Militares do Exército espanhol vigiam montanhas em Jerte, Gata e La Vera

Um grupo da Brigada Extremadura XI está a trabalhar em coordenação com a Infoex na prevenção de incêndios, fazendo patrulhas que cobrem a terra dia e noite de carro e a pé.

Durante duas semanas, 50 membros da Brigada Extremadura XI do exército reforçaram a vigilância na zona norte da Extremadura para evitar incêndios, especialmente para que sua presença exerça um efeito “dissuasor” nos casos em que a origem do fogo não se deve a causas naturais.

A colaboração entre o Ministério da Defesa e a Junta de Extremadura foi estabelecida após a onda de incêndios na primeira quinzena de julho, que concentrou três grandes incêndios ao mesmo tempo em Las Hurdes, Casas de Miravete e Garganta de los Infiernos (este último intencional) onde arderam mais de seis mil hectares. O Exército aderiu assim, numa iniciativa pioneira (a única experiência anterior foi na Galiza), ao trabalho de vigilância já realizado pelos membros do Plano Infoex e também pela Guardia Civil através das unidades de segurança cidadã e da Seprona.

O novo trabalho de vigilância começou a 28 de julho e concentra-se nas montanhas de La Vera, Sierra de Gata e Valle Jerte.

As tarefas de vigilância vão ser realizadas em todo o norte da Extremadura, mas depois de analisar as possíveis rotas e locais onde poderiam ser estabelecidas as bases dessas patrulhas, verificou-se que só era possível definir duas áreas de trabalho. Assim se estabeleceram Gata e Jerte-Vera.

Para cumprir a missão de apoio confiada à Brigada Extremadura XI, o Exército criou uma equipa composta por pessoal de todas as unidades da brigada no norte da província de Cáceres. É composto por uma equipa e duas secções motorizadas com viaturas todo-o-terreno, juntamente com elementos de apoio logístico (abastecimento, manutenção e saúde) necessários para os servir.

O número de militares nesta unidade contra os incêndios é de 65, sendo que destes existem cerca de 50 destacados no terreno em diferentes patrulhas de duas a quatro pessoas; que percorrem as áreas que lhes são atribuídas pelo Serviço de Prevenção e Extinção de Incêndios da Junta de Extremadura. Há cerca de 28 soldados na área de Gata e os restantes 22 estão distribuídos entre Valle del Jerte e La Vera.

O resto da operação é constituído por outro núcleo situado na base do General Menacho, em Badajoz, que se encontra “em alerta, organizado e pronto para ser mobilizado rapidamente”, caso necessário aumentar a presença de meios no terreno para cumprir o efeito dissuasor que a presença dos militares pretende ter nestas áreas.

Vinte anos depois, padre Marcelino Caldeira regressa a Vila Boim e Terrugem

Passados vinte anos, o padre Marcelino Caldeira, por nomeação do arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, está de regresso às freguesias de Vila Boim e Terrugem, passando agora a ser também o pároco de Vila Fernando.

Até aqui, e ao serviço das paróquias e da Santa Casa da Misericórdia do Alandroal, o padre, a enfrentar alguns problemas de saúde, vê nesta mudança uma possibilidade de recuperação, assegurando estar satisfeito com esta vinda para o concelho de Elvas.

“Quando o padre Teotónio, há vinte anos, por motivos pessoais, abandonou essas paróquias – eu na altura estava em Vila Viçosa, no seminário – fui pároco, durante três meses, de Terrugem e Vila Boim e fiquei com memórias muito simpáticas dessas comunidades”, confessa.

Do trabalho relacionado com “uma herança muito complexa, muito complicada” que recebeu do Centro Social e Paroquial do Alandroal, Marcelino Caldeira sofreu um esgotamento, que o fez quase perder o andar. “Para arrumar a casa, foi muito duro. Assim que a casa ficou arrumada, a saúde desgastou-se”, explica.

Agora, por indiciação médica, precisa de estar em “comunidades mais tranquilas, mais serenas, menos trabalhosas e sem obras sociais”, para poder recuperar a sua saúde.

O padre Marcelino Caldeira deverá assumir as suas novas funções, nas paróquias de Vila Boim, Terrugem e Vila Fernando, no decorrer do mês de setembro.

Padre António Carlos deixa paróquia de Vila Boim e assume a da Boa-Fé

Por nomeação do arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, o padre António Carlos deixa a paróquia de Vila Boim, mantendo-se ao serviço das de Barbacena, São Vicente e Santa Eulália, no concelho de Elvas.

Por outro lado, António Carlos assume agora a paróquia da Boa-Fé, uma vez que o padre Milton Soares dos Santos terminou o seu contrato na Arquidiocese de Évora.

“O senhor arcebispo solicitou-me a paróquia de Vila Boim para o padre Marcelino e não tinha como dizer que não”, começa por dizer, por mais que lamente a sua saída, uma vez que criou um “grande ciclo de amizades”. “São pessoas por quem eu tenho uma grande estima e tenho a certeza que também têm por mim”, adianta, assegurando levar as gentes de Vila Boim “no coração”. “Tenho a certeza que vão fazer pelo padre Marcelino aquilo que fizeram por mim, nestes 14 anos”, acrescenta.

Relativamente ao facto de passar a celebrar missa na Boa-Fé, o padre assegura estar “preparado”, assegurando que a única diferença é tratar-se de uma paróquia da cidade, lembrando que, antes de chegar a Elvas, já tinha passado por várias outras paróquias, como as de Alandroal e Vila Viçosa.

Corrida de Touros este sábado nas Festas de Monforte

Uma corrida de Touros tem lugar este sábado, 13 de agosto, em Monforte, no âmbito das Festas em honra de Nossa Senhora do Parto.

A Corrida é organizada pelo Grupo de Forcados Amadores de Monforte e está marcada para as 18.30 horas, revela Gonçalo Lagem, presidente da Câmara.

A animação noturna está a cargo de Rui Alves e da Banda 7ª arte, a partir das 22 horas.

Luís Gomes vence 7ª etapa da Volta a Portugal em Braga

Luís Gomes, da Kelly – Simoldes – UDO foi primeiro a cruzar a meta em sprint, em Braga, e assim vencer a sétima etapa da Volta a Portugal em Bicicleta, esta sexta-feira, 12 de agosto, que teve início em Santo Tirso.

Na Geral, Frederico Figueiredo, da Glassdrive – Q8 – Anicolor, mantém a Camisola Amarela, com diferença de sete segundos para Maurício Moreira, da mesma equipa.

Amanhã, sábado, 13 de agosto, a oitava etapa vai ligar Viana do Castelo a Fafe, numa distância de 182,4 quilómetros, com partida marcada para as 12.25 horas.

Baloiço Panorâmico do Talefe inaugurado este sábado no lugar de Alter Pedroso

A Junta de Freguesia de Alter do Chão vai inaugurar este sábado, 13 de agosto, o Baloiço Panorâmico do Talefe.

A inauguração está marcada para as 19.30 horas, a decorrer junto ao Marco Geodésico, no lugar de Alter Pedroso, freguesia de Alter do Chão.

O Baloiço do Talefe está localizado num ponto estratégico, a 400 metros de altitude, rodeado pelas ruínas do castelo, onde se encontra o Marco Geodésico de 1ª Ordem de Alter Pedroso.

É um baloiço assente num “deck” em madeira com uma vista panorâmica deslumbrante. Tem espaço para se sentarem duas pessoas e proporciona, aos visitantes, momentos de pura descontração em harmonia com a sua envolvente.

Com um investimento de cerca de vinte mil euros, promete ser uma forte atração e mais um ponto turístico e de registo fotográfico do pitoresco lugar de Alter Pedroso. Servirá, ainda, de complemento aos pontos turísticos já existentes no nosso concelho.

Quercus discorda da construção da Barragem do Pisão devido aos impactos negativos

A consulta pública do Estudo de Impacto Ambiental do Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, a Barragem do Pisão, terminou ontem, quinta-feira, 11 de agosto.

O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus participou na consulta pública, tendo apresentado uma participação de discordância.

Na consulta pública foram registadas 166 participações. O número de participantes nesta como noutras consultas “poderia ser muito maior, o que mostra que é necessário facilitar e incentivar a participação pública”, revela a Quercus. Contudo, “o número de participantes está acima da média relativamente a outras consultas públicas, o que é de saudar”.

A Quercus apresentou uma participação fundamentada sobre o estudo de Impacto Ambiental da Barragem do Pisão, onde refere claramente que “o projeto gerará significativos impactos negativos, quer na fase de construção, quer na fase de exploração, com afetação substancial de valores naturais, patrimoniais, ecológicos e socioeconómicos”.

Alguns destes impactos são de carácter de alguma singularidade e relevância (quer conservacionista quer histórica), nomeadamente: “alteração do uso dos solos atuais por outros mais artificiais; redução significativa do sequestro anual de carbono na área de estudo devido à desmatação e desarborização causada pela Barragem do  Pisão; possibilidade de contaminação dos solos e das águas superficiais e subterrâneas através do uso de pesticidas e fertilizantes nas atividades agrícolas; alteração do regime de caudais gerada pela barragem na ribeira de Seda, com passagem deste regime de águas correntes para águas paradas, e com influência nas condições naturais de escoamento em direção à foz e no regime de transporte de materiais finos arrastados pela corrente; afetação da flora (particularmente do montado) e da fauna (sobretudo da comunidade de aves), nomeadamente nas áreas intersetadas pela albufeira; conversão de áreas agrícolas de sequeiro em regadio, podendo conduzir a alguma diminuição da biodiversidade; alagamento da aldeia do Pisão e consequente deslocalização da população residente”.

Considerando os impactos identificados no Estudo de Impacto Ambiental e a argumentação descrita a Quercus considera que é obvio que “não é clara a justificação do principal objetivo da construção da barragem do Pisão de abastecimento público”.

“Os dados apresentados sugerem que o volume útil da Barragem de Póvoa e Meadas é suficiente para abastecimento público, considerando o cenário de decréscimo da população das regiões em causa. De acordo com estes dados, não se justifica a construção da barragem com o fim de abastecimento público; o projeto não cumpre os objetivos ambientais, estabelecidos no princípio de não causar dano significativo (DNSH) do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR); a avaliação subjacente ao princípio de DNSH deve implicar uma análise do projeto com a opção 0 (manutenção da situação existente)”.

Essa lógica comparativa “não resulta clara, sequer suficiente, do estudo de impacte ambiental apresentado, pelo que não se cumpriram os critérios de avaliação do princípio”.

Deste modo, o Núcleo Regional de Portalegre da Quercus considera “impreterível a necessidade de reavaliar o cumprimento dos objetivos ambientais dispostos no MRR, considerando as conclusões do Estudo de Impacto Ambiental agora apresentado”.

Prática comerciais desleais em destaque na deco

Práticas comerciais desleais são ações que podem ser enganosas, fraudulentas, ou ilegais e que induzem o consumidor em erro, pois, na grande parte das vezes, promovem informações falsas.

São muitos os consumidores que acabam por assinar contratos fraudulentos e desleais, aquando da intervenção de alegados técnicos, ou representantes de empresas de gás, telecomunicações ou até mesmo, eletricidade.

Esta semana na rubrica da Deco, Neide Brás, jurista na delegação do Alentejo da Associação para a Defesa do Consumidor alerta para estas práticas comerciais desleais, alertando o consumidor para não abrir a porta de sua casa, nem facultar qualquer tipo de dados a estes técnicos que têm por hábito promover promoções porta-a-porta.

As práticas desleais são o tema em destaque esta semana na Deco com Neide Brás, jurista na delegação do Alentejo da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir às 12.45 horas e às 16.30 horas na emissão.

Elvas atrai cada vez mais turistas, sobretudo em tempo de férias

Elvas é, por norma, durante todo o ano, uma cidade turística, dada a sua localização geográfica, monumentalidade, gastronomia e história. Neste período de férias, muitos são os turistas que escolhem a cidade de Elvas para passear, conhecer e descobris os vários pontos de interesse.

Por estes dias, e no decorrer de uma visita ao Castelo da cidade, encontrámos turistas provenientes de várias partes do país e também da vizinha Espanha. Lan Martim Dias, de Chaves, regressou este ano a Elvas “para visitar a cidade com a sua família. Eu já conhecia mas acho que há sempre recantos novos para descobrir. Elvas é uma cidade histórica e com muita riqueza, sendo que o que me desperta mais curiosidade são os vestígios das diversas religiões”.

João Pina e Ângela Pereira vieram de Leiria. Com formação académica na área da história, os monumentos “assumem-se como um aspeto de interesse” e em comum para os dois. “Viemos aqui passar uns dias para fugir ao normal, numa altura em que muitos se deslocam para o litoral. Fizemos uma pesquisa prévia mas queremos também procurar o improviso e, até agora, Elvas está a surpreender”.

Já Miguel Isert, de Castelloon, em Espanha, já conhecia a gastronomia elvense e aproveitou as férias para conhecer os monumentos: “a família da minha mulher é de Cáceres a aproveitámos para visitar os monumentos de Elvas. Já estivemos na Sé e agora no Castelo e é tudo muito impressionante”.

Elvas recebeu, em 2012, o selo da Unesco que classifica a Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações como Património Mundial, Do aqueduto ao castelo, dos fortes ao centro histórico, Elvas é uma cidade com 20 igrejas e sete conventos e com uma arquitetura digna de ser visitada.

Scott Mcgill vence 6ª etapa da Volta a Portugal

Scott Mcgill, da Wildlife Generation Pro Cycling, foi o primeiro a cruzar a meta, esta quinta-feira, 11 de agosto, na sexta etapa da Volta a Portugal em Bicicleta, que ligou Águeda à Maia.

O ciclista americano soma assim mais uma vitória nesta edição da prova, depois de ter vencido também a primeira etapa, em Elvas. Com o mesmo tempo seguiram-se João Matias, da Tavfer – Mortágua – Ovos Matinados, e António Carvalho, da Glassdrive – Q8 – Anicolor.

Na Geral, Frederico Figueiredo mantém a Camisola Amarela.

Amanhã, 12 de agosto, a sétima etapa da Volta a Portugal liga Santo Tirso a Braga, num total de 150 quilómetros, com partida marcada para as 13.30 horas.