Projeto do Bairro Digital de Elvas inclui “remodelação total” do parque subterrâneo

O comércio e vários serviços do centro histórico de Elvas vão passar a integrar um Bairro Comercial Digital: um projeto, promovido pela Câmara Municipal e a Associação Empresarial, que foi apresentado, ao final da tarde da passada terça-feira, 3 de setembro, e que resulta de um investimento de cerca de um milhão de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

O objetivo passa por transformar o coração da cidade num ecossistema digital integrado e moderno. O presidente da Câmara, Rondão Almeida, que acredita que as novas tecnologias vão trazer “grandes mais-valias” para o comércio, começa por dizer que a autarquia está “sempre aberta a boas ideias”. “Para mim é muito interessante perceber que o Bairro Digital mais próximo que existe de Elvas é o de Reguengos de Monsaraz. Tudo o resto é um deserto”, comenta, logo de seguida.

O projeto, adianta o autarca, irá permitir uma “remodelação total” do parque de estacionamento subterrâneo da Praça da República. A partir daí, será possível pagar as horas de estacionamento com cartão multibanco e qualquer condutor, ao entrar, perceberá, desde logo, o número de lugares vagos. “A matrícula do carro, quando entra, é de imediato registada e vai ser colocada videovigilância, que permite perceber quando um carro dá um toque noutro”, explica. Para as compras online, o parque de estacionamento vai passar a contar com cacifos, para que o produto adquirido possa ser levantado a qualquer momento.

Um banco digital, onde será possível carregar telemóveis e ter acesso à internet, um outdoor, e muppis – painéis interativos e publicitários em três línguas (português, espanhol e inglês) – são outros dos elementos deste projeto. O Bairro Comercial Digital irá ainda incluir, para além de wi-fi, uma app, onde os comerciantes aderentes poderão, entre outros, dar a conhecer a sua atividade e as suas promoções.

O período de execução do projeto estende-se a setembro de 2025. Na apresentação do projeto aos comerciantes e empresários, para além de Rondão Almeida, estiveram também o presidente da Associação Empresarial de Elvas, João Pires, o gestor do bairro, Luís Guerra, e Ana Saraiva, da Direção-Geral das Atividades Económicas.

Portalegre em festa com mais uma edição da ​Feira das Cebolas

A Feira das Cebolas está de regresso ao Parque de Feiras e Exposições de Portalegre, de 12 a 15 de setembro.

A inauguração do evento está marcada para as 18 horas, no dia 12, numa cerimónia a que, à presidente da Câmara, Fermelinda Carvalho, e ao presidente da Associação Empresarial de Portalegre (NERPOR), Jorge Pais, junta-se o ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Miguel Castro Almeida.

A animação do certame vai estar a cargo de Miguel Azevedo, Chaito y Palosanto, no dia 12, de Mishlawi, no dia 13, e de Tony Carreira, no dia 14.

Embora com atraso, Évora tem Plano Local de Habitação em andamento

A habitação é uma das principais preocupações da Câmara Municipal de Évora.

A autarquia encontra-se, neste momento, a trabalhar o seu “Plano Local de Habitação”, sendo que, de acordo com o vice-presidente, Alexandre Varela, “foram recentemente assinados contratos no valor de cerca de seis milhões de euros para construção de várias unidades, algumas delas privadas”.

O Município de Évora tem também vindo também a dar o seu apoio aos proprietários, “no sentido de se poderem candidatar”. “Estamos com a execução do Plano Local de Habitação em andamento, mas com algum atraso, tendo em conta que existe a necessidade de fazer projeto”, acrescenta.

“Foi aprovado também recentemente a construção de um centro de acolhimento temporário num antigo lar que existia aqui em Évora e que esteve em tempos atribuído à Segurança Social e esperamos que ainda este ano haja mais novidades em relação a construção”, remata Alexandre Varela.

Radiografias são base para obras de arte que Patrícia Magalhães apresenta em Elvas

A artista plástica Patrícia Magalhães apresenta, na sexta-feira, 6 de setembro, na Casa da Cultura de Elvas, a exposição “Crer para Ver”: uma mostra que inclui desenhos, objetos e instalações, que têm todos por base o recurso a radiografias.

O trabalho, explica a autora, “bastante diferente” do que tem feito até então, foi produzido “em específico” para esta exposição. “A execução é feita muito tridimensionalmente, ou seja, há várias objetos e instalações, para além dos desenhos”, começa por dizer, dando conta que, geralmente, trabalha “mais o bidimensional”.

Patrícia Magalhães adianta que, na exposição, é apresentada uma “mistura de vários temas”, num trabalho que parte da leitura do livro “A Obra ao Negro”, de Marguerite Yourcenar, que “tem um piscar de olhos aos estudos psicanalíticos do Carl Jung, sendo que “ele, por sua vez, também vai piscar um bocadinho o olho a processos alquímicos”.

Recorrendo a suportes não tão convencionais, Patrícia Magalhães explica que todos os desenhos partem de “monotipias com radiografias”. “São desenhos que partem de uma experiência que eu não sabia o que ia dar, ou seja, cada uma dessas monotipias sugeriu-me algo que depois veio do meu imaginário”, adianta. No caso das instalações e dos objetos, quase todos eles têm as chapas de acrílico das radiografias como suporte.

Entre as peças em exposição, a artista destaca uma árvore da vida, que dá vida a um vitral, em que, no lugar dos vidros, são usadas mamografias. “Há ali uma relação entre a vida e a momografia, porque é uma análise ao seio, que faz até de prevenção. Não recorremos sempre a radiografias com aspeto de falta de saúde ou algo mais mórbido”, esclarece.

Depois de ter reunido vários quilos de radiografias para este trabalho, quando hoje em dia estes exames de diagnóstico já são digitais, a reciclagem, no decorrer do trabalho desenvolvido, tornou-se, para a artista, “uma questão importante”. Nesse sentido, com esta mostra, Patrícia Magalhães apela à reciclagem de radiografias e de outros exames, sendo que convidou, para a abertura da exposição, a AMI e várias farmácias locais.

Com curadoria de Ricardo Castro Ferreira, a mostra é inaugurada na sexta-feira, às 15 horas, na Casa da Cultura de Elvas. Fica disponível para visita até dia 4 de outubro.

Cinco quartos prémios do Euromilhões saem em Portugal

Ninguém acertou na chave vencedora do sorteio de ontem, 3 de setembro, do Euromilhões, sendo que para Portugal vêm apenas cinco quartos prémios, de 1.042,53 euros. Este prémio saiu a outros 50 apostadores no estrangeiro.

Três apostadores no estrangeiro conquistaram o segundo prémio, no valor de 262.554,06 euros, e outros onze, também fora de Portugal, arrecadaram 16.735,42 euros, do terceiro prémio.

Na próxima sexta-feira, o “jackpot” em jogo será de 148 milhões de euros.

A chave vencedora do sorteio de ontem era composta pelos números 7, 9, 11, 16 e 45 e as estrelas 2 e 5.

Esta informação não dispensa a consulta do site oficial dos Jogos Santa Casa.

Presidente da Comissão de Acompanhamento do PRR visita obras do IPP

O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), professor Pedro Dominguinhos, visitou, na passada quinta-feira, 29 de agosto, as obras a cargo do Politécnico de Portalegre (IPP), que contam com financiamento do PRR.

Acompanhado pela presidência do Politécnico de Portalegre, o responsável deslocou-se ao local onde decorrem as empreitadas das futuras residências de estudantes, financiadas no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES – PRR).

A par das obras em curso, de ampliação e beneficiação da Residência dos Assentos e de adaptação do edifício da Rua Mouzinho de Albuquerque, recentemente foi publicado novo anúncio para a empreitada da futura Residência de Estudantes do Palacete Visconde de Cidraes, situada na Rua 5 de Outubro, e foi aprovado o investimento na futura Residência da Abrunheira, no Bairro da Ratinha, que por si só representará um acréscimo de 203 camas.

Para além de conhecer in loco os projetos das futuras quatro novas residências, o professor Pedro Dominguinhos esteve no Campus Politécnico de Portalegre, no local onde está a ser construída a Escola de Pós-Graduação. O projeto enquadra-se no âmbito do Consórcio Meridies, liderado pelo Politécnico de Portalegre, em parceria com os politécnicos de Beja, Santarém e Setúbal e a Universidade de Évora e representa um investimento de cerca de 3,5 milhões de euros (aos quais acresce IVA), integrado no Programa Impulso Adultos e financiado na totalidade pelo PRR.  Visando a criação de condições para a qualificação e requalificação de profissionais, nos domínios de intervenção do consórcio, esta será uma infraestrutura de referência que servirá toda a região Alentejo.

Município de Arronches recupera casas devolutas para “gente nova” no centro histórico

Durante dois anos, a Câmara Municipal de Arronches teve em funcionamento um Gabinete Técnico Local que permitiu identificar as habitações degradadas que existem no centro histórico e dar-lhes uma nova vida.

O objetivo é preservar e reabilitar as casas devolutas que, para além de colocarem em perigo a segurança pública, contribuíram para uma crescente desertificação humana no centro histórico.

O Programa de Incentivos à Recuperação de Habitações no Centro Histórico tem estimulado os proprietários a realizarem obras de recuperação.

Paulo Furtado, vice-presidente da Câmara Municipal de Arronches, realça que esta é uma aposta de sucesso que tem vindo a ser desenvolvida ao longo dos últimos anos.

“Isto é uma política que já tem vindo a ter preocupação dos anteriores executivos, estamos a fazer não só a continuidade mas também coisas novas num problema transversal que é a habitação. Nomeadamente no centro histórico”, explica o autarca.

Como tal, “o município tem comprado inúmeros imóveis que estavam devolutos e, para isso, está a contribuir para que sejam postos novamente em utilização. Temos neste momento inúmeros imóveis a serem reabilitados, nomeadamente junto ao município, na Rua Almirante Cândido dos Reis temos dois T3 e um T2 numa obra cujo orçamento excede um pouco os 460 mil euros”.

Paulo Furtado realça que “vai ser depois também disponibilizada à população, na modalidade do rendimento acessível, para trazermos gente nova para o centro histórico e, é esse um dos grandes objetivos, termos o centro histórico o mais habitado possível e com menos casas devolutas”.

O município de Arronches integrou esta empreitada ao abrigo do ‘1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação’, enquadrando desta forma as condições de cumprimento do Plano de Recuperação e Resiliência, com um financiamento de mais de 460.965,64 euros.

Terminadas as recuperações de moradias na Rua do Arco, decorre atualmente a empreitada de requalificação de habitações na Rua Almirante Cândido dos Reis, popularmente conhecida como Rua do Paço, uma intervenção que irá originar três fogos, dois T3 e um T2, todos destinados ao arrendamento apoiado.

“Temos aqui um grande esforço, e um grande investimento do município, na remodelação de casas devolutas na tentativa de trazer nova gente para o centro histórico da vila de Arronches”.

“Elvas Cidade Natal”: rampa de gelo na Rua da Cadeia entre as novidades deste ano

O evento “Elvas Cidade Natal” vai conhecer, na edição deste ano, algumas melhorias, desde logo com a expansão da iniciativa da Praça da República até às várias ruas de comércio do centro histórico: rua da Cadeia, de Alcamim, da Feira e da Carreira.

O objetivo, explica o presidente da Câmara, Rondão Almeida, é tentar que, “numa época baixa”, se consiga atrair ao coração da cidade população dos concelhos limítrofes, durante “um mês” inteiro de celebração desta época festiva. “Estamos numa tentativa de melhorar, para que este evento possa atrair à nossa cidade, que é a nossa grande preocupação, gente que venha dos concelhos vizinhos”, assegura. “Vamos ter um mês de Natal muito superior comparativamente àquilo que foram os projetos da primeira e segunda edição”, adianta Rondão Almeida.

Uma rampa de gelo na Rua da Cadeia e “grandes eventos” no Coliseu de Elvas são outras das novidades do evento, a juntar à já famosa pista de gelo e outras atrações, como diversos carrosséis para os mais novos, na Praça da República. “Vamos criar novas dinâmicas para trazermos, nesta época do ano, muita gente a Elvas, e para que haja algum gasto, que possa reverter a favor do nosso comércio tradicional: esse é o nosso trabalho, essa é a nossa preocupação”, remata o autarca.

Central Fotovoltaica da Barragem do Pisão com luz verde da Agência do Ambiente

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deferiu na passada sexta-feira, 30 de agosto, a Declaração de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (DCAPE) relativa à componente da Central Fotovoltaica que integra o Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão, faz saber a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), em comunicado.

“Sublinhamos que, a partir deste momento, todas as componentes deste projeto estão em conformidade ambiental. Neste projeto estruturante da nossa região, como todos os promovidos pela CIMAA, continuamos empenhados no cumprimento de todas as normativas ambientais incontornáveis, contribuindo desta forma para a produção de eletricidade limpa e renovável e reduzindo a pegada ecológica, através de uma Central Fotovoltaica”, lê-se no referido comunicado.

A Central Fotovoltaica terá as seguintes caraterísticas: Central Fotovoltaica terrestre de 77 MWp/51MWp (1.a Fase/2.a Fase);  Central Fotovoltaica flutuante de 10 MWp; Total de energia verde produzida de 138MWp; suprime mais de 50% das necessidades de consumo energético do Alto Alentejo.

A DCAPE é uma decisão vinculativa, não podendo um projeto sujeito a Avaliação de Impacte Ambiental em fase de estudo prévio ou anteprojeto ser licenciado, nem executado, na ausência de uma DCAPE conforme ou conforme condicionada.

Encerramento da Central Nuclear de Almaraz em destaque no Ambiente em FM

No próximo domingo, 8 de setembro, festeja-se o dia da Extremadura espanhola, desta vez, segundo a Quercus, com mais um motivo para celebrar, tendo em conta o anúncio de encerramento da Central Nuclear de Almaraz, na província de Cáceres, junto ao Tejo, a cerca de cem quilómetros da fronteira com Portugal.

A Central de Almaraz, segundo a associação ambientalista, continua “a revelar-se um potencial perigo, em especial para toda a região transfronteiriça, dado que já ultrapassou o seu período normal de funcionamento e, não obstante, viu prolongado em 2010 o seu funcionamento por dez anos e, a seguir, por mais oito”.

A Quercus vem a lutar há muitos anos, com o Movimento Ibérico Antinuclear, pelo encerramento desta central, sendo que se chegou a verificar a contaminação radioativa dos sedimentos do rio Tejo, em Portugal, provenientes de Almaraz.

A cessação da exploração da Unidade I de Almaraz está prevista para novembro de 2027 e a da Unidade II para outubro de 2028.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana do programa “Ambiente em FM”, com José Janela da Quercus. Para ouvir no podcast abaixo: