abrangemos só o cinema, mas abrangemos a música, as exposições e as conversas”, adianta.

Para esta segunda edição da mostra, a organização recebeu um total de 350 submissões de filmes e documentários, mais 300 que as recebidas no ano passado. “Foi um trabalhão ver 350 curtas-metragens, que chegaram de todo o Portugal, de estudantes, de profissionais. Temos aqui seis sessões de curtas-metragens, muito bem compostas, com bastante diversidade de documentários, ficções, tudo o que as pessoas possam esperar”, explica o responsável.

À semelhança do que aconteceu no ano passado, a mostra volta a contar com um total de quatro secções de filmes: “a secção dos estudantes; a secção Ronca, com filmes mais profissionais; depois temos a secção da curtas alentejanas, para valorizar os artistas e os cineastas alentejanos; e temos uma secção especial, que este ano é dedicada ao fado, em que fazemos uma retrospetiva sobre o que o fado foi no cinema”.

Ao todo, a Ronca, nesta sua segunda edição, promete mais de 50 horas dedicadas ao cinema e à música nacional. Para além da exibição de curtas-metragens e filmes, o evento contempla exposições, festas e várias sessões de conversa. A programação completa para consultar abaixo:

Mês do Teatro em Campo Maior também se faz com “a prata da casa”

Já teve início, no Centro Cultural de Campo Maior, mais uma edição do Mês do Teatro, numa organização da Câmara Municipal. Até final do mês, são muitos os espetáculos para todos os públicos, incluindo de dois grupos da “casa”.

Das nove peças que dão vida a esta programação, três são destinadas ao público em geral, com todas as outras direcionadas ao público escolar, explica a vereadora São Silveirinha. “Muitas (peças) são para o público-escolar, como tem vindo a ser norma do município, que faz aqui uma ponte com o Agrupamento de Escolas e com as restantes escolas do concelho, desde o pré-escolar ao ensino secundário. E porque temos o protocolo com o Plano Nacional das Artes (PNA), faz todo o sentido contarmos com os nossos alunos”, adianta.

Voltam a participar neste Mês do Teatro, para além de diversas companhias nacionais e regionais, os grupos de teatro do Centro Educativo Alice Nabeiro (CEAN), com o espetáculo “Era Uma Vez Portugal”, e do projeto de formação artística do município “EntrePalcos”, com “Ricos Falidos”. “Temos que dar destaque a estas duas peças, porque são os nossos grupos e sentimos um enorme carinho pelo trabalho que eles desenvolvem”, garante a vereadora.

“Invisible”, de Maria Lama, no sábado, 15 de março, pelas 21h30; “Cama Para 4”, de Carlos Cunha, no dia 21, à mesma hora; e “Ricos Falidos”, da “EntrePalcos”, no dia 23, às 16 horas, são as propostas deste Mês do Teatro para o público em geral. A apresentação da peça “Era Uma Vez Portugal”, do CEAN, inicialmente prevista para domingo, dia 16, foi adiada para data ainda a anunciar.

Já fora da programação deste Mês do Teatro, “mas que também acaba por esta acoplada a esta iniciativa”, está a peça “Amigas e Rivais”, com Rosa do Canto e Noémia Costa, na noite de 12 de abril.

Toda a programação, com acesso à Tickeline, para a compra dos bilhetes, disponível aqui.

Família ficou desalojada em Portalegre após fenómeno de ventos fortes

Um fenómeno de ventos fortes, ocorrido esta segunda-feira, 10 de março, em Portalegre, provocou danos em mais de uma dezena de habitações, sendo que uma família ficou desalojada.

Não estando ainda apurados todos os prejuízos causados pelo mau tempo, são várias as habitações com muitos danos materiais, segundo a presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho.

A família que ficou desalojada, constituída por dois adultos e uma criança, acabou por ser realojada em casa de familiares.

A par dos estragos causados em casas, devido a estes ventos fortes, há registo de centenas de árvores arrancadas ou partidas.

O fenómeno de ventos fortes foi registado durante cerca de meia-hora, entre o meio-dia e as 12h30, desde a zona da Pedra Basta até à Estrada Municipal 1146.

Peça “Hamelin” abriu Mês do Teatro em Campo Maior

O “Teatro do Botão” regressou ao Centro Cultural de Campo Maior para dar início ao Mês do Teatro com “Hamelin”, uma versão divertida, e repleta de momentos de interação com o público, do popular conto dos Irmãos Grimm que conta a história de um flautista que chega a uma cidade para a livrar de uma praga de ratos.

A sessão foi dirigida aos alunos do 5.º e 6.º ano do Agrupamento de Escolas.

Vila Viçosa recebe exposição do fotojornalista Marques Valentim, relativa ao período pós revolução de abril

A Galeria de Arte do Cineteatro Florbela Espanca recebe no próximo dia 11 de março, terça-feira, pelas 18h00, a inauguração da exposição fotográfica “Do 11 de Março ao 25 de Novembro de 1975” – Fotografias com História, da autoria de Marques Valentim, numa iniciativa promovida pelo Município de Vila Viçosa.

O fotojornalista de 76 anos, natural de Cascais, conta com mais de 50 anos de carreira e pretende expor as suas fotografias no sentido de dar a conhecer a cronologia dos principais acontecimentos que decorreram neste período pós revolução dos cravos.

Esta exposição, de entrada gratuita, estará patente no Cineteatro entre os dias 11 de março e 13 de abril de 2025.

João Barradas é candidato à Câmara de Monforte pelo Movimento de Cidadãos do Concelho de Monforte

João Barradas, natural e residente na freguesia de Vaiamonte, 58 anos, é o candidato nas próximas eleições autárquicas a presidente do Município de Monforte, pelo Movimento de Cidadãos do Concelho de Monforte (MCCM).

Profissional dos CTT, no concelho de Monforte, há cerca de 30 anos, com experiência de 16 anos enquanto presidente de Junta da Freguesia de Vaiamonte, assume uma candidatura independente “que congrega no MCCM todos aqueles que não se identificam e não se reveem em partidos políticos, em candidaturas de políticos de carreira e de interesses partidários que se sobrepõem aos interesses do concelho de Monforte e dos naturais de Vaiamonte, Assumar, Santo Aleixo e Monforte”.

O MCCM reúne “cidadãos de todos os quadrantes políticos, de todos os ideais, sem excluir ninguém, mas que querem mudar o rumo de um Concelho que se encontra estagnado, sem desenvolvimento, que ao longo dos anos tem perdido população, tem perdido serviços, sem avanços socioeconómicos, sem políticas concertadas e focadas nas pessoas, no bem-estar, na qualidade de vida”.

João Barradas assume nesta candidatura pelo MCCM, “uma luta, que se prevê difícil, mas extremamente necessária, pelo desenvolvimento económico do concelho de Monforte, pela segurança da população, pela saúde e a prestação dos cuidados de saúde primários, pela requalificação e Estratégia Local da Habitação, pela educação e defesa dos profissionais que dela fazem parte, pela requalificação das carreiras dos profissionais do Município num todo, sem interesses individuais, de forma justa e equitativa, pela limpeza e manutenção do espaço público, pela defesa das instituições sociais do concelho, pela ajuda às associações culturais, desportivas e recreativas das freguesias, pelas empresas sediadas no concelho de Monforte”.

“O MCCM é um Movimento onde todos, todos, todos são bem-vindos, onde cada um tem uma palavra, uma opinião, onde cada contributo é uma mais-valia para o bem-estar comum, onde todos têm lugar à participação e ao exercício da cidadania”.