Seria mais um dia normal para a filha de Carlos Costa Pinto, mas, na hora de sair de casa, para o trabalho, há cerca de duas semanas, percebeu que o carro fazia um barulho estranho.
O catalisador do seu Volkswagen tinha sido roubado durante a noite, em Elvas, em plena via pública. O prejuízo ronda os 600 euros.
Durante muitos anos, os alvos prediletos daqueles que se dedicavam ao roubo de peças de automóveis eram os autorrádios. Com o passar do tempo, os assaltos passaram para as jantes e até para o próprio combustível das viaturas.
Nos últimos dois anos, sobretudo, a preferência dos criminosos passou a ser os catalisadores. E a explicação para o roubo desta peça é simples: é que, muitos catalisadores, de algumas marcas, contêm metais e minerais preciosos, como ródio, paládio e platina, que chegam a valer cinco vezes mais que o ouro. Nesta altura de pandemia, em que a extração destes materiais foi interrompida, o seu valor, no mercado, aumentou, de forma considerável.
Cerca de 20 roubos denunciados à PSP de Elvas
Só em Elvas, entre janeiro de 2020 e final de outubro deste ano, a PSP registou cerca de 20 ocorrências relacionadas com o furto de catalisadores, números que não incluem o roubo de que Carlos Costa Pinto foi alvo, mas que contribuem para as cinco mil identificadas a nível nacional (839 participações em 2020 e 4.162 até final de outubro de 2021), no mesmo período de tempo, segundo revela o comandante da PSP de Elvas, comissário Rui Massaneiro.
Só no decorrer deste ano, a PSP, a nível nacional, já deteve cerca de 500 pessoas, pelo furto de catalisadores, e “constituiu outros tantos arguidos”.
Comissário Rui Massaneiro
A verdade é que, apesar das 20 situações denunciadas à PSP, em Elvas, o mecânico elvense José Alfredo Jesus já instalou, nos últimos tempos, entre 30 a 40 catalisadores, em viaturas em que esse equipamento foi roubado. “É um produto que dá dinheiro, por isso é que é roubado constantemente”, começa por dizer.
Os catalisadores mais cobiçados e, consequentemente, roubados, adianta José Alfredo, são aqueles que contêm os tais metais preciosos, que apenas algumas marcas incluem. É o caso dos “carros de injeção, a gasolina”, da Volkswagen, Honda, BMW, Hyundai e Toyota.
Furtos realizados por grupos organizados
Quem realiza estes furtos, revela Rui Massaneiro, são “grupos organizados”, em muitos casos, constituídos por não mais que dois, três indivíduos, que o fazem ao deslocar-se por várias cidades, acreditando-se que, antes do roubo, já tenham encomendas, para que a entrega seja feita quase que de forma imediata. Entregue e vendido o catalisador roubado, os assaltantes, diz o comissário, “pensam que poderão ficar, à partida, impunes”.
O fenómeno “é recente”, sendo que a PSP, em Elvas, tem procurado, tendo em conta a proximidade a Espanha, realizar um trabalho de cooperação com a polícia do outro lado da fronteira, para que se possa recolher a informação possível, para se chegar à identificação dos suspeitos pelos furtos.
O Modus Operandi
Rebarbadoras elétricas e macacos hidráulicos são as ferramentas usadas na hora do delito, para o corte e remoção do catalisador. Contudo, os alvos mais cobiçados são muito específicos: viaturas matriculadas entre 1998 a 2001.
Mas desengane-se quem pense que este crime é praticado, apenas, na penumbra da noite. “Houve furtos de catalisadores realizados durante o período diurno, entre as 9 e as 17 horas, em parques de estacionamento”, revela Rui Massaneiro. As últimas participações feitas à PSP, contudo, dizem respeito a assaltos feitos durante a madrugada.
Os preços e o mercado dos catalisadores na internet
José Alfredo Jesus
Qualquer catalisador custa, no mínimo, e dependendo da marca, 300 ou 400 euros, sendo que, em carros mais antigos, revela José Alfredo, acabam por ser instalados catalisadores mais baratos, da concorrência, e não de origem.
“Um catalisador, para um Honda, por exemplo, anda na ordem dos mil e muitos euros. Quando montamos um catalisador, num carro de 1997 ou 1998, escolhemos os da concorrência, porque os de origem valem mais que o carro. Nesses, eles (assaltantes) não mexem, porque não tem o minério lá dentro”, explica o mecânico.
Roubados os catalisadores, na grande maioria dos casos, os mesmos são vendidos a pequenas oficinas ou sucatas. O esquema envolve a falsificação de faturas, da parte das sucatas, para depois poderem revender os metais a outras sucatas que tenham os alvarás necessários para poderem comercializar e transportar este tipo de materiais. Só os metais como o paládio, a platina e o ródio podem valer cerca de 65 euros o grama.
Muitos catalisadores roubados acabam também em plataformas online, como o OLX. A PSP está atenta também a essa situação, chegando a vários suspeitos através das publicações feitas na internet, com vista à venda desta peça. “A PSP está constantemente a monitorizar várias redes sociais e vários sites de venda de todo o tipo de material e, com base nesse trabalho, tem conseguido chegar à identificação de vários suspeitos”, garante Massaneiro.
As provas do crime
As provas do crime nem sempre são fáceis de se conseguir, sendo que qualquer fotografia ou vídeo serve para ajudar a levar os responsáveis pelos roubos a sentarem-se em tribunal, perante um juiz. “Nem sempre é fácil haver testemunhas oculares, que possam comprovar ou atestar essa situação, mas caso haja populares à janela ou através de uma fotografia, que vejam um grupo de cidadãos suspeitos a parar ao pé de determinada viatura, devem, de imediato, contactar a PSP, que fará chegar uma patrulha, ao local, rapidamente”, garante Rui Massaneiro.
Em caso de furto, a recomendação é para que a situação seja sempre comunicada às forças de segurança. O crime de furto, que em muitos casos é qualificado, pode resultar em multa pesada ou em pena de prisão. “A pena de prisão pode ir até alguns anos, dependendo da situação em si”, adianta o comissário.
A precaução possível
Para precaver este tipo de furtos, e sendo que nem toda a gente tem garagem, o ideal será sempre evitar estacionar as viaturas em locais isolados e pouco iluminados.
Para dificultar o trabalho dos criminosos, encontram-se à venda, em lojas de acessórios mais especializadas, peças metálicas especialmente concebidas para proteger os catalisadores dos roubos, as chamadas “gaiolas”. Não sendo eficazes a 100%, tornam mais difícil e demorado o trabalho de extração da peça.
A Feira do Queijo, evento que promove este produto tão característico da região, vai regressar no próximo ano à freguesia de Rio de Moinhos.
Este certame, que decorreu durante algumas edições na cidade de Borba, devido à falta de condições da freguesia, vê agora criadas as infraestruturas para regressar ao seu local de origem.
O presidente da câmara municipal de Borba, António Anselmo, recorda que “dos 16 produtores de queijo do concelho, 15 estão localizados na freguesia de Rio de Moinhos, como tal, é extremamente importante que o queijo seja promovido na freguesia”.
A feira do Queijo conta com venda de queijo e derivados, bem como atividades desportivas e culturais.
No distrito de Portalegre, de acordo com a lista publicada pelo Infarmed, à data de domingo dia 26, há 18 farmácias a realizar testes rápidos gratuitos. Cada pessoa, de acordo com determinação do Governo, tem direito a seis testes gratuitos por mês.
As lojas Continente da região doaram, até setembro deste ano, 103 mil euros em excedentes alimentares a 22 instituições do distrito de Portalegre. O apoio da Missão Continente abrange 17 instituições de solidariedade social e 5 associações de apoio a animais.
O combate ao desperdício alimentar é um dos pilares de atuação da Missão Continente que, desta forma, garante o reaproveitamento de produtos não vendidos e os encaminha para quem deles possa beneficiar. Todas as lojas Continente do país realizam doações diárias a instituições de solidariedade social e de apoio animal há mais de 27 anos, durante todo o ano.
Os artigos doados são considerados excedentes quando perdem o seu caráter comercial, por questões estéticas, por exemplo, mas preservam todas as condições de segurança e higiene alimentar, estando em perfeitas condições de consumo. Estes incluem produtos frescos como fruta, mercearia e artigos de padaria, entre outros, e são formas de evitar o desperdício de alimentos numa lógica de economia circular.
Em 2020, a Missão Continente distribuiu um total de 13,8 milhões de euros em excedentes alimentares a 1.170 instituições espalhadas pelo país – 9 milhões de euros foram doados a 819 instituições de solidariedade social e 1,9 milhões de euros a 351 associações de apoio e bem-estar animal – e aos colaboradores das lojas e entrepostos da Sonae MC, nas áreas sociais dos mesmos, para consumo durante o período laboral.
A Missão Continente representa o compromisso da marca Continente para a construção de um futuro sustentável e espelha a relação intrínseca que tem vindo a desenvolver com as comunidades onde se insere, como agradecimento pela confiança depositada, ao longo de mais de 35 anos.
“Cada criança um Rei” promovida pela União de Freguesias de Nossa Senhora da Vila Bispo e Silveiras é uma iniciativa solidária que decorre até dia 6 de janeiro do próximo ano.
O presidente da União de Freguesias de Montemor-o-Novo, António Danado explica que “é uma iniciativa que tem sido levada a cabo pela União de Freguesias, em parceria com as Associações de Pais de Montemor-o-Novo e foi o aproveitamento de uma iniciativa”, por outras duas entidades, tendo a Junta de Freguesia aderido a esta campanha. Esta “Cada Criança um Rei”, tal como explica António Danado, “tem como primeiro objetivo aproveitarmos tudo aquilo que as crianças, pelo Natal, dispensam e que ainda estão em boas condições”, sendo esta uma boa forma de “aproveitar a aquilo que já não faz falta na nossa casa e que possa servir para outra criança”.
Podem ser doados diversos produtos como roupas, atoalhados, brinquedos, livros, todos em boas condições. Quanto à duração da campanha, António Danado revela que “está normalmente em vigor até dia 31 de dezembro”, no entanto este ano, devido às restrições impostas pela DGS, no que toca à Covid-19, “solicitamos a todos que nos façam chegar até às sedes das Juntas de Freguesia, para que possamos também, dar uma nova alegria”.
Esta é uma iniciativa que decorre até dia 6 de janeiro, data em que se irão entregar os bens doados às crianças e famílias mais necessitadas do concelho de Montemor-o-Novo.