O Politécnico de Portalegre promove dois eventos, que terão lugar em setembro, em cooperação com entidades das regiões autónomas, nomeadamente as Universidades da Madeira e dos Açores.
“A governação climática nos territórios insulares” é o tema a abordar, a 17 de setembro, no Funchal, neste evento do Pacto Europeu para o Clima, que conta com o apoio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira e reunirá o meio académico, os decisores políticos e a sociedade civil, para discutirem a governação, a cooperação e a ação climática nos territórios insulares e na Macaronésia.
A 23 de setembro, no Centro Interpretativo de Angra do Heroísmo, estará em discussão a “Resiliência climática e governação dos oceanos nos territórios insulares do Atlântico”; o segundo ato da iniciativa internacional “From Local Action to Global Impact”, com o qual se pretende destacar o papel dos territórios insulares do Atlântico como espaços estratégicos para a experimentação de soluções inovadoras no domínio da resiliência climática, da governação sustentável e do desenvolvimento territorial.
O evento reunirá decisores políticos, investigadores, embaixadores do pacto climático, autoridades públicas, organizações da sociedade civil e outros stakeholders, promovendo também o debate em torno de respostas práticas aos desafios das alterações climáticas nas regiões insulares.
A participação do Politécnico de Portalegre na organização destas ações é assegurada através do VALORIZA – Centro de Investigação para a Valorização de Recursos Endógenos.
No futuro, está prevista a realização de eventos noutras regiões atlânticas, no âmbito desta Atlantic Climate Governance Series.
A Câmara Municipal de Arronches concluiu as operações de silvicultura preventiva e a manutenção de faixas de gestão de combustível programadas para o corrente ano, um trabalho que abrangeu a totalidade da rede viária da área do concelho sob a sua responsabilidade, nomeadamente, estradas e caminhos municipais.
Esta ação desenrolou-se nas três freguesias do concelho, Assunção, Esperança e Mosteiros, sendo executada pelos serviços operacionais do Município e pela equipa de sapadores florestais da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo afeta ao referido território.
Sob a gestão e orientação técnica do coordenador do Gabinete Florestal e Proteção Civil da autarquia, Nelson Velez e acompanhada pelo presidente do Município de Arronches, João Crespo, esta intervenção cumpriu todas normas técnicas e regulamentares aplicáveis, assumindo um papel fundamental na mitigação do risco de ignição e propagação de incêndios rurais, bem como no incremento dos índices de segurança e visibilidade rodoviária de todos os utilizadores das vias.
A Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo vai lançar, ainda este ano, o processo de criação de uma estratégia integrada para a gastronomia alentejana e prepara, para 2027, um grande evento internacional, que José Manuel Santos espera que possa afirmar-se como “um dos melhores eventos gastronómicos do mundo”.
Segundo o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, o certame deverá realizar-se em Évora, entre setembro e outubro do próximo ano, reforçando a projeção internacional da região através da gastronomia.
De acordo com José Manuel Santos, o novo plano estratégico pretende abordar a gastronomia de forma “articulada” e “integrada”, identificando não apenas os pontos fortes, mas também os desafios que o setor enfrenta.
“O objetivo é enfrentar os problemas e as dificuldades, porque não é só o lado bom. Há questões que têm de ser resolvidas para manter a gastronomia alentejana como um produto identitário, de tradição, que continua a diferenciar-nos”, afirma.
O responsável recorda o reconhecimento internacional alcançado pelo Alentejo, apontando a classificação atribuída pelo TasteAtlas, que colocou a região entre as melhores do mundo em termos gastronómicos. Na sua perspetiva, este reconhecimento resulta sobretudo da autenticidade da cozinha tradicional, dos produtos locais e dos restaurantes que preservam as receitas e os sabores característicos da região.
Apesar da crescente inovação e da cozinha contemporânea desenvolvida por vários chefs alentejanos, José Manuel Santos defende que a dimensão tradicional da gastronomia “tem de ser preservada e, em alguns casos, recuperada”, por representar uma componente essencial da identidade cultural e territorial do Alentejo.
A estratégia, que terá um horizonte de três anos, será liderada pela ERT do Alentejo e Ribatejo e envolverá diversas entidades parceiras, entre as quais a CCDR Alentejo, as Comunidades Intermunicipais e a AHRESP. O trabalho pretende analisar toda a cadeia de valor da gastronomia, “desde a produção até à mesa”, identificando constrangimentos e definindo soluções para reforçar a competitividade do setor.
José Manuel Santos sublinha que, nos últimos anos, a ERT tem apostado na realização de eventos gastronómicos que contribuíram para aumentar a notoriedade da região, promover o trabalho dos chefs e aproximá-los do público. Considera, contudo, que chegou o momento de dar “o passo em frente”, através de uma visão mais abrangente sobre a gastronomia enquanto ativo estratégico para o desenvolvimento turístico.
“O turismo é, provavelmente, o setor que mais beneficia da qualidade da nossa gastronomia e, por isso, tem de dar o seu contributo para a sua valorização”, conclui.
O cantor Luís Fialho sobe ao palco principal das Festas em Honra de Nossa Senhora dos Remédios e São João Batista este sábado, 1 de agosto, para um concerto marcado para as 00h00, sendo um dos momentos de destaque desta segunda noite de festividades.
A programação começa às 10h00, com a arruada da Charanga das Fresquinhas pelas ruas de Vila Boim. Às 18h00 realiza-se uma garraiada, acompanhada pela mesma charanga, na Praça de Touros, seguindo-se, às 20h00, a realização da “2ª Milha” de Vila Boim.
A partir das 20h30, Os Garridos atuam no palco Coreto, antes do baile com António Vilas Boas, marcado para as 22h00. Após o concerto de Luís Fialho, a animação continua com novo baile de António Vilas Boas, às 01h30, enecrrando a noite com DJ Brat e bailarinas, a partir das 02h30.
As Festas do Povo de Campo Maior continuam a ganhar forma e, na Bocada da Praça, um grupo de jovens decidiu assumir o desafio de apadrinhar e decorar a rua. Sem o apoio direto de adultos, os voluntários querem mostrar que a tradição continua viva entre as novas gerações e prometem criar uma rua “feita por jovens, para jovens”.
Uma rua feita por jovens, para jovens
A ideia surgiu de forma espontânea entre um grupo de amigos que decidiu abraçar, pela primeira vez, a responsabilidade de fazer florescer uma rua. Embora Beatriz Salgueiro e outra jovem assumam oficialmente o papel de cabeças de rua, garantem que todas as decisões são tomadas em conjunto. “No papel são elas as duas, mas a decisão final é do grupo”, explica Ana Marques, uma das voluntárias.
A equipa é composta por 11 elementos, com idades compreendidas entre os 21 e os 23 anos, contando apenas com a ajuda pontual dos familiares. “Ativamente somos nós. Por isso é que é a rua mais bonita, porque é a rua dos jovens.”, afirmam Beatriz Salgueiro e Ana Marques.
Meses de trabalho e uma mudança de planos
Os preparativos arrancaram logo em janeiro. No entanto, a equipa viu-se obrigada a alterar o plano inicial depois de perceber que outra rua iria desenvolver um tema muito semelhante.
“Inicialmente tínhamos um tema, só que depois soubemos que havia um tema muito parecido ao que nós queríamos, então tivemos que mudar tudo”, recordam, explicando que a mudança obrigou também à troca de grande parte do material já requisitado.
Ainda assim consideram que “isso também torna (o desafio) divertido”.
Entre Campo Maior e Lisboa
Durante vários meses, a preparação foi dividida entre Campo Maior e Lisboa, onde muitos dos jovens estudam. As flores eram produzidas, de segunda a sexta-feira, na capital e transportadas, ao fim de semana, para a vila raiana.
Agora, com o fim das aulas, os trabalhos decorrem diariamente num espaço cedido pela Câmara Municipal e pela Associação das Festas do Povo.
“Agora conseguimos estar todos os dias aqui, desde as três da tarde”, contam, explicando que optaram por realizar o que chamam os “tardeos”, aproveitando o período da tarde para também facilitar a participação de quem trabalha no dia seguinte.
A primeira Festa do Povo como cabeças de rua
Para o grupo, esta edição das Festas do Povo tem um significado muito especial. Na última realização do evento, muitos tinham apenas 10 ou 11 anos e sentem que ainda não compreendiam verdadeiramente a dimensão da tradição.
“Esta edição vai ser muito especial para nós porque é a primeira da nossa adolescência e é a primeira vez que nós vamos apadrinhar uma rua”, referem.
A equipa acredita ainda que a Bocada da Praça se distinguirá precisamente por ser “uma rua de jovens para jovens”, esperando que o trabalho desenvolvido consiga “tocar todas as pessoas, pelo menos de Campo Maior e arredores”.
Contagem decrescente para a enramação
A poucos dias da enramação, marcada para 7 de agosto, o entusiasmo mistura-se com algum nervosismo.
“Vai ser o mais desafiante, porque é a nossa primeira vez e ainda não temos bem noção da logística”, admitem, revelando que estão a ultimar os preparativos para que a estrutura da rua esteja pronta antes da colocação das flores.
O convite para ajudar a fazer a festa
O convite fica agora lançado a toda a população e visitantes. Além de passarem pela Bocada da Praça durante as Festas do Povo, os jovens deixam também um apelo a quem queira dar uma ajuda no dia da enramação.
“Venham, que vão-se divertir muito. Vai ser uma rua feita de jovens para jovens… e para quem já foi jovem”, desafiam, garantindo ainda que serão “bons anfitriões”.