Aqueduto da Amoreira contra Alqueva: Elvas joga tudo na final regional das Novas 7 Maravilhas de Portugal

O Aqueduto da Amoreira, em Elvas, continua na corrida para ser consagrado como uma das Novas 7 Maravilhas de Portugal e vai voltar a estar em destaque na televisão este sábado, dia 29 de agosto, durante a final regional do Alentejo e Ribatejo do concurso.

A sessão, com transmissão em direto na TVI, será uma nova oportunidade para apresentar ao país a história e a importância de um dos maiores símbolos de Elvas. A representar o monumento estará José Manuel Martins, antigo guia do Forte de Santa Luzia e estudioso autodidata da história da cidade.

Em declarações à Rádio ELVAS, José Manuel Martins sublinha que o principal desafio será conseguir condensar séculos de história em apenas três minutos de televisão. “Lá só temos três minutos e não dá para quase nada”, explica, defendendo que, apesar do pouco tempo disponível, é fundamental dar a conhecer aos portugueses “o que é que se passou durante os 93 anos da construção” do Aqueduto da Amoreira.

Embora reconheça a importância da Barragem do Alqueva, o outro candidato na categoria “Grandes Obras” nesta fase do concurso, o guia considera que a antiguidade e o reconhecimento internacional do monumento elvense são argumentos fortes. “O Alqueva é uma coisa recente. É uma grande obra, não há dúvida nenhuma. Mas o nosso aqueduto tem mais de 500 anos”, recorda.

O guia turístico lembra ainda que Elvas possui um reconhecimento internacional de enorme importância: a classificação como Património Mundial da UNESCO, atribuída em 2012. “Temos o selo da UNESCO”, destaca, lembrando o processo que levou à classificação da cidade e das suas fortificações.

A distinção, considera, teve também impacto direto no turismo e na notoriedade de Elvas. “As visitas aqui em Elvas triplicaram”, recorda José Manuel Martins, que durante os anos em que trabalhou na Câmara acompanhou de perto a evolução do número de visitantes aos monumentos da cidade.

É com esse património, essa história e esse orgulho elvense que o Aqueduto da Amoreira vai agora enfrentar mais uma etapa na corrida às Novas 7 Maravilhas de Portugal.

José Manuel Martins deixa ainda um apelo direto aos conterrâneos: “Espero que os nossos conterrâneos e amigos votem todos no Aqueduto da Amoreira”. E reforça: “É uma insignificância, não custa nada”.

O objetivo é conseguir mobilizar os elvenses dentro e fora do concelho e mostrar, uma vez mais, a força de um monumento que, há mais de cinco séculos, faz parte da identidade da cidade.

A final regional do Alentejo e Ribatejo realiza-se no Jardim das Portas do Sol, em Santarém, com transmissão em direto na TVI, a partir das 15 horas. Elvas estará representada pelo Aqueduto da Amoreira e pela voz de quem há décadas se dedica a estudar, preservar e contar a história da cidade.

Quem quiser votar no Aqueduto da Amoreira já o pode fazer, através do número 761 207 067. A chamada tem um custo de 1€ + IVA (23%).

A entrevista completa a José Manuel Martins para ouvir aqui.

Consumidor informado: cuidados a ter com intermediários de crédito

Na rubrica semanal da Rádio Campo Maior em parceria com a DECO, Helena Guerra, do Gabinete de Inovação de Projetos, esclarece os direitos dos consumidores, alertando para os perigos de entregar dinheiro a intermediários de crédito na renegociação de dívidas.

Na sequência do número crescente de pedidos de apoio associados a burlas e ao agravamento da situação financeira das famílias, o Banco de Portugal emitiu um aviso urgente. O regulador recorda que os intermediários de crédito estão expressamente proibidos de receber quaisquer valores dos consumidores que se destinem ao pagamento de prestações de crédito, amortizações ou outros montantes relacionados com contratos de crédito.

A legislação é rigorosa e estipula que os intermediários vinculados ou a título acessório não podem cobrar qualquer comissão aos clientes, sendo remunerados apenas pelas instituições financeiras. Já os intermediários não vinculados podem cobrar pelos seus serviços de consultoria, mas esse valor tem de ser previamente comunicado, constar no contrato e servir apenas para pagar a intermediação, nunca para movimentar capitais em nome do consumidor.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

A tradição fala mais alto: Boa-Fé volta a celebrar os antigos hortelões com três dias de festa

A Boa-Fé, em Elvas, vai estar em festa este fim de semana, de 28 a 30 de agosto, com a realização das Festas em honra do Senhor Jesus da Boa-Fé, também conhecidas como a antiga Festa dos Hortelões.

As festividades procuram, uma vez mais, preservar as tradições e a identidade daquele bairro da cidade, num programa que junta cerimónias religiosas, música, garraiadas e o tradicional Torneio dos Hortelões, em futsal.

Organização da Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova

O evento volta a ser organizado pela Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, com o presidente, João Rondão, a sublinhar a importância de manter vivas estas festividades, não apenas pela sua dimensão religiosa, mas também pela ligação histórica aos hortelões de Elvas. “Mais um ano e, como faz parte da tradição, não se deve esquecer que estas festas, além de serem festas religiosas, fazem-nos lembrar também os hortelões”, afirma.

O autarca considera que a realização das festas é uma forma de homenagear os homens e mulheres ligados à atividade agrícola e de manter viva a memória coletiva da Boa-Fé. “É por eles e pela festa religiosa em honra do Nosso Senhor Jesus da Boa-Fé que eu, mais uma vez, não posso deixar de fazer estas festas”, acrescenta.

Esforço financeiro significativo da Junta de Freguesia

João Rondão reconhece, contudo, que a organização representa um esforço financeiro significativo para a Junta de Freguesia. “Eu sei perfeitamente que, no fim das festas, vou dizer que isto está a custar um pouco em termos financeiros”, admite, lembrando que as festividades acarretam despesas e não geram receitas suficientes para as suportar.

Segundo o presidente da Junta, o apoio da Câmara Municipal de Elvas tem sido fundamental. “Apenas existe a ajuda da Câmara Municipal de Elvas, que sempre nos apoiou e há de sempre apoiar, dentro daquilo que legalmente pode fazer”, refere.

“Não será comigo que as festas acabarão”

A dificuldade em constituir uma comissão de festas é outra das preocupações apontadas pelo autarca. João Rondão diz que tem procurado incentivar, ao longo dos anos, a participação de novas gerações, mas reconhece que atualmente é cada vez mais difícil encontrar pessoas disponíveis para assumir essa responsabilidade.

“Na Boa-Fé, toda a gente me conhece. Sabe perfeitamente que eu tenho, ao longo dos anos, tentado sempre incentivar gente nova para formar comissões de festa”, afirma.

Recordando que, no passado, foi ele próprio presidente de uma comissão de festas, João Rondão lembra que, nessa altura, as condições para angariar receitas eram diferentes. “É extremamente difícil hoje em dia”, diz, explicando que antigamente os comerciantes e vendedores contribuíam financeiramente para a realização das festas, algo que considera ser muito mais difícil nos dias de hoje.

Apesar dos constrangimentos, João Rondão garante que a Junta continuará a assumir a organização enquanto não surgir uma comissão que possa tomar esse papel. “Mas cá estou eu, mais uma vez, e não será comigo que elas acabarão”, assegura.

Para o autarca, o objetivo principal continua a ser proporcionar à população alguns dias de convívio e animação. “O programa das festas, não sendo um programa muito, muito forte, é um programa que é suficiente para alegrar o pessoal, para fazer sair as pessoas à rua, divertirem-se um pouco, esquecerem as amarguras da vida, esquecerem o dinheiro que não chega ao fim do mês”, conclui.

Espetáculo de Bruna no domingo é o principal destaque do cartaz

O programa arranca esta sexta-feira, dia 28, às 20h30, com a Celebração da Palavra, seguida de procissão pelas ruas do bairro, acompanhada pela Banda 14 de Janeiro. Às 22h30 haverá espetáculos musicais de Carlos Caracol e de Pedro Pé-Leve, seguindo-se, à meia-noite, a garraiada, com continuação do espetáculo no Unossobar, com Gamuski.

Amanhã, sábado, dia 29, as atividades começam às 21h00, com missa na Igreja da Boa-Fé. Uma hora depois sobem ao palco o Ensemble Milhões e Vasco Maurício, antes da garraiada, às 00h00, e da continuação da animação no Unossobar, com Perico.

O último dia de festas, domingo, dia 30, começa às 18h00 com missa na Igreja da Boa-Fé, seguindo-se, às 19h30, mais uma garraiada. Às 21h00 atua o Grupo Zumb’Arte e, às 22h00, é a vez de Bruna. O encerramento das festas está marcado para as 04h00.

Em paralelo, decorre o 15.º Torneio dos Hortelões, no Pavilhão da Escola Básica da Boa-Fé, nas categorias de veteranos, seniores e infantis. As finais do torneio, que arrancou na quarta-feira, são disputadas no domingo (a partir das 09h00).

Com tradição religiosa e popular, as Festas do Senhor Jesus da Boa-Fé voltam assim a reunir a comunidade durante três dias, numa iniciativa que pretende manter viva a memória dos antigos hortelões e, simultaneamente, proporcionar momentos de convívio e diversão à população do bairro, da cidade e de todos os visitantes.

Jogos, mergulhos e muita diversão: Clubes de Verão de Campo Maior entram na reta final

A edição deste ano dos Clubes de Verão de Campo Maior está prestes a chegar ao fim.

A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal, que arrancou no início de julho, tem proporcionado dias muito animados a cerca de uma centena de crianças do concelho, através de um programa diversificado, marcado por jogos, brincadeiras, artes, atividades na piscina e momentos de convívio, procurando aliar a diversão à aprendizagem durante as férias escolares.

Ao longo do verão, as crianças têm sido acompanhadas por uma equipa de animadores, responsáveis por dinamizar as diferentes atividades e assegurar o acompanhamento dos participantes. Sofia Cachapa, uma das monitoras, destaca a forma positiva como os mais novos têm vivido esta experiência, sublinhando que “se portam muito bem” e que a ida à piscina “é sempre um momento de que eles gostam muito”.

Para a responsável, a diversidade de atividades oferecida aos mais novos permite proporcionar às crianças diferentes experiências ao longo das férias.

Do lado dos participantes, a satisfação por poder participar nos Clubes de Verão não podia ser maior. Aos microfones da Rádio Campo Maior, Clarisse e Rita contam aquilo que, durante as semanas em que participam na iniciativa, mais fazem, para além de aproveitarem os dias de férias para estarem com os amigos: “fazemos jogos, brincamos, fazemos danças”.

Entre todas as atividades, a ida à piscina assume, no entanto, um lugar especial nas preferências destas duas crianças. “O dia de ir à piscina” é apontado como o momento favorito, sobretudo pela possibilidade de aproveitar a água durante os dias de maior calor.

Para ambas, os momentos passados na piscina permitem ainda uma experiência diferente da habitual. “É uma sensação diferente estar no Centro Comunitário a fazer jogos, porque aqui estamos mais fresquinhas”, contam, sendo os mergulhos algo particularmente valorizado perante as temperaturas elevadas que se chegaram a fazer sentir este verão.

Os Clubes de Verão entram assim na reta final, encerrando, dentro de dias, uma edição que, ao longo de quase dois meses, procurou proporcionar às crianças de Campo Maior um verão preenchido com atividades recreativas e educativas, constituindo simultaneamente uma resposta de apoio às famílias do concelho durante a pausa letiva.

Ministro da Agricultura de visita a Campo Maior para conhecer empresa que se dedica à produção de presuntos

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, esteve em Campo Maior para visitar a Black-Pata, empresa dedicada à produção de presuntos, numa deslocação que contou com o acompanhamento do presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha.

A visita permitiu conhecer de perto as instalações da empresa, bem como a sua atividade e o contributo que representa para o desenvolvimento do setor no nosso concelho.

No final da visita houve a oportunidade de realizar uma degustação de alguns produtos da Black-Pata.