Renegociação do spread para baixar prestação da casa em destaque na DECO

O Banco Central Europeu já veio admitir que as famílias com rendimentos mais baixos vão sentir mais o impacto da subida dos juros e da redução do poder de compra, podendo mesmo ficar em risco de entrar em incumprimento, nomeadamente com as prestações do crédito habitação.

Na edição desta semana da rubrica da DECO, a jurista na delegação do Alentejo da Associação para a Defesa do Consumidor, Ana Sofia Rosa, revela que “uma das soluções a adotar para evitar este tipo de situações pode passar pela renegociação do spread, no entanto, muito consumidores, aquando do pedido de renegociação junto do banco, são confrontados com propostas que chegam a ser penalizadoras, aumentando a sua taxa de esforço”.

Convém ter presente, acrescenta a jurista, que o spread “corresponde à margem de lucro do banco, pelo que é natural que as instituições não a queiram perder. Assim, a maioria dos bancos tem encontrado formas de, mesmo baixando o spread, não perderem o seu rendimento, apresentando aos consumidores produtos que terão de contratualizar para baixar esta componente da prestação”.

Ana Sofia Rosa alerta que, nesse caso, “o consumidor não está obrigado a aceitar a proposta que te foi apresentada e a subescrever outros produtos. Se a mesma não for compensadora, poderás fazer uma contraproposta ao banco e encetar, então, uma verdadeira negociação”.

A renegociação do spread para baixar a prestação da casa é o tema em destaque esta semana, na rubrica da Deco.

GNR detém homem de 35 anos em Portalegre por violência doméstica

O Comando Territorial de Portalegre da GNR, através do Posto Territorial de Portalegre, deteve um homem de 35 anos por violência doméstica, na passada quarta-feira, dia 14 de dezembro, no concelho de Portalegre.

No âmbito de uma investigação por violência doméstica, os militares da Guarda “apuraram que o agressor exercia de forma continuada coação psicológica e agressões físicas contra a vítima, sua companheira de 30 anos de idade. Após diligências policiais, foi dado cumprimento a um mandado de detenção”, revela a GNR em comunicado.

O detido “permaneceu nas instalações da Guarda, até ser presente no mesmo dia no Tribunal Judicial de Portalegre, onde lhe foi aplicada a medida de coação de proibição de se aproximar da vítima por qualquer meio num raio de 500 metros, bem como proibição de permanecer na residência do casal, frequência de tratamento para dependência de álcool e acompanhamento psiquiátrico”, lê-se ainda no referido comunicado.

A GNR lembra ainda que a violência doméstica “é crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva. Se precisar de ajuda ou tiver conhecimento de alguma situação de violência doméstica participe:

– No Portal Queixa Eletrónica, em queixaselectronicas.mai.gov.pt;

– Via telefónica, através do número de telefone: 112;

– No Posto da GNR mais próximo à sua área de residência, tendo os nossos contactos sempre à mão em www.gnr.pt/contactos.aspx;

– Na aplicação App MAI112 disponível e destinada exclusivamente aos cidadãos surdos, em http://www.112.pt/Paginas/Home.aspx;

– Na aplicação SMS Segurança, direcionada a pessoas surdas em www.gnr.pt/MVC_GNR/Home/SmsSeguranca.”

Concerto de natal no Mosteiro de Campo Maior este sábado à tarde

A Banda 1º de Dezembro, de Campo Maior, apresenta-se este sábado à tarde, 17 de novembro, em concerto de Natal, no Mosteiro da Imaculada Conceição.

Num espetáculo em que os elementos da banda vão querer “invocar o espírito do Natal e os valores do amor e da solidariedade”, este concerto, de acordo com o maestro Francisco Pinto, também servirá para tentar alegrar as gentes da terra, que se viram a braços, esta semana, com a intempérie das cheias.

Não querendo desvendar muito das músicas que serão tocadas neste concerto, o maestro adianta que, acima de tudo, serão apresentados temas de natal, onde os alunos da Escola de Música terão oportunidade de se apresentar.

Inicialmente prevista para as 16 horas, o concerto está marcado para as 17h30.

Sousel: cerca de 50 famílias com “muitos danos” em Santo Amaro

O mau tempo e as inundações no concelho de Sousel deixaram cerca de 50 famílias da freguesia de Santo Amaro com os seus bens totalmente danificados, segundo o presidente da Câmara Municipal, Manuel Valério.

Apesar dos estragos feitos em todo o concelho, Santo Amaro foi a localidade que mais preocupação causou, até porque pela freguesia “passa um ribeiro”. Emocionado, Manuel Valério, que desde logo que foi para o terreno, revela que se enfrentaram horas “de muita ansiedade”.

Em algumas habitações, adianta o autarca, a água chegou “aos dois metros e meio de altura”. “Para nossa realidade do Alentejo, onde muitas das casas não têm primeiro andar, vejam como pode ter sido a vida daquelas pessoas”, acrescenta. Ainda assim, não houve qualquer vítima mortal a registar.

Por outro lado, Manuel Valério revela ainda estar preocupado com uma estrada do concelho. “Temos uma estrada que nos preocupa muito, porque é a principal via de acesso da sede do concelho à IP2, com destino à capital de distrito. Todos os dias a circularem ambulâncias para salvarem vidas de pessoas, é uma grande preocupação para nós”, remata.

Coração Delta promove colheita de sangue esta sexta-feira

As instalações do Centro Educativo Alice Nabeiro (CEAN), em Campo Maior, vão acolher uma colheita de sangue esta sexta-feira, dia 16, promovida pelo Coração Delta – Associação de Solidariedade Social do Grupo Nabeiro.

A dádiva poderá ser feita entre as 9 horas e as 13h15. Os dadores deverão ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos, ser saudáveis e ter hábitos de vida saudáveis.

Ter o pequeno-almoço tomado e não comparecer em jejum são outras condições imprescindíveis para concretizar a dádiva.

Para colaborar com esta colheita de sangue bastará comparecer no Centro Educativo Alice Nabeiro, podendo ainda os dadores fazer a sua inscrição prévia no site www.coracaodelta.com.

Presépio construído através da coleção de Playmobil patente na Casa da Cultura de Elvas

“Presépio. Uma Tradição. Outra interpretação” é o mote para a exposição do presépio elaborado a partir da coleção particular de playmobil do elvense Carlos Martins, que está patente na Casa da Cultura de Elvas.

Foi em 2008, em Sevilha e depois de visitar, nessa cidade espanhola, algo do género, que Carlos Martins teve a ideia de juntar algumas peças de palymobil, que tal como revela, “algumas tinha no sótão e enquadravam-se na temática do presépio, outras não, que acabei por vender, e outras adquiri, então comecei com algo pequeno, mas foi crescendo e, neste momento é uma coleção considerável e está em contínua evolução”.

Este presépio conta com cerca de 1750 peças, revela Carlos Martins, mas a intenção é que continue a crescer. O seu objetivo com esta exposição é mostrar “como, neste caso, um brinquedo, pode voltar a fazer uma ligação com as nossas tradições natalícias”.

O desafio para expor este presépio, que tem 2 metros por 7, na Casa da Cultura surgiu por parte do presidente da Câmara, algo que Carlos Martins acolheu e, para si “é um prazer e um orgulho que todos os elvenses e visitantes desfrutem desta mostra”.

Carlos Martins adianta ainda alguns elementos que podem ser vistos neste presépio, revelando que “a temática é a tradicional, com um porto, uma aldeia, o deserto, a anunciação, a fuga do deserto e nascimento, que estão espalhados pelo cenário, que conta também com água, para o tornar mais apelativo e servir de base para os barcos, de forma a dar-lhe vida, contando também com um representação dos trabalhos na época, para lhe dar uma contextualização histórica, para despertar o interesse nos mais jovens, por estas questões”.

O presépio construído a partir da coleção particular de Playmobil do elvense Carlos Martins está patente até dia 8 de janeiro, na Casa da Cultura de Elvas. O horário é de segunda a sexta-feira, das 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas; sábados e domingos, das 10 às 13 horas e das 15 às 19 horas.

Europe Direct Alto Alentejo tem questionário para jovens sobre a UE

O Europe Direct Alto Alentejo está a promover um questionário, dirigido aos jovens, entre os 18 e 35 anos, com o objetivo de perceber quais as suas expectativas sobre a União Europeia.

Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo, explica que este questionário “pretende aferir as expectativas dos jovens, na região, naquilo que deve ser o trabalho da União Europeia para os seus objetivos, se é um maior apoio na criação do próprio emprego, no combate à desinformação, apoio às zonas rurais, queremos é que sejam os jovens a dizer-nos isso”.

Este é um inquérito anónimo, revela Ana Pereira, adiantando que no final do ano, “o relatório deste questionário será enviado para a Comissão Europeia, para que esta tenha uma perceção, no Alto Alentejo, das necessidades que os jovens consideram ser mais importantes ver respondidas, nos próximos anos”.

Questionário aos jovens, sobre as expectativas da União Europeia é o tema em destaque no programa desta semana, Espaço Europa”, que pode ouvir no podcast abaixo:

“(Des)Qualificações” em debate em iniciativa do IEFP em Portalegre

A Delegação Regional do Alentejo do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) tem vindo a promover, desde segunda-feira, 12 de dezembro, a Semana das Qualificações, no Serviço de Formação Profissional de Portalegre. O objetivo da iniciativa é, acima de tudo, “realçar a importância da formação profissional na sub-região do Alto Alentejo”.

O programa desta quinta-feira, dia 15, inclui a conferência (Des)Qualificações – Impactos no Desenvolvimento da Região, composta por dois painéis que integram associações empresariais, sindicatos, ensino superior, CCDRA e a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo.

Segue-se uma conferência pelo professor Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, que contará com a presença do Secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes.

Mau tempo obriga a cortar trânsito no Caminho Municipal 1113

O Caminho Municipal 1113, a chamada Estrada do Bicho, em Campo Maior, está cortado ao trânsito, devido ao colapso de uma passagem inferior provocado pelo mau tempo que se fez sentir nos últimos dias.

Uma ocorrência para a qual os bombeiros de Campo Maior foram chamados durante a tarde de ontem, 14 de dezembro, segundo revela o comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, Paulo Moreiras. “Terá desabado pela saída das terras que suportavam essa mesma estrada, com origem no excesso de água que se fez sentir em Campo Maior”, explica.

A circulação encontra-se agora interdita e sinalizada para o efeito. “Não sei ainda qual será a previsão de abertura da mesma, sendo que essa responsabilidade já está entregue ao Município de Campo Maior”, adianta Paulo Moreiras.

Interditos encontram-se agora também os acessos a algumas propriedades rurais, não sendo, segundo o comandante, nenhuma delas casa de primeira habitação.

O Município de Campo Maior está agora a trabalhar no sentido de repor a normalidade e a circulação no Caminho Municipal 1113 o mais rapidamente possível.

Mau tempo resulta em prejuízos “incalculáveis” em Monforte

Depois de ter pasado por Campo Maior, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, visitou ontem, 14 de dezembro, o concelho de Monforte que, segundo o presidente da Câmara, Gonçalo Lagem, ficou “muito impressionada” com a força das águas que fez colapsar quatro estradas.

O município vai agora ter de intervir “o mais urgente possível” nestas quatro estradas, três delas municipais e uma nacional. “Os percursos alternativos fazem com que, quem usa aquelas estradas diariamente, façam mais de 140 quilómetros por dia”, revela Gonçalo Lagem, lembrando os elevados preços dos combustíveis. Por isso mesmo, o autarca considera que também essas pessoas deviam ser ajudadas e “postas na equação”.

Com prejuízos “incalculáveis” em todo o concelho, Gonçalo Lagem adianta que Vaiamonte foi a freguesia mais afetada pelo mau tempo, com, entre dez a 12 casas inundadas. “Muitas delas com prejuízos significativos, com bens, mobiliário e eletrodomésticos danificados”, acrescenta.

Outro grande prejuízo, e muito abrangente, diz ainda o presidente, diz respeito à agricultura, transversal a todo o concelho. “Houve culturas destruídas, estações de bombagem completamente perdidas, que foram nas cheias, vacas e ovelhas a flutuar na ribeira, cercas completamente arrastadas, culturas perdidas”, enumera  os estragos.

Gonçalo Lagem garante ainda que, num curto prazo, o município tenciona iniciar as obras nas estradas, adiantando que a situação das pessoas que se encontravam isoladas já começa a ser “regularizada”.

Os prejuízos no concelho de Monforte, provocados pelo mau tempo, rondam entre os seis a oito milhões de euros, sem incluir a agricultura.