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Fanan Brás celebra 37 anos de tradição em acampamento de família na Ajuda durante a Páscoa

Entre as várias tendas que pontuam as margens da Ajuda, a presença de Fanan Brás é já uma visita habitual para a nossa reportagem. Este ano, o campista celebra uma marca impressionante: “Já são 37 anos que fiz este ano, graças a Deus. A minha filha tinha 20 dias quando ela veio para aqui pela primeira vez”, recorda com orgulho, sublinhando que o objetivo é chegar aos 40 anos de tradição antes de deixar o “testemunho aos mais novos”.

O acampamento, que reúne entre seis a sete famílias, totaliza cerca de 25 pessoas que ali permanecem até à próxima segunda-feira. A estrutura é composta por cinco tendas e duas barracas de grandes dimensões, equipadas com tudo o que é necessário para o conforto do grupo. “Temos geradores por causa da arca e do frigorífico, para ter umas luzes à noite e música com duas colunas de som”, explica Fanan Brás, que faz questão de levar a sua própria lenha, “não corto árvore nenhuma do campo, respeito sempre”, para garantir o aquecimento e as brasas para os cozinhados sem depender de terceiros.

A ementa segue tradições familiares rigorosas, começando com a clássica sardinhada de sexta-feira. “Amanhã (sexta) é sardinhada e pimentos, é a minha tradição, não pode comer carne. Para quem não gosta, temos um “arrozinho” de marisco”, revela o campista. Para o domingo de Páscoa, o prato principal é o borrego assado, acompanhado por espargos, enquanto nos restantes dias imperam os grelhados e os convívios pela noite dentro. “O ambiente aqui é impecável, somos uns para os outros e estamos sempre prontos a emprestar o que faz falta aos vizinhos”, conclui, reforçando o espírito de camaradagem que se vive neste retiro pascal.

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