Campus Centro de Conhecimento Comendador Rui Nabeiro promove workshop de storytelling

Na próxima quinta-feira, 8 de outubro, entre as 18h00 e as 21h00, o Campus > Centro de Conhecimento Comendador Rui Nabeiro, em Campo Maior, recebe o workshop “Técnicas de Storytelling”, dirigido aos colaboradores do Grupo Nabeiro e à comunidade em geral, com idade igual ou superior a 16 anos.

Com uma abordagem breve, divertida, prática e orientada para resultados, a sessão pretende dar a conhecer o poder da arte de contar histórias enquanto ferramenta de comunicação eficaz, tanto em contexto profissional como pessoal.

Nos conteúdos do workshop incluem-se o visionamento e análise de vídeos com exemplos onde o storytelling é aplicado, as características comuns à utilização da técnica nos diferentes meios e o potencial do storytelling para comunicar de forma mais eficaz.

A iniciativa do final da tarde de 8 de outubro resulta de uma parceria entre o Campus e a Escrever Escrever, empresa que se dedica à promoção de cursos e workshops de escrita criativa.

O valor de inscrição é de 25 euros para os colaboradores do Grupo Nabeiro e de 30 euros para o público em geral.

Odemira estreia Bienal Arte e Ciência com foco na cultura, ciência e comunidade

Odemira recebe, entre este sábado e segunda-feira, de 3 a 5 de outubro, a edição inaugural da Bienal Arte e Ciência (BAC), promovida pela Câmara Municipal. Com curadoria de Hugo Cruz e sob o tema “Tentemos”, a iniciativa pretende aproximar arte, ciência, ambiente e comunidade, criando novas formas de pensar e intervir no território.

A realização da Bienal integra o Plano Municipal de Cultura de Odemira e surge, segundo o presidente da Câmara Municipal, Hélder Guerreiro, como resultado de uma estratégia que procura concretizar as medidas previstas nesse documento. “A Bienal resulta do nosso plano municipal de cultura, era uma ação que estava lá prevista e que nós quisemos concretizar”, explica o autarca, sublinhando que os planos municipais devem traduzir-se em ações concretas.

Para Hélder Guerreiro, a BAC parte também da possibilidade de aproximar dois campos que muitas vezes são vistos como distintos. “A Bienal de Arte e Ciência de Odemira pretende juntar efetivamente estes dois mindsets, digamos assim, que à partida podiam ser diferentes”, afirma, recorrendo à figura de Leonardo da Vinci como exemplo histórico de alguém que conciliou a criação artística e o conhecimento científico.

A iniciativa enquadra-se numa estratégia municipal mais abrangente, que procura reforçar a capacidade de Odemira para gerar riqueza e criar novas oportunidades. O presidente da Câmara destaca o peso de setores como a agricultura, o turismo e o comércio na economia local e defende que a cultura pode assumir um papel complementar na valorização do território. “Nós procurámos foi tentar encontrar soluções, ou pelo menos procurar construir propostas que, ao fim e ao cabo, resultassem na possibilidade de criar mais riqueza no território e, ao fim e ao cabo, também criassem mais oportunidades para jovens e que tornassem também o território mais atrativo”, refere Hélder Guerreiro.

O autarca aponta ainda a evolução da capacidade de captação de financiamento por parte dos agentes culturais locais como um dos resultados da aposta municipal na cultura. Segundo Hélder Guerreiro, no início do anterior mandato os agentes culturais de Odemira captavam cerca de 30 mil euros através dos apoios da Direção-Geral das Artes, valor que terá aumentado para cerca de 400 mil euros anuais no final desse período.

É neste percurso que o presidente da Câmara enquadra a Bienal Arte e Ciência. “A BAC, ou seja, a Bienal de Arte e Ciência de Odemira, é apenas um dos elementos que procura realmente realçar que é possível nós trabalharmos as questões da cultura e da ciência, ou seja, da promoção do conhecimento em conjunto”, afirma.

A primeira edição assume, assim, um caráter experimental. “Entre 3 a 5 de outubro, vamos ter essa experiência que vai ser, na verdade, o ano zero de experiência em Odemira”, explica Hélder Guerreiro.

Com o tema “Tentemos”, a edição inaugural pretende lançar as bases de uma iniciativa que cruza diferentes áreas e aproxima conhecimento, criação artística, ambiente e participação da comunidade. A Bienal surge, desta forma, como mais uma aposta do Município na afirmação da cultura enquanto instrumento de desenvolvimento e valorização do território.

A programação completa do evento, que contempla, entre outros, conversas, caminhadas, instalações, oficinas, concertos e performances participativas, para conhecer aqui.

Regulamento dos Serviços Digitais reforça proteção e responsabilidade no ambiente online

O Regulamento dos Serviços Digitais (DSA) estabeleceu um conjunto de novas responsabilidades para prestadores de serviços intermediários em linha, abrangendo desde redes sociais e motores de busca até mercados digitais e plataformas de download. A nova legislação obriga estas entidades a criar mecanismos eficazes para prevenir a disseminação de conteúdos ilegais — como discursos de ódio, terrorismo e pornografia infantil —, travar a venda de produtos perigosos ou contrafeitos e proibir a manipulação de algoritmos que limite a liberdade de expressão ou promova a desinformação.

As regras aplicam-se com especial rigor às plataformas e motores de pesquisa de grande dimensão, que registem em média pelo menos 45 milhões de utilizadores na União Europeia, devido aos elevados riscos associados à difusão massiva de conteúdos digitais. Embora o regulamento aumente a responsabilização das empresas e reforce a segurança dos utilizadores, as autoridades relembram que a proteção efetiva exige também uma postura preventiva por parte do consumidor, recomendando a consulta das condições de venda, a verificação da autenticidade dos produtos e o recurso aos mecanismos formais de reclamação em caso de litígio.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Elvas e Campo Maior acolhem encontro nacional e ibérico dedicado à integração de cuidados

Elvas e Campo Maior são, desde ontem, 1 de outubro, palco do VI Encontro Nacional e I Encontro Ibérico de Integração de Cuidados, uma iniciativa que reúne profissionais e entidades dos dois lados da fronteira para refletir sobre respostas integradas na área da saúde e dos cuidados.

O encontro, que é promovido anualmente pela Associação Portuguesa de Integração de Cuidados (PAFIC), decorre este ano entre Elvas e Campo Maior, por iniciativa da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.

A sessão de abertura realizou-se na manhã desta sexta-feira, no Auditório São Mateus, em Elvas, com as participações do presidente do Conselho de Administração da ULS do Alto Alentejo, Miguel Lopes, do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, do vereador da Câmara Municipal de Elvas, Hermenegildo Rodrigues, da presidente da PAFIC, Adelaide Belo, e do vice-presidente da CCDR Alentejo para a área da Saúde, Marciano Lopes.

Para Miguel Lopes, a realização do encontro no Alto Alentejo constitui uma oportunidade para colocar no centro da discussão a necessidade de desenvolver respostas integradas para a população: “O Alto Alentejo e, em concreto, Elvas e Campo Maior acolheram durante estes dois dias o VI Encontro Nacional de Integração de Cuidados, que é organizado anualmente pela Associação Portuguesa de Integração de Cuidados e foi um repto que foi lançado pela ULS do Alto Alentejo para que pudéssemos trazer esta discussão, sobre aquilo que é a integração e as respostas integradas, à nossa população”.

O responsável destacou ainda a dimensão ibérica da iniciativa, considerando que o encontro permite conhecer experiências e respostas desenvolvidas em Espanha. “Este é um espaço de reflexão onde procuramos aprender com boas experiências, neste caso, e pela primeira vez, ibéricas, sobre aquilo que são respostas que temos que desenvolver e consolidar para garantir cuidados de saúde integrados à nossa comunidade”, afirmou.

Articular todo o percurso do cidadão no sistema de saúde

A integração de cuidados, explicou ainda Miguel Lopes, passa por garantir que o cidadão encontra respostas articuladas ao longo das diferentes fases do seu percurso no sistema de saúde.

“Quando falamos de integração, falamos numa lógica em que todos nós, enquanto cidadãos, quando recorremos a algum serviço de saúde, tenhamos as respostas adequadas e que seja um percurso articulado entre médicos de família, os centros de saúde, os hospitais, as especialidades”, esclareceu.

O presidente da ULS do Alto Alentejo acrescentou a esta articulação os cuidados continuados, “quando temos que fazer convalescença”, assim como os “cuidados de longa duração”. “Também é importante quando temos necessidade de ter respostas em termos de cuidados paliativos, não só no momento final de vida, mas ao longo de todo o processo que implique a existência de dor na nossa vida”, rematou.

Elvas e Campo Maior reforçam parceria no contexto EuroBEC

Por sua vez, Hermenegildo Rodrigues, vereador na Câmara Municipal de Elvas, destacou a realização do encontro nos dois municípios como um exemplo da cooperação e proximidade entre Elvas e Campo Maior.

“Começo por realçar este significado de reforçar esta parceria, esta proximidade entre Elvas e Campo Maior. Como é do conhecimento, este simpósio iniciou-se ontem em Campo Maior e hoje continua em Elvas. Portanto, é significativo e isto vem ao encontro daquilo que é um dos grandes propósitos desta região EuroBEC”, assegurou.

O autarca associou ainda a realização deste tipo de eventos à estratégia de afirmação de Elvas enquanto cidade de congressos e destino para iniciativas de diferentes áreas: “Penso que, acima de tudo, esse é um dos grandes propósitos do atual executivo, é afirmar Elvas como uma cidade de destino, uma cidade de congressos”.

Hermenegildo Rodrigues salientou que a realização de congressos e jornadas contribui para dinamizar a cidade e para promover a circulação de conhecimento. “Há aqui um conjunto de situações que nos deve encher de orgulho, porque quer queiramos, quer não, isto traz vida, traz dinâmica, traz proximidade entre as pessoas, mas também traz aquilo que todos nós procuramos: conhecimento, quer ele seja científico ou não.”

O vereador defendeu ainda a importância destes encontros enquanto espaços de produção e partilha de conhecimento para apoiar a tomada de decisões em diferentes áreas. “Cada vez mais as decisões são tomadas num contexto de fundamentação das próprias escolhas, quer sejam ambientais, agrícolas, no âmbito da saúde”, disse aos microfones da Rádio ELVAS.

Para Hermenegildo Rodrigues, a realização do encontro demonstra que Elvas e Campo Maior estão a reforçar a capacidade de acolher iniciativas que contribuem para essa partilha de conhecimento e fundamentação.

Campo Maior destaca importância da cooperação

Já o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, sublinhou a importância da realização do encontro no território e, em particular, da sua componente ibérica.

“Louvar a iniciativa deste Encontro Nacional de Integração dos Cuidadores, mas também a parte ibérica, que também acho que é de louvar”, começou por dizer o autarca.

Campo Maior acolheu a primeira parte do programa, que decorreu ontem, proporcionando aos participantes momentos de reflexão, quer no Centro de Inteligência Competitiva, quer no Centro Cultural.

Para Luís Rosinha, a iniciativa constitui também uma oportunidade para discutir o papel dos diferentes parceiros locais na melhoria das respostas à população. “São iniciativas importantes para fazermos aqui alguma reflexão daquilo que são os cuidados que nós podemos prestar eventualmente aqui na nossa região, quando muitas vezes percebemos que há debilidades e de que forma é que também o encontro entre parceiros, autarquias e IPSS pode eventualmente melhorar a qualidade de vida dos nossos cidadãos”, disse ainda.

O VI Encontro Nacional de Integração de Cuidados e I Encontro Ibérico de Integração de Cuidados prolonga-se por estes dois dias, entre Campo Maior e Elvas, tendo como pano de fundo os desafios associados à distância, à multimorbilidade, à urgência, ao acompanhamento prolongado e ao papel da tecnologia na prestação de cuidados.

A iniciativa procura aproximar profissionais, instituições, autarquias e outros parceiros em torno de uma questão central: como garantir respostas de saúde e de cuidados mais articuladas e adequadas às necessidades das populações, num território marcado também pela realidade transfronteiriça.

Orçamento Participativo de Elvas: votação termina esta sexta-feira

Os munícipes de Elvas ainda podem votar no Orçamento Participativo 2026 e escolher as propostas que pretendem ver concretizadas no concelho. A votação termina esta quinta-feira, 2 de outubro, às 23h59.

Ao todo, estão em votação 14 projetos apresentados pela população, abrangendo diferentes áreas, entre as quais a solidariedade e coesão social, o desporto e lazer, a cultura, ciência e património, a ecologia, ambiente e energia, o turismo, o comércio e a promoção económica.

A votação é feita através da plataforma do Orçamento Participativo de Elvas, disponível aqui.

Projetos na área social

Na área da solidariedade e coesão social encontram-se propostas como o “Proxim(Idades) Maiores”, destinado a promover o envelhecimento ativo através das tecnologias digitais, e o “PRESERVA”, dedicado à recolha e preservação de vestígios forenses no Hospital de Santa Luzia.

Integra também esta área o projeto “Parque para Todos, em Varche”, que prevê a requalificação do parque infantil e do polidesportivo, bem como uma proposta de apoio às colónias felinas de Elvas.

A lista inclui ainda o “Conexão Futuro”, direcionado para o desenvolvimento de competências pessoais e profissionais dos jovens, e a aquisição de um gerador elétrico para a APPACDM de Elvas, com o objetivo de assegurar a continuidade do funcionamento dos seus serviços.

Cultura e património

Na área da cultura e do património estão em votação a coletânea de contos “Elvas nas Brumas do Tempo”, inspirada na história e identidade da região transfronteiriça, e o projeto “KKIDS_CELL ELVAS”, que propõe a criação de um centro de arquivo vivo, design e produção cultural contemporânea.

Já “Quadras com tradição: A poesia escrita ao som da Ronca” pretende envolver os alunos do ensino básico na valorização da escrita criativa e da tradicional ronca de Elvas.

Ambiente e sustentabilidade

No domínio da ecologia, ambiente e energia, os projetos apresentados incluem “Elvas com Patas”, que prevê a instalação de equipamentos de apoio aos animais urbanos e a criação de um parque canino, e o “RePlast”, um laboratório educativo e comunitário dedicado à reciclagem criativa de plástico.

Está igualmente em votação uma proposta para a reabilitação do Observatório de Aves de Elvas, localizado na Zona de Proteção Especial de Vila Fernando.

Turismo, comércio e promoção económica

Na área do turismo, comércio e promoção económica, os munícipes podem escolher entre o “MEET Elvas”, uma plataforma digital interativa associada a um passaporte turístico, e “O Elvense”, um portal de notícias e reportagens dedicado à divulgação do turismo, comércio local, património e eventos do concelho.

Com a votação a aproximar-se do fim, a população é chamada a participar e a escolher os projetos que considera mais relevantes para o desenvolvimento de Elvas e para a melhoria da qualidade de vida da comunidade.

O Orçamento Participativo constitui um instrumento de participação cidadã que permite aos munícipes contribuir diretamente para a definição e concretização de iniciativas de interesse coletivo.

“Mercado Cá da Terra” regressa no domingo ao Jardim Municipal de Campo Maior

O Jardim Municipal de Campo Maior recebe, no próximo domingo, 4 de outubro, mais uma edição do “Mercado Cá da Terra”, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal que pretende valorizar os produtores e artesãos locais.

Entre as 09h30 e as 13h00, os visitantes terão a oportunidade de conhecer e adquirir uma diversificada seleção de produtos da terra, bem como peças de artesanato únicas, num espaço dedicado à produção e ao talento local.

O “Mercado Cá da Terra” realiza-se no primeiro domingo de cada mês, no Jardim Municipal, constituindo uma oportunidade regular para a comunidade e visitantes conhecerem o que de melhor se produz e cria no concelho.

Greve da Função Pública leva ao encerramento da Secundária de Campo Maior

A Escola Secundária de Campo Maior encontra-se encerrada esta sexta-feira, 2 de outubro, devido à greve da Função Pública.

No Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, a atividade letiva está hoje condicionada. De acordo com informação avançada pelo diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona, estão em funcionamento apenas duas salas do pré-escolar e o 2.º ciclo.

A paralisação da Função Pública está a afetar, desta forma, o normal funcionamento dos estabelecimentos de ensino do concelho, com diferentes níveis de adesão à greve.