GNR prepara operação especial de segurança para a 40.ª Baja Portalegre 500

A Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Comando Territorial de Portalegre, terá em curso, entre amanhã e sábado, de 15 a 17 de outubro, uma operação especial de segurança no âmbito da 40.ª edição da Baja Portalegre 500.

O dispositivo de segurança abrange a zona da prova e as áreas envolventes, com o objetivo de garantir a proteção dos pilotos e espectadores, prevenir situações de risco e assegurar a fluidez da circulação rodoviária, sobretudo nos principais acessos às zonas de espetáculo e aos locais de passagem dos concorrentes.

A operação incide em três áreas prioritárias: segurança rodoviária e gestão do trânsito, prevenção de ilícitos e de alterações da ordem pública, e promoção de um ambiente de tranquilidade e segurança durante todo o evento, através de ações de sensibilização e apoio aos participantes e espectadores.

A GNR recomenda que o público assista à prova apenas nos locais autorizados, estacione exclusivamente nos espaços permitidos e respeite as indicações dos militares. A força de segurança apela ainda à preservação do ambiente, à manutenção da limpeza dos espaços utilizados e à não ingestão de bebidas alcoólicas por parte de quem vai conduzir.

Várias estradas interditadas e condicionadas a 16 de outubro

Na sexta-feira, 16 de outubro, estão previstos cortes e condicionamentos de trânsito em diversos pontos da região, em ambos os sentidos, com exceção das situações em que são indicadas regras específicas.

Estradas interditadas

  • EM 532-1 (CC11) — ligação entre Monte da Pedra e Crato, entre as 11h00 e as 18h00.
  • EM 531 (CC4 e 5/6) — ligação entre Moinho do Torrão, Sume e Cunheira. O percurso será utilizado pelos concorrentes em ligação (transfer), com velocidade controlada e tempo até à repartida.
  • EN 363 (CC12) — ligação entre Crato e Aldeia da Mata, entre as 10h00 e as 18h00.

Estradas condicionadas

  • EN 2 (CC1) — nas imediações de Foros do Domingão, entre as 10h30 e as 17h00.
  • EN 244 (CC2/3) — junto à povoação de Barreiras, no concelho de Ponte de Sor, entre as 10h30 e as 17h00.
  • EM 532 — junto à povoação da Cunheira, com circulação permitida apenas num sentido.
  • EM 532 — no troço entre Monte da Pedra e Horta do Sampaio.
  • EM 1022 — junto à povoação de Vale do Peso.

Mais cortes de trânsito previstos para 17 de outubro

No sábado, 17 de outubro, os condicionamentos estendem-se a vários troços rodoviários, incluindo estradas municipais, estradas nacionais e caminhos de terra utilizados pela prova.

Estradas interditadas

  • Estrada entre a EN 118 e a Comenda (Ribeira da Venda) — entre as 07h30 e as 16h30 (CC44).
  • Estradão entre Alter do Chão e a estação de Portalegre, no troço entre a Herdade da Chancelaria e a estação de Portalegre — entre as 09h00 e as 20h00.
  • Estrada entre o CC40 e Gáfete — entre as 07h00 e as 17h00.
  • Estradão da EN 369, após o acesso ao Monte Redondo, e, no sentido contrário, desde a estrada da Coudelaria até à Aldeia da Mata — entre as 10h00 e as 18h00.
  • Estradões entre a Herdade de Marrocos e Almarjão e entre Entre Ribeiras e a Praça de Touros de Portalegre — entre as 07h30 e as 20h00.
  • EM 520, ligação entre o IP2 e a Urra (CC37/38) — entre as 13h00 e as 19h00.
  • EM 532, ligação entre Monte da Pedra e Comenda, na zona do acesso às termas (CC42) — entre as 07h10 e as 17h00.
  • EN 364, ligação entre Vale de Açor e Torre das Vargens. O acesso será interdito, com exceção dos moradores de Torre das Vargens. O percurso entre Torre das Vargens (CC56) e o CC57 será efetuado com velocidade controlada e tempo para a repartida.
  • EM 1021 — ligação entre a estação de Vale do Peso e Gáfete.
  • EM 524 — ligação entre Aldeia da Mata e Alter do Chão.

Estradas condicionadas

  • EN 2 (CC1) — junto a Foros do Domingão, no cruzamento com a EN 2, entre as 07h30 e as 18h00.
  • EN 2 (CC55) — condicionada apenas para a categoria Hobby, entre as 09h00 e as 11h00.
  • EN 369 (CC18) — troço entre Chança e Cunheira, junto ao cemitério de Chança, entre as 10h00 e as 18h00.
  • Estrada municipal entre Alter do Chão (Coudelaria) e Aldeia da Mata (CC60) — entre as 09h30 e as 20h00.
  • EN 245 — ligação entre Crato e Alter do Chão, na zona do Cabeço de São Lourenço.
  • EM 1020 — ligação entre Monte da Pedra e Gáfete.
  • EM 1175 — ligação entre Vale de Seda e a EN 245.
  • EM 1079 — zona das Arribanas do Gafanhoto.

GNR apela à prudência dos espectadores e condutores

Face à dimensão do evento, que reúne milhares de espectadores, a GNR aconselha os automobilistas a planearem antecipadamente as deslocações, a considerarem percursos alternativos e a respeitarem a sinalização temporária e as instruções das autoridades.

A força de segurança reforça que o cumprimento das regras de circulação e o acompanhamento da prova apenas em locais autorizados são essenciais para prevenir acidentes e garantir que a 40.ª Baja Portalegre 500 decorre em segurança.

650 alunos e um novo campus por concretizar: ESBE assinala 30.º aniversário

A Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE), da Universidade Politécnica de Portalegre (UPP), assinala esta quarta-feira, 14 de outubro, o seu 30.º aniversário, três décadas depois do início das atividades letivas, com o primeiro dia de aulas do Bacharelato em Engenharia Agrária, o primeiro curso da instituição.

A cerimónia comemorativa deste aniversário ficou, durante a manhã, marcada pelas intervenções institucionais de Rute Santos, diretora da ESBE, Luís Loures, reitor da UPP e do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, e ainda pela participação do professor Joaquim Mourato como orador convidado. Antigo presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, entre 2009 e 2017, e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, entre 2013 e 2016, Joaquim Mourato mantém uma ligação histórica à escola, tendo integrado o seu primeiro corpo docente, na área da Economia. Atualmente, preside ao Conselho Diretivo do Instituto para o Ensino Superior.

Trinta anos depois da sua fundação, a ESBE, antiga Escola Agrária, procura consolidar o percurso de crescimento, reforçar a oferta formativa e encontrar soluções para as limitações das instalações, numa altura em que conta com cerca de 650 estudantes.

A diretora da escola olha para o percurso realizado com orgulho, considerando que a instituição tem conseguido afirmar-se e assumir um papel relevante para Elvas, para a região e, espera, também para o país. “Olha-se para o passado na perspetiva de aprendizagem, sempre, mas também de orgulho pelo trabalho feito”, afirma Rute Santos, defendendo a continuidade do caminho de desenvolvimento e crescimento da instituição.

A responsável destaca as mudanças registadas ao longo dos últimos anos, nomeadamente a alteração da designação da escola e o alargamento das áreas de formação, um processo que considera ainda estar em fase de consolidação. Apesar da vontade de continuar a inovar e ampliar a oferta formativa, Rute Santos reconhece que a capacidade das instalações constitui atualmente um dos principais constrangimentos ao desenvolvimento da ESBE.

“Ao dia de hoje, penso que são 650” os alunos da escola, adianta, ressalvando que o processo de matrículas ainda não terminou. Perante este número, considera que o edifício existente é insuficiente para responder às necessidades da comunidade académica.

A diretora sublinha, por isso, que o crescimento futuro deverá acompanhar a capacidade de garantir condições adequadas aos estudantes, docentes e restantes trabalhadores. A prioridade passa também por identificar as necessidades do tecido empresarial e da economia, ajustando a formação às exigências do mercado de trabalho.

“A nossa preocupação agora é dar resposta àquilo que são as necessidades: as necessidades dos estudantes, como é óbvio, mas também as do tecido empresarial e da economia”, salienta, defendendo a qualificação de profissionais capazes de contribuir para a competitividade do país.

Ampliação das instalações continua a ser uma prioridade

Já o reitor da Universidade Politécnica de Portalegre considera os 30 anos da ESBE um marco de afirmação e crescimento, com impacto não apenas em Elvas, mas também a nível regional e nacional.

Luís Loures confirma que a universidade está a procurar uma solução para avançar com o projeto de construção e ampliação da escola, previsto para o antigo Ciclo de Santa Luzia. Depois de o segundo concurso para a empreitada ter ficado sem concorrentes, a instituição está a avaliar alternativas que permitam concretizar o investimento dentro dos enquadramentos legais e num prazo tão curto quanto possível.

“Estamos a fazer aqui um forcing para, dentro daquilo que são as possibilidades legais que temos dentro do CCP, tentar encontrar uma alternativa que seja viável e em tempo útil”, explica.

O reitor alerta ainda para os riscos de um novo procedimento concursal, que poderia representar mais seis meses de espera, além da possibilidade de novos aumentos dos custos da construção, num contexto internacional marcado pela incerteza. Ainda assim, mostrou-se confiante quanto à possibilidade de surgirem novidades positivas nas próximas semanas.

Câmara de Elvas reafirma apoio à escola

Também Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, destaca o contributo da instituição para o desenvolvimento do concelho, considerando inquestionável o impacto positivo da antiga Escola Superior Agrária de Elvas ao longo das últimas três décadas.

O autarca recorda a evolução da instituição, desde as primeiras instalações até à ambição de dispor de um campus próprio, e manifesta a expectativa de que o projeto de ampliação possa concretizar-se, apesar das dificuldades encontradas no concurso público.

Nuno Mocinha aproveitou a ocasião para felicitar a Universidade Politécnica de Portalegre, a atual direção da ESBE e todos os responsáveis que contribuíram para o percurso da escola, reiterando a disponibilidade do município para continuar a colaborar com a instituição.

“Aquilo que nós esperamos é que esse projeto também seja uma realidade”, afirma, garantindo que a presença da autarquia na cerimónia representa o compromisso de continuar ao lado da escola, dos estudantes, dos docentes e de toda a comunidade académica.

Ao completar 30 anos, a Escola Superior de Biociências de Elvas celebra, assim, um percurso de crescimento e afirmação, mantendo como desafios para o futuro a consolidação da oferta formativa, a resposta às necessidades do território e a concretização das novas instalações, consideradas fundamentais para acompanhar a evolução da comunidade académica.

Atelier das Artes de Degolados retoma atividade

O Atelier das Artes de Degolados, no concelho de Campo Maior, que retomou as suas atividades esta segunda-feira, 12 de outubro, após a pausa de verão.

O momento foi assinalado com um lanche-convívio, ao qual se juntaram Paula Jangita, vereadora na Câmara Municipal de Campo maior, o presidente e secretária da Junta de Freguesia, Florival Cirilo e Olga Madeira, respetivamente.

Imagem de Rui Miguel Nabeiro usada em vídeos falsos criados com IA para promover investimentos

Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, lançou um alerta nas redes sociais para a circulação de vídeos falsos, criados com recurso à inteligência artificial (IA), que utilizam a sua imagem e voz para promover investimentos financeiros.

Num vídeo publicado na sua página de Facebook, Rui Miguel Nabeiro esclarece que não gravou os conteúdos em causa, não autorizou a utilização da sua imagem e não tem qualquer ligação às plataformas que os divulgam. “Esses vídeos são falsos. Não fui eu que os gravei, não autorizei a sua utilização e não tenho qualquer ligação às plataformas que estão a promover”, afirma, apelando à atenção e à prudência dos cidadãos perante este tipo de publicações.

O empresário campomaiorense deixa ainda uma recomendação expressa para que ninguém invista dinheiro nem partilhe dados pessoais com base nas informações divulgadas nesses vídeos. Pede também a quem encontre estes conteúdos que os denuncie nas plataformas digitais.

“Infelizmente, hoje a tecnologia permite fazer parecer que alguém disse coisas que nunca disse”, alerta, sublinhando a importância de confirmar a autenticidade das informações e dos conteúdos que circulam nas redes sociais.

O responsável agradece igualmente a todos os que o têm alertado para a existência destes vídeos e incentiva a continuidade das denúncias, numa altura em que as ferramentas de inteligência artificial permitem reproduzir imagens e vozes com um elevado grau de realismo.

O alerta pretende prevenir eventuais situações de fraude associadas à utilização indevida da identidade de figuras públicas para promover alegadas oportunidades de investimento. A recomendação é clara: desconfiar de propostas financeiras divulgadas através de vídeos suspeitos, não fornecer informações pessoais e verificar sempre a origem dos conteúdos antes de tomar qualquer decisão.

CIMAA promove ação de formação “Código do Procedimento Administrativo”

No âmbito do Plano de Formação da CIMAA 2026-2029 e na sequência da aprovação da candidatura “Formação da Administração Pública Local”, a CIMAA irá promover, nas suas instalações, nos dias 22 e 23 de outubro, a ação de formação “Código do Procedimento Administrativo”.

Esta formação tem como objetivo, aprofundar os conhecimentos sobre os aspetos essenciais das alterações ao Código do Procedimento Administrativo e adquirir competências que permitam lidar facilmente com os novos regimes instituídos pelo Código.

Universidade Politécnica de Portalegre novamente representada em ranking internacional

A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) volta a estar representada no “World’s Top 2% Scientists Ranking”, recentemente atualizado. Além do professor e investigador Paulo Ferreira, que é distinguido pelo quarto ano consecutivo, também o investigador Rui Alexandre Castanho integra este ano o ranking.
O ranking, compilado pela Universidade de Stanford e pela Elsevier, identifica os 2% de cientistas mundiais com maior impacto do seu trabalho de investigação, considerando um conjunto alargado de domínios científicos.

Esta distinção reforça a visibilidade internacional da investigação desenvolvida na Universidade Politécnica de Portalegre e no VALORIZA–Centro de Investigação para a Valorização de Recursos Endógenos, em áreas como as finanças, a economia e a gestão, bem como o planeamento territorial, a sustentabilidade, a cooperação transfronteiriça, a governança territorial e as políticas de desenvolvimento.

O referido ranking contempla duas listas: uma que mede o impacto da investigação do último ano e outra que mede o impacto da investigação ao longo da carreira. Os dois investigadores da UPP integram a primeira lista, sendo que Paulo Ferreira integra também, pela primeira vez, a lista que mede o impacto da investigação ao longo de toda a carreira, que avalia a relevância sustentada do seu trabalho científico regional.

Vila Viçosa convida a descobrir a Estrada Real através de caminhada integrada no Alentejo Walking Festival

O Município de Vila Viçosa promove, no próximo dia 31 de outubro, o passeio pedestre “À Descoberta da Estrada Real”, integrado no Alentejo Walking Festival 2026. A caminhada tem início marcado para as 9h30 e convida os participantes a conhecer o território através de um percurso que alia o contacto com a natureza à descoberta da história e do património local.

Em declarações à Rádio ELVAS, Tiago Salgueiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, sublinha a colaboração que o município tem mantido com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo desde o início do atual mandato, no âmbito deste festival de caminhadas. “Estas caminhadas são também já uma referência para nós”, afirma o autarca, destacando o crescimento do número de participantes registado ao longo do tempo e o interesse suscitado pelas características paisagísticas da região.

O percurso “À Descoberta da Estrada Real” passa junto ao muro da Tapada Real e abrange uma área que, segundo Tiago Salgueiro, permite valorizar as particularidades de um território que se estende também aos concelhos de Elvas e Borba.

Para além da componente de exercício físico e do contacto direto com a natureza, a caminhada integra uma dimensão histórica e interpretativa, permitindo aos participantes conhecer melhor a evolução da paisagem e a importância do território ao longo dos séculos.

O vice-presidente da autarquia considera que esta vertente constitui um dos elementos diferenciadores da iniciativa, uma vez que possibilita explicar “a importância deste território” e a forma como esta zona se enquadra na candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial.

“Muito para além da questão do exercício físico e do contacto com a natureza, há também aqui uma componente que tem a ver com a história aqui do nosso território, que é particularmente relevante e que tem algumas particularidades”, salienta Tiago Salgueiro.

O responsável deixa, por isso, o convite à participação, defendendo a importância de dar a conhecer a forma como a paisagem local se foi conservando e transformando ao longo dos últimos séculos.

Inscrições abertas até 27 de outubro

O passeio está aberto aos interessados em caminhadas, natureza, história e património, estando as inscrições disponíveis até ao dia 27 de outubro.

A participação está limitada a 50 pessoas, sendo possível efetuar a inscrição através do portal oficial do Alentejo Walking Festival (aqui) ou presencialmente no Posto de Turismo de Vila Viçosa.

Com esta iniciativa, o município pretende proporcionar uma experiência de descoberta do concelho, promovendo a valorização do património histórico, cultural e paisagístico e aproximando os participantes da identidade de Vila Viçosa.

Municípios de norte a sul do país debatem cibersegurança em fórum nacional em Elvas

O Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas acolhe esta terça-feira, 13 de outubro, a terceira edição do Fórum de Cibersegurança da Administração Local (FCSAL), uma iniciativa promovida pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), em cooperação com a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e o Município de Elvas.

O encontro pretende reforçar a ciber-resiliência da Administração Local, através da cooperação entre municípios, comunidades intermunicipais e outras entidades, num contexto marcado pelo aumento e pela crescente sofisticação das ameaças informáticas.

Lino Santos defende mais cooperação entre municípios para reforçar a cibersegurança

Em declarações à Rádio ELVAS, Lino Santos, coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, destacou que o fórum tem como principais objetivos a partilha de conhecimento, o apoio mútuo e a criação de relações de confiança entre as organizações participantes.

“Estamos num contexto muito interessante em que temos um novo regime jurídico da cibersegurança”, afirmou, referindo que a nova legislação estabelece um conjunto de obrigações para os municípios e para as comunidades intermunicipais.

O responsável considera que o encontro constitui uma oportunidade para dialogar com as autarquias e encontrar soluções que permitam aumentar a maturidade em matéria de cibersegurança de forma eficaz. Para isso, defende o reforço da partilha de experiências entre os técnicos e os próprios executivos municipais.

Apesar de se tratar de uma iniciativa de âmbito nacional, Lino Santos sublinhou também a importância de descentralizar o evento e levá-lo ao interior do país. “Tentamos sempre percorrer o país e descentralizar estas iniciativas”, explicou, mostrando-se satisfeito com a realização desta edição no Alto Alentejo.

CIMAA quer reforçar investimento e trabalho em rede

Para Joaquim Diogo, presidente da CIMAA, a escolha do Alto Alentejo e de Elvas para receber o fórum representa “uma oportunidade e também um orgulho”, permitindo dar a conhecer o trabalho desenvolvido na região e partilhar experiências sobre ameaças que afetam diariamente as entidades públicas.

O responsável alertou para a diversidade dos riscos associados à cibersegurança, que vão muito além do roubo de dados ou das tentativas de phishing. Como exemplo, referiu uma notícia divulgada na manhã desta terça-feira sobre a manipulação remota da temperatura dos equipamentos de refrigeração de uma grande cadeia de supermercados.

“É também tudo o que anda à volta desta dinâmica”, salientou, defendendo uma abordagem abrangente à proteção dos sistemas tecnológicos, informáticos e de comunicação.

Joaquim Diogo reconheceu que a região ainda tem caminho a percorrer, considerando essencial um planeamento sólido, com objetivos concretos, e uma maior capacidade de trabalho conjunto entre as autarquias.

“O que eu acho é que nós estamos numa fase, neste momento, de definição da nossa estratégia e implementação inicial da nossa estratégia”, explicou, referindo que o plano da CIMAA começou a ser implementado no final de 2025 e já apresenta alguns resultados práticos em 2026.

O presidente da comunidade intermunicipal considera que a proteção dos sistemas depende de três fatores fundamentais: equipamentos e sistemas mais seguros, recursos humanos mais bem preparados e capacidade de cooperação perante ameaças reais.

“Eu acho que ainda existe uma falta de consciência de muitas entidades relativamente aos pontos que nós temos que atacar”, alertou, acrescentando que os próximos tempos deverão trazer investimento na qualificação dos recursos humanos e no software e hardware utilizados pelos municípios.

Questionado sobre se o Alto Alentejo pode ser considerado uma região segura do ponto de vista da cibersegurança, Joaquim Diogo foi cauteloso, sublinhando que as ameaças estão em constante evolução e que a capacidade de adaptação de quem ataca pode acompanhar a das entidades que procuram defender-se.

Por isso, defendeu a necessidade de sistemas de cópias de segurança, tecnologia capaz de detetar novas ameaças e formação para que cada trabalhador saiba como agir no dia a dia e perante um incidente.

Vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas destaca importância da sensibilização e da formação

Também Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, salientou a atualidade do tema e a importância de sensibilizar a Administração Local para os desafios da proteção do espaço digital.

O autarca manifestou satisfação pelo facto de Elvas ter sido escolhida para acolher a iniciativa, considerando que o fórum, com a participação de “mais de 300 pessoas”, em representação de “mais de 150 municípios”, deve contribuir para aumentar a consciência das entidades públicas sobre a necessidade de investir em cibersegurança.

“Aquilo que esperamos é que ele sirva também para consciencializar a administração local de que esta é uma área que requer investimento e requer atenção”, afirmou à Rádio ELVAS.

Nuno Mocinha destacou ainda a importância de esclarecer dúvidas e formar os técnicos que trabalham nesta área, numa altura em que as ameaças são cada vez mais complexas e a legislação se torna mais exigente.

Programa inclui sessões para eleitos e técnicos

A agenda desta terceira edição do Fórum de Cibersegurança da Administração Local contempla ações de sensibilização dirigidas aos executivos municipais e sessões técnicas destinadas aos profissionais responsáveis pela cibersegurança e pela segurança da informação nas autarquias.

A iniciativa pretende facilitar a criação de canais de comunicação entre as entidades participantes, promovendo a partilha de conhecimento e uma resposta mais rápida e coordenada aos incidentes.

O encontro realiza-se num momento de reforço das exigências legais em matéria de cibersegurança, através do novo Regime Jurídico da Cibersegurança, que torna ainda mais relevante a capacitação dos municípios e das comunidades intermunicipais.

Com a realização deste fórum no Alto Alentejo, o CNCS, a CIMAA e o Município de Elvas procuram contribuir para uma Administração Local mais preparada para prevenir, detetar e responder às ameaças digitais.

Cante Alentejano vai “ecoar” no Forte da Graça com a estreia de três obras inéditas

O Forte da Graça, em Elvas, recebe no próximo sábado, dia 17 de outubro, às 11h00, a iniciativa “O Cante Alentejano Ecoa no Forte da Graça”, promovida pela Associação Cultural Pública de Hortênsia de Castro de Elvas. O evento assinala a estreia pública das três obras vencedoras do primeiro Concurso Internacional de Composição Musical de Elvas.

Segundo o presidente da associação e maestro do Coral, Vasco Almeida, esta primeira edição do concurso musical, lançada há cerca de um ano, procurou estimular a criação musical contemporânea a partir da tradição alentejana. As obras foram avaliadas de forma anónima por um júri, sem conhecimento da identidade ou proveniência dos compositores.

O primeiro prémio foi atribuído a João Pedro Pinto Oliveira, pela obra “Hino ao Forte de Nossa Senhora da Graça”. O segundo prémio distinguiu Rodrigo Manuel Vieira Cardoso, com “Munimen”, enquanto o terceiro prémio foi entregue a Afonso Fontão da Costa, pela composição “Nossa Senhora da Graça”.

As três obras apresentam características distintas. A primeira é escrita para coro tradicional a quatro vozes, a segunda inclui vibrafone e a terceira prevê a participação de um quarteto. Por se tratarem de obras inéditas e de composição contemporânea, a preparação da apresentação das obras exigiu um trabalho específico por parte do Coral.

“O Cante Alentejano Ecoa no Forte da Graça” pretende, contudo, ser mais do que um concerto convencional. A organização preparou um percurso musical pelo interior do monumento, durante o qual serão interpretadas também quatro modas alentejanas conhecidas do público: “Se Fores ao Alentejo”, “Ó Rama, Ó que Linda Rama”, “Gotinha de Água” e “Fui Colher uma Romã”.

A iniciativa começa na entrada principal do Forte da Graça, com uma contextualização do concurso e do próprio Canto Alentejano, seguindo depois por diferentes espaços do monumento até à Casa do Governador.

O programa contará ainda com a participação do escritor Rodrigo Fialho, do cantautor António Brinquedo e do Grupo Coral Infantil de Elvas, procurando juntar diferentes gerações e expressões artísticas em torno do património musical alentejano.

No final do percurso haverá ainda uma degustação de produtos da região, pensada como forma de complementar uma manhã dedicada à música, à tradição e ao património.

O Forte da Graça assume, assim, um papel central na iniciativa, não apenas como cenário, mas como parte integrante da experiência musical. A organização pretende explorar as características acústicas e arquitetónicas do monumento, proporcionando ao público uma forma diferente de o visitar.

A entrada é gratuita e o convite é dirigido a toda a população.

A entrevista a Vasco Almeida para ouvir no podcast abaixo:

Campo Maior: Casa-Museu celebra Santa Beatriz da Silva com exposição

A Casa-Museu Santa Beatriz da Silva, em Campo Maior, acolhe desde o passado dia 3 de outubro a exposição “Devoção a Santa Beatriz da Silva em Campo Maior”, uma iniciativa que dá a conhecer a ligação da comunidade campomaiorense àquela que é considerada a primeira santa portuguesa.

A exposição está patente num ano particularmente simbólico para a memória de Santa Beatriz da Silva, uma vez que, em 2026, se assinalam os 50 anos da sua canonização e o centenário da sua beatificação. A iniciativa integra-se na missão da Casa-Museu de preservar e divulgar a vida, a obra e a espiritualidade da santa, natural de Campo Maior e fundadora da Ordem da Imaculada Conceição.

O espaço museológico assinalou, a 1 de setembro, o seu 13.º aniversário. Inaugurada em 2013, a Casa-Museu tem vindo a afirmar-se como um local de referência para o conhecimento da história de Santa Beatriz da Silva, assumindo igualmente um papel na preservação da cultura e da identidade do concelho.

O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, destaca a importância deste equipamento para a comunidade e para os visitantes que procuram conhecer melhor a história da santa.

“Foi há 13 anos que a Casa-Museu foi inaugurada, uma casa que muito nos diz, a todos nós campomaiorenses, por tratar-se da nossa Santa campomaiorense, a primeira Santa portuguesa, e é um sítio muito visitado, muito procurado”, afirma o autarca.

Luís Rosinha sublinha ainda o significado particular de 2026, ano em que se assinalam duas datas marcantes no percurso religioso de Santa Beatriz da Silva, considerando que a Casa-Museu continua a ser fundamental para valorizar a ligação histórica da santa a Campo Maior.

“É um museu que continua de portas abertas, à espera das visitas, para que todos possam conhecer melhor a primeira Santa portuguesa e a Santa que mais honra os campomaiorenses”, conclui.

A exposição “Devoção a Santa Beatriz da Silva em Campo Maior” constitui, assim, uma oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre a expressão da devoção à santa no concelho e sobre a forma como a sua memória continua presente na identidade local.

A Casa-Museu Santa Beatriz da Silva está localizada na Rua de Santa Beatriz da Silva, em Campo Maior, e pode ser visitada de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 17h00. A entrada é gratuita.