Município do Alandroal recebeu competências dos castelos de Alandroal e Terena

No dia 29 de junho, em Abrantes, foi realizada uma cerimónia que permitiu ao presidente da Câmara Municipal do Alandroal, João Grilo, assinar os autos de transferência de competências de gestão, valorização e conservação dos Castelos do Alandroal e Terena para a autarquia. O ato, que se insere no processo de transferência de competências para os municípios na área da Cultura, possibilita ao município juntar os castelos do Alandroal e Terena à fortaleza de Juromenha e explorar caminhos de intervenção, com o recurso a fundos comunitários.

O autarca espera assim, que com esta transferência, possa acelerar os processos de recuperação e valorização dos mesmos, mas mostra-se preocupado com questões de segurança difíceis de resolver no curto espaço. João Grilo, admite ainda, que já tem em curso projetos técnicos para ambos.

Deste modo, no interior do castelo do Alandroal decorrerá uma obra de valorização de um imóvel e jardins adquiridos pela autarquia para instalar um núcleo museológico, assim como um projeto de lumitecnia de todo o castelo.

Quanto a Terena, uma equipa liderada pelo arquiteto Manuel Aires Mateus está a desenvolver um estudo de intervenção, que busca refletir sobre as intervenções de valorização dos elementos históricos e arquitetónicos da vila de Terena. Pretende-se ainda criar um museu e com vista ao castelo e melhoria das condições de segurança e da experiência de visitação.

A cerimónia contou com a presença das Ministras da Cultura, Graça Fonseca e da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão.

Mais de uma centena de novos casos Covid identificados no Alentejo

O Alentejo ultrapassa esta quinta-feira, 8 de julho, a centena de novos casos de Covid-19 diários. Nas últimas 24 horas, na região, foram identificados 109 casos de infeção.

Por outro lado, e de acordo com a Direção-Geral da Saúde, volta a não haver óbitos, relacionados com a doença, a registar, no Alentejo.

Desde o início da pandemia, na região, foram reportados 31.543 casos positivos e 973 óbitos.

Portugal regista mais 3.269 casos Covid e nove óbitos

Portugal regista esta quinta-feira, 8 de julho, mais 3.269 casos de Covid-19 e nove óbitos associados à doença, de acordo com a Direção-Geral da Saúde. Nas últimas 24 horas, registaram-se ainda mais 1.655 casos de recuperação.

Em todo o território nacional, há 599 doentes internados (menos quatro que ontem), 136 em unidades de cuidados intensivos (mais seis).

Desde o início da pandemia, morreram 17.135 pessoas com Covid-19 em território nacional e foram identificados 899.295 casos de infeção. Ao todo há 840.297 doentes recuperados da doença em Portugal.

Jornadas Europeias do Património em destaque no “Espaço Europa”

As Jornadas Europeias do Património, promovidas pelo Conselho da Europa e Comissão Europeia, decorrem, entre 24 e 26 de setembro, sendo que está aberto um convite à participação, de organismos públicos, até dia 23 de setembro.

Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo, adianta que estas jornadas pretendem “sensibilizar para o património comum da Europa e também para a sua diversidade, e sensibilizar os cidadãos parta a riqueza cultural que existe na Europa”, apelando às autoridades “para explorar este património, através da divulgação de iniciativas que têm para divulgar o património”.

As Jornadas do Património Cultural, este ano têm como tema a inclusão e diversidade. Neste sentido, Ana Pereira revela que “devem ser incluídas nas iniciativas pessoas de diferentes etnias, religiões, com diferentes rendimentos, de forma a remover barreiras à participação destes cidadãos, por exemplo, a um acesso físico ou problemas de custos das ações”. As iniciativas a desenvolver podem ser, por exemplo, visitas guiadas, espetáculos artísticos, exposições, palestras, que possam também ser desenvolvidas de forma online.

Em Portugal, a entidade coordenadora desta iniciativa é a Direção-Geral do Património Cultural, que no seu website irá divulgar as iniciativas de cada entidade, mediante solicitação das credenciais. Para mais informações acercas destas jornadas pode consultar a página web do Europe Direct Alto Alentejo.

As Jornadas Europeias do Património são o tema em destaque esta semana no Espaço Europa, que pode ouvir na emissão ao meio-dia e meia e às 16.30 horas.

Campo Maior regista um novo caso de Covid-19

O concelho de Campo Maior regista esta quinta-feira, dia 8, um novo caso de infeção por Covid-19. Sem casos ativos desde o dia 23 de junho, Campo Maior tem agora um caso ativo.

Desde o início da pandemia foram registados 656 casos de infeção, dos quais 644 já recuperaram e 11 perderam a vida.

AF Portalegre intensifica a sua aposta no futebol e futsal feminino

De forma a aumentar o número de atletas na região, a Associação de Futebol de Portalegre intensifica a sua aposta no futebol e no futsal feminino. Pretende-se, assim, que todos os concelhos do Alto Alentejo tenham crianças e jovens do sexo feminino a praticar futebol/futsal, e que num futuro próximo seja possível criar uma competição ou torneio informal só com participantes femininas.

Esta aposta, que se insere igualmente no Projeto #SouJogadora, ganha destaque na época desportiva que acaba de arrancar, e os clubes filiados na AF Portalegre já tomaram conhecimento dos apoios que vão usufruir caso apresentem equipas de futebol e futsal femininas.

De acordo com a direção da AF Portalegre “a aposta no futebol e no futsal feminino tem sido uma prioridade para a AF Portalegre e acreditamos que estes estímulos serão importantes para motivar ainda mais os nossos clubes para este grande desafio que é aumentar o número de praticantes do sexo feminino na nossa região. Sabemos que os nossos clubes e agentes desportivos estão entusiasmados com a retoma da atividade desportiva, queremos um regresso em força e estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para minorar os efeitos da pandemia nas nossas modalidades”.

Nesta nova época desportiva, e à semelhança do que já acontecia anteriormente, as equipas de futebol e futsal femininas estão isentas de encargos, nomeadamente relacionados com taxas de inscrição, arbitragens e seguros desportivos, e os clubes que apresentem equipas femininas vão ainda beneficiar de apoios nos cartões bem como de financiamentos diretos. Deste modo, uma equipa entre os escalões sub-12 e sub-17 garante ao clube um apoio de 750 euros e uma equipa entre os escalões sub-6 e sub-11 assegura um apoio de mil euros.

Extremadura: grupo dos 20 aos 29 anos começa a ser vacinado este mês

A vacinação da população dos 20 aos 29 anos, da Extremadura, arranca ao longo deste mês de julho, sendo que, por esta altura, 59 por cento das pessoas do grupo dos 30 aos 39 anos já tem o processo concluído.

Entretanto, na região, estão já a ser vacinados menores com deficiência, bem como estudantes em mobilidade, que, segundo José María Vergeles, vice-presidente da Junta da Extremadura, com os pelouros da Saúde e Serviços Sociais, são mais de 800.

Na região, 70 por cento da população com mais de 12 anos já está vacinada com uma dose, enquanto 54 por cento já tem a vacinação completa. 65,1 por cento da população com mais de 40 anos já tem o processo de vacinação completo.

Apresentado estudo em Campo Maior para recolha de biorresíduos no concelho

O “Estudo para a Recolha Seletiva de Biorresíduos do Município de Campo Maior” foi apresentado esta tarde de quarta-feira, dia 7, pela empresa responsável pelo mesmo, no Centro Cultural, e também em formato online.

A empresa parceira do município, a Enhidrica, procedeu, através da plataforma online à apresentação deste estudo, que prevê que até dezembro de 2023, e segundo as normas da União Europeia, que se proceda à recolha deste tipo de resíduos, de forma diferenciada dos restantes.

Este é um estudo que tem como objetivo, tal como adianta João Muacho, presidente da Câmara de Campo Maior, que “o município possa beneficiar, num futuro próximo, de financiamento, através do Fundo Ambiental, para a recolha de biorresíduos e da adaptação necessária para cumprir nas metas da União Europeia”, e consequentemente “disponibilize equipamentos à população, para que possa fazer a separação deste tipo de resíduos ou mesmo à sua compostagem”.

O projeto ainda está em estudo e brevemente passará a definitivo. Este financiamento destinar-se-á, por exemplo “a viatura de recolha de compostagem e entrega de equipamentos, como sacos ou caixas, para que os campomaiorenses, em casa possam fazer a compostagem, terá também que haver cinco ilhas distribuídas por Campo Maior, onde haverá a possibilidade de colocar estes restos alimentar com vista à sua compostagem”.

Depois da apresentação houve tempo para debate, onde Carlos Pepê, do Centro Educativo Alice Nabeiro, através da plataforma online, sugeriu que as crianças da instituição pudessem, também elas, ser parte integrante deste projeto, o que para João Muacho é uma proposta que “vai ser abraçada”. O presidente do município campomaiorense afirma tentarão que “nas ruas do centro histórico possam haver cabeças de rua, responsáveis por esta compostagem, e junto dos seus amigos, vizinhos e familiares possam incentivar à mesma, por outro lado a colaboração das crianças, nas questões ambientais, torna-se bastante importante, “de forma a fomentar o gosto e na necessidade ambiental de proteger o que é de todos”.

Paula Caldeira, técnica superior de Ambiente, e responsável também pela elaboração deste estudo, por parte do município explica que, a questão dos biorresíduos tem especial importância, não só a nível ambiental como económico. “Esta questão vai tirar do lixo indiferenciado, se todos participarmos ativamente, os restos alimentares e resíduos verdes, que corresponde a uma grande fração do lixo indiferenciado”. Este lixo indiferenciado “é pago, tendo um custo para os munícipes e municípios, neste sentido a separação dos biorresíduos fará com que se reduza a fatura e o impacto ambiental, uma vez que os mesmos não irão, desta forma, para os aterros”, revela ainda.

Para que se cumpra a meta da União Europeia, a solução, segundo este estudo e como adianta Paula Caldeira, será necessária a colaboração de toda a população. Para tal pode ser necessária uma solução mista, que passa pelo facto “da pessoa fazer a compostagem, no seu jardim, por exemplo, onde se possa colocar um combustor, facultado pelo município, com informação para que cumpram com as regras da compostagem, onde serão colocados os restos alimentares, legumes ou verduras, por exemplo”. Por outro lado, para quem não tem estas condições, como em prédios ou apartamentos, “terá de ser feita a recolha de proximidade, através de um contentor na rua, e as pessoas com um balde, onde serão colocados os biorresíduos, irá depositar estes resíduos, no contentor apropriado”.

A recolha de biorresíduos passa também por um processo de informação e sensibilização da população. Paula Caldeira afirma que “é necessário que as pessoas tenham informação para entenderem a importância deste processo e também o seu contributo”.

Depois do estudo apresentado, dentro de cinco meses, o projeto irá tornar-se definitivo, sendo que só passado este tempo é que será possível o município candidatar-se a financiamento do Fundo Ambiental, para que o projeto comece a ser implementado em Campo Maior.