O enfermeiro Marcos Grazina, profissional do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica do Hospital Doutor José Maria Grande, em Portalegre, recebeu o prémio de Melhor Aluno da Pós-Graduação em Intervenção em Trauma, Emergência e Catástrofe do ISLA de Santarém (edição 2024/2025). A distinção foi entregue recentemente, no dia da instituição, no âmbito dos Prémios de Mérito Escolar, reconhecendo o percurso académico de excelência.
Com o empenho, a dedicação e o investimento na formação, os profissionais estão a contribuir não só para a sua qualificação contínua, mas também para a qualidade dos cuidados de saúde prestados à população.
A cidade de Portalegre prepara-se para acolher um evento inédito que promete unir diferentes gerações num gesto de união e saúde. No próximo sábado, 16 de maio, realiza-se a 1.ª Caminhada Avós e Netos, uma iniciativa organizada pela Confraria da Senhora de Sant’Ana com o apoio institucional do Município de Portalegre.
O ponto de encontro está marcado para as 10h00, junto à Capela da Senhora de Sant’Ana. Antes do início do percurso, haverá um momento de celebração conduzido pelo Padre Rui Rodrigues. A caminhada, de cariz citadino e acessível a todas as idades, visa promover o convívio entre os mais novos e os mais experientes, reforçando a importância do envelhecimento ativo e da partilha de memórias.
À chegada, os participantes poderão desfrutar de um momento de confraternização no largo da Igreja, celebrando a família e a comunidade num ambiente de alegria. Esta atividade integra a dinâmica cultural e social da Agenda de Portalegre para o mês de maio, incentivando a população a desfrutar do património da cidade enquanto pratica exercício físico.
O Município de Borba participa, pelo terceiro ano consecutivo, no Festival Nacional da Canção Rural, que este ano acontece em Beja, a 27 de junho.
“Terra que dá fruto” é tema que representará o município, pela mão da Associação Rock Best Friends (RBF), canção que “celebra a terra, a natureza e o valor do trabalho rural, com uma sonoridade tradicional portuguesa adaptada à música ligeira”.
Considerando que a participação no festival ajuda a “alavancar o concelho” e a “projetar” os músicos da terra, a vice-presidente da Câmara, Helena Caldeira, assegura que, para além da gastronomia e do seu património, Borba tem também “excelentes artistas”.
“Esta é uma forma de levar sempre Borba mais longe e nós temos uma música lindíssima para apresentar em Beja, com artistas do concelho. Estou extremamente expectante face à música e face aos artistas”, diz a autarca.
Helena Caldeira explica ainda que é o Município de Borba que convida os artistas para este festival: “nós fizemos o convite e eles fizeram-nos a proposta da letra e da música”. “Nós aceitámos, está muito bonito, muito digno, é nisso que nós apostamos: na dignificação da nossa cultura e da nossa música em particular”, remata.
O Festival Nacional da Canção Rural é promovido pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho e conta com o apoio do programa Wine in Moderation, da Associação das Rotas de Vinho de Portugal.
Este é um concurso de canções que tem como objetivo estimular a composição de obras literário-musicais com acompanhamento vocal, cujos textos contemplem temáticas direta ou indiretamente relacionadas com o mundo rural, a vinha e o vinho.
Borba esteve presente na edição de 2024, em Santarém, com “Força da Mulher”, tema interpretado por Rute Sousa. Já em 2025, a “jogar” em “casa”, Carolina Matos representou o Município de Borba com “Vinificação da Vida”.
O período de discussão pública da proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Elvas, que decorre até 5 de junho, permite que cidadãos e entidades interessadas apresentem os seus contributos, sugestões e observações.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, que explica que o PDM “é o documento que organiza o ordenamento do território”, recorda que a sua revisão é obrigatória, atualmente de dez em dez anos, embora possa sofrer adaptações sempre que as necessidades do concelho o justifiquem.
O autarca sublinha que a aprovação do novo PDM não impede futuras alterações, contrariando algumas preocupações já manifestadas pela população. “Pode haver situações de futuro que possam vir a ser alteradas. O PDM não é uma coisa que não se possa alterar”, afirma, acrescentando que, caso exista necessidade devidamente fundamentada, poderão ser alargados perímetros urbanos em freguesias rurais para responder, por exemplo, a novos projetos habitacionais.
Segundo Nuno Mocinha, uma das alterações mais frequentes nestes processos prende-se com a redefinição de perímetros urbanos, havendo terrenos que deixam de ser considerados urbanos para passarem novamente a rústicos. O responsável explica que essa situação ocorre sobretudo em áreas que, apesar de integrarem os limites urbanos há vários anos, nunca chegaram a ser utilizadas ou infraestruturadas.
“As regras hoje em dia do urbanismo não permitem que isso aconteça sem uma perspetiva de infraestruturação rápida”, refere, admitindo que estas alterações geram preocupação junto de alguns proprietários, uma vez que os terrenos urbanos possuem maior valorização imobiliária.
Na semana passada, a Câmara Municipal promoveu uma sessão pública de esclarecimento sobre a proposta de revisão do PDM, um processo que, segundo o vice-presidente, está a ser desenvolvido há cerca de seis anos e envolveu a consulta de aproximadamente 30 entidades. “Aquilo que se pretendeu foi esclarecer o que consta desta proposta, mas também ouvir as preocupações e sugestões dos proprietários”, explica Nuno Mocinha.
Entre as principais preocupações levantadas pelos participantes esteve a questão do acesso à água e das culturas de regadio. O autarca reconhece que o tema merece especial atenção, sobretudo num concelho com forte vocação agrícola. “Se houver grandes dificuldades no acesso à água, isso limita muito a atividade dos agricultores”, alerta, garantindo que o município continuará a trabalhar junto das entidades competentes e do Governo para defender os interesses do setor agrícola no concelho de Elvas.
Os interessados em participar no processo de discussão pública podem apresentar sugestões, informações ou observações por escrito até ao final do prazo definido, a 5 de junho.
Em Campo Maior, os dias para uns e as noites para outros têm sido dedicados a uma missão muito especial: preparar as flores de papel que irão encher as ruas da vila durante as grandiosas Festas do Povo, que decorrem entre 8 e 16 de agosto.
No Centro Comunitário de Campo Maior, algumas mãos continuam a dar vida a uma tradição centenária. Entre elas está Matilde Cabeções, utente dos vários ateliês da instituição, que ajuda diariamente na produção das flores que irão ornamentar as ruas da vila.
Enquanto molda cuidadosamente o papel, Matilde recorda como eram vividas as festas antigamente, numa altura em que os recursos eram escassos, mas a vontade do povo fazia nascer a celebração. “Havia cá uma rua, chamavam-lhe a Caleja. Era ornamentada com as folhas das páginas amarelas, porque não havia mais nada. Na altura, quando eu era mais nova, tínhamos que dar 25 tostões por semana para juntar dinheiro para as festas, porque não havia capital. Hoje já não é nada assim. Hoje é uma festa de luxo”, recorda.
Apesar das diferenças entre o passado e o presente, Matilde garante que o espírito de união continua vivo. “Nós estamos a fazer estas coisinhas para a Câmara Municipal de Campo Maior, para ajudar também, porque isto dá tudo muito trabalho”, afirma.
Reconhecidas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, as Festas do Povo ganharam uma dimensão ainda maior. Para Matilde, esse reconhecimento trouxe também uma responsabilidade acrescida. “Não podemos deixar de as fazer, porque já temos esse título da da UNESCO”, sublinha.
Questionada sobre o futuro da tradição e se os mais novos irão manter viva esta herança, Matilde admite alguma incerteza. “As festas acontecem quando o povo quer. Antigamente era normal serem de quatro em quatro anos, mas houve muitos anos em que não se fizeram. Agora não sei quando será outra vez, daqui a quatro anos ou mais”, diz.
Depois de 11 anos sem se realizarem, as Festas do Povo regressam este verão e a expectativa é de uma vila completamente cheia de visitantes. Entre canções populares e o orgulho campomaiorense, Matilde deixa ainda um retrato apaixonado da terra onde vive: “Lindas são as nossas festas, lindo é o nosso castelo, lindas são as casas brancas, tudo aqui é lindo e belo.”
Dos mais novos aos mais velhos, Campo Maior volta assim a unir-se em torno daquela que é considerada uma das maiores manifestações populares do país, transformando milhares de flores de papel num símbolo de identidade, memória e tradição.