Royal Pop com Audemars Piguet e a Swatch

Relojoaria · Luxo · Cultura

Royal Pop

Como a Audemars Piguet e a Swatch criaram o fenómeno que ninguém esperava — e o caos que se seguiu

Existe uma contradição no coração de qualquer marca de luxo: para ser desejada, tem de ser inacessível. Mas para sobreviver, precisa de novos clientes. Durante décadas, a Audemars Piguet resolveu essa equação sempre da mesma forma.

Produzindo cerca de 50 mil relógios por ano — ainda assim mais 10 mil do que originalmente —, a AP vive da escassez e mantém listas de espera que duram vários anos. Mas este ano decidiu fazer algo surpreendente: associar-se à Swatch, que vende mais de 3 milhões de relógios por ano.

A parceria, batizada Royal Pop, tornou-se um dos fenómenos mais improváveis da relojoaria recente. O luxo tradicional está a tentar perceber como permanecer relevante num mundo onde a cultura digital, os acessórios colecionáveis e a estética das redes sociais ajudam a definir o significado de desejo.

50mil
Relógios AP / ano
3M+
Relógios Swatch / ano
8
Modelos na coleção
€400
Preço máx. Portugal
€2mil
Revenda imediata

Para ser desejado, o luxo tem de ser inacessível. Mas para sobreviver, precisa de novos clientes.

A contradição fundamental

A coleçãoO que é o Royal Pop?

A coleção parte de um ícone: o Royal Oak, desenhado por Gérald Genta em 1972. Com um design inconfundível — luneta octogonal, oito parafusos hexagonais e o padrão de mostrador conhecido como Petite Tapisserie — pode custar dezenas de milhares de euros. O valor elevado não faz diminuir a lista de espera, apenas colmatada pelo mercado de segunda mão, que continua a crescer.

De acordo com um relatório da Deloitte, o mercado de revenda de relógios de luxo poderá superar o primário dentro de apenas uma década, provando que os ícones não perdem valor.

O Royal Pop preserva a mesma linguagem visual — bisel octogonal, parafusos e padrão do mostrador —, mas não é o esperado relógio de pulso. A Swatch e a AP criaram oito relógios de bolso em biocerâmica colorida, inspirados simultaneamente no Royal Oak e nos Swatch Pop lançados em 1986.

Ao optar por um relógio de bolso, a Audemars Piguet evitou o cenário que mais inquieta os colecionadores: o aparecimento de uma réplica acessível do Royal Oak tradicional. Os novos relógios podem ser usados ao pescoço, pendurados numa mala, transportados no bolso ou colocados sobre uma superfície como objetos decorativos.

No interior encontra-se uma versão de corda manual do movimento SISTEM51 da Swatch, com reserva de marcha superior a 90 horas e espiral antimagnética Nivachron. O preço em Portugal varia entre €380 e €400, consoante as cores.

LançamentoO caos que se seguiu

Na manhã do lançamento, havia filas à porta das lojas Swatch em todo o mundo. Em Lisboa, a situação na loja do Centro Colombo foi semelhante: centenas de pessoas em fila para poucas dezenas de unidades. Nos mercados de revenda, os relógios apareceram imediatamente por valores próximos dos €2000 — cinco vezes o preço original.

No Reino Unido e nos Países Baixos, algumas lojas encerraram por razões de segurança. Em França, a polícia teve de intervir com gás lacrimogéneo para dispersar uma multidão de cerca de trezentas pessoas junto a uma loja perto de Paris. Em Nova Iorque, a inauguração da loja da Swatch em Times Square ficou marcada por empurrões e tumultos.

AnáliseO próximo Labubu?

A comparação com o Labubu — o boneco colecionável da Pop Mart que se tornou viral em todo o mundo — não é acidental. Ambos partilham a mesma fórmula: escassez controlada, lançamento surpresa, distribuição física que gera filas e uma comunidade online que amplifica o desejo muito além do valor intrínseco do objeto.

O Royal Pop é, ao mesmo tempo, um relógio, um acessório de moda, um objeto de coleção e um instrumento financeiro. É a prova de que, no séc. XXI, o luxo não se define apenas pelo preço — mas pela capacidade de gerar um momento cultural.

Borba leva Grandes Reservas ao XXIV Concurso Enológico Internacional Città Del Vino em Itália

Os vinhos de Borba voltam a afirmar-se no panorama internacional com a participação no XXIV Concurso Enológico Internacional Città Del Vino. O evento decorre em Pramaggiore (Veneza), na Exposição Nacional de Vinhos de Pramaggiore, entre os dias 29 e 31 de maio de 2026.

A comitiva local conta com uma adesão muito representativa das adegas e produtores do concelho, um setor estratégico para a economia e para a imagem turística da região. Estão a concurso referências de prestígio: o Adega de Borba – Grande Reserva 2022 (tinto), o Trincaliar – Grande Reserva 2022 (tinto) (Figueira Coriga), o Erika – Grande Reserva 2020 (tinto) (Herdade da Cardeira) e o Terra do Zambujeiro – 2021 (tinto) (Quinta do Zambujeiro).

O Município de Borba assumiu o patrocínio integral da inscrição e do transporte dos vinhos para território italiano, reforçando o apoio institucional à internacionalização da produção local. As expectativas são elevadas, repetindo o sucesso da edição de 2025, na qual os produtores de Borba conquistaram seis distinções: uma “Grande Medalha de Ouro” e cinco “Medalhas de Ouro”.

Organizado pela Associação Italiana Città del Vino, o prestigiado concurso conta com o patrocínio científico da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (O.I.V.) e com a autorização do Ministério da Agricultura, Soberania Alimentar e Florestas de Itália (MASAF). A iniciativa é realizada em colaboração com a Recevin (Rede Europeia de Cidades do Vinho) e com a Federação Internacional “Iter Vitis – Les Chemins de la Vigne”, uma Rota Cultural do Conselho da Europa, contando ainda com o apoio de diversos organismos que promovem o desenvolvimento económico e vitivinícola dos territórios associados.

Município de Portalegre lança atividade “Encontros com Ritmo”

O Município de Portalegre vai dar início à atividade “Encontros com Ritmo”, integrada na ação “Somar Sorrisos” do projeto Pontes de Saberes, uma iniciativa que visa promover o convívio, a participação ativa e o bem-estar da população com mais de 55 anos, em particular nas freguesias rurais do concelho.

O primeiro encontro está agendado para o dia 27 de maio, entre as 14h30 e as 17h00, na Casa do Povo do Reguengo, e contará com animação musical a cargo do artista Nuno José.

Através desta atividade, o Município pretende reforçar as respostas de proximidade dirigidas à população sénior, criando momentos de encontro, partilha e dinamização comunitária, contribuindo simultaneamente para o combate ao isolamento social.

A iniciativa é de participação gratuita e irá decorrer ao longo do ano em diferentes freguesias do concelho.

Devoção a Santo António dá mote a exposição no Convento de Arronches

O Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, recebeu na tarde do passado sábado, dia 16 de maio, a inauguração de mais uma exposição, desta feita dedicada a Santo António, ficando as peças do acervo de Alexandre Correia a adornar o referido templo até ao próximo dia 30 de junho.

Ao lado do colecionador, na cerimónia com que se inaugurou a exibição, esteve o executivo autárquico, nas pessoas do presidente João Crespo e da vereadora Maria João Fernandes.

Começou o presidente do Município por dar as boas-vindas e cumprimentar todos os presentes, antes de expressar o enorme gosto e orgulho da autarquia em receber esta exposição em Arronches, naquilo que é a continuidade do trabalho de promoção de autores e colecionadores da região que tem vindo a ser feito na galeria do Convento de Nossa Senhora da Luz, estando a Câmara Municipal sempre ao lado de quem faz do artesanato a sua ocupação, algo que se refletiu, por exemplo, na oportunidade dada aos artesãos locais, ali presentes, de expor também naquele e noutros espaços do concelho, bem como no esforço em preservar a sua arte para incentivar gerações vindouras a seguir os seus passos. Fazendo também um agradecimento ao colecionador, João Crespo salientou que a mostra que a seguir se iria visitar é composta por um conjunto notável de peças que empresta ainda mais notoriedade ao espaço e que vai certamente deixar boquiabertos os seus visitantes. Por fim, o edil terminou a sua intervenção com um vincado agradecimento a Alexandre Correia.

Esta palavra de gratidão foi sublinhada pela vereadora Maria João Fernandes, com a autarca a aproveitar para solicitar ao colecionador um esclarecimento acerca do significado especial que esta a exposição denominada ‘Entre Mãos e Devoção: Uma Coleção de Santo António’ tem para si.

Depois de agradecer a presença de todos os que ali se encontravam e de se mostrar igualmente grato pela enorme vontade da autarquia em receber a exposição, destacando o excelente acolhimento e forma de trabalhar dos serviços municipais de um Município que valoriza o artesanato, Alexandre Correia definiu-se com um devoto a Santo António devido a um incentivo familiar, fazendo então um breve resumo da caracterização e história do homem canonizado.

O colecionador realçou que a sua coleção, composta por cerca de 8600 peças, resulta de inúmeras visitas a oficinas de todas as regiões de Portugal continental, existindo no seu acervo peças únicas elaboradas propositadamente para si. Explicando que o trabalho de um colecionador só faz sentido quando partilhado com a comunidade, Alexandre Correia referiu igualmente que, nas suas mostras, não repete peças, pelo que todo o acervo patente no Convento de Nossa Senhora da Luz está pela primeira vez exposto ao público.

Por fim, o protagonista da tarde salientou que esta iniciativa serviu também para celebrar antecipadamente o Dia Internacional dos Museus, bem como o mês de Santo António e ainda para valorizar os ofícios tradicionais e o saber fazer.

De realçar que, como habitualmente, esta exposição estará visitável durante o período em que o Convento de Nossa Senhora da Luz se encontra aberto ao público: entre terça-feira e domingo, das 09H30 às 13H00 e das 14H00 às 17H30.

Campo Maior na “linha da frente” com formação dedicada à inteligência artificial e governação inteligente

O Centro Cultural de Campo Maior recebeu, na manhã desta terça-feira, 19 de maio, o Programa de Capacitação Profissional ENTI: “Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente”, uma iniciativa integrada no projeto AI4PA – Artificial Intelligence & Data Science, promovida pela NOVA IMS em parceria com o Município de Campo Maior.

A sessão teve como principal objetivo reforçar competências digitais junto de entidades da Administração Pública, PME e startups, através de debates e apresentações centradas na inteligência artificial, ciência de dados e governação inteligente.

Em declarações à Rádio ELVAS,  o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, destacou a importância da iniciativa para o concelho, considerando que representa “mais um passo” na afirmação de Campo Maior enquanto território preparado para os desafios tecnológicos do futuro.

O autarca sublinhou ainda que a aposta na inteligência artificial e na ciência dos dados poderá contribuir para melhorar os serviços públicos e a resposta dada aos munícipes. “Campo Maior continua praticamente todos os meses a ter atividade relacionada com a inteligência artificial”, referiu, acrescentando que o objetivo passa por continuar a dinamizar o Centro de Inteligência Competitiva.

Também presente na sessão, o diretor da NOVA IMS, Miguel de Castro Neto, explicou que a iniciativa surge numa altura em que Portugal está a implementar a Estratégia Nacional dos Territórios Inteligentes, apoiada pelo PRR. Segundo o responsável, “dos 308 municípios, 297 candidataram-se a financiamento para investirem em plataformas de gestão urbana”, o que demonstra a relevância crescente da transformação digital na gestão dos territórios.

Miguel de Castro Neto defendeu ainda que o grande desafio passa agora por saber utilizar os dados e as capacidades analíticas emergentes para apoiar melhores decisões políticas, gerir recursos de forma mais eficiente e responder às exigências da emergência climática.

Durante a sessão foram apresentados exemplos de boas práticas, com Miguel de Castro Neto a sublinhar o potencial do Centro de Inteligência Competitiva de Campo Maior para se vir a afirmar como um polo agregador de talento e inovação na região do Alentejo.

Por sua vez, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, mostrou-se satisfeito com a evolução do Centro de Inteligência Competititva, considerando que o projeto “está a ganhar uma dimensão de utilidade ao território”.

Ricardo Pinheiro destacou ainda a ambição do Alentejo em competir “com as melhores regiões à escala nacional e internacional”, defendendo que a inteligência artificial e a ciência de dados serão fundamentais para acrescentar valor em áreas como o turismo, a investigação científica e o acesso a fundos comunitários.

“O território Alentejo assume-se cada vez mais nestas matérias”, afirmou o presidente da CCDR, sublinhando que a região deve continuar a apostar “em ambição, ambição e mais ambição” para acompanhar os territórios de referência a nível mundial.

A sessão de abertura, para além das participações de Luís Rosinha e de Ricardo Pinheiro, contou ainda com a de Manuel Dias, diretor de Sistemas e Tecnologias de Informação da Administração Pública e presidente da ARTE.

“Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente” foi mote para a primeira sessão desta conferência, conduzida por Miguel de Castro Neto. Seguiu-se uma mesa redonda, dedicada ao tema “Governação Inteligente: do Plano à Ação”, com os primeiros secretários das Comunidades Intermunicipais do Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Alentejo Central e Alentejo Litoral.

Do evento fizeram ainda parte diferentes sessões de live training: “Mobilidade: onde estão os ‘pontos negros’ no meu concelho?”; “Como criar, com documentos selecionados, um chatbot interno para o meu serviço”; e “Licenciamento urbanístico em BIM como ponto de partida para Gémeos Digitais”.

Alentejo 2030 abre concurso de 1,25 milhões de euros contra o despovoamento

O Programa Regional Alentejo 2030 lançou um novo aviso de concurso que disponibiliza uma dotação orçamental de 1,25 milhões de euros para apoiar projetos inovadores de base territorial. Este financiamento destina-se especificamente às Parcerias para a Coesão Não Urbanas, com o objetivo claro de combater o despovoamento e promover a atratividade das zonas de baixa densidade da região. Através do cofinanciamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), que assegura uma taxa de apoio de 85%, o programa pretende fixar novos residentes, atrair empreendedores e dinamizar o tecido económico local a partir da valorização dos recursos naturais e culturais alentejanos.

As entidades integradas nos planos de ação previamente aprovados nas sub-regiões do Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo e Alentejo Litoral podem submeter as suas candidaturas de forma totalmente desmaterializada.

O prazo para a apresentação de projetos estende-se até ao dia 10 de julho de 2026, devendo todo o processo ser formalizado através da plataforma digital Balcão dos Fundos. Este incentivo financeiro constitui uma oportunidade estratégica crucial para os territórios do interior, permitindo o desenvolvimento de respostas integradas que fixem competências, gerem emprego e reforcem a coesão social e económica de toda a região do Alentejo.

Obra de ampliação do Lar de Santa Eulália avança dentro de dias

O presidente da Câmara Municipal de Elvas, comendador José Rondão Almeida, assinou esta segunda-feira, 18 de maio, a consignação da empreitada de ampliação do Lar de Santa Eulália, com a empresa SENPAPOR, representada pelo engenheiro Hélio Tavares.

A obra, orçada em cerca de um milhão e meio de euros, irá ser realizada no período de 18 meses e terá início dentro de poucos dias.

Com esta obra, a infraestrutura passará a ter capacidade para mais 21 utentes e permitirá ainda aumentar o número de funcionários já existente.

Fortaleza de Juromenha vence Prémio Nacional de Reabilitação na categoria de Restauro

Em cerimónia realizada esta terça-feira, 19 de maio, no Museu Vista Alegre, em Ílhavo, a intervenção de restauro e conservação da Fortaleza e Castelo de Juromenha recebeu o Prémio Nacional de Reabilitação na categoria de Restauro.

Os prémios nacionais de reabilitação distinguem há 14 anos as melhores intervenções de reabilitação urbana em várias categorias, tendo sido admitidas este ano cerca de 80 candidaturas.

A Fortaleza de Juromenha foi ainda finalista, entre três candidatos, na categoria de Estruturas.

O presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, dedica o prémio à população de Juromenha e do concelho e destacou a importância desta intervenção para o município e para a região, tendo deixado um agradecimento a toda equipa da câmara municipal, aos responsáveis da altura pelas entidades que se comprometerem com o projeto: Ana Mendes Godinho, António Ceia da Silva e Ana Paula Amendoeira.

Deixou ainda um agradecimento especial à equipa de projetistas (Pedro Pacheco Arquitetos), à empresa responsável pela construção (HCI), à empresa responsável pelo acompanhamento arqueológico (ERA Arqueologia) e fiscalização (Ripórtico).

A Fortaleza de Juromenha está integrada no Programa REVIVE prevendo-se o desenvolvendo de um projeto de natureza turística no seu interior em harmonia com o uso público do monumento.

Entre papel e tradição: o trabalho que dá cor às Festas do Povo de Campo Maior

Faltam menos de três meses para que as ruas de Campo Maior se transformem, uma vez mais, num imenso jardim de flores de papel. Entre os cerca de quatro mil voluntários envolvidos na preparação das tradicionais Festas do Povo, há quem mantenha viva esta tradição desde a infância, como é o caso de Elvira Soutino.

É no Centro Comunitário da vila que, diariamente, Elvira ajuda a dar forma às milhares de flores que irão decorar as ruas da vila alentejana entre os dias 8 e 16 de agosto. Apesar do entusiasmo em torno do regresso daquele que é considerado o maior evento do concelho, a voluntária admite que o trabalho ainda está longe de terminado. “Agora é trabalhar muito, muito mesmo”, afirma, explicando que a produção das flores começou há mais de três meses. “Estamos muito atrasadas”, acrescenta.

Entre rosas, tulipas e muitas outras variedades de flores de papel, Elvira recorda que esta é uma arte que aprendeu desde muito pequena. “Sempre vimos isto e então aprendemos umas com as outras. Eu nasci nas festas. Fazia trapaças e torcidos quando era pequenina e agora faço aquilo que me ensinaram”, conta.

No Centro Comunitário, as cores multiplicam-se entre tons de vermelho, roxo, lilás, azul e verde. Algumas flores são mais simples de executar, enquanto outras exigem maior detalhe e paciência. “Estas por acaso são simples”, explica Elvira, mostrando também pequenos aproveitamentos de papel utilizados na produção: “a gente tem que aproveitar até ao último bocadinho de papel.”

Num exemplo único de criatividade coletiva, dedicação e identidade cultural, as Festas do Povo de Campo Maior prometem voltar a atrair milhares de visitantes, 11 anos depois da última edição. Durante nove dias, as ruas da vila voltarão a estar inteiramente cobertas por flores de papel feitas à mão, numa tradição reconhecida pela sua singularidade em Portugal.

Bernardo Fernandes sagra-se Campeão Nacional Sub-18 de Trail Jovem

O jovem atleta arronchense Bernardo Fernandes, do Sport Arronches e Benfica, conquistou no passado sábado, dia 16, em Vila Nova de Paiva, o título de Campeão Nacional Sub-18 de Trail Jovem, confirmando o excelente momento de forma que atravessa.

A conquista surge poucos dias depois da participação do atleta no Campeonato do Mundo Jovem de Skyrunning, realizado em Makarska, na Croácia, onde representou Portugal entre alguns dos melhores atletas jovens do mundo da modalidade.

Depois de alcançar a 17.ª posição na prova Vertical e o 16.º lugar na prova Sky Youth no Campeonato do Mundo, Bernardo Fernandes regressou a Portugal motivado e voltou a demonstrar toda a sua qualidade, vencendo agora o título nacional do escalão Sub-18.

A prova, disputada em Vila Nova de Paiva, integrou o calendário nacional da modalidade e reuniu os melhores jovens atletas portugueses do trail running. O atleta do Sport Arronches e Benfica destacou-se ao longo da competição, alcançando o lugar mais alto do pódio e confirmando o seu estatuto como uma das grandes promessas nacionais da modalidade.

Para o Sport Arronches e Benfica, esta conquista representa mais um marco importante no trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na formação desportiva, enquanto para Arronches constitui um motivo de enorme orgulho ver um dos seus jovens atletas afirmar-se tanto a nível nacional como internacional.

Bernardo Fernandes continua assim a construir um percurso de grande qualidade no trail e skyrunning, levando o nome de Arronches e do clube além-fronteiras e acumulando resultados de enorme destaque.