Município de Campo Maior prevê investir 1,5M€ na Estratégia Local de Habitação em 2024

A Câmara Municipal de Campo Maior tem tido uma grande preocupação com a habitação, sendo que, ao longo deste novo ano, a autarquia prevê colocar, no terreno, mais um milhão e meio de euros.

“Temos aqui uma bandeira, que já levamos de alguns anos a esta parte, pelo menos nestes últimos dois anos, na fase de execução, que tem a ver com a Estratégia Local de Habitação, onde temos cerca de um milhão e meio de euros já no terreno e contamos vir a colocar, em 2024, mais um milhão e meio”, revela o presidente Luís Rosinha.

A par disso, assim como da grande obra da Área de Acolhimento Empresarial, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, o Município de Campo Maior, adianta o autarca, tem vários projetos pela frente, em 2024: uma nova casa mortuária em Degolados, a construção de um passeio lateral à variante de acesso à zona industrial e a última fase da recuperação das muralhas de Ouguela.

O Município de Campo Maior tem também previsto continuar a investir na gestão da manutenção das vias municipais. “Temos também intenção de remodelar aquilo que é o regulamento de apoio aos nossos idosos e tentar apoiar mais gente”, revela ainda.

2023: um ano “conturbado” em todo o mundo em termos ambientais

2023 já chegou ao fim e, em termos ambientais, este foi um ano “muito conturbado”, em todo o mundo.

Ainda que este tenha sido o ano mais quente de que há registo, recorda José Janela da Quercus, no programa “Ambiente em FM” desta semana, na edição deste ano da Conferência das Partes, que decorreu no Dubai, foram dadas algumas esperanças de que se possa sair da era dos combustíveis fósseis e, com isso, reduzir a emissão de gases que provocam o efeito de estufa e as alterações climáticas.

No caso específico de Portugal, o ambientalista espera que 2024 não seja um ano de tanta seca, situação que tem afetado, sobretudo, o sul do país.

O programa “Ambiente em FM” desta semana, para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

GNR: três mortos em 540 acidentes nos últimos três dias

Nos últimos três dias, a GNR registou 540 acidentes, dos quais resultaram três mortos, 12 feridos graves e 112 leves, de acordo com os dados provisórios da Operação Natal e Ano Novo 2023/2024, divulgados neste primeiro dia do ano.

No mesmo período, a GNR fiscalizou 24.629 condutores, dos quais 185 conduziam com excesso de álcool, sendo que 107 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 gramas/litros. Foram também detidas 74 pessoas, por condução sem habilitação legal.

Foram ainda identificadas 5.999 contraordenações rodoviárias, das quais 1.474 se deveram a excesso de velocidade, 78 por excesso de álcool, 239 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou cadeirinha.

A GNR registou ainda 149 contraordenações por uso indevido do telemóvel ao volante, 579 por falta de inspeção periódica obrigatória e 240 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

De referir que os acidentes com vítimas mortais ocorreram no sábado, em Castro Verde, e no domingo na A23, em Vila Velha de Ródão, e em Vila Franca de Xira. As vítimas mortais eram três homens de 76 anos, 24 anos e 53 anos.

Ano de 2024 com quatro fins de semana prolongados

Aproxima-se um novo ano que conta com, pelo menos, quatro fins de semana prolongados e muitas oportunidades para fazer ponte.

Os fins de semana prolongados iniciam-se logo no primeiro dia do ano, com o feriado de 1 de janeiro, que calha numa segunda-feira. Segue-se a Sexta-Feira Santa, a 29 de março, o Dia de Portugal, a 10 de junho, numa segunda-feira, e o Dia de Todos os Santos, a 1 de novembro, que calha numa sexta-feira.

No que toca às pontes, a terça-feira de Carnaval é celebrado a 13 de fevereiro, sendo que, nesta data, surge a primeira oportunidade do ano para fazer ponte. As restantes surgem com o 25 de Abril (Dia da Liberdade), 30 de maio (Corpo de Deus) e 15 de agosto (Assunção de Nossa Senhora), todos à quinta-feira.

Os feriados do Dia do Trabalhador (1 de maio) e do Natal (25 de dezembro) são a meio da semana, numa quarta-feira.

No entanto, há três feriados que calham ao fim de semana no próximo ano: Dia da Implantação da República, (sábado, 5 de outubro), o Dia da Restauração da Independência (domingo, 1 de dezembro) e o Dia da Imaculada Conceição (domingo, 8 de dezembro).

Presépios feitos pelos alunos do Colégio Luso-Britânico em exposição no Forte de Santa Luzia

A exposição “O Meu Presépio”, elaborada pelos alunos do Colégio Luso-Britânico está patente no Forte de Santa Luzia, em Elvas.

Estes presépios, como revela Carla Saldanha, diretora pedagógica do Colégio Luso-Britânico, resultam de um trabalho conjunto entre os alunos e as suas famílias. “O objetivo é os alunos fazerem os presépios com as famílias, mais do que um trabalho da escola, um momento em família, aliás, a escola serviu aqui como um intermediário”, adianta Carla Saldanha.

A diretora explica ainda que estes presépios foram feitos, sobretudo, com materiais reciclados, apesar de esta não ter sido uma regra: “cada vez mais, procuramos que os trabalhos tentem ir ao encontro do sentido ecológico, portanto a escola quis que, tanto quanto possível, os presépios fossem feitos com materiais reutilizados”.

A exposição “O Meu Presépio” fica patente no Forte de Santa Luzia, até 7 de janeiro, podendo ser visitada das 10 às 17 horas.

Pista de gelo em Cabeço de Vide tem sido “um sucesso”

A grande aposta do município de Fronteira para esta quadra festiva, é uma pista de gelo instalada na Avenida da Libertação, em Cabeço de Vide.

Esta atração, adianta o presidente da Câmara de Fronteira, Rogério Silva, tem tido “uma grande adesão e tem sido um sucesso” e, por isso, será “para repetir nos próximos anos, em completamento a outras atividades, como é o caso do mercadinho de Natal, os presépios”.

Rogério Silva garante que o objetivo é expandir “as atividades a outras freguesias, nesta época, que é muito importante e pretende atrais mais pessoas até ao território”.

Pista de Gelo, em Cabeço de Vide que decorre até dia 7 de janeiro, funcionando de segunda a sexta-feira, entre as 18 e as 20 horas, e aos sábados e domingos, das 10 às 13 horas e das 14 às 17 horas. No dia 1 de janeiro a pista de gelo funciona das 15 às 17.30 horas.

2024 será ano de “grandes dificuldades” para os Bombeiros de Elvas

2024 está a chegar e as perspetivas é que, para os bombeiros, este não seja um ano muito melhor que aquele que agora termina. As dificuldades, garante o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas, Amadeu Martins, que recorda o elevado preço dos combustíveis, vão sendo “cada vez maiores, a cada ano que passa”.

“Passámos por uma pandemia e estamos, atualmente, com duas guerras. Tudo isso faz com que as coisas sejam mais caras: os combustíveis, as peças para automóveis”, revela.

Levando “semanas à espera” de uma peça que uma viatura da corporação possa precisar, os Bombeiros de Elvas enfrentam “grandes transtornos”, até porque o transporte de doentes é o “ganha-pão” da corporação. “Se não tivermos viaturas, não conseguimos fazer dinheiro”, recorda Amadeu Martins.

“2024 vai ser um ano muito complicado: o Governo demitiu-se, vamos ter eleições. Prevejo grandes dificuldades para as famílias e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas é uma família grande e iremos ter dificuldades como todas as famílias”, acrescenta.

A esperança do presidente da associação é que o próximo Governo possa ter “outra atenção” para com as corporações de bombeiros do país. “A ver se conseguimos dar conforto às pessoas que nós transportamos, porque se há coisa que me custa é saber que um doente não seja transportado com conforto, porque não basta a pessoa estar doente e ainda sentir-se desconfortável no seu transporte”, remata.

Aumentos das pensões “chegaram a estar em dúvida” mas vão mesmo avançar

Incerteza nos últimos dias foi muita devido à crise política que se gerou, mas com o desenrolar dos acontecimentos percebeu-se que o Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) vai mesmo entrar em vigor e, com ele, os pensionistas vão receber aumentos no próximo ano.

“Os aumentos das pensões “superiores à inflação”, previstos na proposta de OE2024, chegaram a estar em dúvida nas horas que se sucederam à demissão do primeiro-ministro, mas o Presidente da República optou por permitir a viabilização do Orçamento do Estado, após ter reunido o Conselho de Estado a 9 de novembro”, lembra a DECO Proteste.

Significa isto que, em 2024, as pensões vão ser aumentadas.

Pensões até 1.020 euros devem ser aumentadas em 6,2%, pensões entre 1.020 e 3.061 euros está previsto um aumento de 5,8% e pensões superiores a 3.061 euros devem aumentar 5,2%.

A organização de defesa do consumidor recorda que “também o indexante dos apoios sociais (IAS), que serve de referência à atualização de várias prestações sociais, como o subsídio de desemprego, deverá aumentar 6,2% no próximo ano, para 510 euros, mais 30 euros do que o valor atual, de 480,43 euros”.

“Recorde-se que a proposta de OE2024 prevê também, entre outras medidas, um aumento do salário mínimo nacional para 820 euros, uma atualização dos escalões de IRS em 3%, a isenção do pagamento de IRS no primeiro ano de trabalho para os jovens que optem pelo IRS Jovem ou a gratuitidade dos passes 4_18 e sub23”, é ainda referido.

Euromilhões: segundo prémio de 235 mil euros sai em Portugal

O segundo prémio do Euromilhões, no valor de 235.723,31 euros, saiu a um apostador português, depois de ter acertado os cinco números e uma estrela da chave vencedora do sorteio de ontem, 29 de dezembro. Outro dois apostadores no estrangeiro conquistaram o mesmo prémio.

Um outro apostador em Portugal, a par de mais quatro no estrangeiro, vai receber o terceiro prémio do concurso, no valor de 33.055,45 euros. Já o quarto prémio, de 1.354,73 euros, saiu a 38 jogadores, um deles com aposta registada em território nacional.

Os números sorteados foram 2, 3, 19, 36 e 37 e as estrelas 6 e 9. Como o primeiro prémio não foi entregue, o jackpot sobe para 39 milhões de euros, que vão estar em jogo na próxima terça-feira.

A informação apresentada não dispensa a consulta dos resultados oficiais no portal dos Jogos Santa Casa.

Quercus: o melhor e o pior de 2023 em termos ambientais no Alto Alentejo

“Num ano que ficou marcado pela continuação da guerra na Ucrânia e pela guerra na Palestina”, a nível ambiental “houve também problemas que se agravaram”, diz Núcleo Regional de Portalegre da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, que, em comunicado, elege aquilo que foi o melhor e o pior de 2023, nesta matéria, no Alto Alentejo.

O PIOR DE 2023

Seca

As alterações climáticas fizeram-se sentir de diversas maneiras, nomeadamente com fenómenos climáticos extremos como é o caso da seca que afeta várias partes do mundo, como o sul da Península Ibérica. A falta de precipitação reflete-se na falta de água no solo e nos cursos de água. Para além dos problemas para a agricultura e pecuária os ecossistemas da região de Portalegre sofrem com a seca.

Folhas de carvalhos-negrais secam prematuramente

Pelo terceiro ano consecutivo as folhas de Quercus pirenaica secaram em pleno verão, ainda no mês de agosto, em vários concelhos do distrito, cujas causas ainda são desconhecidas, embora saibamos que a seca e as ondas de calor decerto não ajudem. Este fenómeno, em anos sucessivos, fragilizou as árvores sendo necessário que se proteja melhor a espécie e os seus ecossistemas dos quais faz parte.

Peixes mortos na ribeira de Seda

Verificou-se a morte de peixes na ribeira de Seda, no concelho do Crato. A poluição da água pode ser uma causa, mas até ao momento não sabemos que medidas foram tomadas para que este fenómeno não se repita.

Peixes mortos no rio Caia

A morte de peixes junto a Arronches, à semelhança do que aconteceu na ribeira de Seda, marcou o início de Setembro, após as primeiras chuvas do final do verão. O SEPNA da GNR descartou a hipótese de poluição por águas residuais. No entanto não se apurou a causa da mortandade dos peixes, para que se possam eventualmente tomar medidas para evitar que fenómenos semelhantes se repitam.

Cianobactérias na barragem do Maranhão

Houve um crescimento de grandes manchas de cianobactérias na Albufeira do Maranhão, concelho de Avis, que se depositaram ao longo das suas margens.

Esta é uma situação que se tem, infelizmente, repetido ao longo dos últimos anos e que poderá trazer riscos à saúde humana, à saúde animal e ao ambiente em geral, uma vez que algumas das espécies de cianobactérias produzem toxinas, com efeitos negativos, por contacto ou ingestão. Algumas cianotoxinas são cancerígenas e podem inclusive ser letais a partir de determinada dose.

A Agência Portuguesa do Ambiente apontou para as escorrências dos olivais intensivos e superintensivos que terão contribuído para o fenómeno. A par do aumento do color e da elevada luminosidade o aumento da instalação desse tipo de culturas poderá agravar ainda mais o fenómeno nessa e noutras albufeiras.

Olivais superintensivos no Alto Alentejo

À semelhança do Baixo Alentejo, o Alto Alentejo, sobretudo, em concelhos como Elvas, Avis, Fronteira, Campo Maior ou Évora, continuou, em 2023, a ser também alvo da instalação de novas monoculturas intensivas e superintensivas de olival, sem um fim à vista, e a situação poderá mesmo agravar-se, caso avance a construção da Barragem do Pisão, no Crato. Quando a maioria das previsões aponta para num futuro breve existirem cada vez mais carências ao nível dos recursos hídricos disponíveis nas zonas a sul do Tejo, será muito questionável a aposta que está a ser feita nestas culturas de regadio, complementadas com utilização regular de fertilizantes químicos de síntese e produtos agrotóxicos. Mais grave se torna a situação quando a expansão destas culturas é feita à custa de floresta autóctone, base da biodiversidade local, ou com o sacrifício de olival adulto e tradicional, bastante mais bem adaptado às realidades locais.

O MELHOR DE 2023

Alto Alentejo bem posicionado na Qualidade Ambiental

A análise do Índice Sintético de Desenvolvimento Regional, referente a 2021 foi divulgada em Junho deste ano, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta análise revelou que, ao nível do índice de qualidade ambiental, o Alto Alentejo se situa em sexto lugar nacional, atrás das Terras de Trás-os-Montes (1º lugar) Região Autónoma da Madeira (2º lugar), Beiras e Serra da Estrela (3º lugar), Região Autónoma dos Açores (4º lugar) e Baixo Alentejo (5º lugar). O estudo incidiu sobre 25 regiões Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS) III e mostra que, apesar de muito existir ainda a fazer, o Alto Alentejo é uma referência em termos ambientais, a nível nacional.

Avis e Alandroal com bandeira verde

O Município de Avis e do Alandroal foram distinguidos com a bandeira verde atribuída pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE). Essa atribuição foi condicionada à avaliação do seu desempenho, através de indicadores de sustentabilidade, sendo um estímulo e uma responsabilidade para o fortalecimento de ações continuadas que visam a elevação da sua qualidade ambiental e educacional. É de salientar que dos Municípios portugueses vencedores da Bandeira Verde Eco XXI, Avis, Alandroal e Beja foram os únicos Municípios do Alentejo galardoados.

Recolha de resíduos orgânicos domésticos

Várias autarquias instalaram sistemas de recolha de resíduos orgânicos, permitindo que sejam valorizados.

PERSPETIVAS PARA 2024

Abandono do projeto da barragem do Pisão

Espera-se que as mudanças políticas permitam abandonar um projeto que poderá trazer uma grande destruição ambiental, com dezenas de milhares de azinheiras e sobreiros abatidos, bem como ecossistemas ripícolas que se podem perder irremediavelmente. A Quercus continuará a lutar em todas as frentes para que este projeto seja travado.

Autarquias sem herbicidas

Esperamos que 2024 traga o primeiro município ou junta de freguesia a declarar-se livre de herbicidas

Abertura da nova Linha Ferroviária Évora-Elvas

Espera-se que haja uma maior utilização do transporte ferroviário, com menor impacto ambiental. É desejável que haja uma modernização e revitalização das linhas férreas na região, com melhor conexão à nova linha, que possam melhor servir as populações.