Banco de Portugal cancela registo de 91 intermediários de crédito

O Banco de Portugal revogou a autorização e cancelou o registo de 91 intermediários de crédito, pela falta superveniente de requisitos de acesso à atividade.

De acordo com Neide Brás, jurista na delegação do Alentejo da DECO, explica que “há requisitos que estes intermediários têm que cumprir, como a idoneidade ou as alterações de domicílio profissional ou sede social”, para que possam funcionar.

A jurista explica que “com o agravamento da inflação no nosso país, há entidades que se aproveitam desta situação. Assim, recomendamos que, antes de assinar qualquer documento e/ou contrato, verifique junto do site do Banco de Portugal –  entidades habilitadas e autorizadas pelo Banco de Portugal – se a ‘empresa’ a que está a ponderar recorrer se encontra devidamente habilitada para exercer a sua categoria profissional”.

A atividade de intermediário de crédito apenas pode ser desenvolvida por entidades habilitadas e autorizadas pelo Banco de Portugal.

Este é o tema da edição desta semana da rubrica da DECO, com Neide Brás, jurista na delegação do Alentejo da Associação para a Defesa do Consumidor.

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Greve no distrito de Portalegre com adesão de 50 por cento

A greve geral desta sexta-feira, dia 18, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, a uma semana da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2023, que prevê aumentos salariais de um mínimo de cerca de 52 euros ou de 2% para a administração pública no próximo ano.

Helena Almeida, dirigente sindical da delegação de Portalegre do STAL, refere que a nível distrital “a greve ronda os 50 por cento, havendo ainda concelhos por apurar. No concelho de Elvas, a adesão à greve ronda os 15 por cento e em Campo Maior os 25 por cento”.

Já Adriano Sousa, coordenador da delegação de Évora do STAL, refere que, “no que diz respeito à recolha do lixo e escolas, a adesão à greve é de cerca de 75 por cento. A recolha de resíduos parou em praticamente todos os concelhos e as escolas estão quase todas encerradas”.

“Os números da adesão ficaram um pouco abaixo do que esperávamos mas, mesmo assim, mostram o descontentamento dos trabalhadores, relativamente às medidas de desvalorização do Governo”, garante o coordenador distrital.

De recordar que a Frente Comum de Sindicatos exige aumentos salariais de 10% para a administração pública no próximo ano, tendo esperança que ainda haja tempo para negociar com o Governo.

Greve da Função Pública encerra escolas de Campo Maior

A adesão à greve da Função Pública por parte dos funcionários da Escola Secundária de Campo Maior, bem como do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, levaram esta sexta-feira, 18 de novembro, ao encerramento das duas escolas.

Ainda sem o apuramento feito do número de funcionários e professores em greve, tendo em conta a existência de “horários desfasados”, o diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona, revela que “como as greves têm sempre a premissa de não haver substituição daqueles lugares, alguns assistentes operacionais não compareceram ao seu local de trabalho, à hora marcada, comprometendo o funcionamento” das duas escolas.

“Sem condições” e garantias para que as escolas funcionassem hoje dentro “de alguma normalidade e da segurança que é necessária”, com o “pessoal adequado”, as escolas do Agrupamento já só voltam a receber os alunos na próxima segunda-feira, dia 21 de novembro.

Esta greve foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, a uma semana da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2023, que prevê aumentos salariais de um mínimo de cerca de 52 euros ou de 2% para a Administração Pública no próximo ano. A Frente Comum de Sindicatos, contudo, tem vindo a exigir aumentos salariais de 10% para a Administração Pública no próximo ano, tendo esperança que ainda haja tempo para negociar com o Governo.

Bailarina elvense Daniela Bairua vence bolsa de mérito

A jovem elvense Daniela Bairua, de 23 anos, venceu a bolsa de mérito da Escola Superior de Dança, do Politécnico de Lisboa, instituição onde estuda no Mestrado de Criação Coreográfica e Práticas Profissionais.

“O Instituto Politécnico de Lisboa, juntamente com a Caixa Geral de Depósitos, que é a instituição bancária com quem trabalha, atribui todos os anos uma bolsa de mérito aos melhores alunos de licenciatura e mestrado. Eu recebi em relação à licenciatura, sendo que este ano houve um pequeno atraso devido à pandemia. Para além de receber um diploma de reconhecimento, recebi também um valor monetário”, referiu-nos Daniela Bairua.

Segundo a jovem artista, “assim que soube que fui merecedora deste prémio, pensei logo que iria servir para cobrir as despesas do próximo ano de mestrado. Neste momento, além de estar a frequentar o mestrado, estou a enviar imensas candidaturas para audições de dança contemporânea, já fiz uma audição para teatro musical, mas não aconteceu. Que venha a próxima”.

Daniela Bairua já concluiu o primeiro ano do mestrado e prepara-se agora para o projeto final, conciliando com aulas de dança e teatro. O sonho de Daniela Bairua “é fazer parte da companhia de dança contemporânea Paulo Ribeiro”.

Banda 1º de Dezembro prepara concerto de aniversário

A Banda 1º de Dezembro, de Campo Maior, celebra no próximo dia 1, feriado da Restauração da Independência, os 86 anos desde a sua fundação, com um concerto no Centro Cultural da vila.

Segundo o maestro e diretor musical da Associação de Cultura e Recreio Musical 1º de Dezembro, Francisco Pinto, a banda, a passar por “uma fase difícil”, mas com a sua escola de música a funcionar de segunda-feira a sábado, “nunca parou”, desde o seu nascimento, em 1936.

“Uma vez que estamos neste período de guerra no mundo, em que ninguém se entende, pensámos em fazer um concerto mais dedicado à paz, à tranquilidade, segurança, compreensão e solidariedade”, adianta o maestro. “Estamos a trabalhar um repertório com um nível que não é normal, para uma associação com cerca de 30 elementos, todos amadores, que vamos ter em palco”, acrescenta.

Neste momento, e a trabalhar de forma “intensa” para este concerto de aniversário, a banda procura atrair novos músicos, por um lado, querendo ver regressar aqueles que a abandonaram, “por qualquer motivo”, nos últimos tempos, por outro. Aluno da Banda 1º de Dezembro, nos anos 80, depois de ter sido também aluno da Banda 14 de Janeiro, em Elvas, Francisco Pinto confessa que gostava de poder continuar a transmitir toda a sua experiência, já de 35 anos, de músico profissional aos outros.

Sem desvendar muito daquilo que se poderá esperar deste concerto de aniversário, o maestro revela que o tema de abertura do concerto será “Espírito Olímpico”, de Jonh Williams, assegurando ainda que, a cada concerto, a banda procura sempre transmitir diversas mensagens.

O início do concerto, no dia 1 de dezembro, no Centro Cultural de Campo Maior, está marcado para as 16 horas.

“Coração de Fogo” em exibição no domingo no Centro Cultural

O filme de animação “Coração de Fogo” é exibido no domingo, 20 de novembro, no Centro Cultural de Campo Maior.

A exibição do filme, para maiores de seis anos, tem início às 16 horas. Os bilhetes, que podem ser adquiridos na Ticketline e no Centro Cultural, têm o custo de 3,5 euros.

Sinopse: Desde os seus 16 anos que Geórgia ambiciona ser bombeira como o seu pai, Shawn Nolan, só que infelizmente em 1928 as mulheres não podiam ser bombeiras. Mas quando um incêndio começa a destruir os teatros da Broadway, todos os bombeiros da cidade desaparecem misteriosamente! O Presidente da Câmara convence Shawn a liderar uma equipa de voluntários desajeitados para investigar os fogos mágicos. Geórgia vê uma oportunidade para seguir o seu sonho! Se ela conseguir ajudar o seu pai a parar com os incêndios, vai poder cumprir o seu destino! Ela veste-se como um homem, apresenta-se como Giorgio à equipa de bombeiros -um taxista com problemas de desmaio, um diretor extremamente indeciso e um químico tímido. Salvar a cidade não vai ser uma tarefa fácil!

“Montado – O Bosque do Lince Ibérico” em sessão dupla em Campo Maior

No mês em que o Centro Cultural de Campo Maior assinala mais um aniversário, o cinema está de regresso àquele espaço municipal.

Já amanhã, dia 18 de novembro, será exibido o documentário português “Montado – O Bosque do Lince Ibérico”, em duas sessões, como revela a vereadora São Silveirinha, que não tem dúvidas que a sétima arte deve merecer sempre um destaque especial em Campo Maior.

O documentário é exibido às 10h30, para o público escolar, e às 21h30, para o público em geral. As entradas são gratuitas.

Sinopse: O montado é um ecossistema peculiar que contém em si uma enorme biodiversidade e riqueza natural, desempenha funções importantes na conservação do solo, na qualidade da água e na produção de oxigénio, é um pilar importante da economia local e dá origem a uma paisagem particularmente bela. “Feita de bosques abertos, de azinheiras e sobreiros que só se encontram na Península Ibérica, lembra-nos a Savana africana. Um lugar onde a Natureza se cruza com a actividade humana, em que nem a floresta sai prejudicada, nem a larga comunidade de predadores que nele luta pela sobrevivência.” é deste modo que a atriz Joana Seixas, a narradora, vai descrevendo as imagens captadas pelo documentarista e naturalista espanhol Joaquín Gutíerrez Acha que, para este filme, contou com um orçamento de quatro milhões de euros.

Despiste entre Elvas e Campo Maior provoca um ferido

O despiste de uma viatura ligeira de passageiros, ao início da tarde desta quinta-feira, dia 17, na Estrada Nacional 373, entre Elvas e Campo Maior, provocou um ferido ligeiro.

O alerta para o acidente foi dado às 12.01 horas e no local estiveram os Bombeiros Voluntários de Elvas e Campo Maior, com nove elementos e quatro viaturas. A GNR tomou conta da ocorrência.

O ferido foi transportado para o Hospital de Santa Luzia, em Elvas.

 

União Europeia quer proibir produção de carros novos a gasolina e gasóleo a partir de 2035

A União Europeia quer, até 2050, ter uma neutralidade climática relativamente às emissões de carbono, por parte dos automóveis. Desta forma pretende que em 2035 deixem de ser produzidos carros a gasóleo e gasolina.

Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo, esclarece no Espaço Europa desta semana algumas dúvidas da população relativamente a esta questão. Esta decisão da União Europeia, ainda está em estudo, mas Ana Pereira explica que “qualquer pessoa que tenha um carro a gasolina ou gasóleo, em 2035, ainda pode conduzir o seu veículo, bem como vendê-lo, porque esta medida é só para novos carros”.

Relativamente ao preço elevado dos carros elétricos, Ana Pereira revela que a União Europeia pretende também, a partir de 2035 e com a proibição de produção de carros a gasóleo e gasolina, que haja uma maior concorrência no mercado e que o preço desça. “O que se espera que aconteça no mercado, é que a concorrência tenha obrigatoriamente que baixar os preços e a investigação prevê que serão encontradas soluções para um consumo mais económico, nesse sentido”.

Proibição de produção de carros novos a gasóleo e gasolina a partir de 2035 é a medida que será implementada pela União Europeia e está em destaque esta semana no programa “Espaço Europa”.