AHRESP celebra Dia Nacional da Gastronomia com evento dedicado ao porco em Arronches

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) promove, na próxima segunda-feira, dia 27 de julho, no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, a iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, organizada em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo. O encontro integra as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, que assinala o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal, distinção formalizada a 26 de julho de 2020.

A iniciativa pretende afirmar a gastronomia como um ativo cultural, económico e turístico de excelência, destacando o papel dos produtos, dos territórios e dos profissionais que preservam e reinventam a cozinha portuguesa. Nesta edição, o destaque recai sobre a carne de porco, um dos ingredientes mais emblemáticos da gastronomia nacional e particularmente relevante na tradição culinária alentejana.

A sessão de abertura, marcada para as 10h00, contará com a presença do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, e João Crespo, presidente da Câmara Municipal de Arronches. A moderação estará a cargo do jornalista Edgardo Pacheco.

O programa inclui duas mesas-redondas dedicadas à valorização da fileira do porco. A primeira, “Do Montado à Mesa”, reunirá Gonçalo Moreira (Laborela), Henrique Sim Sim (CCDR Alentejo), Olga Cavaleiro (investigadora) e Ricardo Pereira (Beloteiros – Carnes e Enchidos do Fumeiro Alentejano). Já a segunda, “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, contará com a participação dos chefs João Pires (Restaurante O Valentim), José Júlio Vintém (Restaurante Tombalobos), Michele Marques (Restaurante Mercearia da Gadenha), do investigador Virgílio Gomes e do chef Vítor Sobral.

A coordenação gastronómica do evento está a cargo do chef Vítor Sobral, uma das figuras mais influentes da cozinha portuguesa contemporânea. Além de participar no debate, será responsável pelo almoço temático servido aos participantes e pelo momento de desmancha tradicional do porco, seguido de uma degustação de petiscos, agendado para a tarde, proporcionando um contacto direto com técnicas, saberes e práticas profundamente enraizados na cultura gastronómica nacional.

Para a AHRESP, a valorização da gastronomia portuguesa constitui uma prioridade estratégica, pelo seu contributo para a afirmação da identidade nacional, para a dinamização das economias locais e para a sustentabilidade e competitividade das empresas dos setores da restauração e do alojamento turístico.

“A gastronomia portuguesa é um dos maiores ativos culturais e turísticos do país e um elemento diferenciador da nossa oferta. Valorizar os produtos, os produtores e os profissionais que mantêm viva esta herança é também contribuir para a sustentabilidade e competitividade dos setores que a AHRESP representa. Com esta iniciativa, queremos celebrar o passado, discutir os desafios do presente e projetar o futuro da nossa gastronomia”, afirma Carlos Moura.

A realização do evento conta com o apoio de diversas entidades e marcas. A Nestlé Professional, a Sogenave e a Sumol+Compal associam-se como sponsors oficiais, enquanto o Turismo do Algarve, o Turismo do Centro de Portugal, o Turismo do Porto e Norte de Portugal, a Mapfre Seguros e a Robalo participam como patrocinadores da iniciativa.

Crianças do Educ’Arte participaram em oficina de arte em papel

Dinamizando a oferta curricular destinada às crianças que se encontram a frequentar o Programa de Apoio ao Estudo e Ocupação de Tempos Livres da Câmara Municipal de Arronches durante o período de férias letivas de verão, a autarquia encontra-se a promover uma série de atividades ligadas às mais diversas áreas lúdicas e culturais.

Nesse âmbito e numa proposta efetuada aos encarregados de educação, que prontamente anuíram, esteve, nas instalações do programa, o artista Guillermo Rebollo Mira, do Museo Papercraft, sediado na localidade espanhola de Olivenza, para dar a conhecer o seu projeto de artesanato em papel, ensinando a criar figuras em três dimensões.

Distribuídas por dois grupos, numa divisão efetuada por faixas etárias para que os conteúdos fossem devidamente adaptados à idade das turmas, as crianças do Educ’Arte, inspiradas pelas obras apresentadas pelo artista, tiveram oportunidade de fazer as suas próprias esculturas em papel, num momento de grande riqueza estética.

Agricultores de Campo Maior veem concretizado projeto de regadio do Xévora aguardado há um quarto de século

A Rede de Rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, em Campo Maior, foi inaugurada esta terça-feira, 21 de julho, numa cerimónia que contou com a presença do ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, de vários autarcas da região e de diversas entidades ligadas ao setor agrícola.

O programa teve início no Centro Cultural de Campo Maior. Seguiu-se uma visita ao perímetro de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, culminando com as intervenções protocolares e o descerramento da placa evocativa da inauguração.

Considerado um projeto estruturante para o concelho de Campo Maior e para o Alto Alentejo, o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora abrange atualmente uma área beneficiada de 1.560 hectares, alimentada pela Barragem do Abrilongo. A infraestrutura inclui cerca de 44 quilómetros de condutas, 70 hidrantes, 106 bocas de rega e um sistema de distribuição de água sob pressão, energeticamente eficiente e com forte aproveitamento da gravidade.

Ministro destaca investimento na gestão da água

Na cerimónia, o ministro da Agricultura e Pescas sublinhou o caráter estratégico do investimento, enquadrando-o na política nacional para os recursos hídricos. “É estruturante, é estratégico. Não é por acaso que uma das dez prioridades do Governo é o programa ‘Água que Une’. O objetivo é investir até 2030 cerca de 5.400 milhões de euros e, posteriormente, mais 4 mil milhões. É um investimento que traz retorno económico e permite tirar partido das potencialidades dos territórios”, afirmou José Manuel Fernandes.

O governante destacou ainda que estes projetos reforçam a competitividade da agricultura, promovem a coesão territorial e contribuem para a fixação da população no interior.

“A agricultura é segurança alimentar, mas é também economia, competitividade e coesão territorial. Estes investimentos ajudam a proteger o território através da presença das pessoas e incentivam igualmente a renovação geracional”, referiu.

José Manuel Fernandes salientou ainda que estão atualmente em curso investimentos na ordem dos 600 milhões de euros em infraestruturas de água para a agricultura, considerando-os essenciais para o desenvolvimento do setor.

Projeto aguardado há um quarto de século

Também o presidente da Câmara de Campo Maior destacou a importância da conclusão de uma obra há muito aguardada pelos agricultores.

“É um investimento que fazia falta há cerca de 25 anos. No concelho já existem cerca de seis mil hectares de regadio na zona do Caia e agora iniciamos aqui mais 1.500 hectares, com a expectativa de podermos chegar aos 2.200. Para um concelho com cerca de 250 quilómetros quadrados, esta capacidade de rega é verdadeiramente importante e permitirá novos investimentos e novas formas de fazer agricultura”, afirmou Luís Rosinha.

Apesar da satisfação pela concretização da infraestrutura, o autarca recordou o longo período de espera.

“Hoje é dia de festa, mas fica a marca de um quarto de século de espera por uma infraestrutura crucial para a vida e para os investimentos destes agricultores”, acrescentou.

Emprego e competitividade no horizonte

Por sua vez, o diretor da Associação de Beneficiários do Abrilongo, Nelson Barreto, considerou que o novo perímetro de rega já está a produzir efeitos na atividade agrícola.

“Estamos a falar de um projeto que vai seguramente trazer mais emprego. Já há agricultores e empresas agrícolas a adaptar as suas explorações e a preparar novas culturas em função desta infraestrutura”, afirmou.

Nelson Barreto mostrou-se igualmente confiante na possibilidade de o perímetro de rega ser alargado para os cerca de 2.200 hectares inicialmente previstos, explicando que existem áreas confinantes que poderão vir a ser integradas futuramente.

Terceira fase do projeto já está em preparação

O responsável aproveitou ainda para defender o rápido avanço da terceira fase do projeto, nomeadamente da construção da estação elevatória.

“Há agricultores que, devido à diferença de cotas, ainda não conseguem receber água. Foi-nos transmitido que o caderno de encargos para essa estação elevatória está a ser preparado e esperamos que, dentro de cerca de dois anos, essas explorações também possam ser servidas”, disse.

A construção da rede de rega representou um investimento de cerca de 19 milhões de euros, financiado pelo PDR2020, inserindo-se num investimento global de aproximadamente 25 milhões de euros destinado à conclusão de todo o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora.

Com a entrada em funcionamento da nova infraestrutura, passa a ser possível aproveitar plenamente a água armazenada na barragem do Abrilongo, construída em 2000, garantindo um abastecimento mais fiável aos agricultores, aumentando a competitividade das explorações agrícolas e promovendo uma utilização mais sustentável dos recursos hídricos.

Projeto eGuard apresentado aos municípios

O auditório da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) recebeu no dia 16 de julho, a apresentação do projeto eGuard, um Sistema de Teleassistência e Monitorização a Pessoas Vulneráveis, concebido pela Agência de Desenvolvimento para a Sociedade da Informação e do Conhecimento (ADSI), em parceria com a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Já implementado em vários distritos, como Guarda, Viseu, Castelo Branco ou Bragança, o eGuard é um serviço que abre um canal de comunicação direto e imediato entre a GNR e os idosos ou pessoas mais vulneráveis, mitigando assim o risco dos cidadãos em situação de dependência, incapacidade, solidão ou isolamento.

Vereadores e técnicos dos Municípios do Alto Alentejo marcaram presença nesta sessão, que contou com a apresentação detalhada do sistema, esclarecimento de dúvidas e uma pequena demonstração do seu funcionamento.

O equipamento do utente, permite enviar pedidos de SOS, fazer chamadas com a plataforma eGuard – monitorizada 24h pela GNR – e ainda envia dados sobre a posição geográfica do portador de forma periódica.

“Cinema no Pátio” de regresso ao Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas

O pátio do Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas (MAEE) recebe, na quinta-feira, 23 de julho, pelas 21h30, mais uma sessão de “Cinema no Pátio”, numa iniciativa que convida o público a desfrutar do cinema ao ar livre, num dos espaços culturais mais emblemáticos da cidade.

A sessão será dedicada à curta-metragem portuguesa, com a exibição de cinco obras de realizadores nacionais: “Páscoa”, de André Ruivo; “Água Morna”, de Pedro Caldeira e Pedro Graça; “Francisco Perdido”, de Frederico Mesquita; “Cada Dia que Passa…”, de Emanuel Nevado; e “S.O.S”, de Bruno Soares. A seleção reúne diferentes abordagens cinematográficas, proporcionando ao público uma oportunidade para conhecer e valorizar o trabalho de jovens realizadores e a diversidade da produção audiovisual portuguesa.

Promovida pelo Município de Elvas, esta iniciativa integra a programação cultural de verão e pretende aproximar a comunidade da sétima arte, oferecendo uma experiência cultural diferenciada num ambiente acolhedor e ao ar livre.

Festas do Povo de Campo Maior: Largo da Casa do Povo prepara-se para florescer sob a liderança de Cláudia Portela

Pela primeira vez, Cláudia Portela assume a responsabilidade de ser “cabeça de rua” do Largo da Casa do Povo nas Festas do Povo de Campo Maior, que decorrem entre 8 e 16 de agosto. À frente de um grupo de cerca de 30 voluntários, esta campomaiorense lidera um projeto que começou a ganhar forma em janeiro e que promete transformar aquele largo da vila num autêntico jardim florido.

Embora esta seja a sua estreia como responsável pela ornamentação da rua, Cláudia Portela já participava há vários anos na elaboração das tradicionais flores de papel. A decisão de assumir o desafio surgiu após o desaparecimento da anterior cabeça de rua.

“Já tinha participado várias vezes aqui no Largo da Casa do Povo, sempre com a feitura das flores de papel. Este ano, como a cabeça de rua já não estava entre nós, havia a necessidade de alguém assegurar o Largo. O meu marido apanhou a mercearia que era da minha mãe e nós decidimos avançar, que o Largo não podia ficar sem ornamentar”, explica.

Um projeto construído em equipa

Para concretizar o projeto, reuniu familiares e amigos, criando um grupo de trabalho que conta com cerca de 30 pessoas. “Convidámos um grupo de amigos e de família, reunimos frequentemente, agora com mais intensidade porque estamos mesmo a terminar os trabalhos”, refere.

A organização do grupo passa também pelas novas tecnologias. “Criámos um grupo de WhatsApp e convidámos as pessoas. As pessoas que pertencem a este grupo, ninguém mora aqui no Largo, a não ser o meu marido que tem aqui um comércio. Estão ligados por afinidade connosco, são pessoas amigas que decidiram apadrinhar o projeto”, explica.

As tarefas são distribuídas de acordo com as competências de cada um: “Uns fazem flores, outros cortam, outros colam e é um bocadinho assim a divisão das tarefas. Nunca estamos todos a tempo inteiro, há pessoas que trabalham em casa e enviam os trabalhos.”

Um jardim florido como inspiração

O tema da decoração surgiu de forma natural e rapidamente reuniu consenso entre todos os elementos da equipa. “Começou a ser muito óbvio, começaram a sugerir o tema e eu dizia: ‘Ai, não, não pode ser, é mesmo esse tema!’. Foi unânime”, recorda.

Depois de escolhido o conceito, seguiram-se as cores, o desenho do projeto e a seleção das flores que melhor se enquadravam na ideia. “Projetámos aqui no Largo as estruturas, o teto e as colunas. O nosso objetivo é transformar o Largo num jardim, num jardim bem florido. Mas tem que haver uma estrutura por trás que sustente o teto e dê estabilidade, porque tem que durar uma semana, contra o sol, o calor e, esperemos, sem chuva”, afirma.

Confiança num resultado à altura das Festas do Povo

A poucos dias do início das Festas do Povo, Cláudia Portela mostra confiança no resultado final e acredita que o trabalho desenvolvido ao longo de vários meses será recompensado. “A nossa é a rua mais bonita porque o nosso projeto vai ser o mais bonito. Foi uma coisa muito trabalhada e queremos passar este detalhe da flor, que para nós é aquilo que caracteriza as Festas do Povo”, sublinha.

Hospitalidade de Campo Maior em destaque

A responsável destaca ainda o espírito de hospitalidade que marca Campo Maior durante este evento. “É típico os campomaiorenses receberem bem, terem a mesa na rua, convidarem as pessoas. Há sempre amigos e há sempre um convidado”, garante.

O convite fica lançado para todos os visitantes. “De 8 a 16 de agosto cá vos esperamos. Visitem o Largo da Casa do Povo. Espero que gostem da nossa rua”, remata Cláudia Portela.

Programa de Apoio Extraordinário à Renda: DECO junta-se ao IHRU para apoiar os consumidores

A DECO e o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) iniciam hoje, 21 de julho, uma colaboração que permitirá reforçar a informação a todos os consumidores sobre o Programa de Apoio Extraordinário à Renda. Muitos agregados vivem atualmente na incerteza sobre um apoio que deveria ser automático e sem sobressaltos, mas, por diferentes motivos, há dificuldades na informação e no acesso ao mesmo, razões que motivaram a celebração da parceira para o desenvolvimento deste serviço de informação da DECO. 

O Apoio Extraordinário à Renda representa para muitas famílias uma ajuda determinante para o equilíbrio do orçamento mensal. A interrupção inesperada deste apoio ou a existência de erros no seu processamento pode aumentar significativamente a taxa de esforço com a habitação e dificultar o cumprimento de outras despesas essenciais.

A DECO há muito que reivindica que os programas públicos na área da habitação sejam simples, automáticos e eficazes.

O desconhecimento sobre o programa e procedimentos a adotar por parte dos consumidores evidencia que ainda há um défice de informação que deve ser combatido. E o problema maior é que esta falta de informação atinge, sobretudo, quem tem menos margem para a absorver: as famílias mais vulneráveis.

Para a DECO a complexidade do sistema não pode ser transferida para os consumidores. O IHRU partilha desta visão, razão pela qual, pretendeu reforçar a sua colaboração com a DECO, por forma a contribuir para a capacitação e literacia dos consumidores nesta área. Através desta parceria, a DECO passa a assegurar um atendimento especializado e gratuito a todos os consumidores que tenham dúvidas sobre o Apoio Extraordinário à Renda. 

Este apoio será prestado nas autarquias, em todos os protocolos de colaboração com a DECO e nos nossos Balcões de Habitação e Energia (consulte aqui); nas instalações da DECO e nas suas estruturas regionais (consulte aqui); e através de uma linha telefónica (21 371 02 70) e de um email (habitacao@deco.pt) para quem não pode ou não consegue deslocar-se.

Com este serviço, a DECO pretende reforçar o esclarecimento aos cidadãos sobre os critérios de atribuição do apoio, a verificar a sua situação, a identificar eventuais erros no cálculo da prestação ou da elegibilidade, os prazos e a documentação necessária e os canais disponíveis para reclamar quando as famílias deixam de receber o apoio ou quando são confrontadas com pedidos de devolução pela Segurança Social.

A experiência da DECO demonstra que a falta de informação e a dificuldade em compreender procedimentos administrativos são fatores que agravam a vulnerabilidade habitacional das famílias.

Esta parceria com o IHRU será, assim, um contributo relevante para assegurar que na criação de programas públicos de habitação, o consumidor tem sempre uma associação de consumidores a seu lado para o apoiar e, sobretudo, que esse apoio é gratuito, próximo e especializado.