De forma a destacar o que de melhor se produz a nível gastronómico no Alentejo e na Extremadura, o Município de Campo Maior está a promover, uma vez mais, a Quinzena Raiana, a decorrer no concelho até ao próximo sábado, dia 15 de fevereiro, em oito estabelecimentos aderentes.
A Taberna “O Ministro” participa novamente nas quinzenas gastronómicas organizadas pela Câmara Municipal, sendo o restaurante assíduo nestas iniciativas que valorizam a região. Estas quinzenas, segundo João Paulo Borrega, proprietário da Taberna “O Ministro”, “realçam o que a região tem, trazendo mais pessoas à vila”. No entanto, assegura, “a gastronomia em Campo Maior ainda tem um longo caminho a percorrer”.
Cozido de grão, ensopado de borrego e pratos de caça, entre outros pratos regionais, fazem parte da ementa da Taberna “O Ministro” que podem ser degustados “ao longo de todo o ano”, embora “nesta iniciativa estejam mais evidenciados”. Esta ementa “é muito regional, o que foi um risco, principalmente para o público mais jovem, que é muito reticente, mas acabou por ter muita adesão”, realça João Paulo Borrega.
Segundo o proprietário, a “Câmara Municipal de Campo Maior deu as armas que tinha que dar (ao desenvolver diversas atividades), dando muita cultura que, consequentemente, traz muitas pessoas. Agora é a vez da restauração”, diz ainda, acreditando que “esta Quinzena Raiana vai ser muito boa”.
“Nós comerciantes de hotelaria estamos num barco à deriva, apesar da boa ação da Câmara Municipal, é necessário visitar mais as casas da restauração, ver quais são as nossas necessidades, porque estas quinzenas são muito boas para quem está preparado para elas”, comenta ainda o proprietário.
A Gala de Abertura da Cidade do Vinho 2025 realizou-se este sábado, dia 8 de fevereiro, no Pavilhão de Eventos de Borba. Com o lema “Vinhos da Serra d’Ossa – Identidade e Futuro – Marcas que deixam História!”, o programa de atividades da Cidade do Vinho 2025 é composto por eventos que estão ligados, não só ao vinho, mas também à gastronomia.
A Cidade do Vinho, este ano, constituída pelos municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa, tem como objetivo valorizar a riqueza, a diversidade e as características comuns dos territórios associados à cultura do vinho e de todas as suas influências na sociedade, na paisagem, na economia, na gastronomia e no património.
A Gala teve a apresentação de Serafim que no seu estilo divertido animou os presentes, contou com representantes dos cinco municípios, com o presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo, com os representantes da Comissão Vitivinícola da Região Alentejana, da Associação de Técnicos Viticultores do Alentejo e da Associação de Municípios Portugueses do Vinho, Associações e Entidades da Viticultura portuguesa e vários autarcas do Alentejo, Ribatejo e Algarve.
No certame foi exibido um filmes promocional da Cidade do Vinho, gravado nos cinco municípios e o projeto “Borba Tex” que utiliza os resíduos da vinicultura, para produzir fibras e tecidos para criação de roupas e acessórios de moda, numa parceria com a Universidade Lusófona, Câmara e Adega de Borba.
No início houve degustação de vinhos, enchidos e queijos, seguidos dos espetáculos da Banda Filarmónica de Borba, do Grupo de Cante Alentejano “Os Garridos” de Rio de Moinhos, do Grupo de Cantadores de Saias da Orada e da fadista Rute Sousa.
A programação anual da Cidade do Vinho 2025 estende-se por várias atividades e terá ainda destaque na agenda cultural e recreativa dos vários municípios, como por exemplo o Festival do peixe do rio em Alandroal que irá já destacar os vinhos da região. Domingo há já uma caminhada pela vinha de Borba e haverá provas de vinhos, exposições e espetáculos de promoção da fileira do vinho, restauração e enoturismo.
“Que não restem dúvidas: o Empreendimento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão é uma prioridade para os autarcas do Alto Alentejo e para o Governo de Portugal”, garante a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) em comunicado.
A Comunidade Intermunicipal e os autarcas do Alto Alentejo estiveram reunidos esta quinta-feira, 6 de fevereiro, com o secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, no auditório da CIMAA, “reafirmando-se o compromisso do secretário de Estado e o do Governo de Portugal na continuidade do projeto, classificando-o como estruturante para o desenvolvimento do país e em particular do Alto Alentejo”.
A reprogramação do PRR motivou “uma mudança de financiamento, sustentada por orientações da União Europeia, e que em nada compromete o desenvolvimento do Empreendimento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão, estando assim a CIMAA, legalmente mandatada para o executar conforme o planeamento existente e com a maior celeridade possível, reiterou o Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis. A CIMAA e os autarcas presentes registaram este novo enquadramento e solicitaram a devida e necessária formalização deste compromisso”.
“Nem a CIMAA, nem os 15 autarcas do Alto Alentejo têm quaisquer responsabilidades diretas no atraso do projeto que, pela sua importância, dimensão e complexidade foi sempre conduzido com profissionalismo e competência quer pela estrutura política, quer pela estrutura técnica da nossa Comunidade Intermunicipal, bem como por todas as entidades parceiras”.
Este desígnio assumido pela CIMAA “com inequívoco compromisso para desenvolver de forma sustentável o território e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações, atuais e futuras, do Alto Alentejo, que passa obrigatoriamente pela edificação e capitalização do potencial do Empreendimento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão, classificado como empreendimento de interesse público nacional, no Decreto-Lei n.º 62/2022, de 26 de setembro”.
De forma a promover as tradições gastronómicas e apoiar e dinamizar a economia local, o Município de Campo Maior volta a promover uma série de Quinzenas Gastronómicas ao longo dos próximos meses. À semelhança do ano anterior, está decorrer até 15 de fevereiro, a Quinzena Raiana, em oito estabelecimentos aderentes.
O Restaurante “O Faisão”, situado na zona histórica de Campo Maior, abriu portas inicialmente como uma Adega Familiar, mas foi em 1978 com o atual proprietário, João Camélo, que o restaurante ganhou mais destaque nesta vila transfronteiriça, onde os vizinhos espanhóis vêm provar os mais diversos pratos quer do Alentejo quer de Espanha.
“O Faisão”, segundo o próprietário, “tem participado em todos os eventos da quinzena da gastronomia”, sendo estas iniciativas por parte do Município de Campo Maior “sempre bem-vindas, uma vez que faz promover a gastronomia da região, principalmente, a nível dos vizinhos espanhóis”.
Cozido de Grão à Alentejana, Ensopado de Borrego, Bacalhau Dourado, Cataplana e Paelha (esta última apenas por encomenda), são alguns dos pratos a degustar no restaurante “O Faisão” nesta Quizena Raiana.
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, presidiu a visita ao Centro Educativo Alice Nabeiro, em Campo Maior, e a cerimónia do 20º aniversário da associação Coração Delta.
Esta sexta-feira, dia 31 de janeiro, entre histórias a relembrar o comendador Rui Nabeiro, fundador do Grupo Delta-Cafés, e discursos emotivos sobre estes 20 anos da Associação de Solidariedade Social do Grupo Nabeiro, a palavra que mais ganhou destaque ao longo dos discursos foi “gratidão”.
Para o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o trabalho realizado ao longo destes 20 anos da associação “é impressionante e emocionante, porque em 20 anos conseguiu-se fazer uma obra notável em todo o país (…) este projeto cobre todas as gerações (…) é impressionante como uma família aposta em várias gerações e aposta numa região, colocando a mesma no mapa”.
Já Rita Nabeiro, presidente da associação Coração Delta, está de olho no futuro. “Damos um passo de cada vez com ambição, com futuro e foi isso que quisemos celebrar, os 20 anos que já passaram (desde a criação da associação) e acima de tudo reafirmar o compromisso com o futuro”, indica.
Para Rita Nabeiro “um futuro melhor e com mais esperança” são as bases que o mundo precisa e que “o Coração Delta tenta fazer ao ajudar as pessoas”, algo que seu avô, Rui Nabeiro, fazia “inspirando cada um”.
Já João Manuel Nabeiro, presidente do Conselho de Administração do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, relativamente à presença de Marcelo Rebelo de Sousa nas comemorações dos 20 anos do Coração Delta, mostra “gratidão”, salientando que o presidente da República “surpreende não só o grupo, mas também Portugal”.
João Manuel Nabeiro, realça que o seu pai, Rui Nabeiro, deslumbrou-o “muitas vezes através de conversas e reflexões sobre a vila de Campo Maior e todas as outras vilas do Alentejo”. “Tentamos perceber as necessidades das pessoas e fazer alguma coisa (relativamente à associação Coração Delta), este alguma coisa até pode ser um coração (…) queremos continuar com o legado que deixou (Rui Nabeiro) que é tão forte e tão determinante para pensarmos uns nos outros, e a pensar uns nos outros é sempre o nosso propósito” destaca ainda.
Depois de ter estado em Elvas, para inaugurar a Unidade de Hospitalização Domiciliária do Hospital de Santa Luzia, a ministra da Saúde deslocou-se até Campo Maior, esta sexta-feira, 31 de janeiro, para inaugurar a obra de remodelação e requalificação do Centro de Saúde da vila.
Enaltecendo a colaboração com o Município, para que esta obra fosse uma realidade, Ana Paula Martins diz ter encontrado em Campo Maior um centro de saúde “muito moderno”. “Sem a colaboração dos autarcas e dos municípios, não vamos conseguir duas coisas essenciais: ter uma saúde mais próxima e ter agilidade para resolver os problemas das pessoas”, garante, assegurando que “os planos municipais de saúde fazem parte daquilo que é o plano nacional de saúde para o país”.
Já o presidente da Câmara, Luís Rosinha, que recorda o processo “delicado” de obra, sobretudo “para os utentes e para os profissionais”, garante que este processo encerra-se agora, com “chave de ouro”, na presença da ministra. “Sabemos que ainda haverá outra intervenção do ponto de vista exterior, com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência, mas aquilo que eu gostava de dar nota é da colaboração fantástica de todas as entidades que quiseram que este centro de saúde fosse uma realidade e que tivesse as condições que nós consideramos as necessárias”, revela.
O atual Centro de Saúde, “que nada tem a ver com aquilo que aqui existia”, diz ainda Rosinha, passa agora a contar com um serviço de fisioterapia, já totalmente equipado e que está “em vésperas de entrar em funcionamento”.
O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, Miguel Lopes, por sua vez, começa por destacar a parceria com o Município de Campo Maior para a concretização desta obra. “Não há saúde sem municípios. Quem está no terreno, diariamente, quem sente o pulsar e as necessidades da população são os municípios”, assegura.
Por outro lado, Miguel Lopes chama a atenção para a impossibilidade da equipa da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo conseguir garantir, “24 horas por dia”, a manutenção dos edifícios. “Essa é uma das dimensões em que esta colaboração com os municípios é fundamental. Depois, com a capacidade investimento e de financiamento que conseguimos, em parceria, consegue-se algum apoio extra para a concretização dessa modernização e requalificação, ou até mesmo da construção de novas infraestruturas, como está a acontecer em Portalegre, Nisa e em Marvão”, remata.
A ministra da Saúde veio esta sexta-feira, 31 de janeiro, a Elvas, inaugurar a Unidade de Hospitalização Domiciliária do Hospital de Santa Luzia, que considera ser “pioneira no país” e que está na “vanguarda da Europa”.
Mas ainda antes da inauguração, Ana Paula Martins esteve reunida com o presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida, e com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, sendo que, em declarações aos jornalistas, destacou o empenho do município e de Rondão Almeida “no desenvolvimento da saúde” no concelho. “É muito importante a parceria estratégica que a saúde tem, e tem que ter cada vez mais, com as autarquias”, garantiu, assegurando que é “em proximidade” que se “resolvem os problemas das pessoas”. “A visão estratégica deste Governo, na área da saúde, é conferir mais autonomia às Unidades Locais de Saúde (ULS). Às autarquias e ULS competem os planos municipais de saúde e é para aí que nos encaminhamos”, revelou.
Por outro lado, a ministra lembrou que Elvas é “a cidade pioneira da hospitalização domiciliária”. “A partir daqui e desta equipa de profissionais multidiferenciada, e que tem feito parte dos destinos do hospital, temos uma unidade de reabilitação domiciliária. E isto é algo que está na vanguarda daquilo que hoje nós sabemos em todos os sistemas de saúde, sobretudo na Europa, onde temos uma demografia que tende à longevidade e, nesse contexto, as pessoas necessitam de ter cada vez mais apoio em proximidade e cuidados domiciliários. Por essa razão, damos muito apoio a este projeto que hoje vimos celebrar”, rematou.
Já o presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida, aproveitou a oportunidade para dar a conhecer à ministra todas as suas preocupações no que toca à área da saúde. Dizendo que é “natural que, a partir deste momento, se comecem a ver algumas inovações no hospital e no centro de saúde”, o autarca adiantou que foi lançado à ministra o desafio de vir a ser construído, em Elvas, um Centro de Cuidados Continuados.
“A ministra, a partir de segunda-feira, irá estudar com a sua equipa, a possibilidade de virmos a ter aqui em Elvas, agregado ao hospital, um grande Centro de Cuidados Continuados, para evitar que os doentes depois de terem saído de um problema grave de saúde, do Hospital da Luz, por exemplo, tenham de se deslocar para Arronches, Vila Viçosa ou outros locais. Em conjunto, com os Ministérios da Saúde e do Trabalho e Segurança Social podemos começar a pensar seriamente numa grande unidade”, garantiu.
Tendo em conta “o sucesso” do modelo de hospitalização domiciliária em Elvas, a ambição da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, explicou o presidente do Conselho de Administração, Miguel Lopes, “é expandi-lo a todo o distrito”: “assumimos esse compromisso junto de todas as autarquias, dos nossos colaboradores e da comunidade, de que vamos expandir, já a partir de dia 15 de fevereiro, com mais reforço de capacidade instalada, com dez camas, no Hospital de Portalegre e que dará resposta, numa fase inicial, ao concelho de Portalegre, mas que depois se irá alargar aos concelhos limítrofes”.
A inovação maior, e pioneira “ao nível da Península Ibérica”, revelou ainda Miguel Lopes, será a instalação, no Hospital de Elvas, de uma Unidade de Hospitalização Domiciliária dedicada à reabilitação pós-cirúrgica. “Implica uma equipa multidisciplinar de médicos, de enfermeiros de reabilitação e de fisioterapeutas, que irão a casa dos doentes, fazer essa recuperação pós-cirúrgica”, revelou ainda.
A 33ª Meia Maratona Internacional Badajoz-Elvas corre-se no próximo dia 16 de fevereiro. Promovida pela Câmara Municipal de Elvas, em coorganização com a Fundação Municipal de Desportos do Município de Badajoz e o Clube Elvense de Natação (CEN), e contando com o apoio técnico da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre, a prova que, até então, era disputada no mês de outubro, passa agora para o segundo mês do ano.
Justificando esta alteração, o vereador na Câmara de Elvas Hermenegildo Rodrigues explica que esta é uma altura do ano em que, do outro lado da fronteira, e ao contrário do que acontecia em outubro, não há uma sobrecarga em termos de provas da modalidade. “Houve algumas tentativas de alterar (a data habitual) para que possamos tirar dividendos de uma mais-valia dos nossos vizinhos (de Badajoz)”, confessa. Nesse sentido, procurou-se saber, “junto dos clubes e da Fundação Municipal de Desportos, qual seria a melhor data para a realização da prova, de modo a não haver sobrecarga de calendarização”.
Por outro lado, e para além da apresentação à comunicação social na manhã desta terça-feira, 28 de janeiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Elvas, a prova será também dada a conhecer em Badajoz. Isto, explica Hermenegildo Rodrigues, para que se consiga um aumento do número de participantes. “Quer queiramos quer não, nos últimos 15 ou 20 anos, temos tido, em termos médios de praticantes, chegados ao fim, cerca de cem, 120. Neste momento, “já se encontram inscritos 250 atletas”, ainda que o objetivo seja chegar aos 500. “Se conseguirmos, muito bem, se não conseguirmos, o simples de facto de estarmos a bater records para nós, já é excelente”, remata.
O CEN, garante o vice-presidente, Ricardo Rangém, está sempre disponível “para ajudar a Câmara neste tipo de eventos”. “A nossa experiência e o nosso know-how estão ao serviço do Município, sempre que necessário”, acrescenta, lembrando que a intenção do clube é continuar sempre “a crescer e a ajudar os elvenses, sobretudo as crianças, a praticarem o desporto que gostam”.
“É uma alegria esta prova voltar a realizar-se entre as duas cidades fronteiriças”, diz, por sua vez, Alberto Martínez, da Fundação Municipal de Desportos do Município de Badajoz, entidade que renova, “uma vez mais, o compromisso de colaboração e apoio a todas as provas desportivas realizadas na região”.
O percurso tem a extensão de 21,098 km, com a partida a ter lugar, às 9h30, da Avenida de Huelva (Badajoz – Espanha) e a chegada ao Estádio Municipal de Atletismo de Elvas. As inscrições para a prova mantém-se abertas até 12 de fevereiro e podem ser feitas aqui.
O auditório da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), recebeu no passado dia 22 de janeiro, a apresentação do projeto “Centro de Inovação Social do Alto Alentejo (CISAA)” e respetivo Plano de Ação. A candidatura, já aprovada durante o mês de dezembro de 2024, pelo programa Portugal Inovação Social 2030, conta com a participação 15 municípios associados e está integrada no Laboratório de Inovação Social do Alto Alentejo.
O CISAA, que nasce fruto de uma parceria entre a CIMAA, o Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) e o Instituto Padre António Vieira, tem como objetivo geral favorecer a inclusão ativa, com vista a promover a igualdade de oportunidades, a não discriminação e a participação ativa, e melhorar a empregabilidade, em particular dos grupos mais desfavorecidos.
O projeto decorre ao longo dos próximos dois anos, tendo o seu término em outubro de 2026. Está previsto um valor total de investimento de 250 mil euros sendo 80% repartido entre os municípios do Alto Alentejo. Após um período prévio de análise às carências e necessidades dos territórios, o passo seguinte será a implementação das ações inovadoras que advém deste trabalho de compreensão das necessidades específicas da comunidade e os principais desafios sociais enfrentados.
O Convento dos Agostinhos, em Vila Viçosa, é palco entre esta sexta-feira e domingo, da segunda edição da Feira de Doçaria Conventual. Este evento, organizado pela Câmara Municipal de Vila Viçosa, pretende promover não só a nível regional, como também dar a conhecer ao país e ao mundo, as tradições e o património gastronómico de Vila Viçosa, no que diz respeito à doçaria conventual.
Com mais expositores do que na primeira edição (passando de 14 para 20), este evento conta com presença de doceiros premiados em concursos nacionais e com um programa repleto de atividades educativas, gastronómicas e musicais durante todo o fim de semana.
Para Inácio Esperança, Presidente da Câmara de Vila Viçosa, este certame espera ter “tanta ou mais afluência do que no ano passado”, dando a conhecer que este ano há inovações como “espaços para crianças, um espaço musical separado da feira no panteão do Duques, espaço para café e sopa quente”. Afirmando que “esta feira insere-se na estratégia de divulgar o património alentejano, a vários níveis, neste caso imaterial e relativo à doçaria conventual, inserido na estratégia de mostrar Vila Viçosa a Portugal e ao Mundo”, revela o autarca.
Com a lamentável noticia do falecimento de uma das doceiras, Lurdes Ramos, a Autarquia, juntamente com a diretora executiva da Qualifica, Ana Soeiro, pretendem dar o nome da mostra de competição a esta importante doceira que foi “de extrema importância para a divulgação da doçaria regional de Vila Viçosa”, sublinha Ana Soeiro.
No momento da inauguração do certame, Ana Soeiro ainda frisou a importância dos mais jovens enveredarem pelo ramo da doçaria conventual, pois “sem as gerações mais novas, não existe continuação desta tradição”. Para tal, é fundamental a entrada para Património Imaterial da Unesco, como forma de atrair mais pessoas a ingressarem neste ramo e terem o gosto pela preservação deste ramo, afirmando “somos os únicos, ninguém na Europa tem o nosso nível de doçaria conventual”.
Após o sucesso do ano passado, a segunda edição da Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa promete, uma vez mais, superar as expetativas, celebrando a tradição doceira e a herança culinária da região, animando, durante este fim de semana, o Convento dos Agostinhos.