GNR associa-se ao Dia Mundial de Combate ao Bullying

A Guarda Nacional Republicana, no âmbito da prevenção e do combate à violência, ofensas, ameaças e qualquer tipo de intimidação em contexto escolar, hoje, dia 20 de outubro, associa-se ao Dia Mundial de Combate ao bullying, pela relevância que representa na vida das crianças e jovens.

No âmbito das suas competências em matéria de prevenção criminal, a Guarda tem desenvolvido uma série de ações de sensibilização relacionadas com o bullying, num total de 1008 no ano de 2021, para mais de 34113 mil crianças e jovens, dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos, num total de 422 estabelecimentos de ensino público e privado (dados provisórios). A Guarda registou até à data 64 crimes associados ao bullying desde 01 de janeiro de 2021.

Numa altura em que milhares de crianças e jovens retornaram às atividades letivas após os períodos atípicos de confinamento e de interrupções reiteradas provocadas pela pandemia, a Guarda pretende alertar e sensibilizar a população em geral e, em particular, as crianças e jovens, os quais serão as mulheres e homens de amanhã, para a relevância da temática com o objetivo de apelar a uma estratégia de consciencialização, que visa contribuir para a mudança de comportamentos da sociedade e para a progressiva intolerância social face à violência nas escolas. A violência ocorre fora da visão dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou denuncia a agressão sofrida, pelo que esta sensibilização é extensível aos pais, professores e funcionários pelos sinais de alerta que devem procurar denunciar e saber reconhecer, nas escolas e em ambiente familiar.

O bullying é um conjunto de atos que servem para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e reiterados, praticados por uma ou mais pessoas no contexto de uma relação desigual de poder, causando dor e angústia na(s) vítima(s). Atualmente, e associado ao recurso às novas tecnologias, nomeadamente as redes sociais, o bullying tem assumido novos contornos, dando origem à vertente virtual do ciberbullying.

Por norma os sinais de alerta são silenciosos, aconselhando-se os pais, professores e todos os cuidadores a estarem atentos a sinais, tais como alterações de humor, abatimento físico e/ou psicológico, sinais de impaciência ou ansiedade, queixas físicas permanentes (dores de cabeça, de estômago, perturbações no sono, nódoas negras), irritabilidade extrema, ou qualquer outra mudança de comportamento.

Pese embora o bullying não se encontrar tipificado na legislação penal como crime, o mesmo está associado a vários crimes tais como crimes de ofensas à integridade física, injúrias, ameaça e coação, correspondendo os dois primeiros aos comportamentos mais frequentes.

A GNR desenvolve um esforço significativo naquilo que são as iniciativas relacionadas sobre a temática em concreto, nomeadamente em ações de sensibilização e campanhas, com temas associados à violência, à cidadania e não-discriminação, aos direitos humanos e direitos da Criança ou regras quanto à utilização da internet.

Além destas ações, importa acrescentar que os Postos Territoriais da GNR dispõem de uma sala de apoio à vítima, destinadas a receber este tipo de situações que contam ainda com militares com formação especializada (Apoio a Vítimas Específicas e militares da estrutura de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário), que desempenham um papel essencial no acompanhamento personalizado às vítimas de bullying, encarregando-se de encaminhar as vítimas para outras instituições com competência neste âmbito.

Euromilhões com jackpot de 30 milhões no próximo sorteio

Nenhum apostador acertou ontem, 19 de outubro, na chave vencedora do sorteio do Euromilhões, pelo que, na próxima sexta-feira, dia 22, estará em jogo um jackpot de 30 milhões de euros.

No segundo prémio, de mais de 135 mil euros, acertaram quatro jogadores, todos eles no estrangeiro. Também o terceiro prémio, de 25 mil euros, saiu a cinco apostadores fora de Portugal. Os 1.400 euros, do quarto prémio, saíram a um total de 27 jogadores, um deles em território nacional.

A chave vencedora do sorteio de ontem é composta pelos números 4, 20, 36, 40 e 41 e as estrelas 1 e 6.

Livro “Campo Maior no centro de um conflito internacional” apresentado em Lisboa

O campomaiorense Rui Rosado Vieira apresenta amanhã, quinta-feira, dia 21, em Lisboa, o seu mais recente livro “Campo Maior no centro de um conflito internacional, nas primeiras décadas do século XIX”.

O escritor explica que este livro pretende retratar alguns momentos históricos em que militares campomaiorenses estiveram envolvidos em conflitos internacionais, nomeadamente o facto de em 1982 existirem duas unidades militares, em Campo Maior. “Há mais de 40 anos que escrevo sobre Campo Maior e sobre este livro comecei uma pesquisa histórica, sem saber onde iria acabar, e ao procurar informação sobre a Revolução contra os franceses, durante a ocupação da área da Extremadura e encontrei que, em 1808, duas unidades militares, existiam em Campo Maior”.

Rui Rosado Vieira adianta que, “em 1810, existiram 800 militares de Campo Maior que foram enviados para Cadiz, na altura da Revolução contra os franceses, e também para Moscovo para acompanhar as tropas de Napoleão, assim como para o Uruguai lutar contra os movimentos independentistas”:

“Campo Maior era uma espécie de mega quartel”, revela ainda o escritor campomaiorense, uma vez que, “para além de militares campomaiorenses terem saído, a vila foi ocupada, durante as primeiras três décadas do Século XIX, pela proximidade com Espanha ocupada com militares de todas as nacionalidades”.

A apresentação do livro será feita pelo Tenente General Rui Manuel Clero, General Comandante-Geral da GNR e ainda com um momento musical a cargo do Grupo de Cantadores “Saias de Campo Maior”. Rui Rosado Vieira considera que este momento “tornará a apresentação mais agradável e alegre”.

A apresentação do livro está marcada para as 18 horas, no Quartel do Carmo, no Largo do Carmo, em Lisboa.

APPACDM de Elvas prepara regresso a “uma normalidade acautelada”

Os utentes e colaboradores da APPACDM de Elvas que tinham anteriormente testado negativo à Covid-19, voltaram a realizar teste ontem, segunda-feira, dia 18.

De acordo com Luís Mendes, presidente da instituição, dos cerca de “20 testes realizados, todos obtiveram resultado negativo. Estamos em condições de fazer uma retoma acautelada, de acordo com indicações da autoridade de saúde local, e de aliviar algumas medidas que estávamos a seguir. No entanto, temos ainda três utentes, sem sintomas, que ainda estão em isolamento porque foram os últimos a testar positivo. Completam os 10 dias na quinta-feira”.

No que diz respeito aos colaboradores, “alguns já regressaram ao trabalho e há três que terminam o isolamento também na quinta-feira”.

De recordar que a APPACDM de Elvas enfrentou um surto de Covid-19 que chegou a infetar 28 pessoas, entre utentes e colaboradores. Ao dia de hoje, depois de repetidos os testes, todos tiveram resultado negativo.

“Aspeto mórbido” dá vitória à Capela dos Ossos de Évora nos prémios “Mais Alentejo”

A Capela dos Ossos, da Igreja de São Francisco, em Évora, foi a grande vencedora da categoria “Mais Património” da última edição dos prémios “Mais Alentejo”.

Segundo o coordenador de comunicação da Igreja, Manuel Ribeiro, este prémio reconhece, através da votação do público, o trabalho que é feito, todos os dias, no complexo em que a Capela dos Ossos está inserida. “Para nós é uma honra ter sido votados pelo público. Vamos expor o prémio, porque gostamos que as pessoas saibam do trabalho que fazemos aqui todos os dias, num sítio que não tem só a Capela dos Ossos, mas também a coleção de presépios, o Museu de Arte Sacra e a própria igreja”, adianta.

A Capela dos Ossos, durante alguns períodos, foi obrigada a encerrar portas ao público, devido à pandemia. Por esta altura, revela Manuel Ribeiro, já se vai notando o regresso dos turistas, sobretudo ao nível do turismo sénior. “Desde a abertura, tem-se sentido um gradual aumento da afluência dos visitantes, mas não podemos dizer que as coisas estão normais, porque falta-nos muito a falta daquela parte dos turistas asiáticos”, revela ainda.

Sendo a maior de todas as capelas de ossos existentes em Portugal, Manuel Ribeiro acredita que é o aspeto “mais mórbido” que lhe é característico que conduz sempre muitas pessoas até Évora, para a visitar.

Num total de 18 vencedores, foram ainda distinguidos, nas mais diversas categorias, a Carnalentejana (Mais Empresa); as Tapeçarias de Portalegre (Mais Tradição); a Casa das Talhas, na Vidigueira (Mais Prazeres & Sensações); o chefe Filipe Ramalho (Mais Chefe); a Tasca do Celso, em Vila Nova de Milfontes (Mais Manjares); o hotel Vila Galé Collection Alter Real, em Alter do Chão (Mais Dormidas); os azeites da Cartuxa (Mais Azeite); a Adega Mayor (Mais Vinho); o ilustrador Hélder Teixeira Peleja (Mais Arte & Fotografia); a escritora Ana Margarida de Carvalho (Mais Literatura); o cantor Buba Espinho (Mais Música); a atleta Patrícia Mamona (Mais Desporto); o programa de televisão “Isto é Gozar com Quem Trabalha” (Mais Televisão Conteúdos); o filme “Surdina” (Mais Cinema); o ator João Catarré (Mais Representação); o jornalista Nuno Pereira (Mais Jornalismo); e a empresa Pepe Aromas (Mais Iniciativa & Inovação).

A cerimónia contou ainda com a atribuição de vários prémios de Excelência, Percurso e Prestígio. Entre eles, Pedro Abrunhosa recebeu o prémio Excelência, na Música; Carla Andrino o prémio Percurso, na Representação; José Raposo o prémio Percurso Cinema, Teatro & Televisão; o jornalista Joaquim Franco o prémio Excelência, em Jornalismo; o antigo futebolista António Simões o prémio Percurso, no Desporto; e os restaurantes Dom Joaquim e Dona Laura, em Évora, o prémio Excelência, na categoria de Gastronomia.

A votação para os Prémios Alentejo 2020, que decorreu online, registou o maior volume de sempre, com mais de dois milhões e 220 mil votos.

“Única no mundo”, Tapeçaria de Portalegre vence prémio de património

A Tapeçaria de Portalegre saiu vencedora da última gala dos prémios “Mais Alentejo”, na categoria “Mais Património”, numa gala que decorreu no início do mês, num hotel de Évora.

Embora encarado como um reconhecimento, este prémio, para a diretora da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, Vera Fino, deveria ser atribuído numa categoria relacionada com arte, uma vez que, do seu ponto de vista, esta é uma tradição, mas “muito curta, só criada em 1946”. “Por isso me bati, muito tempo, para que ela fosse nomeada numa categoria de artes, mas, de qualquer maneira, para nós é sempre bom, é sempre um reconhecimento”.

Para o próprio Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino este prémio e reconhecimento, não tem dúvidas Vera Fino, será também uma mais-valia. “O museu é camarário, embora a manufactura tenha uma importância grande quando se trata a museografia e a museologia”, adianta.

Vera Fino explica ainda que a Tapeçaria de Portalegre “é especial porque é única no mundo”. “Não há mais sítio nenhum, nenhum atelier ou manufactura que utilize a técnica de Portalegre para tecer tapeçarias”, adianta. A técnica utiliza, explica ainda, permite “um grande pormenor, que dá ideia de sobreposição de planos, uma grande riqueza de cor e uma definição muito correta, sem qualquer imperfeição, das formas”, acrescenta. “Somos únicos no mundo, somos a melhor a tapeçaria e a mais perfeita”, remata.

Num total de 18 vencedores, foram ainda distinguidos, nas mais diversas categorias, a Carnalentejana (Mais Empresa); a Capela dos Ossos da Igreja S. Francisco, em Évora (Mais Património); a Casa das Talhas, na Vidigueira (Mais Prazeres & Sensações); o chefe Filipe Ramalho (Mais Chefe); a Tasca do Celso, em Vila Nova de Milfontes (Mais Manjares); o hotel Vila Galé Collection Alter Real, em Alter do Chão (Mais Dormidas); os azeites da Cartuxa (Mais Azeite); a Adega Mayor (Mais Vinho); o ilustrador Hélder Teixeira Peleja (Mais Arte & Fotografia); a escritora Ana Margarida de Carvalho (Mais Literatura); o cantor Buba Espinho (Mais Música); a atleta Patrícia Mamona (Mais Desporto); o programa de televisão “Isto é Gozar com Quem Trabalha” (Mais Televisão Conteúdos); o filme “Surdina” (Mais Cinema); o ator João Catarré (Mais Representação); o jornalista Nuno Pereira (Mais Jornalismo); e a empresa Pepe Aromas (Mais Iniciativa & Inovação).

A cerimónia contou ainda com a atribuição de vários prémios de Excelência, Percurso e Prestígio. Entre eles, Pedro Abrunhosa recebeu o prémio Excelência, na Música; Carla Andrino o prémio Percurso, na Representação; José Raposo o prémio Percurso Cinema, Teatro & Televisão; o jornalista Joaquim Franco o prémio Excelência, em Jornalismo; o antigo futebolista António Simões o prémio Percurso, no Desporto; e os restaurantes Dom Joaquim e Dona Laura, em Évora, o prémio Excelência, na categoria de Gastronomia.

A votação para os Prémios Alentejo 2020, que decorreu online, registou o maior volume de sempre, com mais de dois milhões e 220 mil votos.

Mais 32 casos Covid registados no Alentejo

O Alentejo regista esta terça-feira, 19 de outubro, mais 32 casos positivos de infeção por Covid-19, não havendo, mortes, associadas à doença, a lamentar.

Desde março do ano passado, na região, foram registados 39.815 casos positivos e 1.047 óbitos.

“Vidas Ligadas” da Santa Casa de Campo Maior apoia pessoas do concelho com doença avançada

“Vidas Ligadas” é o nome do projeto da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, e que de uma candidatura aprovada Fundação BPI La Caixa.

Este projeto conta com uma equipa de três pessoas: uma assistente social, uma psicóloga e uma gerontóloga, sendo que se destina a “pessoas com 80 ou mais anos, com doença avançada, como por exemplo demências, doentes oncológicos, com esclerose múltipla”, como explica Ana Remudas (na foto), assistente social.

O objetivo é fazer uma intervenção comunitária, no concelho de Campo Maior e “proporcionar uma melhor qualidade de vida a estas pessoas, através de agendas de compromisso, ou seja, elaborar agendas com as pessoas para que concretizem o mais importante na sua vida, nesta etapa, permitindo-lhes ser felizes”, revela Ana Remudas.

Neste momento, a meta é chegar às 40 pessoas, que beneficiarão deste projeto, em colaboração com a ULSNA, a equipa de cuidados de paliativos do Hospital de Elvas e com o Centro de Saúde de Campo Maior, que sinalizam as pessoas, para o mesmo.

Projeto “Vidas Ligadas” da Santa Casa de Campo Maior que foi um de sete projetos aprovados, pela Fundação BPI la Caixa, num total de 74 que foram apresentados, a nível nacional.

Jorge Pais: é o Alto Alentejo “quem sai a perder” com a criação do NEAA

Faz hoje, 19 de outubro, um ano que a Associação Empresarial de Elvas (AEE) e a Associação Comercial e Industrial de Ponte de Sor (ACIPS) decidiram unir-se para criar o Núcleo Empresarial da Região do Alto Alentejo (NEAA), por não se sentirem representadas, a nível distrital, pelo Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR).

O presidente do NERPOR, Jorge Pais, garante que este novo núcleo empresarial acabou por surgir “de forma inesperada e sem grande justificação”, não acreditando que o mesmo possa ser uma mais-valia para uma região que é relativamente pequena, sendo que tanto a associação de Elvas, como a de Ponte de Sor, integravam a direção do NERPOR. “Como somos apologistas da economia de mercado, entendemos que a concorrência é de salutar e ajuda a haver um maior desenvolvimento, mas temos pena que tenha existido essa cisão”, alega.

“Esta região já tem tantas fragilidades e, mais que nunca, justificava-se que, como estávamos a fazer, houvesse toda uma atuação conjugada e um esforço conjunto”, diz ainda Jorge Pais.

Desta desunião, garante o presidente da NERPOR, é a região quem sai a perder, considerando um “absurdo” que, enquanto noutras partes do país as associações empresariais procuram trabalhar em conjunto, no Alto Alentejo se esteja a fazer precisamente o contrário.

“O Alto Alentejo estava a trabalhar a uma só voz, mas depois faz-se esta separação, que não beneficia ninguém”, diz ainda, alegando que as direções das associações de Elvas e Ponte de Sor nunca justificaram a sua decisão de abandonar o NERPOR. “Talvez por razões pessoais, não sei, nunca nos foi dada nenhuma explicação em concreto”, remata.

Segundo o Núcleo Empresarial da Região do Alto Alentejo, este representa já mais de 1200 empresários de todos os setores de atividade económica do distrito, sendo dessa forma o maior núcleo empresarial de Portalegre.