Aparatosa colisão entre ligeiro e retroescavadora na Boa-Fé em Elvas

Uma violenta colisão entre um veículo ligeiro de passageiros e uma retroescavadora registou-se, cerca das 16h55, no bairro da Boa-Fé, em Elvas.

O acidente ocorreu no troço em direção à cidade, nas proximidades do cruzamento da Ponte das Hortas. Segundo as informações recolhidas no local, o veículo ligeiro seguia em direção a Elvas quando embateu na retroescavadora, que se encontrava a realizar manobras com areia na via. As condições de luminosidade e o nível do sol à hora do acidente poderão ter dificultado a visibilidade dos intervenientes.

Apesar da dimensão dos estragos e do aparato da colisão, não há feridos a registar.

No socorro e na gestão da ocorrência estiveram envolvidos dez operacionais e quatro veículos, pertencentes aos Bombeiros Voluntários de Elvas e à Polícia de Segurança Pública (PSP) de Elvas, que tomaram conta da ocorrência e orientaram o trânsito no local.

Exposição “Galeria de Imagens” patente no Coliseu de Elvas

A exposição “Galeria de Imagens”, integrada no projeto “Teatro Anatómico”, pode ser visitada no Coliseu de Elvas, até 30 de outubro de 2026.

Desenvolvido a partir do espólio histórico da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), que celebra 200 anos, o projeto cruzou património, ciência e arte contemporânea, reunindo imagens que documentam o encontro entre artistas e laboratórios biomédicos.

Com curadoria de Marta de Menezes, referência internacional na bioarte e na investigação artística, e de Manuel Valente Alves, artista e especialista em história da medicina e da cidade, a mostra resultou de um diálogo entre a criação artística e a investigação científica.

Através de residências artísticas e da exploração do conceito “Uma Só Saúde” (One Health), o projeto propôs um olhar sobre as relações entre a saúde humana, animal e ambiental, aproximando diferentes áreas do conhecimento através da arte e da imagem.

A exposição reuniu contributos de André Araújo, Carla Rebelo, Ana Ventura, Marta de Menezes, Sally Santiago, António Caramelo, Andrew Carnie, Erich Berger, Crystal Kershaw, Ânia Pais, Anna Isaak-Ross, Amy Pilling e da FMUL.

Câmara de Elvas requalifica espaços urbanos da Belhó-Raposeira

A Câmara Municipal de Elvas iniciou a empreitada de requalificação dos espaços urbanos do Bairro da Belhó Raposeira, numa intervenção que contempla a renovação dos equipamentos destinados à população sénior, a substituição do mobiliário urbano e a criação de um parque canino.

Num investimento superior a 122 mil euros, acrescido de IVA, esta obra pretende melhorar as condições de utilização deste espaço público, promovendo o recreio, o lazer e as atividades ao ar livre.

Os trabalhos previstos incluem demolições, movimentação de terras e intervenções nos pavimentos, espaços verdes e equipamentos. Será substituída a totalidade dos equipamentos de apoio sénior ou geriátrico, assim como o mobiliário urbano.

Uma das novidades será a criação de um parque canino, introduzindo uma nova valência no bairro e disponibilizando um espaço destinado ao recreio dos cães.

A intervenção responde à degradação registada ao longo do tempo, em resultado das intempéries e do desgaste dos equipamentos, que tornou necessária a recuperação do local.

Com esta requalificação, o Município pretende tornar o espaço mais agradável e adequado à utilização pela população, valorizando as zonas de lazer e de convivência do Bairro da Belhó Raposeira.

Movimento SIM quer esclarecimentos sobre financiamento para habitação em Campo Maior

O Movimento SIM por Campo Maior vai questionar o executivo municipal sobre as necessidades habitacionais do concelho e a eventual integração de projetos locais no pacote de financiamento de 1.500 milhões de euros anunciado pelo Governo para a área da habitação.

Em nota de imprensa, os vereadores João Muacho e Alexandre Florentino revelam que pretendem esclarecer se o Município respondeu ao levantamento solicitado pelo Governo a todos os municípios do país, que identificou a necessidade de 133 mil habitações para dar resposta às carências existentes.

O movimento quer ainda saber quais as necessidades habitacionais de Campo Maior que foram comunicadas ao Governo e se o projeto da Cooperativa de Habitação, que, segundo o SIM, já se encontra numa fase mais avançada, foi apresentado para poder beneficiar deste financiamento. Caso o projeto não reúna as condições necessárias para integrar o pacote de apoio, os vereadores pretendem perceber se existe a possibilidade de o adaptar, de forma a garantir o acesso às verbas disponibilizadas.

Para o Movimento SIM, a habitação e o emprego são duas condições fundamentais para atrair e fixar jovens e famílias em Campo Maior, contribuindo simultaneamente para o crescimento demográfico e o desenvolvimento económico do concelho.

Na nota, o movimento manifesta preocupação com a necessidade de aproveitar as oportunidades de financiamento disponibilizadas pelo Governo, defendendo que as carências locais devem ser devidamente identificadas, justificadas e apresentadas junto das entidades competentes. O objetivo, sublinha, passa por garantir que Campo Maior possa beneficiar de soluções que contribuam para o seu crescimento e para a melhoria das condições de vida da população.

“Governar é antecipar soluções, não é correr atrás do prejuízo quando as oportunidades já passaram”, afirma o Movimento SIM, defendendo uma atuação preventiva do executivo municipal para que o concelho não perca oportunidades de investimento na habitação.

As questões serão colocadas pelos vereadores João Muacho e Alexandre Florentino na próxima reunião de Câmara.

Câmara de Campo Maior veste a camisola do “Outubro Rosa” pela prevenção do cancro da mama

O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, e os vereadores Paulo Pinheiro e Paula Jangita juntaram-se aos colaboradores do Município e aderiram à campanha “Outubro Rosa”, vestindo a camisola da iniciativa.

“Outubro Rosa” é uma iniciativa da Liga Portuguesa Contra o Cancro, com a finalidade de consciencializar para a prevenção e para importância do diagnóstico precoce do cancro da mama.

O movimento conhecido por “Outubro Rosa” (Pink October) nasceu nos Estados Unidos da América, na década de 90 do século passado, com o intuito de inspirar a mudança e mobilizar a sociedade para a luta contra o cancro da mama. Desde então, por todo o mundo, a cor rosa é utilizada para homenagear as mulheres com cancro da mama, sensibilizar para a prevenção e diagnóstico precoce e apoiar a investigação nesta área.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em representação da EUROPA DONNA (Coligação Europeia Contra o Cancro da Mama) e através do Movimento “Vencer e Viver”, promove a iniciativa “Outubro Rosa” com a finalidade de consciencializar para a prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama, nomeadamente através do Rastreio, e divulgar informação e formas de apoio à mulher e família.

​A Liga Portuguesa Contra o Cancro desafia a comunidade a juntar-se ao movimento “Outubro Rosa”, com o desenvolvimento de iniciativas solidárias durante o mês de outubro, com particular destaque para os dias em que se assinalam três importantes efemérides:  Dia Mundial do Cancro da Mama Metastático (13 de outubro); Dia da Saúde da Mama (15 de outubro); e Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama (30 de outubro).

Homem detido em Alter do Chão por violência doméstica fica sujeito a pulseira eletrónica

O Comando Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve, na passada segunda-feira, dia 12 de outubro, um homem de 62 anos por violência doméstica, no concelho de Alter do Chão.

A detenção foi efetuada pelo Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE), no âmbito de uma investigação que permitiu apurar que o suspeito exercia violência física e psicológica sobre a sua ex-companheira, de 47 anos.

Durante a operação, os militares deram cumprimento a um mandado de detenção, tendo ainda realizado uma busca domiciliária e uma busca não domiciliária, das quais resultou a apreensão de uma arma de detenção proibida.

Após a detenção, o homem foi presente ao Tribunal Judicial de Fronteira, que determinou a aplicação de várias medidas de coação. Entre estas estão o termo de identidade e residência, a proibição de contactar a vítima, direta ou indiretamente, por qualquer meio, e a proibição de se aproximar ou permanecer junto da residência e do local de trabalho da ex-companheira, num raio de 500 metros. Esta última medida será fiscalizada através de meios técnicos de controlo à distância, nomeadamente pulseira eletrónica.

O tribunal determinou ainda a proibição de adquirir ou utilizar armas de qualquer natureza, bem como objetos ou utensílios especificamente aptos a facilitar a atividade criminosa.

A GNR recorda que a violência doméstica é um crime público e que a sua denúncia constitui uma responsabilidade coletiva.

BIALE_27 já tem data marcada

A 3.ª Bienal Internacional do Alentejo tem início confirmado para o dia 12 de março de 2027, no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz, e estender-se-á também por Évora, Ponte de Sor e Portalegre, reunindo dezenas de artistas nacionais e internacionais até 10 de setembro de 2027. 

Carlos Godinho, diretor artístico e presidente da ARTMOZ, associação com sede em Estremoz, que responde pela organização da Bienal, considerou, na cerimónia de lançamento realizada no Colégio do Espírito Santo, na Universidade de Évora, que “a BIALE_27 não foi desenhada para ser apenas uma sucessão de exposições ou uma montra passiva de objetos de arte. Esta terceira edição assume-se como um manifesto e um ponto de encontro reflexivo. Elegemos como eixo central a EcoCultura, cruzando de forma indissociável três realidades vitais: a Arte, o Ambiente e a Ruralidade.” Nesta declaração de interesses, quando “o mundo enfrenta o desafio urgente das alterações climáticas e debate o futuro da sustentabilidade”, Carlos Godinho colocou o Alentejo na primeira linha deste desígnio, “não como uma periferia isolada, mas como o laboratório ideal. Queremos que a criação contemporânea dialogue diretamente com a terra, com a paisagem, com os ecossistemas e com os saberes ancestrais.” 

Aproveitando o palco da Universidade de Évora, o diretor artístico da BIALE_27 lançou um repto: “Queremos que as academias e a BIALE trabalhem lado a lado, transformando o conhecimento científico gerado nas salas das Universidades, do Alentejo, em matéria de reflexão artística, provando que a ciência e a arte são duas faces da mesma moeda na salvaguarda do nosso futuro comum.” 

Assumindo um objetivo claro de expansão da Bienal Internacional do Alentejo, Carlos Godinho explicou que a BIALE_27 “descentraliza-se e desenha uma geografia cultural expandida no Alentejo”, com a criação de “um verdadeiro roteiro territorial que rasga caminhos para sul e para norte, estruturado através do envolvimento de quatro cidades fundamentais: Estremoz, Évora, Ponte de Sor e Portalegre. Este eixo não é aleatório; reflete a diversidade do próprio Alentejo e o empenho vital dos seus Municípios, cujos executivos municipais têm sido parceiros de primeira linha no terreno.” 

António Candeias, reitor da Universidade de Évora e anfitrião do lançamento, sublinhou que a BIALE “é um projeto que se tem vindo a consolidar e entra agora numa nova fase”, saindo de Estremoz, para se tornar num projeto “de todo o território” do Alentejo. António Candeias referiu ser a Universidade de Évora “também uma casa de produção artística”, reafirmando o desejo de colaborar com a BIALE “de forma ativa”, no caminho da sustentabilidade, assumido no eixo central da EcoCultura. “Somos um território de baixa densidade populacional, mas podemos ser de alta densidade cultural”, afirmou António Candeias. 

A vereadora da Câmara Municipal de Évora, Carmen Carvalheira, saudou a BIALE como um projeto ligado à ecologia, assumido entre uma população que se distingue pelo “saber fazer”, no caminho da “sustentabilidade”, quando existe o desafio de “gerir o legado para o futuro em tempos profundamente desafiantes e quando precisamos estar unidos.” 

Henrique Sim-Sim, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A) para a cultura, mostrou-se convicto na implantação da BIALE como a “grande Bienal Internacional de arte contemporânea do Alentejo”, à semelhança do que acontece com a Bienal de Cerveira, e foi mais longe quando reafirmou o território alentejano como de “grande densidade artística e cultural”, lançando o desafio de a BIALE poder tornar-se a próxima “grande Bienal de arte contemporânea em Portugal.” 

Nas duas primeiras edições, a BIALE contou, em 2025, com mais de 240 artistas provenientes do Equador, Espanha, França, Suíça, Inglaterra, Itália e Brasil, e em 2023 marcaram presença artistas dos Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra, Itália, Espanha, Suíça, Geórgia, Angola, para além de Portugal.   

No plano artístico, a BIALE desafia os artistas a apresentarem as suas obras no Alentejo, em diálogo com o território, as paisagens e as comunidades locais. A seleção artística será orientada por critérios de qualidade, diversidade e relevância temática. A “Open Call” das candidaturas artísticas decorrerá de 1 de novembro a 31 de dezembro de 2026. Depois de já ter homenageado Armando Alves, a Bienal Internacional do Alentejo distinguirá, em 2027, o fotógrafo alentejano Edgar Martins. 

A BIALE tem como parceiros institucionais os Municípios de Estremoz, Évora, Ponte de Sor e Portalegre, CCDR Alentejo, Entidade Regional de Turismo, Universidade de Évora e Universidade Politécnica de Portalegre, e na qualidade de parceiros comerciais a Caixa de Crédito Agrícola, SEL, A MatosCar, BricoMarché, Ricardo Pico Transportes, Tractomoz, Howards Folly, João Portugal Ramos Vinhos, Adega de Borba, Casa do Gadanha e Larau.  

O lançamento da BIALE_2027 teve a participação musical de Os Boinas, o Ensemble de Saxofones da Universidade de Évora e do Trio Voz entre Cordas, que apresentou o hino da Bienal. 

Arronches: “Um Dia Pela Vida” termina com emotiva festa no Jardim do Fosso

Chegou ao fim a iniciativa promovida pela Liga Portuguesa Contra o Cancro em parceria com o Município de Arronches denominada ‘Um Dia Pela Vida’, que ao longo dos últimos meses motivou a realização de diversas ações sempre visando o objetivo principal de angariar fundos para os programas de prevenção e atividades de apoio ao doente, mas também de educar e informar para mudar a atitude em relação à doença, aproveitando ainda para celebrar os que venceram, recordar os que partiram e a apoiar os que estão a lutar contra doença.

Para terminar em grande, a população do concelho juntou-se no passado sábado, dia 10 de outubro, para a festa de encerramento da iniciativa, começando por fazer uma arruada pela vila sob o mote ‘não vamos parar até encontrar a cura’, um périplo liderado pela comissão organizadora, pelo executivo municipal, pelos executivos e demais autarcas das juntas de freguesia locais e pelos capitães e membros das equipas participantes, a quem se juntaram dezenas de populares.

A volta terminou no Jardim do Fosso, que foi o epicentro de uma festa carregada de emoção, que se iniciou com os responsáveis a dirigir desde logo algumas mensagens aos presentes, com Hugo Tavares, que acompanha o projeto há dezoito anos, a dar a palavra à dirigente do Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Filipa Rocha Mendes, que começou por dar a conhecer a história e a dinâmica desta iniciativa, que é o maior movimento do género a nível global e que pretende apoiar o doente e a família, mas também a investigação e a prevenção. A coordenadora do projeto salientou que é importante que a mensagem possa chegar à população e que esta fique com noção de que é possível vencer a doença e ter qualidade de vida. Por fim, antes de dar nota de que o grupo de apoio de Portalegre se encontra sempre de portas abertas para ajudar quem precisa, Filipa Rocha Mendes elogiou a forma como Arronches se entregou à causa, dirigindo o seu agradecimento à comissão local, às equipas, à Câmara Municipal e juntas de freguesia, às empresas e a todos os munícipes em geral.

Por sua vez, a vereadora e membro da comissão organizadora, Maria João Fernandes, destacou a disponibilidade da autarquia em associar-se à causa desde a primeira hora e elogiou a vontade de toda a comunidade em apoiar este projeto, agradecendo a todos os munícipes que se envolveram, às equipas pelo empenho demonstrado, à Liga Portuguesa Contra o Cancro pelo trabalho desenvolvido e a toda a população. A autarca sublinhou o quão gratificante foi para si estar envolvida no projeto e poder ter dado o seu contributo para ajudar a travar a doença, terminando com a garantia de que a comunidade estará sempre ao lado de quem combate a enfermidade.

Já a secretária da Junta de Freguesia de Assunção e também membro da comissão organizadora, Ana Lopes, lembrou o quão desafiante foi abraçar este projeto, no qual se empenhou ao máximo para que tudo corresse pelo melhor, lamentando não ter podido estar presente em todas as iniciativas dinamizadas, ainda que tenha ficado bastante satisfeita por ver que cada uma delas superou as expetativas, realçando que Arronches soube fazer acontecer e marcou a diferença.

Finalmente, o presidente do Município, João Crespo, evidenciou a importância do dia e sublinhou as palavras anteriormente veiculadas, reforçando a disponibilidade e vontade do Município em fazer parte deste projeto, mais um na senda do fantástico trabalho desenvolvido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, instituição que contará sempre com a autarquia como parceiro em iniciativas futuras. O líder do executivo autárquico agradeceu então à Liga pela escolha de Arronches para a dinamização da iniciativa e à comissão organizadora, às equipas, às juntas de freguesia, a todos os que colaboraram e a toda a população em geral pelo empenho que permitiu que esta iniciativa fosse um rotundo sucesso, que superou largamente as expectativas.

O dia prosseguiu desde logo com a volta dos sobreviventes e familiares, um percurso que ao longo do dia teve sempre participantes a caminhar. A dinâmica no recinto foi uma constante com as equipas a realizar diversas iniciativas, contando ainda com a colaboração e participação de associações locais, como a Associação Cultural e Recreativa ‘Os Romeiros de Esperança’, a Associação Freestyle Iceshow Arronches, o Grupo Motard de Arronches ou o Sport Arronches e Benfica.

Em palco, para abrilhantar musicalmente a tarde e noite, destaque para as atuações musicais do Grupo das Pedrinhas de Arronches, para as tunas da Academia Sénior de Arronches e do ReCre’Arte de Esperança e do grupo Verde Maio, para a apresentação levada a efeito pelo escritor André Fernandes, para o espetáculo de dança do grupo Flamencura e ainda para o espetáculo teatral promovido pela Escola de Música de Arronches.

A terminar este dia, foram acendidas luminárias para relembrar aqueles que já partiram, seguindo-se a volta de encerramento da caminhada com o desenrolar da passadeira da vida.

Alentejo 2030 disponibiliza mais de 1 milhão de euros para equipamentos do Hospital Central do Alentejo

No âmbito do Programa Regional Alentejo 2030 foi disponibilizado o Aviso Convite “Equipamentos Hospitalares – Hospital Central do Alentejo”, destinado a apoiar a aquisição e instalação de equipamentos afetos ao projeto do Hospital Central do
Alentejo.

Com uma dotação de 1.096.424 euros, cofinanciada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) a uma taxa máxima de 85%, este apoio tem como objetivo reforçar e modernizar a capacidade de resposta da rede hospitalar regional,
contribuindo para uma prestação de cuidados de saúde mais qualificada, eficiente e adaptada aos desafios epidemiológicos e demográficos atuais. O investimento permitirá aprofundar e modernizar a resposta às necessidades da população, num contexto
marcado pelo envelhecimento demográfico e pela crescente exigência dos serviços de saúde.

São elegíveis ações que promovam a melhoria da qualidade do diagnóstico e do tratamento no Hospital Central do Alentejo, nomeadamente através da aquisição de equipamentos de tecnologia avançada e das adaptações necessárias à sua instalação. O
aviso contempla igualmente investimentos destinados ao reforço e à melhoria da prestação de serviços de saúde e ao aumento da capacidade de resposta hospitalar da região.

A entidade beneficiária é a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, E.P.E., promotora da operação de equipamentos hospitalares associada ao projeto do Hospital Central do Alentejo.

O período de apresentação de candidaturas decorre até ao dia 30 de dezembro de 2026.

GNR regista mais de 190 burlas por falsos polícias e inspetores

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, entre janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026, um total de 193 crimes de burla por falso funcionário com recurso à usurpação de identidade de forças de segurança e órgãos de polícia criminal. A atividade destes grupos criminosos tem vindo a intensificar-se de forma contínua, com 69 casos em 2024, 76 em 2025 e já 48 ocorrências registadas apenas nos primeiros cinco meses de 2026, recorrendo à manipulação psicológica, ao falso sentido de autoridade e a tecnologias de disfarce digital (Caller ID Spoofing) para coagir comerciantes e cidadãos.

Geograficamente, os distritos do Porto (33 crimes), Lisboa (23) e Setúbal (18) concentram os volumes mais elevados de ocorrências participadas. A análise temporal aos dados operacionais demonstra uma clara preferência dos burlões pelo período diurno, que concentra cerca de 75% dos crimes (74 no período da manhã e 72 durante a tarde), com maior incidência às quintas-feiras (45 casos) e sextas-feiras (33 casos).

Quanto aos locais de abordagem, os suspeitos visam prioritariamente o interior de residências particulares (88 ocorrências) e estabelecimentos de comércio e restauração (56 casos), registando-se ainda abordagens diretas em plena via pública (30 casos acumulados, 9 dos quais já no corrente ano). No que respeita ao perfil das 172 vítimas identificadas, situa-se em idade ativa, recaindo o principal foco dos burlões nas faixas etárias dos 51 aos 64 anos (49 vítimas) e dos 41 aos 50 anos (33 vítimas).

A análise às denúncias revela ainda que os autores constroem a credibilidade das abordagens através da apropriação sistemática de funções de autoridade e fiscalização. Na maioria esmagadora das ocorrências, que no seu conjunto representam cerca de 70% dos casos, os suspeitos fazem-se passar por inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) ou da Polícia Judiciária (PJ), recorrendo ainda à simulação de elementos da PSP e da Guarda.