A Assembleia Municipal de Campo Maior, na sua reunião ordinária do passado mês de fevereiro, aprovou, por unanimidade, a proposta de recomendação à Câmara Municipal, apresentada pelo dirigente do Partido Ecologista Os Verdes, eleito pela CDU, Pedro Reis.
A recomendação tem como objetivo melhorar as práticas de cuidados das árvores no meio urbano, pondo fim a práticas de poda desadequadas, que levam à morte progressiva das árvores, e entre outras medidas a criação do Regulamento Municipal do Arvoredo Urbano.
O comunicado na íntegra para ler aqui:
“Face aos novos desafios ambientais e sociais colocados pelas alterações climáticas, cujas incidências já se fazem sentir de forma preocupante no país e muito especialmente no Alentejo, com o agravamento dos períodos de seca, são necessárias e urgentes novas abordagens políticas, tanto a nível nacional como local, orientadas para a adoção de soluções, para mitigar os efeitos do aquecimento global, sustentadas na Natureza.
Adaptar os espaços urbanos, onde se concentra a maioria da população, a esta nova realidade, é um imperativo! Uma dessas soluções passa pela otimização do enorme potencial do arvoredo em meio urbano, tendo em conta as suas inúmeras vantagens, como o contributo que pode dar para a biodiversidade, a capacidade de retenção da água da chuva no subsolo e de drenagem para os lençóis subterrâneos, a regulação climática com os devidos benefícios em termos de poupança energética dos edifícios, o contributo para menores níveis de poluição e a criação de zonas de ensombramento e de lazer fundamentais para uma vida saudável.
O Partido Ecologista Os Verdes apresentou, em 2020, na Assembleia da República, um Projeto de Resolução que veio a ser aprovado e que visava criar, com o envolvimento das autarquias, uma “Estratégia Nacional para o Fomento do Arvoredo em Meio Urbano” e posteriormente, em 2021, um Projeto de Lei que visava criar os Instrumentos de Gestão do Arvoredo Urbano” que em conjunto com Projetos de outros partidos deu origem à atual Lei n.o 59/2021 de 18 de agosto que estabelece o “Regime Jurídico de Gestão do Arvoredo Urbano”.
Perante estes factos e considerando que no nosso concelho, para além da importância de plantar novas árvores, é também fundamental preservar e saber cuidar das que foram plantadas pelos nossos antepassados. Ao mesmo tempo que vão construindo a memória dos locais e das gentes que os habitam, para além de as pessoas desenvolverem relações de afeto com as árvores, estas também se destinam a dar sombra, a alegrar a monotonia do ambiente urbano e a absorver as impurezas em suspensão no ar causadas pela combustão resultante da circulação de viaturas.
– Considerando que as árvores levam décadas a fazer-se adultas e, ao longo deste processo, vão construindo micro habitats para várias outras espécies, para além de reduzirem a disseminação de vários gases poluentes da atmosfera.
– Considerando que a poda é uma operação desvitalizante da árvore e que só deve ser praticada no período de repouso vegetativo, exceto se se constatar a existência de risco iminente de queda de ramadas em espaço público, que ponha em causa a segurança de pessoas e bens, ou por questões de saúde ambiental, comprovadas por parecer vinculativo de entidade com competências fitossanitárias.
– Considerando que tendo sido removidas árvores do espaço público sem que os residentes e outros interessados sejam devida e previamente informados e esclarecidos dos motivos da sua remoção e para quando está prevista a sua substituição.
Neste sentido, a Assembleia Municipal de Campo Maior deliberou, na sequência da presente proposta apresentada pela CDU, recomendar à Câmara Municipal de Campo Maior que:
1 – Reconheça a importância ecológica das árvores de alinhamento e da arborização dos arruamentos, jardins e parques do Concelho de Campo Maior.
2 – Garanta que só sejam removidas árvores quando tal seja absolutamente indispensável e após transparente divulgação de informação atempada aos munícipes, através de afixação de avisos junto das árvores a abater, sendo que esse aviso deve remeter para a documentação técnica que justifica o abate, a qual deverá poder ser consultada publicamente.
3- Crie o Regulamento Municipal de Gestão do Arvoredo em Meio Urbano, nos termos do artigo 8.o da Lei nº 59 2021 de 18 de agosto, para submeter a aprovação da Assembleia Municipal.
4- Elabore um inventário completo do arvoredo urbano existente em domínio público municipal e domínio privado do município, incluindo nomeadamente, o número, o tipo e a dimensão de espécies arbóreas existentes nas zonas urbanas e urbanizáveis do município.
5- Consigne a obrigatoriedade de existir, previamente às operações de poda ou de abate, um parecer vinculativo de entidade com competências fitossanitárias com quem a Câmara Municipal de Campo Maior mantenha protocolo de cooperação ou de um arborista (técnico devidamente credenciado para a execução de operações de gestão de arvoredo).
6- Verifique se as podas às árvores do município têm sido, ou não, as adequadas, de acordo com as técnicas fitossanitárias corretas e recomendadas e se façam sempre sob a supervisão de técnico competente.
Esta deliberação será enviada a todos os vereadores da Câmara Municipal de Campo Maior, à Liga da Proteção da Natureza, à Quercus, ao GEOTA, ao Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura (GEDA) e ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática”.


O Ayuntamiento de Badajoz junta-se à onda de solidariedade com a Ucrânia e cedeu a pousada da juventude de El Revellín, à Cruz Vermelha da Extremadura, para acolher refugiados ucranianos. Este não será um lugar dedicado à permanência intemporal destas pessoas, mas funcionará da mesma forma que o centro que a Junta da Extremadura preparou em Olivença: um primeiro abrigo, onde podem passar uma ou várias noites, quantas precisarem, antes de continuarem o seu caminho para o seu destino final.
As bibliotecas de Campo Maior acolhem, até final deste mês de março, aquele que é o primeiro Festival das Leituras Floridas, que teve hoje, dia 7, o seu arranque no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, com uma apresentação oficial, tendo contado ainda com alguns momentos de leitura, música e dança, por parte dos mais pequenos.
Diversas organizações ambientalistas de toda a Europa, nas quais se inclui a Quercus, estão a apelar aos governos nacionais para restringir a contribuição da União Europeia para a destruição das florestas e outros ecossistemas, assim como para violações dos direitos humanos em todo o mundo.
O Parlamento Europeu e o Conselho decidiram que, 2022 seria o Ano Europeu da Juventude. Em Portugal, é o Instituto Português do Desporto e da Juventude que vai coordenar as iniciativas relativas ao Ano Europeu da Juventude, junto dos jovens.
A Escola Secundária de Campo Maior tem disponível para visita, até dia 11 deste mês, uma exposição sobre o “Comité Olímpico”.
Para celebrar os 400 anos da inauguração do Aqueduto da Amoreira, o guia certificado Miguel Antunes está a promover, em todos os meses deste ano, uma visita guiada especial, que tem por base a história deste monumento, bem como as fontes, as cisternas e os poços, que confirmam o passado de Elvas em torno da água.
O “O Elvas” e o Sintrense empataram este domingo, dia 6, a uma bola, em jogo da última jornada da primeira fase da Série E do Campeonato de Portugal.
A peça de teatro “O cão que vem de tão tão longe”, da associação elvense Um Coletivo, esteve em palco este domingo, dia 6, no Cineteatro da cidade, no âmbito do mês do teatro.
Cátia Terrinca, do Um Coletivo, refere que o público de Elvas “é muito bom. É um público que, quando comparece, já nos habituou a estar atente e entusiasmado. Este mês do teatro tem uma aposta muito grande na programação familiar e tomámos a decisão de andar por todo o concelho para podermos chegar a toda a gente”.
O Mês do Teatro prossegue na próxima sexta-feira, dia 11, com a apresentação de “As mãos das Águias”, para toda a família, pelas 18 horas, no Pavilhão Comendador Rondão Almeida, em Vila Boim; no sábado, à mesma hora, com “Lusíadas para Miúdos: A Epopeida”, por Paulo Roque, no Pavilhão Multiusos de Santa Eulália; e no domingo, com “Quarto-Império”, do Um Coletivo, no Cineteatro Municipal de Elvas, também a partir das 18 horas.
A companhia “Teatro à Solta” apresenta na terça-feira, 8 de março, no Centro Cultural de Campo Maior, a peça de teatro “A Gata Borralheira”.