Reggae invade Campo Maior no arranque da 14ª edição do Festival Raya com Richie Campbell e Youth Revolution

Foi com os concertos de Richie Campbell e dos elvenses Youth Revolution que Campo Maior deu as boas-vindas a mais uma edição do Festival Raya, no parque de estacionamento das piscinas municipais da vila.

Ao ritmo do reggae, o público vibrou com os temas mais conhecidos de Richie Campbell, depois de já o ter feito com a banda liderada por Luís Aparício que, para além dos seus originais, apresentou também vários covers.

A animação do festival, nesta primeira noite, prossegue madrugada fora com Fiesta Dura e DJ Manja.

Este sábado, 5 de julho, o grande destaque da programação do evento promovido pela Câmara Municipal de Campo Maior vai para um espetáculo de Carolina Deslandes.

Castelo de Alandroal já abriu as portas para mais uma edição do Festival Fora da Casca

O festival “Fora da Casca” foi oficialmente inaugurado esta sexta-feira, dia 4 de julho, em pleno Castelo de Alandroal. O evento, que até domingo, dia 6 de julho, celebra a gastronomia local, apresenta uma variedade de pratos com caracóis, caracoletas e lagostins preparados de diversas formas.

Além destas delícias culinárias, este festival oferece também uma vasta programação de animação musical tornando-se num grande atrativo para a vila.

O presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, sublinha a importância deste evento para a comunidade, frisando “o papel fundamental das associações do concelho para que eventos deste tipo sejam realizados”. Com um total de sete associações das mais diversas áreas (desporto, área motorizada ou comissão de festas) representadas neste festival e um espaço de um restaurante, João Grilo afirma que “muita da energia do concelho está concentrada dentro das muralhas do Castelo de Alandroal neste Fora da Casca”.

Sempre com o objetivo de dinamizar e levar mais longe Alandroal, João Grilo considera que este festival “é uma alavanca dinamizadora da economia local”, dando a conhecer que muitos dos visitantes deslocam-se até Alandroal com o objetivo de desfrutarem deste festival, aproveitando para passar um fim de semana nesta vila alentejana, “contribuindo assim para a hotelaria, restauração e também na visitação de monumentos”.

Garantindo que o tempo “será bem passado neste festival”, o autarca convida todos os interessados a visitarem este festival de entrada gratuita, que possuí um ambiente acolhedor e descontraído, com preços convidativos, com um espaço infantil.



Elvas acolhe entrega dos “Óscares” do Turismo Nacional no seu regresso ao Alentejo ao fim de um década

O Hotel Vila Galé Collection Elvas recebeu esta quinta-feira, 3 de julho, a gala de entrega de prémios dos Publituris Portugal Travel Awards que, dez anos depois, regressou ao Alentejo.

Para o presidente da Câmara Municipal, Rondão Almeida, foi “o atual estatuto de Elvas” e o trabalho que tem vindo a ser feito pela autarquia, ao nível da recuperação do património arquitetónico, que chamaram a atenção da organização, levando à escolha da cidade para a realização deste evento. Nesse sentido, Rondão Almeida diz que receber os “Óscares” do turismo nacional em Elvas tem um “significado importante”.

“Foram vários anos de trabalho, conseguiu-se esse estatuto (Património Mundial pela UNESCO) e, como eu costumo dizer, foi um estatuto adquirido em 30 de junho de 2012, que não foi um fim, mas o início de uma nova caminhada, que é essa que ainda hoje estamos a trilhar, para ter todo o nosso património castrense tratado”, assegura o autarca.

Rondão Almeida destaca ainda o crescimento do número de visitantes de Elvas. “Do ano passado para este, o turismo em Elvas teve uma subida de 30% dos seus visitantes. Isto revela que o trabalho que tem vindo a ser feito está neste momento a justificar que a própria revista, que faz anualmente esta gala, traga mais de 200 operadores turísticos aqui a Elvas. Esta é mais uma data a marcar a história da nossa cidade”, remata.

Além da nomeação para a categoria de Melhor Região de Turismo Nacional, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo viu, nesta gala, reconhecido o trabalho de 13 operadores que se diferenciam pelas suas características únicas. 

Considerando este “um evento de grande credibilidade”, o presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, diz que receber estes prémios na região uma década depois “é o reflexo do peso que esta região tem a nível nacional”, assegurando que “foi feito um grande esforço para trazer estes prémios novamente para o Alentejo”.

Estando o Alentejo nomeado em várias categorias, como enoturismo ou hotel rural, José Manuel Santos lembra que, “ao longo de todo este ano, esta região tem tido um crescimento e reconhecimento enorme ao nível de premiações e distinções, como no ‘Boa Cama Boa Mesa’, nas ‘Estrelas Michellin’ ou nos prémios da ‘AHRESP’, ou seja, o Alentejo tem estado muito bem representado”. Este reconhecimento, diz ainda, é o “reflexo da grande criatividade e dinamismo do setor empresarial”.

Na gala, a par de José Manuel Santos e de Rondão Almeida, esteve também presente o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, e cerca de 250 operadores turísticos nacionais.

Redondo: “Ruas Floridas” de regresso de 2 a 10 de agosto com espetáculos de Edurne, Buba Espinho e Diogo Piçarra

A tarde desta quarta-feira, dia 2 de junho, fica marcada pelo pontapé de saída na edição de 2025 das Ruas Floridas de Redondo, com a apresentação do evento, marcado para entre os dias 2 e 10 de agosto, e do respetivo cartaz de espetáculos, que inclui nomes como Edurne, Buba Espinho, Emanuel e Diogo Piçarra.

Ao longo de nove dias, a vila será a capital nacional das flores de papel, sendo também palco de diversas atuações musicais com entrada livre, divididas entre a Praça da República e o Parque Ambiental. A iniciativa é promovida pelo Município de Redondo e decorre com periodicidade bienal, envolvendo a participação ativa da comunidade local na decoração das ruas com flores e figuras em papel colorido.

Considerando este evento “de Redondo e para os redondenses”, o presidente da Câmara Municipal, David Galego, começa por agradecer a “todos aqueles que sentem orgulho na sua terra e que contribuem para o grande sucesso deste certame, considerando que as Ruas Floridas apesar do seu encanto, trazem consigo dias de trabalho extenuante”.

Este certame conta com um investimento na ordem dos 400 mil euros. “Este valor multiplica-se por si através do turismo, restauração e artesanato, alavancando assim a economia local”, garante o autarca.

Apresentando-se com um total de 24 ruas floridas, o David Galego refere que toda a logística das pessoas tem sido “extraordinária”, considerando que estes redondenses “vestem a camisola da sua terra com orgulho e sabem o grande significado que esta festa tem para eles e para o próprio concelho. Sem eles nada disto seria possível”, remata.

Quem também marcou presença nesta apresentação foi o presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos que fortaleceu a questão do turismo “de estadia” que as Ruas Floridas trazem ao Alentejo, ao invés do turismo de “excursão”, refletindo-se no grande impulso que este certame dá na economia local, afirmando que o Turismo do Alentejo e Ribatejo está a fazer uma grande promoção deste evento junto do público espanhol.

No que diz respeito ao cartaz, a abertura do evento, no dia 2 de agosto, conta com a atuação da espanhola Edurne. No dia seguinte, domingo, o palco fica reservado para a Filarmónica União Montoitense, os Bandidos do Cante e João de Campos. Já na segunda-feira, 4 de agosto, atuam Buba Espinho e os Cantadores de Redondo. A 5 de agosto, a animação musical estará a cargo de Emanuel. No dia 6, os Tomba Lobos convidam o grupo Galandum Galundaina a subir a palco. No dia 7 de agosto, os artistas a subirem a palco são Filarmonia Campaniça, Raia, Celina da Piedade, Ana Santos, a Banda da Sociedade Filarmónica Municipal Redondense, o Coro e Banda Filarmónica do Grupo União e Recreio Azarujense e as Cantadeiras de Redondo. A 8 de agosto atuam os Hangover Band. No sábado, 9 de agosto, é Diogo Piçarra quem sobe a palco. Todo os concertos começam partir das 22h00 na Praça da República.

O encerramento da edição de 2025 está agendado para domingo, 10 de agosto, com a realização do IX Festival de Folclore, que conta com a participação do Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca.

Monforte inaugurou esta terça-feira o Centro de Atividades de Apoio à Família

A antiga escola primária de Monforte, situada na Rua Paulo Jorge Padrão Caetano, é agora um Centro de Atividades de Apoio à Família. Este novo espaço, dedicado aos mais novos, foi inaugurado na tarde desta terça-feira, dia 1 de julho, tendo contado com a presença de alunos do pré-escolar e primeiro ciclo, dos seus encarregados de educação, assim como dos membros do executivo do Município de Monforte.

Para o presidente da Câmara de Monforte, Gonçalo Lagem, a renovação “foi compatibilizada com os tempos que correm, no sentido de terem sido realizadas obras de intervenção estruturantes, em prol das crianças do concelho de Monforte e da componente do apoio à família, que visa ocupar as crianças nos tempos livres durante as férias de verão”, frisando ainda que é “fundamental ter em atenção que as crianças têm três meses de férias e os pais têm um mês, portanto o Município proporciona esse mesmo descanso aos pais”.

Município de Arronches investe 300 mil euros na FAE, uma “montra viva do que se faz de melhor” no concelho

O Espaço Multiusos do Rossio de Arronches volta a encher-se de vida e de gente, entre os próximos dias 10 e 13 de julho, para aquela que é já a 14ª edição da Feira das Atividades Económicas (FAE).

Quim Barreiros, Mariza, Dillaz e Pedro Abrunhosa são os cabeça de cartaz do evento, que foi apresentado na tarde desta terça-feira, 1 de julho, em conferência de imprensa, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Com cerca de 200 expositores este ano, revela o presidente da Câmara, João Crespo, esta feira, que se tem vindo “a desenvolver de uma forma sustentável” ao longo dos anos, é uma “montra viva do que se faz de melhor” no concelho, nas mais variadas áreas e setores: “na agricultura, no comércio, na indústria, nos serviços, na inovação e no saber-fazer local”.

Considerada um “ponto de referência regional e um motor de valorização do tecido empresarial de Arronches”, a feira é “um espaço de encontro, de negócios e de partilha de ideias”, assim como de “afirmação do potencial económico e cultural” do concelho. Entre os expositores presentes no evento, 82 terão os seus stands, alusivos às mais diversas entidades: desde as empresas, ao artesanato, passando pelas associações e instituições de Arronches.

No que toca à área agropecurária, vão estar em exposição cerca de 300 animais, entre ovinos, bovinos e caprinos. Participam na feira “cerca de 175 produtores de animais, divididos por 150 parques de animais”. “Teremos ainda uma outra zona, mais a sul, no jardim, a zona de exposição de automóveis e motos, com seis empresas presentes, das quais quatro são do concelho de Arronches”, adianta João Crespo.

Na área da gastronomia, o público terá ao seu dispor cinco tasquinhas, a par do restaurante oficial do município. Na zona do palco, são quatro os bares ao serviço.  

Uma das grandes novidades deste ano é, no âmbito da feira, a realização de uma corrida de touros, na tarde de sábado, dia 12 de julho. Em praça entram os cavaleiros António Prates, Soraia Costa e o amador Tomás Moura, assim como o toureiro João Augusto Moura. Pegam os toiros da ganadaria Torre d’Onofre os Forcados Amadores de Arronches, Académicos de Elvas e de Coimbra.

Ao todo, o investimento feito pela autarquia no certame é de cerca de 300 mil euros. “Não é um custo, é um investimento, porque esperamos que haja retorno, não só nos dias da feira, mas nos dias que se seguem e no resto do ano. O importante é que as pessoas venham à Arronches, que visitem os nossos monumentos, os nossos museus e fiquem nos nossos alojamentos”, remata João Crespo.

Conheça o programa completo:

10 de julho

18h30 Bandinha da Moca

20h00 Animação Infantil

21h30 Grupo Coral Vozes à Janela + Grupo de Acordeons de Valência de Alcântara

22h30 Espectáculo c/QUIM BARREIROS

DJ VALELO | DJ LUÍS PINHEIRO DUA

11 de julho

10h00 Concurso Ovinos Raça (Merino Alemão)

17h00 Ill Concurso do Cão Serra de Aires

20h00 Animação Infantil

21h30 Gromicho “Acústico”

22h30 Espectáculo c/MARIZA

I LOVE BAILE FUNK | DJ HUGO RAFAEL

12 de julho

10h00 IX Concurso Ovinos Raça (P3 e lle-de-France)

15h00 IV Concurso Ovinos Charollais

18h30 Corrida de Touros

20h00 Animação Infantil

21h30 Grupo das Pedrinhas de Arronches

22h30 Espectáculo c/DILLAZ

I LOVE REGGAETON | DJ WHITE

13 de julho

11h00 X Leilão de Ovinos/ Caprinos

Entrega de prémios de melhor Expositor

Rebanhos da Nossa Terra

17h00 XII Concurso do Rafeiro do Alentejo

20h00 Animação Infantil

21h30 Grupo Verde Maio

22h30 Espectáculo c/ PEDRO ABRUNHOSA

Elvas: Marisa Liz e Luís Represas num espetáculo único de celebração dos 13 anos de Património da Humanidade

A Praça da República de Elvas encheu-se, na noite deste sábado, 28 de junho, para um espectáculo único de comemoração dos 13 anos da elevação da cidade a Património Mundial, numa união de música, dança área e pirotecnia.

A palco subiram Luís Represas, Marisa Liz, Orquestra Ibérica, Voices United e Beatfox, num espetáculo com conceção e direção artística do elvense Luís Zagalo, para além do presidente da Câmara, Rondão Almeida, que fez questão de, perante a multidão de gente que tinha à frente, recordar o grande feito de 30 de junho de 2012.

Em declaração à Rádio Elvas, o autarca começa por lembrar o “excelente património” que a cidade tem – desde o castelo aos fortes – embora “ao abandono e totalmente degradado” quando, em 1994, chegou à Câmara Municipal. “Mas comecei a sonhar que seria possível que um dia a nossa cidade fosse classificada como Património Mundial. Aliás, trazia esse sonho desde 1986, altura em que Évora foi classificada como Património da Humanidade, nessa mesma altura em que eu era um eleito daquela Câmara”, lembra.

Mas até se chegar até à classificação, “foram 18 anos de trabalho, de crer e de acreditar”. Com a classificação, encerrou-se uma etapa e iniciou-se outra, que se mantém até à atualidade, ou não estivesse o atual executivo empenhado na realização das mais diversas obras, como a de requalificação do Aqueduto da Amoreira. “Temos de manter e conservar as pedras dos nossos antepassados, para termos orgulho no presente e transmitir para o futuro aquilo que é o trabalho que nós temos estado a realizar”, garante.

Por outro lado, o autarca não esquece tudo aquilo que Elvas veio a ganhar com esta distinção da UNESCO: “basta ver quantas camas, seja de hotelaria, seja de alojamentos locais, foram criadas nestes últimos 13 anos; basta ver quantos novos restaurantes nasceram a partir deste momento; basta ver as entidades que têm procurado Elvas para aqui realizar grandes eventos”.

Dizendo ainda que alcançar esta distinção “deu trabalho, mas valeu a pena”, Rondão Almeida garante, contudo, que o maior património do concelho é, e sempre será, as suas gentes.

Jogos do Alto Alentejo: Criança Ativa juntou centenas de crianças em Alter do Chão e Ponte de Sor

A 23ª edição dos Jogos do Alto Alentejo chegou ao fim no último domingo. No entanto, esta iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo é muito mais do que desporto: é inclusão e educação.

É neste sentido que a CIMAA dá seguimento ao trabalho efetuado pelos Municípios associados e com objetivo de enriquecer a unidade curricular de Educação Física, voltou a promover os JAA – Criança Ativa, que decorreu no Jardim do Álamo, em Alter do Chão, e na Zona Ribeirinha de Ponte de Sor, nos dias 24 e 25 de junho, respetivamente.

Ao longo de dois dias, mais de 500 crianças do 1º Ciclo das escolas dos Municípios que aderem aos Jogos do Alto Alentejo praticaram várias modalidades e exercitaram corpo e mente. O desporto pode (e deve) ser divertido e saudável, especialmente nesta faixa etária.

Esta edição dos JAA, JAA Adaptados e JAA – Criança Ativa foi patrocinada pela seguradora Fidelidade e pela empresa do ramo automobilístico A.MatosCar.

GNR e Guardia Civil preparam ações de cooperação transfronteiriça com reunião em Campo Maior

Militares da GNR e agentes da Guardia Civil de Espanha estiveram  na manhã desta quinta-feira, 26 de junho, reunidos no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, em Campo Maior, para mais uma reunião de cooperação transfronteiriça e controlos móveis, promovida no âmbito do Acordo de Cooperação Transfronteiriça em Matéria Policial e Aduaneira.

Nesta reunião participaram os Comandos da GNR de Portalegre, Évora e Castelo Branco, a Unidade de Ação Fiscal, a Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras e as Comandâncias da Guardia Civil de Cáceres e Badajoz.

Ambiente, trânsito e investigação criminal foram algumas das áreas em cima da mesa, no decorrer desta reunião que, explica o comandante do Comando Territorial da GNR de Portalegre, o coronel Luís Candeias, serviu, “acima de tudo, para reforçar a cooperação já existente” entre estas forças de segurança dos dois lados da fronteira. “O objetivo é fazer com que, na linha que separa Portugal e Espanha, se possa juntar o esforço em diferentes áreas”, acrescenta.

Num “esforço conjunto”, é levado a cabo “um trabalho diário de segurança”, entre GNR e Guardia Civil, em toda a fronteira, garante Luís Candeiras, que recorda a realização de um simulacro de perseguição policial transfronteiriça realizado em abril: “numa situação simulada de um assalto a uma bomba de combustível realizada em Salorino, em Espanha, a perseguição foi feita pelos agentes da Guardia Civil e veio a terminar com a detenção e a abordagem em Castelo de Vide, pelos próprios agentes da Guardia Civil, com o reforço da GNR, no sentido de proceder à detenção e à reposição da normalidade e tranquilidade pública”.

No decorrer desta reunião, em Campo Maior, tiveram também lugar várias sessões técnicas de cinco áreas distintas, “onde se faz a avaliação dos últimos seis meses e se preparam os próximos seis meses, em termos de atividades a desenvolver, sempre com um fim único: garantir a tranquilidade e a segurança desta linha de fronteira”.

Já o comandante da Guardia Civil de Cáceres, Rafael Parra, que adianta que será levado a cabo outro simulacro de perseguição policial transfronteiriça em setembro, diz ser “um prazer” trabalhar lado a lado com a GNR. “O nosso serviço diário na fronteira vem sendo realizado há muitíssimos anos, desde Huelva até à Galiza, pelo que estamos já muito habituados a compartilhar procedimentos de atuação, que são comuns”, assegura.

Por mais que a maioria dos controlos levados a cabo sejam feitos em veículos terrestres, também poderão ser realizados com recurso a meios aéreos. “Temos a nossa equipa de drones, que a GNR também tem”, lembra Rafael Parra, que destaca ainda que estas reuniões semestrais servem, entre outros, para “planificar os diversos controlos conjuntos” a serem levados a cabo.

Projeto “Ludorrecreios” veio tornar intervalos na EB1 da Boa-Fé “livres de conflitos”

Foi com o objetivo de tornar o recreio da Escola de 1º Ciclo da Boa-Fé mais solidário e sustentável que o Agrupamento de Escolas nº 1 de Elvas, em outubro de 2023, implementou um projeto inovador, apoiado pelo programa Erasmus +: um projeto que viria a conhecer, neste ano letivo que agora chega ao fim, uma outra dimensão, com a colaboração da associação juvenil Arkus.

Levar as crianças a aprender a brincar, e com isso a evitar os conflitos, a adquirirem hábitos de vida saudáveis e a assumirem um compromisso cívico, com a participação em projetos comunitários de solidariedade e voluntariado, foram outros dos objetivos traçados.

A verdade é que o projeto “Ludorrecreios” conhece agora o seu término, mas, de acordo com a diretora do agrupamento, Paula Rondão, tendo em conta o sucesso alcançado, tem tudo para continuar no próximo ano letivo. “Isto surgiu da necessidade de evitar os conflitos nos intervalos e de tornar o recreio um espaço sustentável e para isso precisávamos de recursos humanos e físicos. Tratámos de apetrechar o recreio com espaços mais lúdicos, a nível de jogos, e também de espaços para eles lancharem. Depois, a nível de recursos humanos, precisávamos de animadoras, e fizemos esta prestação de serviços com a Arkus”, explica a diretora. 

Ao abrigo deste projeto, são os próprios alunos que mantêm o recreio “livre de lixo e de conflitos”. “Tem resultado muito bem e tudo nos leva a crer que é para continuar. É para projetos como este que as verbas do projeto TEIP (Território Educativo de Intervenção Prioritária) são para ser utilizadas”, acrescenta Paula Rondão.

Com as atividades desenvolvidas pelas monitoras da Arkus, as crianças tiveram oportunidade de aprender os mais diversos tipos de jogos tradicionais, enquanto se mantinham afastadas das tecnologias, como os telemóveis e os tablets, que, ainda assim, lembra Paula Rondão, estavam já proibidos na escola.

“Sem condicionar” as brincadeiras dos alunos, a escola procurou, com a Arkus, levar as crianças a aprenderem novos jogos, até porque, lembra o coordenador do projeto, o professor José Luís Carvalho, até então, “desperdiçavam muito do tempo de intervalo aos gritos e com empurrões”. Esperando que o projeto possa ter continuidade, o professor explica que os espaços de recreio da escola tornaram-se limpos, com as crianças a assumirem o papel de “Guardiões do Recreio”, e os lanches dos alunos mais saudáveis. Por outro lado, o projeto dos “Ludorrecreios” acabou por sair para fora do recinto da escola, com os resultados a serem apresentados à comunidade, revela ainda. 

Dando conta das atividades desenvolvidas com as crianças, durante os intervalos, Débora Pires, uma de duas monitoras da Arkus afetas a este projeto na Escola da Boa-Fé, revela que procuraram sempre, durante as brincadeiras, que as crianças estivessem em constante aprendizagem. “Fazemos atividades de expressão plástica, dramática, coreografias, durante o intervalo da manhã e durante a pausa da hora de almoço”, explica.

Toda o programa de atividades levado a cabo por si e por Gabriela Piçarra, a outra monitora da Arkus, foi sempre sendo planeado mês a mês, num trabalho de proximidade com o corpo docente da escola. “Foi sempre um trabalho de equipa”, assegura Débora. O “Ludorrecreios”, garante por sua vez Gabriela Piçarra, veio, acima de tudo, “tornar as turmas mais unidas”. Hoje, ambas são para as crianças, não apenas monitores, mas suas amigas.

Fazendo um “balanço mais que positivo” de todo o trabalho levado a cabo, ao longo deste último ano letivo, as monitoras agradecem ainda ao agrupamento por depositar a sua confiança no trabalho da Arkus.

Já para a professora Fátima Carvalho, este projeto revelou-se uma “grande mais-valia”, até porque “os recreios são sempre a parte conflituosa das escolas”. “Naquela parte, da entrada na sala, após o intervalo, a primeira parte era sempre perdida entre queixinhas, para tentar resolver as brigas. Todas essas brigas têm vindo a diminuir de uma forma significativa”, garante. “E não é só a parte lúdica, porque este projeto envolve muito mais coisas, como a alimentação, respeito pelos idosos”, diz ainda.

A reportagem completa para ouvir no podcast abaixo: