A Câmara Municipal de Arronches manifestou esta segunda-feira, 15 de junho, o seu repúdio pelo despejo de resíduos na via pública, detetado no acesso que liga a Caleja de Santo António à Estrada Nacional 371 (EN371).
Em comunicado, a autarquia lamenta a ocorrência e recorda que existem contentores destinados à deposição de resíduos distribuídos pelas três freguesias do concelho, apelando à sua correta utilização.
O município sublinha ainda que disponibiliza um serviço de recolha domiciliária para monos de grandes dimensões, precisamente para evitar que este tipo de materiais seja abandonado em espaços públicos.
Perante a situação, a Câmara de Arronches voltou a apelar ao sentido de responsabilidade da população, defendendo que os resíduos devem ser devidamente encaminhados e tratados.
Segundo a autarquia, comportamentos desta natureza não são compatíveis com os princípios de respeito entre cidadãos e prejudicam a imagem e a qualidade de vida do concelho, reconhecida tanto pelos residentes como por quem o visita.
O Weekend’Art está de regresso a Elvas para a sua quarta edição, transformando novamente o Jardim das Laranjeiras numa grande montra de criatividade e expressão artística. Promovido pela associação Gota d’Arte, em parceria com a Câmara Municipal de Elvas, o evento decorre entre os dias 19 e 21 de junho, reunindo dezenas de artistas, associações e iniciativas culturais.
Ao longo de três dias, aquele espaço emblemático da cidade acolhe uma programação diversificada, que pretende dar visibilidade ao maior número possível de expressões artísticas. Segundo o presidente da direção da Gota d’Arte, Luís Rosário, o crescimento do evento tem sido possível graças ao envolvimento de várias entidades e participantes.
“Esta é uma iniciativa que nós realizamos em colaboração com a Câmara Municipal de Elvas. Toda a logística a nível de infraestruturas é preparada pela Câmara Municipal e é um parceiro sem o qual não conseguiríamos desenvolver esta iniciativa”, destaca o responsável, sublinhando que o Weekend’Art resulta da união de associações, artistas e diferentes projetos culturais.
O evento divide-se em duas grandes áreas. Por um lado, a denominada “feira dos artistas”, que estará presente durante os três dias e onde os visitantes poderão contactar diretamente com diversas formas de arte, desde pintura, escultura, cerâmica, fotografia e ilustração, até projetos mais originais de transformação de objetos em guitarras. Estarão igualmente representadas instituições como a APPACDM de Elvas, além de áreas como barbearia, tatuagem e piercing, com alguns profissionais a trabalhar ao vivo durante o certame.
“Pretendemos sempre que haja algum dinamismo e que não seja apenas uma exposição. Muitos artistas vão demonstrando o seu trabalho no local, permitindo ao público acompanhar os processos criativos”, explica Luís Rosário.
Uma das novidades desta edição será a introdução do graffiti, que marcará presença pela primeira vez no Weekend’Art. Dois artistas de um coletivo de Évora irão desenvolver trabalhos ao vivo durante o evento, numa participação que surgiu após contactos estabelecidos no Pig Parade, realizado recentemente em Estremoz. “Foi um evento com uma qualidade brutal, com artistas de todo o país e também da Europa. Quando lhes apresentei a iniciativa de Elvas acolheram-na com muito entusiasmo e vão estar connosco”, refere o dirigente.
Além da componente expositiva, o Weekend’Art contará com um vasto programa de animação cultural. A abertura está marcada para sexta-feira, dia 19, às 19h30, com atuações dos alunos da Gota d’Arte, numa iniciativa que funciona também como encerramento simbólico do ano letivo de algumas das áreas de formação da associação.
A noite inaugural contará ainda com a participação da Banda 14 de Janeiro, que interpretará marchas tradicionais, proporcionando um ambiente festivo inspirado nos arraiais populares. “Vai ser uma noite muito animada, em jeito de arraial”, antecipa Luís Rosário. No domingo, último dia do evento, a tarde será de muita música com os Rumo ao Sul.
O Weekend’Art promete voltar a afirmar-se como um dos principais momentos de promoção da arte e da cultura no concelho, reunindo artistas, associações e público num ambiente de partilha e criatividade.
A entrevista completa a Luís Rosário para ouvir no podcast abaixo:
A vila de Campo Maior prepara-se para receber um dos momentos mais aguardados do desporto jovem na região: o torneio de futebol “Kids Master Champions 2026”, que conta com o patrocínio principal da Delta Cafés. A competição divide-se em dois fins de semana repletos de futebol e espírito de equipa.
O primeiro momento acontece já em junho, entre os dias 18 e 21, reunindo em competição as jovens promessas dos escalões Sub-11, Sub-12, Sub-13, Sub-14 e Sub-15. A festa do futebol jovem regressa depois no mês seguinte, de 3 a 5 de julho, desta vez para colocar em campo as equipas dos escalões Sub-8, Sub-9 e Sub-10.
Para inscrições e informações adicionais, a organização disponibiliza o contacto telefónico +351 219 410 555 e o endereço eletrónico geral@catchawards.pt.
O Festival Raya está de regresso a Campo Maior entre os dias 2 e 5 de julho, numa organização da Câmara Municipal. O evento decorre, como habitualmente, no estacionamento das piscinas municipais da vila e promete quatro dias de animação para públicos de todas as idades.
A novidade da edição deste ano passa pelo alargamento da programação à quinta-feira, apesar de uma ligeira redução na duração global do festival.
Nos últimos anos, o festival realizou-se em dois fins de semana, mas motivada pela realização das Festas do Povo, a autarquia decidiu reduzir o evento a um só, ainda que a festa comece logo à quinta-feira e não à sexta, como era habitual.
Ainda assim, e garantindo que o evento manterá a qualidade e a diversidade que o têm caracterizado, Paula Jangita, vereadora da Câmara Municipal de Campo Maior, assegura que foi preparado um programa abrangente para toda a família.
“Temos um programa interessante para todo o tipo de públicos. Este ano apostámos na quinta-feira, então vamos ter quinta, sexta, sábado e depois o domingo para as crianças. Reduzimos apenas um dia quando comparado com os dois fins de semana de edições anteriores. Como este ano vamos ter as festas, também houve aqui uma redução, mas creio que não vai ser menos interessante”, afirma.
A autarca adianta ainda que o Município irá dar a conhecer, muito em breve, mais pormenores sobre o cartaz e os artistas convidados desta edição do festival. “Acho que as pessoas podem esperar mais um bocadinho, que nós atempadamente vamos dar a informação e vamos revelar quem são os artistas”, remata
O Festival Raya volta assim a afirmar-se como um dos principais eventos de verão da região, prometendo música, animação e atividades para toda a família.
O espetáculo “Em Casa d’Amália – O Concerto ao Vivo” vai passar por Campo Maior a 13 de agosto (quinta-feira), integrando a programação das Festas do Povo.
A confirmação da data foi feita pelo fadista estremocense José Gonçalez, apresentador do programa homónimo da RTP1 dedicado ao fado, através das redes sociais, onde divulgou a agenda de concertos e gravações ao vivo de “Em Casa d’Amália”, previstos para os próximos meses.
O espetáculo reúne algumas das mais reconhecidas vozes da música portuguesa numa homenagem à vida, ao legado e à obra intemporal de Amália Rodrigues, considerada uma das maiores figuras da cultura nacional.
Entre o fado e outras influências musicais inspiradas pela artista, “Em Casa d’Amália – O Concerto ao Vivo” promete proporcionar ao público uma viagem pelas canções que continuam a marcar e a emocionar diferentes gerações.
Na região, “Em Casa d’Amália” vai ainda passar por Alcácer do Sal, Crato, Beja, Viana do Alentejo, Évora e Reguengos de Monsaraz.
A região da Extremadura recebe, entre os dias 18 e 20 de junho, a décima edição da Baja TT Dehesa de Extremadura, uma das mais importantes provas de todo-o-terreno da Península Ibérica. O evento integra os principais campeonatos internacionais e nacionais da modalidade, contribuindo para reforçar a projeção da Extremadura no panorama do automobilismo e motociclismo mundial.
A competição pontua para o Campeonato Mundial FIM Bajas e para o Campeonato Europeu FIM Bajas, ambos na categoria de motociclos, bem como para o Campeonato Espanhol de Rali Todo-o-Terreno, destinado a automóveis, e para o Campeonato Espanhol de Raid de Motociclos.
Uma das principais características da Baja TT Dehesa de Extremadura continuará a ser a sua dimensão transfronteiriça. A etapa prólogo voltará a realizar-se no Alentejo – desta feita em Campo Maior -, reforçando o carácter hispano-português da competição e a cooperação entre os dois territórios.
A cidade de Badajoz será novamente o centro nevrálgico da prova, acolhendo o parque de assistência e o parque fechado na zona do antigo recinto de feiras. Será também a partir da capital pacense que serão coordenadas todas as operações logísticas, administrativas e técnicas do evento.
Ao longo de três dias, os participantes enfrentarão cerca de 460 quilómetros de setores cronometrados em pistas e caminhos da Extremadura e de Portugal. O percurso atravessará os municípios de Badajoz, Campo Maior, Olivença, Alconchel, Higuera de Vargas, Villanueva del Fresno, Oliva de la Frontera, Valencia del Mombuey, Zahínos, Barcarrota e Jerez de los Caballeros.
A cerimónia oficial de partida das equipas está agendada para a próxima sexta-feira, 19 de junho. Na sua décima edição, a Baja TT Dehesa Extremadura consolida-se como uma prova de referência no calendário internacional do automobilismo e motociclismo, atraindo equipas e pilotos de diferentes países e contribuindo para a promoção turística e económica da região.
A candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial da UNESCO subiu de patamar e já não depende apenas das entidades locais.
Em declarações sobre o estado atual do processo, o presidente da Câmara Municipal, Inácio Esperança, revelou que o projeto ganhou uma escala institucional muito superior, passando a contar com o envolvimento direto do Executivo central. “Neste momento, a candidatura já não é de Vila Viçosa, nem da Fundação [da Casa de Bragança]. Nós somos dois produtores, a Fundação e a Câmara. Neste momento, a candidatura é nacional. O Governo português assumiu a candidatura e está em fase de avaliação pelo ICOMOS Internacional”, explicou o autarca.
Depois de ter recebido ‘luz verde’ por parte do comité técnico do ICOMOS Portugal, o processo entra agora na fase mais rigorosa de escrutínio. Até ao final deste ano, a organização internacional irá nomear e enviar um perito ao terreno para analisar minuciosamente o património edificado da vila alentejana.
O veredicto final já tem uma janela temporal definida: a votação global vai decorrer entre junho e julho do próximo ano (2027), na reunião plenária da UNESCO, cujo destino exato (Seul, Seattle ou Rio de Janeiro) ainda aguarda confirmação oficial.
Até lá, o plano do município passa por uma forte campanha de diplomacia cultural. “Vamos ter até lá muitas intervenções. Vamos procurar promover esta candidatura por todo o mundo e esperemos que os seus embaixadores na UNESCO possam votar favoravelmente”, apontou Inácio Esperança.
Demonstrando uma postura pragmática e resiliente, o líder do município vizinho desvalorizou o peso de um eventual chumbo internacional, assegurando que o verdadeiro valor de Vila Viçosa não depende apenas de um selo externo.
“Se não for classificado, para nós não tem muita importância. A importância que tem é que Vila Viçosa já foi classificada pelo governo português e pelo Estado português como património da humanidade. Agora, se a UNESCO reconhece, será uma mais-valia. Se não reconhecer, continuaremos a persistir na tarefa de reconstruir, de reabilitar e de delegar às próximas gerações Vila Viçosa como um património incrível de Portugal para o mundo”, afirmou Inácio Esperança.
No programa Ambiente me FM desta segunda feira 15 de junho, com José Janela da Quercus, hoje vamos abordar o alerta apresentado num estudo sobre o risco eminente de um quinto das plantas com flor enfrenta risco de extinção em massa.
Um novo estudo internacional publicado na prestigiada revista científica Science revela que mais de um quinto da história evolutiva das plantas com flor, também conhecidas como angiospérmicas, está atualmente sob grave ameaça de extinção. Ao analisarem mais de 335 mil espécies, os investigadores concluíram que cerca de 21% de todo este legado biológico pode desaparecer para sempre.
Este cenário representa uma perda irreparável, pois o desaparecimento destas espécies levaria consigo milhões de anos de evolução e características genéticas únicas que nunca mais poderão ser recuperadas.
A situação desperta um alerta urgente na comunidade científica porque as plantas constituem a base fundamental da maioria dos ecossistemas terrestres e da vida humana. Elas são responsáveis pela produção de alimento, pela regulação do clima global, pela proteção dos solos e pelo sustento de inúmeras espécies animais, incluindo os polinizadores essenciais para a agricultura.
O declínio desta biodiversidade vegetal ameaça diretamente o equilíbrio ambiental, demonstrando que a conservação da flora é indispensável para garantir a segurança e a qualidade de vida das populações no planeta.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação organizou na noite do passado sábado, 13 de junho, um arraial de Santo António, no Largo do Terreiro, em Campo Maior.
A noite foi de animação com muita sardinha assada e a animação musical do grupo “Cristais da Noite”. Durante o arraial foram ainda entregues os prémios referentes ao torneio de futsal organizado pela Junta de Freguesia.
O presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, esteve no arraial, onde se juntou ao executivo da Junta, liderado pelo presidente Hugo Rodrigo.
O Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) vai encerrar temporariamente ao público a partir desta segunda-feira, dia 15 de junho, para permitir a desmontagem da exposição atualmente patente e a preparação de um novo projeto expositivo que promete marcar a programação cultural da cidade.
O espaço museológico reabre no dia 5 de julho, retomando o seu horário habitual de funcionamento, com uma exposição individual de Alexandre Estrela, um dos mais destacados artistas portugueses contemporâneos e escolhido para representar Portugal na Bienal de Veneza deste ano.
A inauguração da nova mostra está agendada para o dia 4 de julho, ao meio-dia, constituindo um dos momentos mais relevantes da programação cultural do MACE em 2025 e reforçando o posicionamento de Elvas como um dos principais polos da arte contemporânea em Portugal.
Durante o período de encerramento, serão realizados todos os trabalhos técnicos necessários à montagem da exposição, garantindo as melhores condições para a receção dos visitantes e para a valorização da obra do artista.
O colecionador de arte e comendador António Cachola destacou a relevância da iniciativa, sublinhando a coincidência entre a programação do MACE e a nomeação de Alexandre Estrela para representar Portugal na mais importante mostra internacional de arte contemporânea. “Vamos ter como ponto alto a inauguração de uma exposição do artista Alexandre Estrela, sendo que este artista foi o artista que foi designado para representar Portugal na Bienal de Veneza”, afirma.
António Cachola recorda que a Bienal de Veneza é amplamente reconhecida como o mais importante acontecimento mundial de arte contemporânea, reunindo os principais artistas selecionados por cada país participante.
“Ficámos muito contentes porque já tínhamos programado e planeado há muito tempo esta exposição do artista Alexandre Estrela e ele foi nomeado pelo Ministério da Cultura, concretamente pela Direção-Geral das Artes, para representar Portugal na Bienal de Veneza”, refere.
Para o colecionador, a realização simultânea da representação portuguesa em Veneza e de uma exposição individual do artista em Elvas representa um motivo de orgulho para a cidade e para o MACE.
António Cachola considera ainda que esta iniciativa confirma a relevância de Elvas no panorama artístico nacional. “Mostra que Elvas está sempre aqui naquilo que são os eventos e os acontecimentos mais importantes da arte contemporânea no nosso país”, conclui.
O novo projeto expositivo do MACE conta com o apoio da Direção-Geral das Artes, através da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), consolidando a aposta do Município de Elvas na promoção da criação artística contemporânea e na diversificação da oferta cultural do concelho.