A taxa de esforço é a medida que relaciona o total das prestações bancárias — como crédito à habitação, automóvel e cartões — com os rendimentos líquidos do agregado familiar. Calcular este indicador é um passo fundamental para qualquer família, pois permite perceber exatamente que percentagem do rendimento mensal está comprometida com dívidas, funcionando como uma ferramenta de prevenção contra o endividamento excessivo e a perda de qualidade de vida.
De acordo com as recomendações financeiras, o valor ideal da taxa de esforço deverá ser inferior a 35%. Para obter este resultado, basta dividir o total dos encargos financeiros mensais pelo rendimento e multiplicar por 100. Caso o resultado ultrapasse este patamar, a DECO aconselha as famílias a encararem o valor como um sinal de alerta imediato, sugerindo a renegociação das condições dos créditos em vigor para evitar situações de rutura financeira.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
A Associação de Pediatria de Évora promove, nos dias 21 e 22 de maio de 2026, as XXII Jornadas de Pediatria de Évora. A iniciativa, subordinada ao tema “Cuidar com Ciência”, conta com o apoio institucional da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central e decorrerá no Hotel Vila Galé, em Évora.
A ação tem como público-alvo os Médicos Especialistas e Internos de Pediatria, os Médicos Especialistas e Internos de Medicina Geral e Familiar e os Enfermeiros de Saúde Infantil e de Cuidados de Saúde Primários.
A iniciativa tem como objetivo promover a atualização científica e técnica de médicos e enfermeiros na área da Pediatria, reforçar a articulação entre a Pediatria Hospitalar e a Medicina Geral e Familiar, divulgar as boas práticas clínicas e orientações atualizadas no diagnóstico, tratamento e seguimento do recém-nascido, criança e adolescente e estimular a reflexão e o debate sobre temas atuais e emergentes em saúde infantil. A iniciativa pretende também ser um espaço privilegiado de partilha de conhecimento, discussão de boas práticas clínicas e abordagem multidisciplinar dos principais desafios em Saúde Infantil e Juvenil.
A Associação Cultural Públia Hortênsia de Castro, de Elvas, promove a segunda edição do Festival Internacional de Coros, este sábado, 16 de maio, pelas 18h00, na Sala Vasco da Gama do Hotel São João de Deus, com o apoio do Município de Elvas.
O concerto irá reunir em palco cerca de 90 vozes femininas, contando com a participação do Coral Públia Hortênsia de Castro, anfitrião do evento, e de vários coros convidados oriundos de Leiria, Madeira e Madrid.
A iniciativa tem como principal objetivo promover o intercâmbio cultural e valorizar a música coral, reforçando a dinâmica cultural da cidade.
O Presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, confirmou a emissão do título de instalação para o projeto de 100 MW da Galp. Um investimento de 300 milhões de euros que promete criar 400 postos de trabalho e posicionar a região como líder europeu na descarbonização.
O Alentejo reafirmou o seu papel estratégico na estratégia industrial europeia com o anúncio de um passo decisivo no projeto de hidrogénio verde da Galp, em Sines. Ricardo Pinheiro, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, revelou que a autarquia regional emitiu recentemente o título de instalação para aquele que é considerado um dos mais ambiciosos projetos do setor à escala europeia.
“O Alentejo tem o privilégio de eventualmente ser o território que mais se alinha com os objetivos da transição verde industrial europeia”, afirmou Ricardo Pinheiro, sublinhando que a Galp recebeu o título para uma unidade que ultrapassa os 100 megawatts (MW) de capacidade.
Investimento de 300 Milhões e 400 Postos de Trabalho
O projeto, que envolve um investimento direto de cerca de 300 milhões de euros, surge após um período de alguma incerteza no setor do hidrogénio a nível global. Para o líder da CCDR Alentejo, este avanço é um sinal claro de confiança. “O hidrogénio esteve parado durante algum tempo porque havia dúvidas em relação à possibilidade das empresas investirem nestas áreas. Este projeto vai dinamizar 400 postos de trabalho através de uma equipa técnica de engenharia muito qualificada”, explicou.
A construção deste eletrolisador de 100 MW permitirá à Galp substituir o hidrogénio cinzento (produzido a partir de fontes fósseis) por hidrogénio verde, reduzindo drasticamente as emissões de CO2 na Refinaria de Sines.
O projeto da Galp em Sines (conhecido como Sines Green Hydrogen) faz parte de um consórcio mais vasto e é um dos pilares do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e dos fundos europeus destinados à descarbonização da indústria pesada em Portugal.
Coesão Territorial e Exportação para a Europa
Ricardo Pinheiro aproveitou a ocasião — num encontro na freguesia de Orada, Borba — para destacar que a coesão territorial também se faz através destes grandes projetos âncora. O objetivo passa não só pelo consumo interno para descarbonizar a produção de hidrocarbonetos, mas também por transformar Sines num porto de exportação de energia limpa.
“Quiçá, daqui a amanhã, possamos ter um produto, o hidrogénio, que possa ser exportado para outras zonas à escala europeia que necessitem de eliminar as suas emissões pela via do hidrogénio verde”, vaticinou o presidente da CCDR.
Fixação de Talentos e Alta Tecnologia
Para além do impacto económico direto, o projeto é visto como uma oportunidade de ouro para travar a fuga de talentos da região. Ricardo Pinheiro enfatiza que o hidrogénio verde traz “níveis tecnológicos, fixação de pessoas e manutenção de jovens em áreas altamente tecnológicas”.
Segundo Ricardo Pinheiro, este alinhamento com os gases renováveis e a produção de energia limpa coloca o Alentejo no centro do mapa da “Transição Verde” da União Europeia, garantindo que a região não é apenas um local de passagem, mas um polo de inovação e sustentabilidade industrial.
A freguesia de Arcos, no concelho de Estremoz, assinalou um marco fundamental no seu desenvolvimento urbano com a inauguração da obra de requalificação do Largo 1.º de Maio, num evento que reuniu a população e diversas entidades regionais na tarde de quinta-feira, 14 de maio.
A intervenção, que representou um investimento próximo de um milhão de euros, transformou a face visível do coração da localidade, mas o seu impacto mais profundo reside no que não está à vista: a renovação integral das redes de abastecimento de água.
Manuel Maria Broa, presidente da Junta de Freguesia de Arcos, recordou que esta era uma obra reivindicada há cerca de 15 anos e que o projeto final foi fruto de um processo democrático e participativo. O autarca explicou que “havia um projeto inicial que teve depois pouca aceitação pelo fregueses, que tinha ali um ponto de água no meio e que tirava alguma dignidade ao espaço central, que é o “Rossio”, um espaço emblemático para a nossa freguesia. No entanto, fomos remodelando o projeto com o grande apoio do município e hoje em dia somos umas pessoas felizes, temos este espaço muito bem requalificado”. Com o investimento a rondar um milhão de euros, o presidente da junta reiterou que a prioridade foi garantir condições de vida dignas a quem ali reside, afirmando que “o importante também aqui não foi só o que está à vista, à superfície, é também aquilo que se fez por infraestrutura no fundo, portanto, das condutas de água e de ramais de água que deram alguma condição de vida a quem cá vive”.
O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sadio, reforçou a importância deste espaço como local de memória e encontros, destacando o trabalho estrutural realizado para substituir as antigas condutas. O autarca explicou que se trata de “uma obra que tem a ver com a reconstrução urbana e com a requalificação do espaço central, este largo, que é um espaço de encontros, espaço de memória, espaço de dinâmicas também culturais, mas também muito importante naquilo que não se vê, isto é, porque por baixo de todo esse alcatrão novo que temos aqui em várias artérias, houve um trabalho tremendo para trocar tudo o que tinha a ver com antigas condutas de água, onde havia perdas de água sistematicamente”. José Daniel Sadio aproveitou a ocasião para revelar que a dinâmica económica da freguesia “está em expansão, com a primeira fase da zona industrial quase esgotada”, e anunciou que o município já trabalha num projeto para um loteamento com “mais de 30 ou 40 moradias num terreno próximo à igreja, visando dar resposta à procura crescente e garantir que Arcos seja sustentável (com a criação de emprego da zona industrial) e capaz de dignificar eventos como o “Arcos Jovem”.
Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo, sublinhou que, num cenário de escassez hídrica, a melhoria da eficiência das redes de distribuição em baixa é um passo crucial, referindo que “muitas vezes quando recebemos orientações para cortar, por exemplo, verbas do programa regional na regeneração urbana, estas coisas às vezes não são percebidas, estas obras têm um impacto absolutamente enorme naquilo que é, por exemplo, a renovação da rede de água”. O dirigente destacou ainda o potencial de Arcos como um polo logístico estratégico devido à proximidade com a A6 e a Nacional 4, defendendo que o Alentejo deve aproveitar o futuro Corredor Internacional do Sul para criar postos de trabalho e fixar os jovens, afirmando que “ficaria muito satisfeito que no próximo quadro financeiro plurianual, a União Europeia reconhecesse que esta zona do Alentejo tivesse a possibilidade de ter um investimento territorial integrado dedicado exclusivamente àquilo que são os investidores e à criação de postos de trabalho na área da logística”.
A cerimónia, que incluiu o descerramento de uma placa e um lanche convívio, simbolizou o início de uma nova fase para a Freguesia de Arcos, que se afirma agora como uma freguesia capaz de aliar a sua identidade rural a uma visão ambiciosa de desenvolvimento industrial e social no coração do Alentejo, sendo um “exemplo para o Alentejo”.
O Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, prepara-se para acolher uma manifestação de fé e arte popular. No próximo sábado, 16 de maio, pelas 16h30, abre ao público a exposição “Entre Mãos e Devoção: Uma Coleção de Santo António”, que apresenta a vasta e detalhada coleção de Alexandre Correia.
A exposição promete levar os visitantes numa viagem pela iconografia de um dos santos mais populares e queridos em Portugal. Através de diferentes materiais, formas e interpretações artísticas, a coleção reflete não só a devoção pessoal do colecionador, mas também a riqueza do património religioso e da criatividade artesanal dedicada a Santo António.
Este evento cultural, que conta com o apoio institucional, reforça a dinâmica do Convento de Nossa Senhora da Luz como um espaço central para a preservação da memória e promoção da cultura na região de Arronches.
A cerimónia de inauguração é aberta ao público e representa uma oportunidade única para conhecer de perto um espólio singular, onde a religiosidade e o colecionismo se cruzam de forma harmoniosa.
O II Sunset Trail “Ouguela, Sentinela da Raia” encerra a primeira edição do novo Circuito de Trail EuroBEC a 13 de junho, depois das provas já realizadas em Elvas e Badajoz. A competição, em Campo Maior, contempla um trail curto de 20 quilómetros, um mini trail e uma caminhada de 12 e ainda uma iniciativa destinada aos mais novos: o Kids Trail.
Lembrando como nasceu o circuito EuroBEC, Carlos Pepê, o responsável pelo grupo Campo Maior Trail Runners, que organiza este Sunset Trail de Ouguela, explica que será nesta prova que serão consagrados os grandes vencedores da nova iniciativa desportiva da Eurocidade, numa edição que promete ser “memorável”. “Tivemos a felicidade de conseguir juntar amigos e clubes que são irmãos em torno de uma ideia que era unir três provas de trail em Campo Maior, Elvas e Badajoz. Então criámos este circuito, em que Ouguela será a rainha, porque será aqui que vamos consagrar os campeões do Circuito de Trail EuroBEC”, começa por dizer.
Dizendo-se “expectante” com o resultado final deste circuito, Carlos Pepê assegura que o grande objetivo é “mostrar o potencial da região a todos os níveis”, não só desportivo, para que se possa “reforçar a identidade” da Eurocidade que une os três municípios vizinhos.
Com expectativas “muito altas” para esta segunda edição no que toca à participação de atletas, o responsável assegura que o Sunset Trail de Ouguela revelou ser, logo no ano passado, na sua estreia, uma “referência”. “Criámos uma prova única, um sunset ao final do dia, em que tivemos imenso calor, mas penso que correu tudo bem, ficámos todos muito contentes com o resultado final e as pessoas também gostaram muito”, recorda Carlos Pepê, que revela ainda que o apoio de “muitas empresas” da região que têm recebido deixa o grupo “muito orgulhoso”.
O percurso do trail e caminhada, face ao ano passado, não conhece grandes alterações, ainda que os atletas possam contar com algumas “surpresas” pelo caminho. A configuração da prova mantém-se, por isso, inalterada, exceção feita ao local de partidas e chegadas, que agora será o recinto junto ao Santuário de Nossa Senhora da Enxara. “Temos ali, do ponto de vista logístico, maior capacidade de albergar todos aqueles que nos visitam”, explica o responsável.
“Ouguela será, obviamente, a rainha, porque é lá que vamos passar várias vezes e levar os nossos atletas ao limite. Mas achámos que, do ponto de vista logístico, e aprendendo também com a edição do ano passado, era muito mais fácil para nós a parte de estacionamentos e do próprio convívio junto à Enxara. Temos também o apoio da Confraria da Senhora da Enxara, a quem muito agradecemos a oportunidade que nos deu também de utilizar todo o espaço envolvente à ermida e penso que, com esta pequena mudança, nós vamos também dar mais oportunidade aos nossos visitantes de terem mais tempo para conviver, com mais segurança em relação às viaturas. Quando colocamos 500 pessoas numa aldeia com 50, obviamente os constrangimentos são complexos”, acrescenta Carlos Pepê.
O valor das inscrições neste II Sunset Trail de Ouguela varia entre os 13 e os 20 euros, para as duas distâncias de trail e caminhada. A participação no Kids Trail é gratuita. As inscrições, abertas até ao início de junho, podem ser feitas a partir do site Trilho Perdido (aqui).
No próximo dia 19 de maio, o Centro Cultural de Campo Maior será o palco do programa de capacitação profissional “ENTI: Da Eficiência Operacional à Governação Inteligente”. Esta iniciativa, promovida pela NOVA IMS em parceria com o Município de Campo Maior, integra o projeto europeu AI4PA e foca-se no reforço de competências digitais para a Administração Pública, PME e startups, explorando o potencial da inteligência artificial e da análise de dados para modernizar processos institucionais.
O evento, que terá início às 09h30 com a presença do Presidente do Município, Luís Rosinha, combina a partilha de estratégias com sessões práticas dedicadas ao uso de ferramentas tecnológicas avançadas. Com certificação oficial da NOVA IMS, esta formação representa uma oportunidade estratégica para os agentes locais e regionais acelerarem a inovação e a eficiência operacional no território, promovendo modelos de governação mais inteligentes e baseados em dados.
Na sequência do recente anúncio feito pelo primeiro-ministro, que garantiu que o Governo “tem o firme propósito de ligar todas as capitais de distrito do país por autoestrada”, o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo mostra-se muito satisfeito com o facto de já se encontram em curso estudos sobre estas ligações rodoviárias.
José Manuel Santos, que garante que a ligação de Portalegre à autoestrada é “absolutamente crítica” para o setor do turismo, lembra que já no ano passado, em Tróia, sensibilizava Luís Montenegro para esta questão.
“Eu tive a oportunidade, no ano passado, nas comemorações do Dia Mundial do Turismo, que trouxemos para Alentejo, e em concreto para Tróia, na minha intervenção, onde estava o senhor primeiro-ministro, de procurar sensibilizar o Governo para a importância desta ligação rodoviária por autoestrada a Portalegre para o turismo, além, obviamente, para toda a economia e para toda a região”, revela José Manuel Santos.
Para o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, esta ligação, “às vezes desvalorizada”, é “crítica para o maior fluxo de visitantes”, mas também “para a própria percepção dos investidores na hotelaria que devem investir aqui, porque às vezes a questão da acessibilidade limita um pouco essa decisão”.
Elvas dá início, na noite desta quinta-feira, 14 de maio, a mais uma edição do Festival da Juventude e Académico, no Coliseu Comendador Rondão Almeida.
A abertura do festival promete uma noite de grande animação, com destaque para a atuação do artista Chico da Tina, um dos nomes mais aguardados do cartaz. Conhecido pelo seu estilo irreverente e pela forte ligação ao público jovem, o músico sobe ao palco para encabeçar a programação inaugural.
O primeiro dia contará ainda com a participação do grupo de dança dos alunos da Escola Secundária D. Sancho II, além da atuação da tuna académica Alentuna e de várias tunas convidadas, reforçando o espírito académico que caracteriza o evento.
A animação continuará pela noite dentro com uma “Silent Party”, ao som dos DJs Dinga e Sam, prometendo manter o ambiente festivo até de madrugada.
A entrada, nesta primeira de três noites de festa, a entrada é gratuita. Organizado pela Câmara Municipal de Elvas, o festival volta a afirmar-se como um dos principais eventos juvenis da região, reunindo música, tradição académica e entretenimento.