A construção da Barragem do Pisão provocará a submersão da totalidade da atual aldeia do Pisão, que obriga ao realojamento da população e à construção de uma nova aldeia que irá nascer junto ao lugar do Monte da Velha.
A Barragem do Pisão tem uma dotação de 141 milhões de euros de fundos europeus, a que se somam mais 10 milhões previstos no Orçamento de Estado. A relocalização da aldeia foi aprovada “por unanimidade” pelos 15 municípios que formam a CIMAA.
A Quercus mantém as críticas que tem feito desde o início do projeto, uma vez que a barragem e o regadio intensivo que vai promover, provocará grandes impactes ambientais, nomeadamente, a estimada perda de mais de 50 mil azinheiras e sobreiros em 481 hectares.
Este é o tema em destaque, esta semana, no programa “Ambiente em FM”, com José Janela, da Quercus. Para ouvir no podcast abaixo:
O Município de Elvas tem abertas, até quarta-feira, dia 11 de dezembro, as candidaturas para a atribuição de 50 habitações no concelho.
Este concurso destina-se apenas a pessoas ou agregados familiares em situação de carência financeira, que vivam em condições indignas e que não estejam em condições de aceder a habitações no âmbito do regime do arrendamento apoiado, ou que não consigam aceder ao mercado, por não possuírem rendimentos suficientes para tal.
A política da habitação, começa por referir o presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida, “é uma das maiores preocupações dos agregados familiares”, sendo que a autarquia tem tido “como principal estratégia”, desde o início do atual mandato, “atenuar os problemas” nesta área. Os 50 fogos estão distribuídos pelo centro histórico da cidade e pelas freguesias rurais, sendo que “as casas aparecem no documento disponível no site do Município de Elvas, com o nome da rua, número da porta e a tipologia”. Toda a documentação necessária para as candidaturas está também disponível no site do município.
Os interessados, alerta o autarca, devem dirigir-se ao Balcão Único da Câmara Municipal, “mesmo que já estejam inscritos com uma pretensão de terem uma casa” e “têm que aproveitar este período de concurso, para atualizar todos os seus dados, para que o júri possa atuar mediante o problema da habitação”.
Este concurso, ao nível do 1º Direito, tem uma duração de um ano, ainda que a expectativa da autarquia é que, nesse período de tempo, mais 50 habitações possam ser colocadas também a concurso.
De momento, adianta ainda o autarca, estão a ser construídos mais 70 novos fogos, com “50% da obra já executada”: 60 fogos na Quinta dos Arcos e outros dez num prédio na Estrada de Santa Rita”. Estas imóveis, contudo, serão destinados àquelas famílias “que trabalham, mas que têm grandes dificuldades em pagar a renda”.
O Centro Educativo Alice Nabeiro, de Campo Maior, voltou a participar no projeto “Histórias da Ajudaris”. A mais recente edição do livro da Ajudaris conta com um poema escrito pelos alunos do 3º ano, com o mote “Declaração de amor para o planeta”.
“O Centro Educativo Alice Nabeiro ajuda a associação Ajudaris há alguns anos na elaboração do projeto”, começa por explicar Manuela Tomé, coordenadora no Centro Interpretativo, sendo que “esta edição conta com o tema o planeta”.
O poema “Declaração de amor para o planeta” elaborado pelos anos do 3º ano, indica a coordenadora “está inserido no livro solidário do distrito de Portalegre, com o custo de seis euros”.
O dinheiro angariado com a compra do livro reverte em prol da associação Ajudaris e o mesmo pode ser adquirido no Centro Educativo.
Este projeto, feito anualmente, promove a leitura, a escrita, a arte e ajuda quem mais precisa. Manuela Tomé lembra ainda que este livro “pode ser também uma boa prenda de Natal enquanto está ajudar ao mesmo tempo”.
A Ajudaris é uma associação particular de carácter social e humanitária de âmbito nacional, sem fins lucrativos, que luta diariamente contra a fome, pobreza e a exclusão social à qual o Centro Educativo Alice Nabeiro tem vindo, anualmente, a associar-se.
A cerimónia comemorativo do 7º aniversário da classificação dos Bonecos de Estremoz realizou-se este sábado, numa sessão onde se celebrou e também refletiu em conjunto com os artesãos, representantes institucionais e a comunidade local, sobre os impactos da atribuição do galardão de Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Houve ainda uma entrega de diplomas, a Manuel Broa e Sara Sapateira, os mais recentes barristas certificados e a inauguração de uma exposição permanente no Centro Interpretativo, tendo o presidente da Câmara de Estremoz, professor José Daniel Sádio, realçado a importância da “classificação para o concelho de Estremoz e para esta celebração que é muito mais do que um dia festivo. É importante atrair novos talentos e garantir a transmissão de conhecimento para as gerações futuras. Tem que haver um compromisso com o legado dos nossos barristas, com aqueles que deram forma a esta arte e com os que continuam a fazê-lo, pois, Os Bonecos de Estremoz pertencem à comunidade” frisou o autarca estremocense.
O Centro Interpretativo acolhe agora uma nova exposição permanente, num investimento de 100 mil euros que irá promover os Bonecos de Estremoz, no país e no mundo, seguindo o esforço da autarquia na preservação da arte e na sua continuidade futura.
Há quem, com 80 anos de idade, troque o conforto do sofá, pelo desconforto de um carro de todo-o-terreno de competição, para – imagine-se! – andar às voltas, numa pista de terra, durante 24 horas ininterruptas. Com o mesmo objetivo, também há quem faça uma viagem de quase duas semanas e mais de 8.000 quilómetros. Estas são apenas duas das incríveis estórias da edição deste ano das 24 Horas TT de Fronteira. Mais do que um evento desportivo, uma imensa aventura que motiva e apaixona profissionais e amadores, diferentes gerações de homens e mulheres, muitos milhares de entusiastas e isto há mais de um quarto de século. A 26ª edição da bp Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira foi disso exemplo, tendo consagrado, pela nona vez, a equipa luso-francesa da Andrade Competition.
Os muitos respeitosos 80 anos de idade, assim como o conhecimento e a experiência adquiridos, em participações, nos lendários Paris-Dakar, Paris-Moscovo-Pequim e Paris-Cidade do Cabo, valorizam, ainda mais, as palavras de Yves Morize. Um bem-sucedido empresário francês do sector automóvel que, pela enésima vez, não resistiu ao desafio das 24 Horas TT de Fronteira: “Para mim, este traçado é o mais bonito do mundo. É uma pista extraordinária, com uma grande variedade de curvas, subidas e descidas. Paisagens de cortar a respiração, com cambiantes de cor e luz que tornam o ambiente mágico. A organização é perfeita, faz um trabalho incrível e sem falhas. E, como se não bastasse, o público é espetacular”.
Mas o apelo e o irresistível desafio de Fronteira explicam-se também em números. Há vários anos que uma equipa percorre mais de 8.000 quilómetros só para alinhar nas 24 Horas TT de Fronteira. Uma viagem de quase duas semanas, entre a Letónia e a vila do Alto Alentejo e vice-versa, só para participar “na melhor prova que fizemos até hoje”, faz questão de sublinhar um dos seus responsáveis. E no currículo desta formação letã estão várias participações no Dakar.
Até em “apenas” 1.440 minutos seria impossível contar as muitas incríveis estórias vividas por aqueles que já tiveram o privilégio de participar nas 24 Horas TT Vila de Fronteira, uma organização do Automóvel Club de Portugal. Uma prova em que não há vencidos ou derrotados. Todos, sem exceção, só por aceitarem o desafio são vencedores, embora uns sejam mais felizes do que outros a cumprir o objetivo de verem a bandeira de xadrez.
Equipas francófonas confirmam favoritismo
Pela nona vez na história das 24 Horas TT Vila de Fronteira, a equipa Andrade Competition subiu ao lugar mais alto do pódio, através do luso-francês Alexandre Andrade e pelos franceses Cédric Duple, Yann Morize e Florent Charvot. Um quarteto que aliou a rapidez à consistência, apesar de não ter tido uma prova isenta de percalços no M.M.C. Proto Nissan. “Mais uma vitória. É sempre o mesmo sentimento. Estou muito feliz por toda a equipa. O Cedric fez um trabalho ‘top du top’. Ao longo da corrida, tivemos vários problemas mecânicos. O motor não está a funcionar bem. O alternador também falhou e tivemos problemas com a gasolina. É uma vitória muito difícil, mas estamos aqui. Vencer em Fronteira é sempre muito especial. São as terras do meu pai” disse Alexandre Andrade, que não escondeu a emoção e terminou as declarações com a voz embargada.
O segundo lugar foi conquistado pelos franceses: Louis Lauilhé, Pierre Lauilhé e Lucas Lambert. Este foi o quarto pódio conquistado pela formação. “Estamos muito felizes, viemos com um grande amigo em honra ao meu pai. Este resultado é lindo! Quero agradecer imenso a todos que nos ajudaram a entrar nesta aventura. Fazer tudo isto e terminar com este resultado é mágico, mas o nosso principal objetivo era mesmo divertir-nos e isso também conseguimos. Em relação ao carro, não foi perfeito, mas o único problema que sentimos esteve relacionado com a embraiagem e a direção”, explicou Louis Lauilhe, o piloto que viu a bandeira de xadrez.
Aos comandos de um Mitsubishi Pajero, a equipa letã constituída pelos pilotos Igors Skoks, Rudolfs Skoks e Arvis Pikis assegurou a terceira posição, sendo a quarta vez que subiu ao pódio de Fronteira. “A corrida não foi nada fácil, por isso, este terceiro lugar é um excelente resultado. O carro esteve muito bem e conseguimos ser consistentes. Mas também tivemos problemas, de aderência e de motor. A pista, este ano, estava incrível. Bem melhor do que no ano passado. Foi muito divertido”, afirmou Rudolfs Skoks.
No quarto lugar e com a vitória na categoria Challenger terminou a primeira equipa 100% portuguesa, constituída por Filipe Marques/Ricardo Martins/André Serrano/Gonçalo Oliveira, aos comandos de um Can-Am. Um resultado inesperado, uma vez que foi herdado precisamente na derradeira volta. “Em primeiro lugar, quero dar um abraço à equipa do Amândio [Alves], que lideravam à entrada da última volta. Eles foram melhores que nós e não quero deixar de lhes dar um abraço. Mas claro que estou muito orgulhoso da minha equipa e daquilo que montámos, estes anos, para reforçar a cultura da empresa Momsteel. Esta é a festa do todo-o-terreno e nós temos muito orgulho em participar nela”, afirmou Filipe Marques.
As formações Marco Martins/Marco Marques/José Martins (Nissan Proto), Jorge Cardoso/Alexandre Cardoso/Marco Cardoso (Can-Am), Denis Olivet/Patrice Couillet/Pierre Couillet/Fernando Malatesta/Fernando Ferrand (Can-Am), Jérome Destringuez/Charles Roches/Hervé Crevecoeur/Benoit Pepe (Can-Am), Sébastien Guyette, Stephane Gilissen/Killian Gilissen/Alexandre Beaujon (Can-Am) e Gaston Hanot/Maxime Hanot/Mathéo Hanot fecharam o grupo dos dez primeiros à geral.
Referência, ainda, para os sucessos, nas classes respetivas, das equipas João Lourenço/Américo Santos/Carina de Castro/Igor Santos (Stock), Tony Salvatore/Patrick Martin/Pascal Genty/Jerôme Naquar (SSV), Johannes Senders/Stijn Van Erp/Marcelo Paulino/Sjoerd de Bij (Promoção C), Diogo Rogério/André Luís/Luis Ferreira/Bruno Custódio/Lucas Subtil (Promoção A) e Joaquim Serrão/Luis Silva/Diogo Silva/Luis Lino/João Pinheiro (Promoção B), estes últimos ao volante da famosa Peugeot 504.
SSV também deram espetáculo
Recorde-se que, na véspera (sábado), a bp Ultimate 4 Horas SSV Vila de Fronteira abriu o programa da grande festa do todo-o-terreno nacional, com os competitivos SSV a proporcionarem um excelente espetáculo aos muitos milhares de espetadores espalhados nos 16,4 quilómetros de extensão da pista. Vitória de Luís Cidade, um regresso ao lugar mais alto do pódio, depois do triunfo na edição de 2019. “Fiz uma boa corrida. Gosto sempre de vir a Fronteira. Gosto da pista e o terreno estava espetacular”, sublinhou o jovem piloto da Can-Am Off-Road Portugal
Vila Viçosa recebeu uma multidão de fieis na celebração da Solenidade da Imaculada Conceição, com uma procissão que percorreu as ruas da vila, partindo do Santuário, no Castelo, para regressar ao mesmo local mais de uma hora de pois, neste domingo 8 de dezembro.
Os calipolenses e demais devotos estiveram presentes, em grande número provenientes não só de Portugal, como no dia de hoje também de Cabo Verde, dando total importância e honra a Nossa Senhora da Conceição, padroeira e rainha dos portugueses.
A procissão teve a presença de Inácio Esperança, presidente da autarquia local e do seu Vice Presidente, Tiago Salgueiro, e de varias confrarias, de membros da Casa de Bragança, desde logo com Dom Duarte e Dona Isabel de Herédia, Duques de Bragança incorporados na Procissão e recebeu também os romeiros, a cavalo e em charretes, vindos de Estremoz e Borba, juntando assim um colorido adicional a uma celebração que contou com o corpo de Bombeiros e a Banda de Vila Viçosa.
A Capela de Nossa Senhora da Conceição, junto às Portas da Esquina, esteve aberta neste domingo para receber os fieis e o Paiol, junto à igreja acolheu a celebração da missa ao fim da manhã.