Ambientalistas pedem medidas para parar a destruição das florestas

Diversas organizações ambientalistas de toda a Europa, nas quais se inclui a Quercus, estão a apelar aos governos nacionais para restringir a contribuição da União Europeia para a destruição das florestas e outros ecossistemas, assim como para violações dos direitos humanos em todo o mundo.

“A cada dois segundos, desaparece, em todo o mundo, uma área florestal equivalente a um campo de futebol, em parte devido ao consumo europeu de produtos provenientes das áreas afetadas por fenómenos de desflorestação. As organizações pedem que os produtos que podem colocar ecossistemas em risco, entre os quais se encontram a carne de bovino, a soja, a palma, a borracha, a madeira e o papel, sejam comprovadamente isentos de ligações à destruição da natureza antes de serem vendidos no mercado da UE”, de acordo com José Janela (na foto), da Quercus.

José Janela garante que “a atual proposta da Comissão Europeia pretende exigir, pela primeira vez, que as empresas que vendem produtos e matérias-primas na UE demonstrem que as suas cadeias de abastecimento não têm implicações na destruição das florestas”.

Num momento em que os governos começam a discutir a nova legislação para combater a desflorestação, organizações nacionais e internacionais lançam um apelo aos cidadãos para que exijam aos seus representantes a defesa de uma lei capaz de impedir a entrada no mercado europeu de produtos que causam desflorestação.

A desflorestação está em destaque na edição desta semana do programa Ambiente em FM, com José Janela, da Quercus.

Campo Maior ou Elvas podem vir a acolher iniciativa alusiva ao Ano Europeu da Juventude

O Parlamento Europeu e o Conselho decidiram que, 2022 seria o Ano Europeu da Juventude. Em Portugal, é o Instituto Português do Desporto e da Juventude que vai coordenar as iniciativas relativas ao Ano Europeu da Juventude, junto dos jovens.

Miguel Rasquinho, diretor regional no Alentejo do IPDJ revela que este ano Europeu da Juventude tem quatro objetivos específicos: a forma como jovens olham para as transições ecológicas e digitais, que lhes podem proporcionar oportunidades; ajudar os jovens a tornarem-se cidadãos ativos, empenhados e participativos na construção da União Europeia, promover a captação de oportunidades no âmbito da União Europeia, e integrá-los nas políticas de juventude” da mesma.

Relativamente ao Alentejo serão feitas iniciativas um pouco por toda a região de forma a destacar e marcar este ano europeu da juventude, com iniciativas culturais e lúdicas, exposições, entre outros, mas também três momentos marcantes pelos três distritos do Alentejo”, revela Miguel Rasquinho.

Estes eventos ainda não têm uma calendarização definida, no entanto, o diretor regional do Alentejo do Instituto, destaca a iniciativa que vai decorrer em Beja, onde irão fazer um encontro das três associações académicas do Alentejo, que vai decorre no IPDJ, desta capital de distrito”.

Em Évora, haverá “um evento ligado à juventude e a visão dos jovens da europa, integrada candidatura da cidade a capital europeia da cultura em 2027”, sendo também objetivo “promover essa candidatura”.

Em Portalegre, Miguel Rasquinho considera que é um “momento muito importante para o distrito” e para Elvas, Campo Maior e Badajoz, onde pretendem fazer um encontro de jovens transfronteiriço, mas revela “ainda não sabemos o local exato, mas teremos jovens e associações juvenis a discutir as políticas da juventude e melhorar a realidade da União Europeia, dando oportunidade aos jovens de Portugal e Espanha para dizerem aquilo que pensam da União Europeia”.

Instituto Português do Desporto e da Juventude que vai coordenar as iniciativas relativas ao Ano Europeu da Juventude, junto dos jovens.

Miguel Antunes promove património de Elvas com vários tours pela cidade

Para celebrar os 400 anos da inauguração do Aqueduto da Amoreira, o guia certificado Miguel Antunes está a promover, em todos os meses deste ano, uma visita guiada especial, que tem por base a história deste monumento, bem como as fontes, as cisternas e os poços, que confirmam o passado de Elvas em torno da água.

A partir de abril, e até setembro, Miguel Antunes retoma o Elvas Sunset Walls Tour, um roteiro que tem, para além das muralhas, dos fossos, do castelo, do Aqueduto da Amoreira e da cisterna militar, o por de sol como pano de fundo. “É um tour que, normalmente, tem muita adesão de quem nos visita e que, este ano, vai ter um suplemento, que é a possibilidade de brindarmos, ao por do sol, sobre as muralhas, num ponto estratégico, que é uma torre medieval da nossa cidade”, revela o guia.

“Além de receber grupos de visitantes de todas as partes do país e do mundo, aqui em Elvas, diariamente, temos um tour aberto, para todos aqueles que pretendam descobrir um bocadinho da história da cidade”, adianta o guia. Esta visita guiada, com saída da Praça da República, decorre normalmente durante a manhã, e dá a conhecer “o básico” da história do centro histórico da cidade.

Estas visitas diárias pelo centro histórico incluem passagens pelas muralhas islâmicas, medievais e abaluartadas, torre medieval, castelo, Alcáçova, Pelourinho, Igreja das Domínicas, Miradouros, Aqueduto da Amoreira, Judiaria Velha, Sinagoga, Cemitério dos Ingleses e Antiga Sé.

Todas as informações sobre estas visitas guiadas em VisitElvas.

nio de Elvas com vários tours pela cidade

Teatro levou miúdos e graúdos ao Cineteatro Municipal de Elvas

A peça de teatro “O cão que vem de tão tão longe”, da associação elvense Um Coletivo, esteve em palco este domingo, dia 6, no Cineteatro da cidade, no âmbito do mês do teatro.

O espetáculo juntou pais e filhos para uma manhã diferente e, no final, todos aplaudiram este género de iniciativas. Joaquim Santos marcou presença com a filha Francisca, felicitou a organização e referiu-nos que “deviam acontecer mais iniciativas destas. Poder participar em iniciativas culturais, a um domingo de manhã, com a minha filha é muito bom”. Sandra Sousa e Mariana também apreciam este tipo de iniciativas: “nós, apesar de sermos de Elvas, vivemos muito tempo em Montemor-o-Novo onde havia um grupo de marionetas que desenvolvia muitas atividades e eram sempre bons momentos. Agora, em Elvas, vou aproveitar para ver que espetáculos há para podermos participar”.

Cátia Terrinca, do Um Coletivo, refere que o público de Elvas “é muito bom. É um público que, quando comparece, já nos habituou a estar atente e entusiasmado. Este mês do teatro tem uma aposta muito grande na programação familiar e tomámos a decisão de andar por todo o concelho para podermos chegar a toda a gente”.

Cátia Sá foi a responsável pela parte musical deste espetáculo e conta-nos como foi trabalhar para um “público muito especial. Foi ouvir muito do que é a obra do Moondog, que inspirou esta peça, ler muitos poemas e conversas muito sobre o caminho que queríamos seguir. Albergar todas as idades também nos fez pensar em como é que a música pode chegar às pessoas”.

O Mês do Teatro prossegue na próxima sexta-feira, dia 11, com a apresentação de “As mãos das Águias”, para toda a família, pelas 18 horas, no Pavilhão Comendador Rondão Almeida, em Vila Boim; no sábado, à mesma hora, com “Lusíadas para Miúdos: A Epopeida”, por Paulo Roque, no Pavilhão Multiusos de Santa Eulália; e no domingo, com “Quarto-Império”, do Um Coletivo, no Cineteatro Municipal de Elvas, também a partir das 18 horas.

Rádio Campo Maior acompanha jogo “O Elvas- Sintrense este domingo

O jogo entre “O Elvas” e o Sintrense, da 18ª e última jornada da primeira fase da Série E do Campeonato de Portugal, vai ter lugar hoje, domingo, 6 de março, ao meio-dia, no Campo Patalino do Estádio Municipal.

Os alentejanos chegam a este encontro no nono lugar com 16 pontos, enquanto o conjunto de Sintra é terceiro com 28 pontos. Esta jornada ainda tem mais quatro partidas: Belenenses-Coruchense, Pêro Pinheiro-Lagoa, Loures-Rabo de Peixe e Ideal-Sacavenense.

A Rádio Campo Maior, este domingo, dia 6, transmite o relato e reportagem do desafio “O Elvas”- Sintrense, numa emissão entre as 11.30 e as 14 horas, com Carlos Falcato e Manuel Carvalho.

Workshop de construção de marionetas dia 12 em Campo Maior

No âmbito da iniciativa “Março Mês do Teatro 2022”, o Município de Campo Maior promove este sábado, 12 de março, um workshop de construção de marionetas em família, conduzida por Ângela Ribeiro.

Esta formação está dirigida a famílias (um acompanhante adulto e uma criança maior de 6 anos) e está limitada a 15 vagas que serão preenchidas por rigorosa ordem de inscrição.

A formação é gratuita, tem uma duração de 90 minutos e decorre a partir das 15 horas, no Centro Cultural de Campo Maior.

As inscrições podem ser feitas aqui.

Arronches envia 1620 quilos de bens para a Ucrânia

Arronches enviou mantimentos para a Ucrânia, numa angariação de material que decorreu durante três dias, tendo sido enviados 1620 quilos de bens de primeira necessidade para o povo ucraniano. Segundo a Câmara Municipal, “no que toca a ajudar o próximo, o povo de Arronches é sempre dos primeiros a prontificarem-se e, perante a situação de conflito entre os países de leste da Europa, voltou a não desiludir, tendo-se mobilizado para angariar bens de primeira necessidade para o povo ucraniano”.

Ao longo de três dias, foi entregue, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Arronches e nas instalações das Juntas de Freguesia de Assunção, Esperança e Mosteiros, um total de 1620 quilos de kits de primeiros socorros, medicamentos, conjuntos de cama, roupas de adulto e para criança e bens alimentares não perecíveis, entre outros. O material angariado foi depois levado para Évora, em transporte da Câmara Municipal de Arronches, que se associou a esta iniciativa, sendo posteriormente enviado para leste pela empresa WinDoor, que cedeu as suas viaturas para o efeito.

Os arronchenses demonstraram, mais uma vez, a sua “solidariedade e compaixão para com quem precisa de apoio”, ficando o agradecimento do Município de Arronches “a toda a comunidade por um gesto que é certamente uma enorme ajuda para o povo da Ucrânia neste complicado momento”.

A autarquia agradece ainda a quem organizou, acondicionou e transportou os bens doados pela população: técnicos da autarquia (Acácio Semedo, Elisabete Pereira, Joel Casimiro, Óscar Vaz, Paulo Fonseca e Vital Pacheco), da Junta de Freguesia de Assunção (Gonçalo Grilo), dos Bombeiros Voluntários (Ana Lopes, Luís Velez e Diogo Vieira) e dos voluntários (Ana Moriano, Daniela Muralhas, Lúcia Costa, Patrícia Flores, Tânia Pereira e Tânia Vaz).

Calendário da Igualdade dá destaque a personalidades importantes do concelho de Viana

O Calendário da Igualdade é uma iniciativa que pretende dar destaque a 12 das pessoas vindas de outros lugares e origens, que se fixaram no concelho de Viana do Alentejo, conferindo-lhe riqueza multicultural.

Luís Duarte, presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo explica que este calendário pretende “fazer um elogio, ou uma recompensa”, a diversas entidades que promovam o concelho, dando “algum destaque a algumas atividades, que não são muito habituais serem feitas”, explica.

Este ano o município decidiu homenagear “pessoas estrangeiras que se vieram estabelecer no nosso concelho, uns há mais tempo, outros há menos tempo, mas que aqui se estabeleceram e que nos estão a ajudar a desenvolver a nossa economia local”, revela o autarca.

Quanto às áreas profissionais destes 12 elementos, “são áreas diferentes, temos dois senhores que são padres, um senhor que tem uma exploração agroalimentar, produtor de leite, temos uma rapariga que é filha dos donos do Intermarché, um músico”, destacando assim vários setores e países, “desde a Holanda, Angola, Moçambique, China, França”.

O presidente deixa um agradecimento aos elementos que fazem parte do Calendário da Igualdade de 2022, “porque optaram por ficar no nosso concelho”, bem como “um reconhecimento em como nós os aceitamos como munícipes do nosso concelho”, ainda que estas 12 pessoas “não tenham nascido aqui”, acrescenta o presidente da Câmara Municipal.

Esta é uma iniciativa anual que pretende homenagear diversas entidades que têm um papel ativo no desenvolvimento do concelho.

Festa do Teatro de Elvas expande-se para fora do Cineteatro Municipal

Entre hoje, 5 de março, e o próximo dia 27, vive-se, em todo o concelho de Elvas, o Mês do Teatro, com um total de dez espetáculos, divididos por oitos espaços diferentes.

A organização do Acto – A Festa do Teatro em Elvas é da responsabilidade da associação cultural Um Coletivo, que, desta feita, quis levar o teatro para fora do Cineteatro Municipal. Esta descentralização acaba por ser “uma experiência muito diferente e radical”, face ao que aconteceu em edições anteriores do evento, que, ainda assim, mantém a intenção de apresentar peças que se dirijam a toda a família, revela Cátia Terrinca, do Um Coletivo.

“Contactámos as juntas de freguesias, que felizmente se mostraram muito abertas a esta possibilidade, e vamos ter espetáculos em praticamente todos os espaços culturais do concelho”, adianta a responsável, tendo esperança que, nas próximas edições desta Festa do Teatro, esta aposta se possa replicar. Os trabalhos apresentados no decorrer do evento, adianta Cátia Terrinca, ou são feitos no Alentejo ou que têm alguma relação com esta região do país.

A abertura do evento acontece hoje, às 21 horas, no Cineteatro de Elvas, com uma conversa intitulada “Interior: que lugares para novos públicos e novos artistas”, com vários convidados, incluindo o diretor-geral das Artes. A partir daqui, e a cada sexta-feira, sábado e domingo deste mês haverá espetáculos. Amanhã, pelas 11 horas, o Um Coletivo apresenta, no mesmo espaço, a peça “O Cão que Vem de Tão Tão Longe”, para toda a família.

Da programação, Cátia Terrinca destaca ainda uma sessão única de um espetáculo, que será produzido por Nilson Muniz, através de poemas escritos por elvenses, e que será apresentado em Vila Fernando, no dia 26. A atriz apela para que qualquer pessoa, em Elvas, que goste de escrever poesia, faça chegar os seus poemas ao Um Coletivo.

Marionetas, palhaços e poesia serão apenas alguns dos ingredientes deste Mês do Teatro. No Cineteatro de Elvas serão apresentadas as peças “Quarto Império”, do Um Coletivo, “que trabalha questões relacionadas com as memórias da Guerra Colonial e os retornados”, a 13 de março, e “No Limite da Dor”, das Lendias d’Encantar, sobre presos políticos, no dia 18.

Cátia Terrinca revela ainda que, no âmbito desta iniciativa, será inaugurado um espaço cultural na Escola Básica de Vila Boim, onde o Um Coletivo tem vindo a desenvolver o Plano Nacional das Artes.

Na organização do Acto – A Festa do Teatro em Elvas, o Um Coletivo conta com o apoio da Câmara Municipal. Todos os espetáculos têm entradas livres, aconselhando-se a reserva antecipada para o e-mail geral.umcoletivo@gmail.com ou telefone 935 039 151.

Entre os dias 13 e 31, este Mês do Teatro conta ainda com uma emissão diária, pelas 9.15 horas, na Rádio ELVAS.

A programação completa: 

– dia 5 (sexta-feira): conversa “Interior – que lugares para novos públicos e novos artistas”, pelas 21 horas, no Cineteatro Municipal de Elvas;

– dia 6 (sábado): “O cão que vem de tão tão longe”, pelo Um Coletivo, a partir das 11 horas e para toda a família, no Cineteatro Municipal de Elvas;

– dia 11 (sexta-feira): peça “As mãos das Águias”, de O Plano, Galateia, para a família, às 18 horas, no Pavilhão Comendador Rondão Almeida, em Vila Boim;

– dia 12 (sábado): espetáculo “Lusíadas para Miúdos: A Epopeida”, por Paulo Roque, no Pavilhão Multiusos de Santa Eulália, pelas 18 horas;

– dia 13 (domingo): “Quarto-Império”, do Um Coletivo, no Cineteatro Municipal de Elvas, a partir das 18 horas;

– dia 18 (sexta-feira): peça “Limite da Dor”, das Lendias d’Encantar, no Cineteatro Municipal, para o público em geral, pelas 21 horas;

– dia 19 (sábado): “Menino do Lapedo”, de Valdevinos, na Casa da Cultura de Barbacena, pelas 18 horas:

– dia 20 (domingo): “Achimpa”, de Valdevinos, a partir das 18 horas, no Pavilhão Multiusos de São Vicente;

– dia 25 (sexta-feira): “Dona Catita”, de Cia Bipolar, no Centro de Recreio Popular da Boa-Fé, a partir das 21 horas;

– dia 26 (sábado): “Poetas de Elvas”, de Nilson Muniz, na Casa da Cultura de Vila Fernando, pelas 18 horas;

– dia 27 (domingo): “Umana”, de Maria d’Alegria, no Fortim do Bairro de São Pedro, às 18 horas.