Município de Mora com um “orçamento difícil” de 12,1 milhões em 2026

A Assembleia Municipal de Mora aprovou, recentemente, o Orçamento e as Grandes Opções do Plano do Município para este ano de 2026, bem como o respetivo enquadramento plurianual até 2030. O documento traduz uma visão estratégica para o concelho, assente num orçamento global de 12,1 milhões de euros e orientado para um desenvolvimento equilibrado e sustentável.

De acordo com o presidente da Câmara, Luís Simão de Matos, este é “um orçamento difícil”. “Ao elaborarmos este orçamento, constatamos algumas dificuldades em termos financeiros: estamos a falar de um orçamento que tem despesas correntes na ordem dos 85%, o que é muitíssimo. Isto prova e mostra que a capacidade de investimento do município, nesta altura, está substancialmente reduzida em relação àquela que era há alguns anos”, adianta.

As despesas com pessoal “rondam os 43%”, sendo que a autarquia tem falta de funcionários, necessários para “colmatar algumas deficiências”. “Agora iremos dotar as rubricas dos investimentos que pretendemos fazer ao longo destes quatro anos, porque neste orçamento é impossível responder já a tudo. De qualquer maneira, não sendo um orçamento que nos satisfaz, é o orçamento possível e que, de alguma forma, começa a responder àquilo que são as nossas responsabilidades”, assegura Luís Simão de Matos.

Das Grandes Opções do Plano fazem parte a construção de um ginásio municipal e a exploração da zona industrial. “Um problema sério que temos diz respeito a questões relacionadas com a habitação, sobretudo na freguesia de Mora, porque nas outras freguesias as coisas estão mais ou menos resolvidas. Há aqui toda uma série de áreas de intervenção municipal em que o orçamento dá resposta. Como eu disse, é um orçamento possível, mas também é um orçamento que reflete um pouco os nossos compromissos com a população”, remata.

Apaixonado pela história da cidade, José Martins lança obra dedicada aos “Brasões e Escudos de Elvas”

O “historiador autodidata”, poeta e guia turístico elvense José Martins apresenta este sábado, 17 de janeiro, pelas 18h30, a obra “Brasões e Escudos de Elvas”, na Casa da Cultura.

Mostrando-se muito satisfeito por poder apresentar este seu livro no âmbito das comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas e do feriado municipal de 14 de janeiro, o autor começa por dizer que a obra demonstra bem o quão a cidade é riquíssima em história. “Elvas tem uma história incalculável e tenho pena que os nossos conterrâneos não dêem o devido valor. Quem gosta de história, que é o meu caso, anda sempre a investigar. Eu nunca estou contente, quero sempre mais. E chego à conclusão que muitas coisas que vêm aqui neste livro não estão à vista do público: estão ocultas, não estão na rua”, revela.

Ao todo, a obra inclui 252 brasões e escudos, associados à história e identidade do concelho de Elvas, documentados com fotografias e respetiva descrição. “Incluí o bispado de Elvas, as juntas de freguesia, que todas elas têm um brasão, e inclusivamente o rancho folclórico de Elvas. Fui também ao Vila Galé, para me deixarem tirar as fotografias, que estão aqui todas incluídas. No Museu Militar a mesma coisa. E uma coisa, que no lançamento do livro do Rui Jesuíno ele já falou nisso, que era ali a antiga botica dos frades de São Domingos, onde era a antiga messe dos oficiais, por cima da porta, que está dentro do museu, está um brasão. Esse pouca gente o conhece cá em Elvas”, adianta José Martins.

Para fechar a obra com “chave de ouro”, e tendo a certeza que quem ler o livro vai gostar do que lá vai encontrar, o autor dá a conhecer a história de vida e árvore genealógica do grande herói da Batalha das Linhas de Elvas: o general André de Albuquerque Ribafria. “Todos os anos falamos do André de Albuquerque Ribafria e ninguém sabe da vivência dele, da vida dele, de como era. E cheguei à conclusão de uma coisa bonita: a mãe dele era natural de Elvas, D. Ângela de Noronha”, explica o historiador.

“Brasões e Escudos de Elvas” é resultado de um trabalho de investigação aprofundado de três anos, que valoriza o património histórico e simbólico da cidade, classificada como Património Mundial pela UNESCO. “Foram três anos de trabalho árduo, com muitos passinhos dados, que eu ando a pé, não tenho carro”, conta, entre risos. Por outro lado, José Martins revela que sem a ajuda de todos os seus colegas de trabalho no Forte de Santa Luzia esta obra não existiria.

Após a apresentação da obra editada pela BooksFactory, “Brasões e Escudos de Elvas” fica disponível para venda no Forte de Santa Luzia, pelo preço de 25 euros.

José Manuel Nunes Martins, que durante 38 anos se dedicou à área do comércio, e embora já reformado, trabalha no Município de Elvas como guia turístico há 14 anos. Ligando desde sempre ao associativismo, o “Zé Poeta”, como é conhecido na cidade, escreve e recita poemas e é ainda autor da obra “Igrejas de Elvas” e dos contos “Heranças e Herdeiros” e “Uma Noiva na Batalha”.

Lar de Degolados promove noite de fados a 30 de janeiro

A noite do próximo dia 30 de janeiro (sexta-feira) será de fados no Centro Polivalente de Degolados.

A iniciativa, promovida pelo lar de idosos daquela freguesia de Campo Maior, explica o diretor da instituição, Pedro Bastos, tem como objetivo “angariar o máximo de verba possível” para a realização do maior número de atividades com os utentes.

“Nós temos cerca de 49 residentes, aqui na nossa instituição, e queremos dar algo diferente a estas pessoas, para não terem a monotonia do dia-a-dia a passar e não terem forma de poderem sair, passear, de realizar atividades, tanto internas como externas. Esse é o grande objetivo desta noite de fados: conseguirmos munir-nos da maior quantidade possível de fundos para podermos encarar o plano de atividades que temos delineado da forma mais completa possível”, acrescenta.

No evento participa um conjunto alargados de fadistas, que de forma “muito célere” aceitaram o desafio de participar, contribuindo com o seu talento, no evento: evento que o responsável espera que possa contar com “casa cheia”. A palco irão subir Ana Cirilo, Duarte Silvério, Leonor Alegria, Olinda Moriano, Rosa Maria e Toy Faria, que serão acompanhados por Alexandre Gomes, na viola, e Nuno Cirilo, na guitarra.

Para além do fado, o público poderá ainda degustar de uma refeição “bastante completa”, com caldo verde, salgados, enchidos, queijo, sobremesa e bebidas. “Temos várias coisas para as pessoas poderem estar o mais confortável possível e podermos também usufruir deste momento todos em conjunto: nós, como instituição, e com a população em geral também”, diz ainda Pedro Bastos.

Com um preço de 15 euros, os bilhetes para o espetáculo encontram-se à venda em dois locais: no próprio Lar de Degolados e no Centro Cultural de Campo Maior.

O início do evento, no dia 30, está marcado para as 21 horas.

O Elvas recebe Malveira em jogo decisivo este sábado

O Elvas recebe este sábado a equipa do Malveira, num encontro considerado de grande importância para as contas da competição. A formação alentejana entra em campo determinada a conquistar os três pontos, num jogo que se antevê equilibrado e disputado do primeiro ao último minuto.

A Rádio Elvas e a Rádio Campo Maior vão acompanhar a partida com relato em direto, permitindo aos adeptos seguir todas as incidências do jogo, esteja onde estiverem. A transmissão terá início momentos antes do apito inicial, com antevisão, relato e comentários ao longo do encontro.

Câmara de Arronches reuniu com Federação Portuguesa de Atletismo

Os Paços do Concelho de Arronches receberam na passada terça-feira, dia 12 de janeiro, o encontro entre os representantes da autarquia local, da Federação Portuguesa de Atletismo e da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre, uma reunião que, além dos habituais cumprimentos institucionais, visou ainda aferir a disponibilidade das três instituições poderem vir a desenvolver projetos em parceria.

A representar a Câmara Municipal de Arronches, esteve o seu presidente, João Crespo, que recebeu, no seu gabinete, Domingos Castro, presidente do organismo federativo da modalidade e Daniel Madeira e Pedro Carvalho, respetivamente, presidente e vogal da Direção da associação que faz a gestão do atletismo no Alto Alentejo.

Entre os intervenientes, a porta ficou aberta para uma futura colaboração, isto quando são cada vez mais os praticantes da modalidade no concelho e com tão bons resultados alcançados, não só a nível regional, mas também a nível nacional, aos quais não é alheio o apoio que o Município tem vindo a conceder às coletividades das suas três freguesias, naquela que tem vindo a ser uma séria aposta da autarquia na área do desporto.

Campo Maior: Complexo de Piscinas Cobertas da Fonte Nova recebe formação de nadadores-salvadores

Um curso de nadador-salvador vai ser lecionado no Complexo de Piscinas Cobertas da Fonte Nova, em Campo Maior, a partir, previsivelmente, de fevereiro.

Com a duração de 150 horas, o curso será lecionado às sextas-feiras, entre as 18h30 e as 23h30, aos sábados, das 9 às 14 horas e entre as 15 e as 20 horas, e aos domingos entre as 9 e as 14 horas.

Os interessados em frequentar o curso devem fazer a sua pré-inscrição através do email piscinascobertas@cm-campo-maior.pt.

Viana do Alentejo com orçamento municipal de 17,9 milhões de euros

Já foi aprovado o Orçamento e as Grandes Opções do Plano do Município de Viana do Alentejo para o ano de 2026, num valor global de cerca de 17,9 milhões de euros.

Falando num orçamento “fortemente condicionado pelos compromissos assumidos pela anterior gestão”, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Luís Metrogos, garante que estes mesmos compromissos, que a autarquia irá ter que, “naturalmente, honrar”, não permitem colocar em prática todos os investimentos que o novo executivo tinha perspetivado.

“Paralelamente a isto, a atualidade económica coloca os municípios perante mais responsabilidades, menos margem financeira e maiores exigências por parte das populações. Portanto, de forma a mitigar estes efeitos, queremos assumir um compromisso com uma gestão financeira rigorosa, plenamente atempada, a médio e longo prazo, e uma forte captação de fundos comunitários, que nos parecem essenciais para termos uma melhor gestão dos serviços públicos e com uma grande proximidade à população”, diz o autarca.

Das grandes opções do plano, Luís Metrogos destaca, desde logo, a revisão do projeto de requalificação do Jardim Público do Rossio de Viana do Alentejo. “Queremos muito iniciar essa revisão e fazer uma candidatura a fundos comunitários para a obra”, assegura.

“Destacaria também o início de um processo, que pretendemos levar à discussão pública, para um projeto para o Jardim de Alcáçovas. Para esse caso ainda não existe nenhum projeto e, portanto, temos que começar o processo de novo. Depois o lançamento de duas empreitadas que já estão na calha para avançarem: uma para a requalificação da Escola Básica de Aguiar –  estamos neste momento a fazer a avaliação das propostas enviadas pelos empreiteiros – e o lançamento da empreitada do novo quartel da GNR para a Viana do Alentejo – neste caso estamos a aguardar o visto do Tribunal de Contas”, avança o autarca.

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo revela ainda que os projetos de regeneração urbana terão de vir a ser reformulados, para uma adaptação ao Ciclo Urbano da Água. “Para além disso, queremos também desenvolver um plano de recuperação e manutenção das nossas estradas municipais, que neste momento estão com condições de segurança muito precárias, com várias necessidades de intervenção”, acrescenta.

Relativamente a impostos, a Câmara Municipal de Viana do Alentejo vai cobrar a taxa mínima do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI): 0,3%. A participação no IRS foi fixada nos 2,5%.  

“Apesar de termos tido o orçamento aprovado em reunião de Câmara Municipal e também em Assembleia Municipal, o mapa de pessoal foi reprovado pela oposição, e portanto, nesse sentido, vamos ter de apresentar uma nova proposta, que perspetivemos levar naturalmente a reunião de Câmara e que apelamos também ao bom senso da oposição para que ele possa ser aprovado, para que na próxima Assembleia Municipal seja incluído na ordem de trabalhos, que será previsivelmente em fevereiro”, remata Luís Metrogos.

Guia da DECO ajuda a organizar as finanças e a definir metas para um 2026 mais equilibrado

O início de 2026 apresenta-se como a oportunidade ideal para os consumidores abandonarem o improviso financeiro em prol de um planeamento consciente e sustentável.

De acordo com as recomendações da DECO, o processo deve começar pela análise detalhada da realidade financeira, através do registo de todas as despesas durante um mês, permitindo identificar onde é possível otimizar recursos e eliminar gastos esquecidos. Um dos pilares fundamentais desta estratégia é a inversão da lógica de poupança: em vez de guardar apenas o que sobra ao fim do mês, o consumidor deve adotar o hábito de “pagar-se a si próprio primeiro”, automatizando uma transferência mensal para uma conta de poupança logo após receber o seu rendimento.

Além da gestão direta do rendimento, o “Guia Prático de Planeamento e Objetivos Financeiros para 2026” da DECO foca-se no controlo do consumo quotidiano, sugerindo a “regra dos 30 segundos” para evitar compras por impulso e um planeamento rigoroso das idas ao supermercado, o que pode representar uma poupança na fatura entre 30% a 50%.

Outro objetivo central para o novo ano deve ser a constituição ou reforço de um fundo de emergência, idealmente equivalente a três ou seis meses de despesas essenciais, para garantir proteção contra imprevistos e evitar o recurso a créditos. Para a DECO, a estabilidade financeira não depende de medidas radicais, mas sim de uma maratona de decisões consistentes e objetivos realistas que assegurem um futuro financeiro equilibrado e livre de stress.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Elvas: Raquel Guerra apresenta espetáculo “Conta-me…” no Auditório São Mateus

O espetáculo “Conta-me…”, um concerto teatral com Raquel Guerra, sobe ao palco do Auditório São Mateus, em Elvas, este sábado, 17 de janeiro, pelas 21h30, celebrando as memórias, vivências e tradições locais.

“Conta-me…” é uma criação sensível e emocional que narra o regresso de uma personagem à sua terra natal após anos de ausência. À medida que percorre os lugares que marcaram a sua infância, memórias profundas são reavivadas: o primeiro beijo, as conversas à lareira com os avós, os sons das festas populares, os sabores das iguarias tradicionais…

O espetáculo, organizado pela Associação 7350 organiza, com o apoio da Câmara Municipal de Elvas, combina músicas do cancioneiro popular com grandes sucessos pop dos anos 80 e 90, criando um diálogo entre o passado e o presente, entre a identidade pessoal e a memória coletiva. Mais do que uma simples representação, “Conta-me” é uma homenagem vibrante às raízes e à herança cultural elvense.

As entradas são gratuitas mas sujeitas a reserva antecipada de bilhetes no Posto de Turismo da Praça da República.