Festival Internacional de Bandas Filarmónicas do Alto Alentejo promete encher Elvas de cor, som e tradição

O centro histórico de Elvas será palco, este sábado, 6 de junho, de mais uma edição do Festival Internacional de Bandas Filarmónicas do Alto Alentejo. A iniciativa reúne seis bandas filarmónicas e promete encher as ruas da cidade de cor, som e tradição, numa celebração da cultura musical e do património filarmónico da região.

Organizado pela Federação das Bandas Filarmónicas do Distrito de Portalegre e pela Banda 14 de Janeiro, com o apoio da Câmara Municipal de Elvas e da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), o festival presta homenagem a duas figuras marcantes da música filarmónica elvense: Manuel Caldes e Vilar Pires.

Em declarações à Rádio ELVAS, o maestro da Banda 14 de Janeiro, Jorge Grenho (na imagem), explicou que a principal novidade desta edição passa pela ocupação do centro histórico por todas as bandas participantes. “A ideia é termos aquilo que se chama as nossas bandas em movimento. Queremos dar ao centro histórico um bocadinho de cor e som, aproveitando as ruas da cidade para levar a música mais perto das pessoas”, referiu.

Segundo Jorge Grenho, o modelo adotado diferencia-se dos festivais habitualmente promovidos pela Federação, onde as bandas atuam em diferentes freguesias. “Pensámos que seria bonito aproveitar todo o centro histórico para que cada banda partisse de um ponto distinto e pudesse dar música às nossas ruas”, acrescentou.

O maestro destacou ainda o significado especial da homenagem a Manuel Caldes e Vilar Pires, recordando o papel determinante que ambos tiveram no crescimento da Banda 14 de Janeiro. “Nunca nos podemos esquecer do Manuel Caldes e do Vilar Pires. Foram durante muitos anos os impulsionadores da nossa casa, que é a Banda 14 de Janeiro”, sublinhou.

Participam nesta edição a Banda 14 de Janeiro, anfitriã do evento, a Filarmónica do Crato, a Banda Filarmónica dos Bombeiros Voluntários de Sousel, a Sociedade Musical Nisense, a Banda Filarmónica do Centro Cultural de Alandroal e a Banda Municipal de Villanueva del Fresno, de Espanha.

O programa tem início às 17h45, com arruadas simultâneas a partir de diferentes pontos da cidade em direção à Praça da República. Pelas 18h15 realizam-se as atuações individuais de cada banda. A Banda 14 de Janeiro interpretará “Ye Ya”, uma composição de Vilar Pires que, segundo Jorge Grenho, continua a despertar uma forte carga emocional junto do homenageado.

Às 19h00 decorrerá a cerimónia de homenagem a Manuel Caldes e Vilar Pires e a entrega de lembranças às bandas participantes. Segue-se, às 19h15, uma atuação conjunta das seis formações, que interpretarão “Ó Elvas, Ó Elvas”, de Paco Bandeira, com arranjo de Vilar Pires, e o hino da Federação das Bandas Filarmónicas do Distrito de Portalegre, da autoria de Sílvio Pleno.

O encerramento está previsto para as 19h45, com um desfile

CIMAA assume pacto de 70 milhões do Alentejo 2030 e quer executar 14 milhões este ano

Os 15 autarcas do Alto Alentejo reafirmaram o seu compromisso com o desenvolvimento da região através do Programa Operacional Alentejo 2030.

Em declarações à Rádio Elvas, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Joaquim Diogo, revelou que o pacote financeiro total ultrapassa os 70 milhões de euros, estando prevista, para este ano, a execução de 12 milhões de euros por parte dos municípios, aos quais se somam mais de dois milhões de investimento privado.

Após um ano de 2025 focado na aceleração dos fundos comunitários, o território entra agora em velocidade de cruzeiro na aplicação das verbas do Portugal 2030. A CIMAA destaca o esforço de adaptação face às novas regras burocráticas impostas no ano passado.

“Fomos das comunidades intermunicipais que, no ano de 2025, conseguiu acelerar mais o processo de utilização dos meios de financiamento no PT 2030. Assumimos também agora um compromisso muito forte para os próximos anos para que possamos fazer projetos no Alto Alentejo. As regras mudaram em 2025, nós adaptámo-nos. Não é aquilo que os municípios querem, mas nós provamos sempre que queremos fazer mais e sabemos fazer”, sublinha Joaquim Diogo.

Habitação, Mobilidade, Água e Saúde são as prioridades

O plano de investimentos para o distrito de Portalegre assenta em pilares estratégicos para a qualidade de vida das populações e atratividade do território, destacando-se a habitação, a reabilitação urbana e a introdução de uma nova vertente ligada à defesa.

No topo das prioridades encontram-se também as infraestruturas ambientais e os serviços básicos de saúde e educação. No caso da Mobilidade e Transportes, o objetivo é a melhoria das redes de ligação intermunicipal. No Ambiente, as intervenções estruturantes dizem respeito à gestão de resíduos e ao ciclo urbano da água e, nos Equipamentos Sociais, a aposta será feita no reforço da requalificação de escolas e centros de saúde.

A CIMAA, diz ainda Joaquim Diogo, reconhece que o enquadramento financeiro tem as suas limitações, mas enaltece a união do bloco de autarcas da região. “Digamos que este não é eventualmente o melhor pacto do mundo, mas é o grande compromisso que estes autarcas continuam a estabelecer”, conclui.

EntrePalcos volta a levar “A Menina do Mar” ao Centro Cultural de Campo Maior

Depois da estreia em março, no mês do Teatro de Campo Maior, o espetáculo “A Menina do Mar”, da EntrePalcos, o grupo de teatro dos Projetos de Formação do Município, volta a ser apresentado ao público, em sessão dupla, no próximo dia 24, no centro cultural da vila.

A peça, com um elenco formado por crianças com idades compreendidas entre os 10 e os 13 anos, revela a responsável, Ana Diabinho, resulta de uma adaptação da obra de Sophia de Mello Breyner Andresen.

“Uma vez que, este ano, eu só tenho meninas a fazer teatro, optámos por fazer a adaptar a história do livro da ‘Menina do Mar’,  em que a Menina do Mar conhece a Menina da Terra e acabam por fazer uma bonita amizade”, adianta a encenadora.

Dizendo que todos deviam ir ao teatro, Ana Diabinho espera que o Centro Cultural de Campo Maior se possa voltar a encher de gente para assistir ao espetáculo.  “É sempre importante ter o centro cultural cheio, porque o público sempre nos dá aquele alento quando estamos a fazer teatro. Acho que toda a gente devia ir ao teatro e levar as crianças”, diz ainda.

O espetáculo é apresentado, no dia 24, em dois horários: às 10 e às 14 horas. As entradas são gratuitas.

Segunda sessão do Clube de Leitura da RIBAA com Susana Amaro Velho a 11 de junho

A segunda sessão do Clube de Leitura Online “A Ler Com a RIBAA”, organizado pela Rede Intermunicipal de Bibliotecas do Alto Alentejo (RIBAA) será já no próximo dia 11 de junho, quinta-feira, desta feita com a análise ao livro “Descansos”, com a presença da autoria Susana Amaro Velho.

Integrada no Plano de Atividades da RIBAA, esta atividade pretende promover hábitos de leitura regulares junto da população.

Para participar nos clubes de leitura, basta que aceda ao link que será disponibilizado oportunamente nas redes sociais da CIMAA, numa data mais próxima de cada uma das sessões.

Para mais informações, poderá contactar a CIMAA ou a Biblioteca Municipal da sua área de residência. Saiba tudo sobre as mesmas em: https://www.cimaa.pt/rede-intermunicipal-de-bibliotecas…/

Os Quatro e Meia atuam esta quinta-feira em Arraiolos

OS QUATRO E MEIA

O grande destaque do programa de hoje, dia 4 de junho, no evento “O Tapete Está na Rua 2026” em Arraiolos, é o concerto da banda Os Quatro e Meia, agendado para as 22h00.

Para além do espetáculo principal, as atividades contínuas no centro histórico da vila incluem: exposições temáticas e mostras de artesanato dedicadas à preservação da arte secular do Tapete de Arraiolos; recriações históricas ao vivo, onde pode acompanhar todo o processo de confeção tradicional, desde a tosquia da lã até à bordadura final; animação cultural e de rua itinerante ao longo de todo o dia pelo centro histórico da vila e mostra gastronómica e de vinhos locais em permanência para os visitantes.

Delta Coffee House Experience lança café da Comunidade Indígena Nasa We`sx

Chegou uma nova edição Impossible Coffees, com a chancela das lojas Delta Coffee House Experience, e com origem nas montanhas de Gaitania, na região de Tolima, Colômbia. O novo café de edição limitada nasce da coragem, resiliência e visão de uma geração de jovens da comunidade indígena Nasa We’sx que arriscou e decidiu transformar a incerteza em oportunidade, permanecendo num território marcado durante décadas pelo conflito armado e pelo êxodo rural.  Integrados na associação ASOCANAFI, estes jovens criaram o projeto YUPPIE (Young Professional People), e dedicaram-se à revitalização da produção de café. Pela sua terra, pelo seu futuro, esta é mais uma prova de que não existem cafés impossíveis. 

“Quero que a minha família, os meus filhos e a minha comunidade deem continuidade ao legado deste café”, afirma Eider Socorreño Palya, Director do projecto YUPPIE. 

O Café da Comunidade Indígena Nasa We’sx reforça o compromisso da marca com a valorização dos produtores locais de café, juntando-se ao portefólio de projectos (Im)possible Coffees: o primeiro e único café português, oriundo dos Açores; o Café Catoninho, com origem em São Tomé e Príncipe; o Café Amboim: “O café coragem das mulheres de Angola”; e o Café da Floresta do Toki, proveniente das montanhas de Chiang Mai, no norte da Tailândia. 

Em linha com os princípios que orientam o projeto Impossible Coffees, esta edição colombiana destaca-se também pela sua componente sustentável. Este café viajou da Colômbia até à Europa, de barco à vela, atravessando o Atlântico com uma pegada de carbono reduzida entre 70% e 90%, face ao transporte convencional. Este café traz consigo o selo Fresh Coffee Clean Ocean (FCCO), que garante um transporte sustentável, sem recurso a combustível pesado, protegendo os oceanos e a biodiversidade marinha. A viagem durou aproximadamente vinte dias, com temperatura e ventilação controladas, que preserva a qualidade e a frescura dos grãos. 

Reforçando o seu compromisso com o futuro do Café da Comunidade Indígena Nasa We`sx, 10% das vendas desta edição especial revertem para a comunidade.

Prata de Luiz Otávio destaca participação da AADP no Olímpico Jovem 2026

A medalha de prata conquistada por Luiz Otávio nos 300 metros foi o principal destaque da participação da Seleção da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP) no Olímpico Jovem Nacional 2026, a principal competição nacional de jovens, que reúne todas as associações regionais de atletismo e os melhores atletas de cada região do país. 

O jovem atleta alcançou o segundo lugar do pódio numa das provas mais competitivas do programa, estabelecendo simultaneamente um novo recorde pessoal e distrital. O resultado confirma a sua evolução desportiva e reforça o seu posicionamento entre os melhores atletas nacionais do escalão. 

A competição, considerada o principal momento do calendário nacional jovem, voltou a reunir as seleções distritais e regionais de todo o país, proporcionando um elevado nível competitivo ao longo dos dois dias de provas. 

No conjunto da participação, a AADP somou ainda quatro recordes regionais e 25 recordes pessoais, indicadores do crescimento contínuo dos jovens atletas do distrito e da evolução do trabalho desenvolvido ao longo da época desportiva. 

A seleção de Portalegre terminou a competição no 18.º lugar entre 20 associações participantes, numa prestação marcada pelo compromisso coletivo e pela capacidade de adaptação dos atletas. Em várias provas, elementos da comitiva competiram fora das suas especialidades habituais, contribuindo para o resultado global da equipa. 

Mais do que a classificação final, a participação da AADP evidenciou a evolução individual dos atletas, traduzida num elevado número de marcas pessoais superadas e novos recordes regionais alcançados. 

O Olímpico Jovem constitui-se, assim, como um momento de avaliação do trabalho desenvolvido pelos clubes e associações, bem como uma importante experiência de formação para os jovens atletas em contexto de alto nível competitivo. 

A prestação da AADP deixa sinais positivos para o futuro do atletismo distrital, num contexto de crescimento sustentado da modalidade no distrito de Portalegre. 

Com o encerramento da edição de 2026, a atenção centra-se agora na continuidade do processo de desenvolvimento dos jovens atletas e nos próximos desafios do calendário competitivo. 

Bombeiros de Elvas reforçam capacidade operacional com nova ambulância

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas adquiriu uma nova ambulância. A nova viatura, entregue esta terça-feira, 2 de junho, à Associação Humanitária, é uma ambulância de transporte de doentes (ABTD) preparada para transportar utentes em maca e também doentes sentados.

De acordo com o presidente da direção dos Bombeiros Voluntários de Elvas, Amadeu Martins, que explica que esta aquisição visa reforçar a capacidade de resposta da corporação às necessidades da população, representa um investimento de 62 mil euros, “completamente suportados pela associação”.

Além da ambulância, a associação adquiriu também, muito recentemente, um gerador. “Vimo-nos aqui um bocado atrapalhados aquando do apagão e então adquirimos um gerador que custou à associação cerca de 20 mil euros”, explica Amadeu Martins.

Com estas aquisições, os Bombeiros Voluntários de Elvas reforçam a sua capacidade operacional e garantem melhores condições para responder às necessidades da população, quer no transporte de doentes, quer em situações de emergência que exijam autonomia energética.

Município de Campo Maior reforça frota municipal com novo trator agrícola

O vice-presidente do Município de Campo Maior, Paulo Pinheiro, recebeu esta quarta-feira, 3 de junho, no Armazém Municipal, um trator agrícola da marca Massey Ferguson, modelo 5M.115.

A viatura agora adquirida pelo Município teve um custo total de 74.467 euros. O novo trator vem reforçar a frota municipal e será utilizado para trabalhos de diversa natureza no âmbito da atividade diária do Município.

Este é um investimento financiado no âmbito do Programa Operacional Regional Alentejo 2030, através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

“O Tapete Está na Rua” reforça valorização do património e espera milhares de visitantes em Arraiolos (c/fotos)

A vila de Arraiolos volta a vestir-se de tradição com a iniciativa “O Tapete Está na Rua”, um evento que pretende promover um dos mais emblemáticos símbolos do concelho e atrair milhares de visitantes até ao próximo domingo.

Ao longo das ruas, janelas e fachadas, os tapetes de Arraiolos assumem um papel de destaque numa celebração que une património, cultura e dinamização económica. Para o presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, Jorge Macau, a iniciativa tem vindo a afirmar-se como uma importante montra da identidade local. “As expectativas são sempre altas. Nós procuramos, ano após ano, melhorar e, de facto, as expectativas são de receber milhares e milhares de pessoas a visitarem-nos nos próximos dias, até ao próximo domingo”, afirmou o autarca.

Segundo Jorge Macau, o principal objetivo do evento passa pela valorização do tapete de Arraiolos enquanto expressão cultural única, sem esquecer o impacto positivo que pode gerar na economia do concelho. “O objetivo principal deste evento é a valorização do tapete de Arraiolos enquanto património cultural, enquanto expressão artística e também, de uma forma direta, o contributo para a economia local”, sublinhou.

O presidente da autarquia considera que a iniciativa constitui igualmente uma oportunidade para reforçar a atividade económica ligada ao turismo, ao comércio e ao artesanato local. “Consideramos que pode ser ainda um motor de desenvolvimento da economia local”, acrescentou.

Paralelamente à realização do evento, Jorge Macau destacou os avanços alcançados na proteção e reconhecimento do tapete de Arraiolos, resultado de um trabalho continuado de promoção e salvaguarda deste património. “Nós trabalhamos e desenvolvemos um conjunto de ações com esse propósito mesmo, da valorização e da salvaguarda deste nosso património”, referiu.

O autarca salientou ainda a recente publicação, em Diário da República, do registo de Indicação Geográfica do Tapete de Arraiolos, uma medida que considera fundamental para reforçar a autenticidade e proteção desta arte secular. “Foi publicada no Diário da República a indicação geográfica do tapete. Esta é uma certificação que há muito tempo defendíamos e que pode fazer toda a diferença”, afirmou.

Para Jorge Macau, este reconhecimento surge como um complemento importante ao processo de candidatura da confeção do Tapete de Arraiolos a Património Cultural Imaterial da UNESCO. “Em complemento com a candidatura do processo de confeção do tapete a património imaterial da UNESCO, achamos que conseguimos dar aqui o empurrão que o tapete bem necessita”, concluiu.

A decorrer até domingo, “O Tapete Está na Rua” promete continuar a atrair visitantes e a afirmar Arraiolos como uma referência nacional na preservação e promoção do seu património artesanal mais emblemático.