Municípios portugueses distinguidos na terceira edição dos prémios DECO

Os Prémios DECO regressam para a sua terceira edição. Com candidaturas abertas até 31 de março, os vencedores serão anunciados em abril de 2026.

A iniciativa da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor pretende distinguir Municípios e Juntas de Freguesia que desenvolvem programas e estratégias de apoio aos munícipes, valorizando políticas locais inovadoras e de proximidade. Para esta edição, os prémios apresentam uma imagem renovada e oito categorias: Habitação e Espaço Público, Bem-estar e Saúde Mental, Turismo, Políticas Verdes e Energia, Tecnologia e Inovação, Educação e Juventude, Imigração, Inclusão e Diversidade, e Cultura e Lazer.

As distinções variam consoante a avaliação dos projetos, com Menção Honrosa para freguesias que atinjam mais de 75 pontos e Prémio para aquelas que ultrapassem os 90. Os projetos serão analisados por um painel de especialistas e os vencedores recebem um troféu, um selo digital e a oportunidade de integrar a rede de boas práticas da DECO. O objetivo é reconhecer autarquias que colocam os cidadãos no centro da ação, promovendo políticas públicas sustentáveis e partilha de experiências que reforçam a qualidade de vida nas comunidades.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

“A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”: livro infantil com mensagem importante para todas as idades

Depois do lançamento oficial a 18 de dezembro, a Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas deu na segunda-feira, dia 29, a conhecer, na Fábrica dos Brinquedos do “Elvas Cidade Natal”, na Praça da República, o livro “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”, que tem por base a temática do uso abusivo das tecnologias por parte dos mais novos.

Como explica uma das autoras, Ana Sofia Gaspar, esta obra nasceu no seguimento de uma peça de teatro, sobre o mesmo tema, que a equipa apresentou, no ano passado, às crianças do pré-escolar do Agrupamento de Santa Luzia. “Nós desenvolvemos um teatro para as crianças, já abordando aqui o tema do uso abusivo das novas tecnologias e a forma como isso influencia negativamente os nossos laços familiares, a nossa dinâmica, e muito mais nas crianças que estão em fase de desenvolvimento”, começa por revelar. Perante uma “tão grande e positiva” aceitação dos mais novos ao espetáculo, rapidamente a equipa percebeu que não podia ficar por ali. “Achámos que seria importante chegarmos a mais crianças, a mais jovens, a mais adultos, a mais cuidadores, a mais pessoas. E pensámos: e porque não a possibilidade de criar um livro infantil e editá-lo”, recorda.

Mas até se conseguir chegar ao momento da edição do livro, foi preciso ultrapassar algumas questões de financiamento. A equipa ainda tentou candidatar-se a diferentes projetos, mas sem sucesso. “Mas como a ideia parecia bem a tanta gente, a direcção da APPACDM assumiu o financiamento, entrámos em contacto com a editora e pronto, avançámos e hoje em dia temos o livro da ‘Fantabulástica Família da Alice Barbuda’ para quem quiser ler”, adianta.

A obra conta a história de “uma família comum, que podia ser a nossa, e em que no Dia da Criança os pais oferecem uma prendinha aos filhos. Um dos filhos é a Alice e a Alice recebe duas prendas: uma Barbie, que era uma prenda que ela queria muito, sendo que os pais optam também por lhe oferecer um tablet. E a história desenvolve-se com um isolamento da Alice quase em prol daquele tablet, a forma como isso influenciou aquela família e a forma como eles depois deram a volta por cima e reverteram aqui um bocadinho a situação”, revela Ana Sofia.

Por mais que se trate de um livro infantil, a mensagem da obra é destinada a pessoas de diferentes idades, com uma “lição” válida para todos. “Quem ainda não sabe ler tem um irmão mais velho que pode ler, tem um pai, tem um avô. Os mais velhinhos podem ler e tirar dali alguma mensagem que não esteja tão explícita, mas que conseguem perceber. E os mais velhos, porque também nós pais, muitas vezes, tentamos que os nossos filhos não estejam agarrados ao telemóvel ou ao tablet, mas a primeira coisa que fazemos quando acabamos de comer é pegar no telemóvel”, lembra.

Desde o lançamento da obra, a equipa já obteve algum feedback, até porque o livro foi adquirido por algumas pessoas, logo no dia 18, para oferecer neste Natal. Recordando alguns elogios, como de uma história “gira e bem conseguida”, Ana Sofia Gaspar assegura que esta é uma obra que “dá vontade de ir lendo até ao fim, até porque é um livro infantil, é um livro pequeno, que não é maçador”.  

O objetivo é continuar a apostar na divulgação da obra, como aquela que aconteceu na Fábrica dos Brinquedos, com o objetivo de “chegar um bocadinho mais além”. Em aberto fica a possibilidade de, no futuro, a equipa apostar numa segunda obra literária.

Na produção deste livro, num projeto iniciado em maio de 2024, esteve envolvida mais de uma dezena de profissionais: alguns deles que já não estão ao serviço da Equipa de Intervenção Precoce e outros que, entretanto, se juntaram a ela.

Editado pela Betweein, o livro “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda” tem um custo de 14 euros e pode ser adquirido na APPACDM ou através do site da editora (aqui).

Município de Campo Maior volta a investir 75 mil euros em bolsas de estudo

A Câmara Municipal de Campo Maior volta a investir 75 mil euros, num apoio direto aos estudantes do concelho, que frequentam o Ensino Superior.

Dando conta que as candidaturas dos alunos que concorreram à bolsa do município têm vindo a ser avaliadas, o presidente da Câmara, Luís Rosinha, revela que, tal como no ano passado, serão cem as bolsas de estudo atribuídas.  “Nós, no ano de transato, deliberámos aumentar o número de verbas que eram atribuídas no Município de Campo Maior. Passámos para as cem, deliberámos atribuir cem, num montante de 75 mil euros, que dará aproximadamente 750 euros para cada estudante apoiado, e mantivemos esse mesmo critério”, explica o presidente.  

Luís Rosinha diz ainda que esta, do seu ponto de vista, é uma “medida muito importante”, tendo em conta os custos que os estudantes vão tendo quando saem de Campo Maior, “sobretudo do ponto de vista da habitação”.

“Parece-me a mim que este valor de 750 euros é um valor muito justo, que é até superior àquilo que é o valor da propina e nós cá continuamos a tentar apoiar os nossos jovens, aqueles que têm mais dificuldade e que cumprem com o regulamento específico, que possam ter acesso a estas verbas, claro, no usofruto dos mesmos para o seu futuro”, remata..

Estas bolsas de estudo são atribuídas a estudantes, não só de Licenciaturas e Mestrados, mas também de Cursos Técnicos Superiores Profissionais e Cursos de Especialização Tecnológica.