DORPOR do PCP analisa recursos hídricos e a seca

“Os recursos hídricos no distrito de Portalegre e as questões da Seca” e “a construção da Barragem do Crato-Pisão tem de ser uma realidade” foram os temas em destaque na conferência de imprensa que decorreu esta segunda-feira, 19 de junho, convocada pela DORPOR do PCP.

Esta conferência contou com a participação de Fernando Carmosino (membro da DRA e da DORPOR do PCP), Gonçalo Lagem (presidente da Câmara Municipal de Monforte e membro da Comissão Concelhia de Monforte do PCP) e de Nuno Silva (presidente da Câmara Municipal de Avis e membro da Comissão Concelhia de Avis do PCP).

Num comunicado enviado à nossa redação e no que aos recursos hídricos no distrito de Portalegre e às questões da seca diz respeito, a DORPOR do PCP, nesta conferência de imprensa revelou que “as profundas alterações climáticas registadas nos últimos anos e que leva à existência de um prolongado período de seca, que tem vindo a agravar-se na região, confirma a necessidade de serem construídas novas infraestruturas hidráulicas e se proceder à reparação e conservação das existentes”.

A DORPOR do PCP “valoriza a apresentação pelo Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República de um Projeto de Resolução onde se defende a declaração formal da situação de seca, acionando-se assim os procedimentos necessários para apoios extraordinários aos agricultores dedicados à aquisição de alimentação animal e à adoção de medidas de gestão da utilização da água para fins agrícolas nos diversos aproveitamentos hidroagrícolas. Há muito que o PCP propôs um Plano Nacional para a prevenção estrutural dos efeitos da seca e seu acompanhamento”.

O PCP relembra que, “já em 2018, afirmava que para além das medidas de carácter excecional é indispensável a adoção de medidas de carácter estrutural que vão para além das medidas de mitigação e contingência, designadamente a elaboração de um plano que hierarquize o uso da água em função da seca, que combine usos subterrâneos e superficiais numa lógica de complementaridade, privilegiando o uso humano, a saúde pública, a pequena e média agricultura, adaptando às condições edafoclimáticas e salvaguardando os rendimentos dos trabalhadores. Passados cinco anos é possível afirmar que não foi por falta de propostas que não se avançou para tais medidas estruturais. Mais uma vez o que faltou foi a vontade política do governo do PS, aliás tão bem evidente no facto do Plano eficiência hídrica do Alentejo não estar posto em prática”.

Relativamente à construção da Barragem do Crato-Pisão, “o atual quadro reforça a necessidade da sua consideração como investimento estratégico para o distrito, como reserva de água para consumo humano, entre as várias valências”.

“Há responsáveis, uns mais do que outros, pela exigência da construção deste equipamento. A verificar-se o arrastamento da sua construção, há responsáveis diretos – os sucessivos governos e, na atualidade, em particular o PS”.

Não devem, nem podem ser invocadas conjunturas nacionais ou internacionais para justificar o arrastamento do processo de construção da barragem do Crato-Pisão, pois nunca houve tanto dinheiro disponível.

O lançamento do concurso público internacional para o estudo de avaliação da sustentabilidade e desenvolvimento da Barragem do Crato-Pisão a 3 de junho de 2020 em publicação do Diário da República – publicado há 3 anos – só foi possível com o empenho continuado e ao longo de sucessivos anos dos autarcas e agentes do distrito de Portalegre. O montante que coube a cada município, enquanto comparticipação nacional é no valor total de 17.333,33 euros, ou seja, as autarquias asseguraram 259 999,95 euros, quando este montante deveria ser assegurado pelo Governo em Orçamento de Estado, pois 80% do investimento para a Barragem é suportada pelos Fundos Comunitários.

A DORPOR do PCP coloca várias questões:

“Onde para agora a tão apregoada solidariedade com o Interior e para um distrito tão deprimido e desertificado, como o de Portalegre?

Importa chamar a atenção para o facto de existir uma data para a conclusão da Barragem do Crato- Pisão – Ano de 2027. Estamos em 2023. Em que ponto nos encontramos do processo?

Quanto ao cumprimento de prazos, qual é o cronograma datado e atualizado de cada etapa percorrida e a percorrer para a concretização do empreendimento?

Quais têm sido – a existirem – os constrangimentos e ajustamentos feitos ao projeto inicial?

Quais as valias de cada uma das componentes, na atualidade?

Quantos são os concelhos abrangidos diretamente?

A área total para a qual serão projetadas as infraestruturas secundárias de rega do Crato (5 494 hectares) distribuídos pelos seguintes blocos: Crato (654 hectares), Alter do Chão (3 145 há), Fronteira (1 617 hectares) e Avis (77,77 hectares) mantém-se?”

“O anúncio da construção jamais poderá servir para pura ação de marketing político e de “afunilização” de protagonismos. São precisas respostas concretas e atualizadas”.

“A construção da Barragem do Crato-Pisão tem de ser uma realidade. O PCP tudo fará para defender e salvaguardar as principais reivindicações dos cidadãos do distrito de Portalegre, pois o distrito precisa e o PCP exige”.

Portalegre: evento de encerramento do TransCoTec na sexta-feira na BioBIP

O Politécnico de Portalegre acolhe, na sexta-feira, 23 de junho, o evento de encerramento do TransCoTec, um projeto que visou potenciar a valorização dos resultados de I&D (Investigação e Desenvolvimento) e reforçar a transferência de conhecimento científico e tecnológico para o setor empresarial, através de um consórcio formado por três Institutos Politécnicos (IP): IPPortalegre, IPTomar e IPSantarém.

As atividades de transferência de conhecimento científico e tecnológico visaram essencialmente as empresas existentes no mercado dos setores Agroalimentar, Energia, Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), Água e Ambiente, mas também a criação de spin-offs ou startups nestes setores. As ações do projeto foram distribuídas por 15 atividades, que decorreram em diferentes períodos dos 20 meses de duração total do projeto.

A sessão terá início às 15 horas na BioBIP – Bioenergy and Business Incubator of Portalegre, a incubadora de empresas localizada no Campus Politécnico.

Projeto Life Agroestepas Ibéricas em destaque no “Ambiente em FM”

O projeto Life é um programa da União Europeia que financia projetos que têm como objetivo proteger o ambiente e a biodiversidade na Europa, sendo o instrumento financeiro mais importante da União Europeia para apoiar ações de conservação ambiental.

Na edição desta semana do Programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus revela que este projeto pretende conservar aves estepárias em declínio, como é o caso do sisão, a abetarda e o tartaranhão-caçador, em 13 espaços da Rede Natura, três deles no Alentejo: em Campo Maior, Évora e Castro Verde.

Tudo para saber sobre o projeto Life Agroestepas e o seu modo de atuação no “Ambiente em FM” desta semana, que pode ouvir na emissão às 12.45 horas e às 16.30 horas ou no podcast abaixo:

Inscrições para a caminhada solidária do aniversário da Loja Social

No âmbito do Aniversário da Loja Social, o município de Campo Maior vai promover uma caminhada solidária no próximo domingo, dia 25, pelas 9.30 horas.

A caminhada tem partida do Jardim Municipal e as inscrições podem ser feitas até amanhã, dia 20 de junho, na Loja Social, no Complexo de Piscinas da Fonte Nova, no Centro Comunitário e online AQUI.

Os participantes devem doar um bem alimentar, nesta caminhada solidária.

Arronches recebeu prova de natação dos Jogos do Alto Alentejo

Foto: CIMAA/ Município de Fronteira

Sete dezenas de atletas estiveram na Piscina Municipal Miguel Lagarto, em Arronches, para mais uma prova do calendário Dos Jogos do Alto Alentejo, promovidos pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo.

Depois da participação de atletas do concelho de Arronches em algumas das provas que decorreram anteriormente, desta feita foi a vez de Arronches receber uma das competições do referido certame desportivo. Na Piscina Municipal Miguel Lagarto, estiveram 70 atletas de vários concelhos da região para disputar as provas de natação em vários escalões.

No final, os vencedores receberam as respetivas medalhas, tendo estas sido entregues pelo vice-presidente do Município, Paulo Furtado, acompanhado pela técnica de desporto da Câmara Municipal, Carla Dias e pelos técnicos de desporto dos municípios que participaram, entre os quais Elvas, Nisa e Sousel.

De realçar ainda que o concelho de Arronches esteve também representado com uma equipa na modalidade de futsal, numa competição que teve lugar no Pavilhão Municipal de Fronteira e onde, além de um conjunto do município anfitrião, estiveram ainda equipas de Avis, Campo Maior, Elvas, Gavião e Sousel.

Época balnear em Arronches tem início esta terça-feira

A época balnear no espaço descoberto da Piscina Municipal Miguel Lagarto, em Arronches, arranca amanhã, terça-feira, 20 de junho. A piscina vai funcionar de terça-feira a domingo, entre as 10 e as 20 horas. Encerra à segunda-feira, para manutenção.

Já a Piscina Municipal de Esperança abre portas a 1 de julho. Vai funcionar nos mesmos horários da piscina de Arronches, mas funciona de segunda a quarta-feira. A manutenção do equipamento será feita à terça-feira (dia em que encerra).

Apicultores do Alentejo acusam Ministério da Agricultura de “ignorar” o setor

As associações de apicultores do Alentejo reuniram-se, no passado dia 14 de junho, com o diretor regional de Agricultura do Alentejo, na Quinta da Malagueira, em Évora, para lhe exporem “as graves dificuldades pelas quais o setor apícola está a atravessar neste momento”.

A Apicultura em Portugal, dizem os apicultores em nota de imprensa, “está a ser ignorada pelo Ministério da Agricultura já há vários anos e, ao perpetuar este tratamento diferenciado com um setor que é fulcral para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas devido à importância vital que as abelhas representam em termos de polinização no mundo rural, vai acentuar-se cada vez mais o declínio já observado dos polinizadores naturais e, com isso, um problema gravíssimo para a alimentação humana e animal no futuro”.

“É completamente incompreensível que Portugal seja o único país da União Europeia que não contemple a Apicultura nas medidas Agro-ambientais, nem tenha qualquer tipo de apoio direto aos apicultores que, num ano como este, em que a quebra da produção de mel no Alentejo pode chegar em alguns casos aos 90%”. A preocupação, garantem, “é comum e transversal a todos os que estão envolvidos no sector e prende-se como se poderão manter as colmeias vivas até à próxima época”.

Perante todas estas dificuldades, as associações de apicultores não têm dúvidas que “nenhum jovem irá querer abraçar uma atividade que, testemunhada pelos que a ainda exercem agora, não permite ter nenhuma segurança no rendimento anual e, por conseguinte, não permite investir, nem planear uma pequena empresa de sucesso prolongado”.

A continuar assim, lê-se no referido comunicado, “a Apicultura terá o fim anunciado e, com ele, um já inútil reconhecimento da importância desta atividade milenar que, muito mais do que produzir mel, representa a maior força polinizadora controlada pelo Homem”.

“Sem polinização não há produção de frutos, sem frutos não há sementes, sem sementes não há plantas que produzam alimentos. Em suma, sem alimentos não haverá certamente Ministérios, nem da Agricultura, nem quaisquer outros”, dizem ainda.

Exposição de fotografias de João Pires inaugurada sábado no MAEE

“João Pires- 50 anos de fotografia” é o mote para exposição que vai ser inaugurada no sábado, 24 de junho, no Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas, António Tomás Pires.

Trata-se de uma exposição da autoria do elvense João Pires, que adianta que esta mostra conta com “32 fotografias, a preto e branco e outras a cor, de várias categorias, expostas num painel com mais de 40 metros”. Para além deste painel com fotografias a mostra conta também com exposição “de máquinas, prémios e recordações relacionados com fotografia”, garantindo que esta exposição “é diferente do que tem sindo feito”.

Há mais de 50 anos que João Pires faz fotografia, “por lazer”, e há já algum tempo que pensava em expor o seu trabalho, principalmente neste Museu, que muito lhe diz, porque prestou serviço militar durante três anos.

A exposição com fotografias Da autoria do elvense João Pires é inaugurada no sábado, às 18.30 horas no Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires, onde vai estar patente até 10 de agosto.

Melgão Cacau & Chocolates: história de sucesso que começou no Perú

A antiga Estação Ferroviária de Montemor-o-Novo, desativada há mais de 30 anos, é hoje uma fábrica de chocolate, dos irmãos António e Serafim Melgão.

Este projeto familiar surgiu depois uma viagem ao Peru, onde, segundo relata António Melgão, encontrou “as melhores favas de cacau do mundo”. Assegurando que nunca tinha pensado que alguma vez iria transformar cacau em chocolate, nem tão pouco ter uma fábrica, António Melgão é pasteleiro há mais de 30 anos, 25 deles a trabalhar o chocolate.

“Eu comi um chocolate feito com cacau peruano e quase que alucinei. Todo o paradigma que eu tinha sobre o chocolate alterou-se completamente e eu tinha a mania que era um bom profissional, que era dos melhores chocolateiros portugueses”, recorda.

Ainda que considere o chocolate que a indústria oferece seja de qualidade, o chocolateiro assegura que esse é um produto “standard, muito estável e equilibrado”, que não permite “grandes alterações de sabor e características”. Foi pela necessidade de produzir um chocolate diferente, feito a partir de cacau, que não existia no mercado, que os irmãos Serafim decidiram avançar com o projeto.

A fábrica da Melgão surgiu assim da necessidade de levar até ao público um produto diferente e de maior qualidade. E ainda que o principal objetivo da empresa seja o lucro, António Melgão garante que não se trata de um lucro “a qualquer custo”, tendo em conta as suas políticas ambientais e sociais “muito vincadas”.

“Não compramos cacau nenhum, sem antes conhecermos as pessoas que o produzem. Nós escolhemos um cacau pelas características do chocolate que se pode fabricar, a partir desse cacau e depois negociamos o preço com as cooperativas”, adianta o empresário. Por outro lado, e sendo o cacau cotado em bolsa, António Melgão revela que não compram qualquer quilo de cacau que custe menos de cinco doláres.

Apesar de reconhecer a qualidade do seu produto, António Melgão assume não ser fácil levar as pessoas a comprarem um chocolate mais caro. “Ainda há um caminho muito grande a percorrer para que as pessoas entendam o chocolate não meramente como um doce e não como algo que não se deve comer muito, quanto mais comprar chocolate a um preço exorbitante em relação a outros que existem no mercado”, diz ainda.

Com um controlo de qualidade rigoroso do produto, desde a fava de cacau até ao produto final, a Melgão Cacau e Chocolates aposta ainda em energias amigas do ambiente, contado com uma central fotovoltaica nas suas instalações, da qual consegue obter dois terços da energia que consome.

Elvas acolhe Formação Nacional de treinadores de judo este domingo

Foto ilustrativa

Uma Formação Nacional de treinadores de judo decorre este domingo, 18 de junho, no Pavilhão do Agrupamento de Escolas nº 1 de Elvas, numa organização da Associação Distrital de judo de Portalegre, com o apoio da Câmara de Elvas e da Associação Nacional de treinadores de Judo.

São cerca de 30 os treinadores, vindos de várias partes do país, que participam nesta formação nacional, que tem orientação do Mestre António Moraes 8º Dan, como revela o presidente da Associação distrital, António Chavigas Drogas, adiantando que esta formação “só é possível, na cidade, devido a um conjunto de vontades entre várias entidades, nomeadamente a Junta de freguesia de Caia São Pedro e Alcáçova, da Associação de Pais e encarregados de educação dos alunos do Colégio Luso-Britânico de Elvas e CRP da Boa-fé de Elvas”.

António Chavigas Drogas garante que o facto de a iniciativa decorrer em Elvas “é bom, porque nós sentimos a nossa interioridade e é bom que os outros sintam que ela existe, para que tenham perceção das nossas dificuldades”.

O presidente da Associação distrital de Judo de Portalegre adianta que “esta formação já decorreu em várias localidades do distrito, nomeadamente Portalegre e Campo Maior, pelo que agora chegou a vez de Elvas, porque esta modalidade tem muita tradição na cidade, sendo que o objetivo é que este seja um distrito que ultrapasse as suas dificuldades congregando esforços, numa união que permita que esses esforços sejam concretizados e tenham uma imagem positiva”.

Para além desta formação, os treinadores de judo terão ainda a oportunidade de visitar o Forte da Graça, “inserido num plano social da Associação, para mostrar o que temos de bom, na nossa cidade”, acrescenta António Chavigas Drogas.

Elvas que acolhe uma formação nacional de treinadores de judo, que decorre das 10 às 19 horas, no Agrupamento de Escolas nº 1 de Elvas.