Férias não são desculpa: abandonar um animal é crime e pode dar seis meses de prisão, lembra a GNR

Com a aproximação do Dia Internacional do Animal Abandonado, assinalado a 15 de agosto, a Guarda Nacional Republicana (GNR) reforça o apelo à adoção responsável e recorda que o abandono de animais de companhia constitui um crime punível com pena de prisão até seis meses. Apesar de se verificar uma ligeira diminuição dos casos nos últimos anos, a GNR considera que os números continuam a ser preocupantes.

O período entre os meses de julho e agosto continua a ser o mais crítico no que respeita ao abandono de animais de companhia, concentrando 38,1% das ocorrências registadas pela GNR ao longo do ano. Esta época de férias leva a Guarda a reforçar a sensibilização para este problema, lembrando que abandonar um animal nunca pode ser encarado como solução.

Entre 2024 e o primeiro semestre de 2026, a GNR registou mais de 2.400 crimes relacionados com maus-tratos e abandono de animais de companhia, tendo ainda detido 28 pessoas, identificado 1.449 suspeitos e constituído 432 arguidos.

O major Orlando Rodrigues, da Direção do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), lembra que o abandono de um animal é um crime previsto no Código Penal. “É um crime, está previsto no Código Penal, que é punido com até seis meses de prisão ou com multa até 60 dias. As pessoas devem ter atenção a isso antes de efetuarem qualquer tipo de abandono de animal”, afirma.

Apesar da ligeira redução dos casos registados, o responsável sublinha que o problema está longe de estar resolvido. “Temos verificado um ligeiro decréscimo no número de crimes contra animais de companhia, designadamente no crime de abandono, ao longo dos últimos anos. Contudo, os números continuam a ser muito preocupantes. É de realçar que o único número aceitável em termos de abandono de animais de companhia é o zero”, frisou.

A GNR recorda ainda que existem alternativas para quem se ausenta durante as férias, como hotéis para animais, serviços municipais ou o apoio de familiares, amigos e vizinhos. Nesse sentido, o major Orlando Rodrigues deixa um apelo a todos os proprietários de animais de companhia. “Gostaria de deixar uma mensagem a todas as pessoas que vão gozar um período alargado de férias: o abandono dos animais de companhia não é uma opção. Existem serviços municipais, alojamentos próprios para animais de companhia e também a possibilidade de deixar o animal aos cuidados de vizinhos, familiares ou amigos. O abandono de um animal de companhia nunca é uma opção e é um crime previsto e punido na lei penal portuguesa.”

Os dados da GNR revelam ainda que os cães e os gatos são as espécies mais afetadas pelo abandono e que os distritos de Braga, Setúbal, Porto e Lisboa registam o maior número de ocorrências.

Através do SEPNA, a GNR mantém a vigilância e investigação destes crimes e apela à denúncia de situações de abandono ou maus-tratos, reforçando que acolher um animal implica um compromisso permanente e uma responsabilidade que não termina quando chegam as férias.

Campo Maior volta a florir: conheça o programa completo das Festas do Povo

Campo Maior prepara-se para voltar a viver um dos momentos mais marcantes da sua história. Onze anos depois da última edição, as Festas do Povo regressam entre os dias 8 e 16 de agosto, devolvendo à vila a tradição das ruas floridas, reconhecida dentro e fora de Portugal, com um programa que reúne música, folclore, etnografia, cerimónias religiosas e animação para todas as idades.

Ao longo de oito dias, moradores e visitantes poderão assistir a dezenas de iniciativas distribuídas por vários espaços da vila raiana. A abertura oficial está marcada para sábado, 8 de agosto, às 10h30, no Palco do Jardim Municipal, numa cerimónia presidida pelo Presidente da República.

No primeiro dia das festividades, o Palco do Jardim Municipal recebe um sunset com o DJ Pelicano (18h30), seguindo-se as atuações do Ensemble Milhões (21h30), de Os Raiz (23h) e do DJ Cuba (00h15). A animação inclui também baile com C&R (22h), no Largo do Barata.

No domingo, dia 9, o destaque vai para o Desfile de Tabuleiros de Tomar, às 12h30, pelas ruas da vila. A programação inclui ainda o projeto Batucando nas ruas enramadas (17h30), uma apresentação do Rancho de Vale do Paraíso (18h30) no Palco do Jardim Municipal, a Procissão em Honra de Santa Beatriz da Silva e de São João Baptista (19h), os concertos de Cat, Phill and The Blues Dogs (21h30) e Porque Sí (23h) e a atuação do DJ Pouca (00h15). O espaço “Mundo Delta” recebe um espetáculo do grupo Deixa Rolá pelas 19h, enquanto no Largo do Barata haverá Noite de Fados, a partir das 21h30, e baile com Carlos Graça, às 23h .

Na segunda-feira, 10 de agosto, ao Palco do Jardim Municipal sobem os grupos À Capelas (21h30), Onda Flamenco (22h45) e os Cromos da Noite (00h). No Largo do Barata, a animação vai estar a cargo do Grupo de Cantares “Abelterium” (19h30), do grupo “Trigueirão no Relheio” (21h30) e de Tiago Afonso (22h30). Destaque ainda para um concerto com o tenor João Mendonza, na Igreja Matriz da vila, às 21h.

O programa de terça-feira, dia 11, conta com atuações de Leonor Alegria (21h), dos Bandidos do Cante (22h15) e com baile com Zé Pedro Sousa (23h30) no Palco do Jardim Municipal. O Projeto de Formação de Música do Município de Campo Maior apresenta-se ao público, no Largo do Barata, pelas 21h30, seguido de animação com o DJ Pekedy (22h45).

Na quarta-feira, 12 de agosto, no palco principal das festas, atuam Os Contramão (21h30), Jorge Guerreiro (22h45) e o DJ Dinga (23h45). No Largo do Barata, a partir das 21h30, haverá atuação do Grupo de Cantares Despertar Alentejano, seguindo-se um baile abrilhantado pelo duo Jorge & Célia (23h).

A programação de quinta-feira, dia 13, começa com uma apresentação do Projeto de Formação de Dança Oriental do Município de Campo Maior, nas ruas da vila e no Largo do Barata (19 horas). O programa integra ainda, no palco do Jardim Municipal, uma atuação da banda BRINDE (21h), o espetáculo “Em Casa d’Amália” (22h15) e animação pelo DJ Dreindaclub (23h45). Ao palco do Largo do Barata sobem Os Cá d’Cima (21h30) e João Tocha (23h).

Na sexta-feira, 14 de agosto, regressa o sunset, desta vez com o DJ Silva, ao Jardim Municipal (18h30). O público poderá ainda assistir às atuações de Fado Luz (21h30) e Rumo ao Sul (23h), com a animação a prosseguir pela noite dentro ao som de Bad Guys (00h). Nelson Caldeira, a partir das 23 horas, irá levar a música de baile ao Largo do Barata.

O penúltimo dia de festas, sábado, 15 de agosto, conta com as atuações do Rancho Folclórico de Macieira da Lixa (18h), da Filarmónica do Crato (19h), da Tertúlia de Saias (21h30), da banda Tranquiliza (23h) e do DJ Forbes (00h15), no palco principal. A noite inclui também baile com João Lérias, no Largo do Barata, às 23h, e a tradicional Queima de Hoguera, marcada para a meia-noite.

As Festas do Povo terminam no domingo, 16 de agosto, com a atuação do Rancho Folclórico da Bela Vista de Gáfete, ao meio-dia, seguindo-se, às 17h00, o evento oficial de encerramento, no Palco do Jardim Municipal.

Ao longo dos dois fins de semana das Festas do Povo, o “Mundo Delta” recebe também o espetáculo de drones promovido pela Delta Cafés, às 22h45. A animação prolonga-se diariamente até às 02h00, num programa que promete voltar a encher as ruas floridas de Campo Maior durante oito dias de celebração.

Elvas recebe chegada da Volta a Portugal: Município reforça aposta na promoção da cidade através do desporto

Elvas volta a integrar o percurso da Volta a Portugal em Bicicleta, acolhendo no próximo sábado, dia 8 de agosto, a chegada da terceira etapa da 87ª edição da prova rainha do ciclismo nacional, que liga Beja à cidade Património da Humanidade.

Para Hermenegildo Rodrigues, vereador com o pelouro do Desporto, o regresso da competição representa uma oportunidade única para promover Elvas a nível nacional e internacional.

Em entrevista à Rádio Elvas, o autarca explicou que o processo para trazer novamente a prova à cidade começou há mais de um ano, na sequência da mudança na organização da Volta a Portugal. Hermenegildo Rodrigues revelou que estabeleceu contactos com o atual diretor da prova, Cândido Barbosa, logo após a sua entrada na organização, mantendo desde então conversações que culminaram na confirmação da chegada da etapa a Elvas.

Segundo o vereador, a escolha da cidade resulta de um trabalho de proximidade entre o município e a organização, mas também das características do Alentejo para a prática do ciclismo. “O Alentejo é uma região de excelência para o ciclismo”, afirmou, considerando que a crescente aposta da Volta em percorrer todo o território nacional favoreceu a inclusão de Elvas no percurso.

Preparação envolve meses de trabalho

A organização da chegada da prova mobilizou, durante vários meses, técnicos da Câmara Municipal e da organização da prova, com especial atenção ao desenho do percurso e às condições de segurança. Hermenegildo Rodrigues explicou que houve um trabalho detalhado na definição dos acessos, circulação e localização da meta, procurando minimizar riscos numa chegada que deverá ser decidida ao sprint.

O pelotão entrará no concelho pela zona da Terrugem, passando por Vila Boim e seguindo pela Estrada Nacional 4 até à cidade. Junto à rotunda das Piscinas Municipais, os ciclistas circularão no sentido contrário ao trânsito habitual, solução encontrada para evitar uma curva considerada perigosa antes da reta final.

A meta ficará instalada no final do viaduto sobre o Jardim das Laranjeiras, enquanto as cerimónias protocolares, incluindo o pódio e o controlo antidoping, decorrerão na Praça 25 de Abril.

Impacto turístico e económico

Para o vereador, a realização da etapa representa muito mais do que um evento desportivo. Hermenegildo Rodrigues destacou que a Volta a Portugal será transmitida para cerca de 60 países através da Eurosport, em mais de 20 línguas, proporcionando uma exposição internacional de grande dimensão para o património da cidade.

“O desporto é também promoção turística”, sublinhou, defendendo que o investimento realizado pelo município tem um retorno muito superior ao seu custo, não apenas no próprio dia da prova, mas também através das futuras visitas de pessoas que conhecem Elvas pelas transmissões televisivas.

O autarca recordou ainda a projeção alcançada em 2022 com a chegada junto ao Aqueduto da Amoreira, cujas imagens tiveram ampla divulgação nas redes sociais e meios de comunicação.

Sonho passa pelo Forte da Graça

Hermenegildo Rodrigues revelou ainda que mantém o objetivo de levar, no futuro, uma etapa ou uma cronoescalada da Volta a Portugal ao Forte da Graça.

O vereador considera que uma chegada ao monumento proporcionaria uma imagem “única” da cidade, capaz de reforçar ainda mais a promoção internacional de Elvas. Apesar das dificuldades técnicas que o percurso representa para os ciclistas, garante que continuará a apresentar essa proposta à organização da prova.

Fim de semana de grande movimento

A chegada da Volta coincide com o arranque das Festas do Povo, em Campo Maior, situação que deverá provocar uma elevada afluência de visitantes à região.

Segundo Hermenegildo Rodrigues, a ocupação hoteleira em Elvas está praticamente esgotada, obrigando muitas equipas a procurar alojamento noutros concelhos e até em Badajoz. O autarca considera que esta realidade demonstra o impacto económico dos grandes eventos e reforça a importância da cooperação transfronteiriça entre Elvas, Campo Maior e Badajoz.

Apelo à compreensão da população

Reconhecendo que a prova implicará condicionamentos de trânsito durante algumas horas, o vereador apelou à compreensão dos elvenses.

“Se queremos dar um passo em frente, temos de aceitar pequenas limitações”, afirmou, pedindo aos residentes que apoiem os ciclistas e contribuam para criar um ambiente de festa ao longo do percurso.

A chegada da terceira etapa está prevista para cerca das 17h15, podendo sofrer pequenas alterações em função do desenrolar da corrida.

Ao todo, a Volta a Portugal contará com a participação de 17 equipas, incluindo formações internacionais de elevado nível competitivo, entre elas três equipas WorldTour, reforçando o prestígio da etapa que termina em Elvas.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Festas do Povo: Rua Dom Dinis abre as portas a uma festa feita com alma e dedicação

O quarto troço da Rua Dom Dinis, em Campo Maior, voltou a mobilizar os moradores em torno de um objetivo comum: transformar a rua num espaço de cor, criatividade e convívio para as Festas do Povo. Meses de trabalho, centenas de horas de dedicação e um forte espírito de entreajuda deram forma a um projeto que promete encantar quem a visitar, entre sábado e o dia 16 de agosto.

Uma ideia recuperada após a pandemia

À frente da iniciativa estão as cabeças de rua Paula Sá-Rato e Yola Chaveiro, acompanhadas por um grupo de moradores, no qual se incluem Maria Regina Serrano e Ermelinda Trindade, que, desde outubro, se reúne regularmente para preparar cada detalhe da decoração. A ideia, explicam, nasceu ainda em 2020, mas acabou por ficar em suspenso devido à pandemia.

“Era um tema que já estava pensado nessa altura. Este ano recuperámos essa ideia, fizemos algumas alterações e decidimos avançar”, recordam.

Meses de trabalho e espírito de equipa

O primeiro passo foi desafiar os vizinhos a participar. Depois de baterem de porta em porta e perceberem que existia vontade de colaborar, começaram os trabalhos manuais. Uns preparavam a rama, outros cortavam materiais ou davam forma aos elementos decorativos. Peça a peça, o projeto foi crescendo ao longo dos meses.

A partir de abril arrancou a fase de montagem de tudo o que tinha sido produzido. Apesar de nem todos os moradores conseguirem participar regularmente, o grupo destaca a união que se criou durante o processo.

“Somos poucas, mas boas e muito unidas. Cada uma faz aquilo que é necessário e acabámos por criar aqui um núcleo de amizade que vamos sentir falta quando isto terminar”, afirmam.

“A nossa rua é a mais bonita”

Entre brincadeiras e boa disposição, há uma certeza partilhada por todas: a Rua Dom Dinis será, para quem nela trabalhou, a mais bonita das festas.

“É como acontece com os filhos. Para cada mãe, os seus são sempre os mais bonitos. Com a nossa rua é exatamente igual”, dizem entre sorrisos.

As participantes acreditam que o cuidado colocado em cada pormenor fará a diferença. “Toda ela está cheia de detalhes. Vai ser uma rua que vai encantar toda a gente. Sabemos que todas as ruas são bonitas, mas a nossa será sempre especial para nós.”

Contagem decrescente para a enramação

A decoração da rua arranca esta sexta-feira, dia 7, com a tradicional enramação. Por ser uma rua extensa e por existirem poucos homens disponíveis para ajudar na montagem, foram convidados amigos e voluntários para colaborar nos trabalhos, que serão realizados por etapas.

Depois do esforço, chega finalmente o momento de desfrutar. “Agora é acabar a rua e depois descansar… mas só um bocadinho, porque depois é festa. Vamos aproveitar todas as noites”, garantem.

Um convite a todos os visitantes

Durante os festejos, os moradores prometem manter o espírito de hospitalidade que marcou toda a preparação. Mesas postas, comida, bebida e muita animação estarão à espera de quem passar pelo quarto troço da Rua Dom Dinis.

O convite fica lançado: “Venham visitar a Rua Dom Dinis. Temos comida, bebida, boa disposição e uma rua feita com muito carinho. Para nós, claro, é a mais bonita de todas.”

Volta a Portugal arranca esta quarta-feira com prólogo de 6,5 quilómetros em Lisboa

A 87.ª edição da Volta a Portugal Jogos Santa Casa vai para a estrada esta quarta-feira, 5 de agosto, com um prólogo de 6,5 quilómetros em Lisboa, mais concretamente em Belém, que abrirá as hostilidades.

A Praça do Império, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, será o palco principal do esforço individual: é aí que estará a partida e a chegada.

Os 119 corredores que partem para esta Volta a Portugal começarão a prova em frente ao Centro Cultural de Belém e virarão à direita no sentido de Oeiras. Um quilómetro depois, invertem a marcha, andam cerca de três quilómetros em direção a Lisboa e voltam novamente para trás, para acabar na Praça do Império.

Especialistas e candidatos à Geral em destaque

A tarde será para os especialistas, claro, mas também para os principais candidatos à Classificação Geral, que tentarão, por certo, marcar já algumas diferenças, mesmo que mínimas.

Na turma dos especialistas, destaque para Rafael Reis (Anicolor/Campicarn), mais do que habituado a ganhar prólogos na Grandíssima, ou para Julius Johansen, Luca Giaimi e Rui Oliveira, trio da UAE Team Emirates XRG.

Na luta pela Geral, nomes como Artem Nych (Anicolor/Campicarn), Tiago Antunes (Efapel Cycling) ou Txomin Juaristi (Euskaltel Euskadi) também podem ter uma palavra a dizer.

Os dados estão lançados, e agora será a estrada a decidir quem será o primeiro Camisola Amarela Jogos Santa Casa da Volta a Portugal.

O primeiro atleta a ir para a estrada é Joshua Lebo, da Meridian Racing p/b de la Uz, às 15h21. Os últimos dez corredores começam a sair às 17h10. Rafael Reis é o último, às 17h19.

O prólogo que dá o arranque oficial da Volta a Portugal Jogos Santa Casa tem transmissão na RTP1 a partir das 15h00 e transmissão internacional na HBO Max.

Fonte: Volta a Portugal

Advogado do GNR de Portalegre que disparou questiona “como pôde o militar dispensado da arma de serviço ter sido escalado para um serviço armado”

No dia 26 de Junho de 2026 um militar da GNR efetuou disparos no Centro de Formação da Guarda Nacional Republicana após a cerimónia de graduação do curso de guardas, com o Ministro da Administração Interna Luís Neves no local.

Recebemos agora um comunicado do advogado do militar em causa com a várias questões que reproduzimos agora e para os quais esperamos a devida resposta da GNR.

“A verdadeira questão não são apenas os disparos. A verdadeira questão é saber por que razão um militar da GNR do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP), oficialmente dispensado do uso e porte de arma pela própria GNR (impedido de usar arma), por problemas psicológicos e psiquiátricos, foi em 26 de Junho de 2026, pela mesma GNR, escalado para um serviço armado de segurança, no CFP, e foi-lhe entregue uma arma, pistola Glock, de calibre 9 mm.

O presente comunicado é emitido na sequência da divulgação nacional dos acontecimentos ocorridos em 26 de Junho de 2026 no Centro de Formação da Escola da Guarda, em Portalegre, em que um militar da GNR, disparou tiros com a arma de serviço, por se entender que a opinião pública não dispõe ainda de todos os elementos relevantes para a compreensão integral dos factos, sendo necessário esclarecer factos essenciais que foram omitidos e que resultam da própria documentação oficial da GNR.
Na sequência de proposta de dispensa de uso de arma por parte de psiquiatra, que acompanha o militar em causa, em 04 de Novembro de 2025 o Comandante do Centro de Formação de Portalegre da GNR, Coronel Pedro Filipe Saragoça Ribeiro, emitiu
despacho no sentido de o militar ser submetido à Junta de Saúde Superior da GNR (JSS), para apreciação dessa proposta de dispensa de arma. Nesse sentido, em 23 de Março de 2026, o militar em causa foi presente a essa JSS, a qual emitiu parecer no sentido de dispensa de uso e porte de arma.

Por despacho de 26 de Março de 2026 o Comandante do CARI – Comando de Administração de Recursos Internos da GNR homologou o referido parecer da Junta Superior de Saúde da GNR, despacho este publicado na Ordem de Serviço no 62 de 31 de
Março de 2026 da Escola da Guarda; pelo que esse despacho é, obrigatoriamente, do conhecimento dos Oficiais Superiores do Centro de Formação de Portalegre da GNR, que, como é óbvio, abrange o Comandante e o 2.o Comandante. Acresce que o militar em causa foi notificado pelo 2.o Comandante do Centro de Formação de Portalegre da GNR, Tenente Coronel Hélio José da Silva Miranda do referido despacho de dispensa de uso e porte de arma.
Perante esta realidade factual e documental, a pergunta que o País tem o direito de ver respondida é inevitável: como foi possível que um militar oficialmente dispensado do uso e porte de arma, por motivos psicológicos e psiquiátricos, pela GNR, fosse,
apenas três meses depois, pela mesma GNR escalado para um serviço armado e recebesse uma arma de serviço ?


Mais, na data em causa, antes da ocorrência dos disparos existiu contacto directo e pessoal entre o Comandante do Centro de Formação da GNR de Portalegre, Coronel Pedro Filipe Saragoça Ribeiro, e o militar em causa, quando este já se encontrava armado, circunstância que deverá ser integralmente esclarecida pela investigação, uma vez que este Comandante tinha conhecimento que o militar não podia usar arma e nada disse e nada fez neste sentido.

A investigação não pode limitar-se ao momento em que os disparos ocorreram. Tem igualmente de apurar todas as decisões administrativas e hierárquicas do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP), que permitiram
que um militar da GNR oficialmente dispensado do uso e porte de arma, por problemas psicológicos e psiquiátricos, fosse colocado num serviço armado e recebesse uma arma de serviço.
Os documentos oficiais demonstram que o Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP) não cumpriu o Parecer da Junta Superior de Saúde (JSS) da GNR e nem cumpriu o despacho de 26 de Março de 2026 do Comandante do CARI –
Comando de Administração de Recursos Internos da GNR, o qual homologou o referido parecer da JSS. Essas questões merecem um esclarecimento completo, transparente e independente. Por isso, considera-se indispensável que o Ministro da Administração Interna, o Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana e a Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) promovam o integral apuramento das decisões administrativas e hierárquicas que antecederam os acontecimentos, tomando as medidas jurídicas respectivas, identificando, com total transparência, todas as eventuais responsabilidades do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP) que a investigação venha a revelar.
A confiança dos cidadãos nas instituições não se protege ocultando questões incómodas. Protege-se apurando toda a verdade.
Quando um Parecer da Junta Superior de Saúde da GNR e um despacho do Comandante do CARI da GNR determinam que um militar está dispensado do uso e porte de arma e, apesar disso, esse militar é posteriormente escalado para um serviço armado e recebe uma arma de serviço, a questão deixa de ser exclusivamente individual. Passa a ser uma questão de responsabilidade institucional, cujo integral esclarecimento é indispensável para preservar a confiança dos cidadãos nas instituições e no Estado
de Direito.
Se os factos documentalmente apurados vierem a confirmar que um Parecer da Junta Superior de Saúde da GNR e um despacho do Comandante do CARI não foram tidos em conta na organização do serviço por parte do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana, então os disparos deixarão de representar apenas um episódio individual e passarão também a suscitar uma questão de eventual responsabilidade institucional (do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana), que não pode ser ignorada.

Quando uma instituição (Guarda Nacional Republicana), ao seu mais alto nível, determina oficialmente, por despacho, que um militar da Guarda não pode usar arma, por problemas psicológicos e psiquiátricos, e, posteriormente, esse mesmo militar é colocado em funções armadas (por uma Sub-Unidade da própria GNR – o Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana), a investigação não pode terminar na actuação individual do militar em causa. Tem de abranger toda a cadeia hierárquica de decisão do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana, que antecedeu os acontecimentos.
As armas de serviço não aparecem nas mãos dos militares por acaso. São atribuídas na sequência de decisões humanas e administrativas que também têm de ser escrutinadas. Numa instituição hierarquizada, como é a GNR, a atribuição de uma arma
de serviço nunca é um acto espontâneo. É sempre consequência de uma decisão administrativa cuja conformidade importa apurar.
Os disparos de 26 de Junho de 2026 começaram realmente quando foi premido o gatilho ou começaram antes quando o Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana entregou a um militar uma arma, que este não podia ter, por
motivos psicológicos e psiquiátricos ?
Os disparos de 26 de Junho de 2026 não podem apagar a pergunta essencial que continua por responder: como foi possível que um militar da GNR oficialmente dispensado, por motivos psicológicos e psiquiátricos, por um despacho de um Oficial
Superior da GNR, com a patente de General, do uso e porte de arma tivesse sido colocado em funções armadas e recebido uma arma de serviço pelo Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana ?
Essa pergunta não é apenas do militar envolvido.
É uma pergunta que toda a sociedade portuguesa tem o direito de ver respondida.

(comunicado elaborado com autorização da Ordem dos Advogados – texto escrito segundo a antiga ortografia)

Alter do Chão, 3 de Agosto de 2026

Mário Martins de Campos
Advogado
Advogado do militar da GNR dos factos ocorridos a 26 de Junho de 2026 no Centro
de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana”

Arronches substitui passagens hidráulicas na freguesia de Esperança

A Câmara Municipal de Arronches deu início a uma empreitada para a substituição de várias passagens hidráulicas na freguesia de Esperança, uma intervenção que pretende garantir melhores condições de segurança nas travessias de linhas de água do concelho.

Os trabalhos já decorrem no caminho rural do Brazio, na travessia sobre o Ribeiro de Ouguela, e vão estender-se ao afluente do Ribeiro de Manguens, junto à Ponte das Hortas de Cima, ao próprio Ribeiro de Manguens, nas imediações do Monte de Manguens, e ao afluente da Albufeira do Abrilongo, na zona de regolfo da barragem.

Segundo a autarquia, a intervenção surge na sequência da degradação destas infraestruturas, provocada pelo desgaste do tempo e pelas intempéries registadas nos últimos invernos, que inviabilizaram a sua reparação em condições de segurança.

A empreitada foi adjudicada à empresa Senpapor – Construções e Obras Públicas, Lda., pelo valor de 132.878,28 euros, acrescido de IVA.

A casa onde nasceu Rui Nabeiro abre as portas ao público nas Festas do Povo de Campo Maior

Em contagem decrescente para ver Campo Maior florescer, há uma porta que se abre, pela primeira vez, a todos. Nas Festas do Povo de Campo Maior 2026, todos os visitantes terão a oportunidade de entrar na casa onde nasceu o fundador da Delta Cafés, Rui Nabeiro, na Travessa da Praça, nº 6 – a mesma rua que este ano é decorada pela Associação Coração Delta, precisamente em sua
homenagem.

Esta iniciativa marca o início de uma celebração do legado do Comendador Rui Nabeiro promovida pelo Grupo Nabeiro, que se prolonga pelas ruas da vila e pelas histórias que ajudam a contar o seu percurso, incluindo as quatro ruas enramadas: a Travessa da Praça, do Coração Delta; a Rua Vasco Sardinha, da Delta Cafés, um tributo dos colaboradores do Grupo Nabeiro à vila de Campo Maior; a Rua Afonso Costa, dos Cafés Camelo; e a Rua da Misericórdia, da Adega Mayor.

Na casa onde nasceu Rui Nabeiro, na Travessa da Praça n.º 6, teve início a história de quem sempre sonhou e acreditou que, mesmo com pouco, se consegue fazer muito, porque “se todos quiséssemos, o mundo seria extraordinário”. A mesma rua acolhe ainda
uma das decorações mais simbólicas desta edição das Festas do Povo criada pela Associação Coração Delta e dedicada a Rui e Alice Nabeiro.

Inspirada numa memória da família, a intervenção recria o jardim de flores que Alice Nabeiro cuidava e que Rui Nabeiro tanto admirava. Foi também nesse jardim que nasceu a sua história de amor. Dessa recordação nasce agora, através de um gesto coletivo, um jardim aberto a todos.

O jardim invertido convida cada visitante a contemplar e a descobrir-se nos reflexos espalhados ao longo do percurso. Ao longo da rua, cada elemento conta uma parte da história. Do empreendedor visionário ao homem de família, do líder ao amigo, do campomaiorense ao cidadão que acreditava na comunidade. É uma celebração da vida e do legado de Rui Nabeiro, construída exatamente no lugar onde tudo começou.

Espaço Delta House na Praça da Liberdade com espetáculo de drones by Delta Cafés

A celebração prolonga-se na Praça Multimodal, apelidada de “Praça da Liberdade”, com a Delta House, um espaço de encontro, descoberta e partilha. Aberta ao público durante os nove dias de festa, reúne as diferentes marcas do portfólio do Grupo Nabeiro, como a Delta Cafés, Delta Q, Adega Mayor, GO CHILL, Unboring Snacks, SWEE e Alardo, através de experiências, ativações e surpresas pensadas para celebrar o espírito único de Campo Maior.

A experiência inclui também um bar com toda a oferta de cafés do Grupo Nabeiro e um Wine Bar Adega Mayor, onde os visitantes poderão desfrutar, este ano, da edição limitada do Vinho Oficial Festas do Povo de Campo Maior 2026, num ambiente de convívio e de festa.

Ao longo da programação, o palco Delta House reúne ainda concertos, atuações de DJs e muitos outros momentos de animação, para diferentes gerações.

Ao cair da noite, o céu de Campo Maior será também palco de momentos especiais com um espetáculo de drones by Delta Cafés, nos dias 8, 9, 14 e 15 de agosto, às 22h45. Uma experiência que se junta à roda-gigante, oferecendo novas perspetivas sobre uma das festas mais emblemáticas de Portugal.

O Grupo Nabeiro–Delta Cafés associa-se assim a mais uma edição das Festas do Povo de Campo Maior, que decorrem entre 8 e 16 de agosto, e reforça a sua ligação profunda à terra que viu nascer o fundador da Delta Cafés, Rui Nabeiro.

Recorde-se que esta é a primeira edição das Festas do Povo de Campo Maior desde a sua classificação como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 2021. Ao longo de nove dias, mais de uma centena de ruas decoradas por mais de quatro mil voluntários darão vida a uma tradição que reflete os mesmos valores de comunidade, entreajuda e dedicação que marcaram o percurso de Rui Nabeiro e continuam hoje presentes na identidade de Campo Maior.

Juromenha convida a olhar para as estrelas a partir da sua Fortaleza

A Fortaleza de Juromenha, no concelho de Alandroal, vai receber, no dia 14 de agosto, a iniciativa “À Luz das Estrelas”, uma nova observação de estrelas que convida o público a descobrir o céu noturno a partir deste monumento histórico.

A sessão tem início marcado para as 21h30 e é promovida pelo Município de Alandroal, com o apoio da ALBIREO – Associação de Temáticas da Natureza e Astronomia.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória, estando a atividade limitada a um máximo de 50 participantes.

As inscrições podem ser realizadas junto do Posto de Turismo de Alandroal, através do telefone 268 440 045 ou do endereço de email turismo.alandroal@cm-alandroal.pt.

A iniciativa pretende proporcionar uma noite dedicada à astronomia, aproveitando as condições da Fortaleza de Juromenha e o céu noturno do concelho de Alandroal para uma experiência de observação e contacto com a natureza e o património local.

Festas da Terrugem regressam com fortes tradições taurinas e animação musical

As tradicionais Festas da Terrugem estão de volta, prometendo juntar a população e visitantes em redor de uma programação diversificada que alia a vertente taurina, a animação musical e os jogos tradicionais. Em entrevista de apresentação dos festejos, Filipe Pé-Curto e Carolina Pernas, membros da comissão organizadora, detalharam as novidades e os destaques do programa deste ano.

Uma das principais inovações reside nas garraiadas e no incentivo aos participantes mais destemidos através do anúncio prévio de prémios mínimos para quem se aventurar na arena. Sobre esta medida, Filipe Pé-Curto explicou que a intenção é dinamizar a praça e valorizar a coragem dos participantes: “Este ano temos a novidade que decidimos, nas garraiadas, informar o público dos prémios mínimos que vamos ter por pegas para os mais corajosos, porque a festa faz-se deles, que vão lá para baixo e que têm a força e a coragem de ir para lá. Por exemplo, na segunda-feira temos o prémio máximo — ou seja, o prémio mínimo — de 1.000 euros. É um bom prémio.”

Filipe Pé-Curto salientou ainda que o investimento em prémios serve como atrativo para manter viva a tradição e o espetáculo. “O desafio é grande, depende da coragem das pessoas. Anos atrás, se calhar, para mim era mais ou menos, mas agora já é muito. Mas isso já depende, mas acho que é um chamariz, porque nós também temos que prezar muito pelas pessoas que nos visitam e para aquelas que são corajosas. Os artistas são as pessoas que nos visitam e vão lá para baixo. A nossa ideia é essa. Temos também a bezerra para as crianças e, na segunda-feira, vai ser sorteado um bezerro e um potro”, adianta.

A comissão de festas enfrentou igualmente percalços na preparação do espaço da praça, tendo a organização e a comunidade local unido esforços para assegurar a realização dos eventos no local emblemático de sempre. Filipe Pé-Curto destacou a mobilização popular: “quando, na altura em que nós, comissão de festas, tínhamos tudo tratado, tudo alinhado, e era para iniciarmos os preparativos, tivemos esse percalço. Decidimos, por nossa vontade, alinhar e fazer com que fosse possível. Temos a praça de volta e os nossos eventos lá realizados. Foi uma coisa totalmente imprevista. Tivemos cerca de 50 a 70 pessoas voluntárias ali a trabalhar dia e noite”, acrescenta.

No âmbito musical e do entretenimento, Carolina Pernas apresentou a estrutura do programa, que se divide entre a animação na zona de refeições e os espetáculos principais no palco central. “Começamos na sexta-feira com a garraiada pelas 21h30. Depois vamos ter o palco popular, junto da zona de refeições, onde vamos ter as Roncas de Elvas, A Voz Amiga e as Alentejanices. É gratuito, portanto podem e devem ir jantar para acompanhar estas atuações”, revela.

Carolina Pernas destacou ainda os grandes momentos musicais do fim de semana e a continuidade das tradições lúdicas da localidade: “Temos os nossos espetáculos, sendo que o cabeça de cartaz no sábado é o Vira Milho e no domingo temos os Baila Maria, que também acho que são assim os que chamam mais a atenção no nosso programa. Vamos ter o tradicional jogo do bicho e também a quermesse, claro.”

Carolina Pernas esclareceu como funcionam as entradas no recinto do ringue e os valores envolvidos: “o palco popular vai ser um espaço gratuito, portanto vai ser a primeira atuação da noite, e a partir das 23 horas vai ser no recinto do ringue, como habitual, e aí sim vai ter um valor diário pago. Ou então podem sempre adquirir a nossa pulseira geral, que já está à venda neste momento e que dão entrada para os espaços dos espetáculos e também para as garraiadas. O valor da pulseira são 23 euros”, esclarece.

As festividades decorrem entre sexta e segunda-feira, de 7 a 10 de agosto, esperando-se uma forte afluência de público para acompanhar as garraiadas, os concertos e o convívio comunitário.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: