Arraiais do Associativismo regressam a Elvas com muita animação, sardinha e espírito de união

As associações Arkus, Gota d’Arte e Banda 14 de Janeiro voltam a unir esforços para dinamizar os tradicionais arraiais de Santos Populares em Elvas. À semelhança do que aconteceu no ano passado, as três coletividades juntam-se, novamente, para proporcionar momentos de convívio, animação e muita música, sem esquecer a tradicional sardinhada assada.

O primeiro arraial, dedicado a Santo António, realiza-se já esta sexta-feira, dia 12 de junho, a partir das 20 horas, na sede da Arkus. Melanie Carona, uma das responsáveis pela associação juvenil, destaca a importância da continuidade desta parceria entre as coletividades elvenses: “Esta parceria começou o ano passado e, como é óbvio, quisemos continuar. Vai manter-se entre as três associações e convidamos todas as pessoas a juntarem-se a nós, no nosso arraial, que é sempre o primeiro, o de Santo António”.

Melanie Carona diz ainda ser “importante manter estas parcerias entre associações”: “mostramos que estamos uns com os outros e não uns contra os outros”.

A responsável garante ainda uma noite recheada de animação: “vai haver muita sardinha, muita diversão e muito espírito de parceria”. “Temos muito espaço e queremos receber toda a gente”, diz ainda.

Já a Gota d’Arte volta a integrar o seu arraial de São João na programação do Weekend Art, evento que este ano celebra a sua quarta edição e que decorre no Jardim das Laranjeiras. O arraial marcará o arranque de três dias de atividades culturais e artísticas.

O presidente da Gota d’Arte, Luís Rosário, explica que a iniciativa resulta da vontade de reforçar o trabalho conjunto entre as associações locais. “Como aconteceu no ano passado, o primeiro dia do Weekend Art vai ter um cheirinho de arraial, com a colaboração destas associações. A Arkus, aliás, está connosco desde a primeira edição do evento. Esta iniciativa dos Arraiais do Associativismo surgiu no ano passado e funcionou muito bem. Estamos cá para trabalhar em parceria, para trabalhar uns com os outros”, refere.

Segundo Luís Rosário, esta colaboração permite aumentar a participação do público e enriquecer os eventos. “Conseguimos uma animação e uma dinamização muito melhores. Atrás dessa dinamização vem mais gente, porque são elementos das associações que também marcam presença nos eventos uns dos outros. O objetivo é criar condições para que aqueles que participam tenham mais animação e se divirtam, ajudando-nos mutuamente”, sublinha.

Por sua vez, a Banda 14 de Janeiro optou este ano por não promover o tradicional arraial de São Pedro. A decisão prende-se com a elevada concentração de iniciativas na cidade durante esse período. João Grenho explica que a associação preferiu concentrar esforços no apoio aos restantes eventos. “Notámos que existem muitos eventos nesse mês e acabava por haver sobreposição de iniciativas. No fim de semana em que seria o nosso arraial não faria muito sentido realizar mais um evento e retirar público a outros. Assim, decidimos participar, ajudar e apoiar os restantes eventos com a banda e com o Grupo Coral Infantil”, afirma.

Com esta união de esforços, as três associações esperam voltar a levar aos elvenses e visitantes o melhor dos Santos Populares, reforçando simultaneamente os laços de cooperação e o dinamismo do movimento associativo local.

Diário do Mundial 11-06-2026

A seleção nacional despediu-se do público português com uma vitória por 2-1 frente à Nigéria, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. Este foi o derradeiro encontro de preparação antes da partida para a fase final do Campeonato do Mundo de 2026.

Resumo do Encontro

Portugal dominou a primeira metade e conseguiu traduzir a superioridade em golo aos 22 minutos, numa finalização fria de Pedro Neto, após uma assistência certeira de Diogo Dalot. Contudo, uma desatenção na fase de construção defensiva permitiu que Dele-Bashiru servisse Akor Adams, que restabeleceu a igualdade a favor dos nigerianos aos 36 minutos.

No segundo tempo, o selecionador promoveu uma autêntica revolução na equipa ao realizar várias substituições ao intervalo. As entradas de jogadores como João Félix, Bernardo Silva, Nuno Mendes e Francisco Conceição agitaram o jogo. Foi precisamente o jovem extremo que garantiu o triunfo aos 74 minutos, carimbando o 2-1 final.

Reações de Pedro Neto autor do primeiro golo: «O objetivo para o Mundial é ganhar, temos de ir jogo a jogo, o sonho está lá e é essa a mentalidade. Acho que temos de aceitar esse sonho, os portugueses sabem o que temos dentro da equipa e temos de acreditar até ao fim. Saímos com boas sensações, dois jogos e duas vitórias. Era o que nós queríamos, trabalhar os processos e coisas que tínhamos a melhorar. Estamos focados para concretizar o sonho e para o que aí vem.»

Próximos Passos: O Caminho no Mundial 2026

Com este teste concluído, a comitiva ruma aos Estados Unidos para iniciar a sua participação no torneio que arranca já esta semana. Portugal está inserido na fase de grupos e tem o seguinte calendário inicial:

  • Portugal vs. República Democrática do Congo (Estreia)
  • Portugal vs. Uzbequistão (23 de junho)
  • Portugal vs. Colômbia (28 de junho)

Mundial 2026 poderá gerar até 945 milhões de euros em Portugal

O Campeonato do Mundo FIFA 2026 poderá gerar em Portugal um impacto económico entre 378 milhões e 945 milhões de euros, dependendo da performance da Seleção Nacional, conclui o estudo Campeonato do Mundo FIFA 2026: análise do impacto económico em Portugal do IPAM – Instituto Português de Administração de Marketing.

A análise, desenvolvida pelo Gabinete de Estudos de Marketing para Desporto do IPAM, revela que o Mundial de 2026 poderá representar o maior impacto económico de sempre em Portugal associado a uma competição que o país não organiza. O valor mínimo estimado, correspondente à fase de grupos, é de 378 milhões de euros. Num cenário intermédio, com chegada aos oitavos de final, o impacto poderá atingir 561 milhões de euros. Em caso de vitória, poderá chegar aos 945 milhões de euros.

Segundo o estudo, este crescimento resulta de quatro fatores principais: aumento do poder de compra, organização da competição em mercados de elevada capacidade económica, Estados Unidos, Canadá e México, alargamento do Mundial para 48 seleções e 104 jogos, e consolidação da economia digital como nova fonte de valor.

“Portugal não precisa de organizar o Mundial para gerar impacto económico relevante. O que este estudo demonstra é que o valor do futebol deixou de estar concentrado no estádio ou no país anfitrião. Hoje, o impacto é criado através do consumo, da atenção, da interação digital e da capacidade dos adeptos amplificarem o evento”, afirma Daniel Sá, diretor Executivo do IPAM.

O estudo identifica uma transformação estrutural no modelo económico do futebol. Embora o consumo tradicional continue a representar a maioria do impacto, cerca de 77%, a componente digital já representa 23% do valor estimado, através de plataformas de streaming, redes sociais, engagement e criação de conteúdos por utilizadores.

O consumo doméstico surge como a principal categoria de impacto, representando 26% do total, seguido da restauração, com 15%, e da publicidade e media, com 14%. Já no bloco digital, as plataformas de streaming e OTT representam 10%, o engagement nas redes sociais 7% e a chamada content economy 6%. Cartas e cromos, 5%, e merchandising, 4%, indicam que o Mundial ativa economias emocionais e colecionáveis, com forte tração em segmentos específicos e em ciclos de compra por impulso. As apostas, 6%, surgem como componente relevante, mas já integrada numa lógica de entretenimento e conveniência.

Ouça aqui a versão Podcast:

Distinção da Junta da Extremadura aos Bombeiros de Campo Maior é “motivo de orgulho” para Luís Fava

Os Bombeiros Voluntários de Campo Maior foram recentemente distinguidos pela Junta da Extremadura, em Espanha, com uma Menção Honrosa da Proteção Civil daquela comunidade autónoma. A distinção foi igualmente atribuída às corporações de bombeiros de Elvas, Arronches e Marvão, em reconhecimento pela intervenção num incêndio florestal ocorrido no verão do ano passado.

O fogo teve origem no concelho de Marvão e acabou por alastrar para território espanhol, mobilizando meios das quatro corporações do Alto Alentejo, que participaram no combate às chamas e na proteção das populações afetadas.

O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, Luís Fava, considera que esta distinção representa um importante reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelos operacionais.

“Eu encaro essa distinção com orgulho. Foi um reconhecimento aos nossos bombeiros, tanto aos de Campo Maior, como aos de Elvas, Marvão e Arronches”, afirmou.

Luís Fava recorda que a intervenção conjunta das corporações foi determinante para controlar a situação. “Foi um incêndio em Marvão, que passou para a parte espanhola, e onde essas quatro corporações estiveram presentes e resolveram o problema”, acrescentou.

O reconhecimento atribuído pela Junta da Extremadura destaca o profissionalismo, a dedicação e a disponibilidade demonstrados pelos bombeiros do Alto Alentejo durante a operação, constituindo também uma manifestação pública de agradecimento pelo apoio prestado às populações e às autoridades espanholas num momento de elevada exigência operacional.

A distinção reforça ainda a importância da cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha no combate aos incêndios rurais e na resposta a situações de emergência que ultrapassam fronteiras.

Sport Arronches e Benfica voltou a prestar homenagem a Gamaliel Brás Carlos

As festas de São João em Arronches foram, à semelhança do que aconteceu no ano transato, aproveitadas pelo Sport Arronches e Benfica para prestar homenagem a Gamaliel Brás Carlos, uma personalidade do concelho que, durante anos a fio, incentivou os jovens arronchenses a praticar as mais diversas modalidades desportivas, voluntariando-se para ser treinador e formador de futebol, basquetebol ou atletismo.

Como forma de homenagear um homem que tanto fez pelo desporto, a coletividade, com o apoio do Município de Arronches e da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre, dinamizou, no passado sábado, dia 6 de junho, a 2ª Corrida Gamaliel Brás Carlos, prova que integrou o Circuito de Corridas distrital.

Desta feita, esta prova de atletismo teve o seu epicentro em pleno coração na vila, na Praça da República. Daí, os mais de 80 atletas partiram para um percurso que trilhou as ruas de Arronches, terminando no mesmo local, junto aos Paços do Concelho, onde se procedeu à entrega de prémios, pela mão do executivo do Município, representado pelo vice-presidente Paulo Furtado e pela vereadora Maria João Fernandes e da direção do Sport Arronches e Benfica, representada pelo presidente José Feiteira.

Destaque para os pódios da geral, que, na classificação feminina, foram preenchidos por Vanda Rosa, da AD Ialbax, seguida de Carla Madeira e de Cristina Canário, também da AD Ialbax e, na classificação masculina, por Mário Grilo, do AC Fronteirense, mais veloz do que Mário Almeida, do GR Eirense e do que André Palmeiro, do Sport Arronches e Benfica. Coletivamente, a vitória sorriu à equipa anfitriã, que levou a melhor sobre o AD Ialbax e sobre o Clube Elvense de Natação.

Da excelente prestação dos atletas da casa, de realçar ainda os pódios conquistados por Eva Cebola, 1ª em Benjamins A Femininos, André Vitória, 1º em Benjamins B Masculinos, Carolina Fernandes e Bárbara Parreiras, respetivamente, 1ª e 2ª em Benjamins B Femininos, Adelino Rodrigues e Nuno Rodrigues, 1º e 2º em Desporto Adaptado, Diana Maurício, 1ª em Desporto Adaptado, João Félix, 2º em Infantis Masculinos, Beatriz Castro, 3ª em Infantis Femininos, Bernardo Fernandes, 2º em Juvenis Masculinos, Ariana Lopes e Mafalda Parreiras, 1ª e 2ª em Juvenis Femininos e Hugo Lopes, 3º em Absolutos M50.