A assinalar o 79º aniversário, “O Elvas” inicia temporada desportiva com duas novas modalidades

“O Elvas” Clube Alentejano de Desportos, a assinalar os 79 anos desde a sua fundação este sábado, 15 de agosto, vai iniciar a próxima temporada desportiva com duas novas modalidades: voleibol e padel.

Lembrando que no passado o clube chegou, para além do futebol, a ter secções de outras modalidades, como atletismo e natação, o presidente de “O Elvas”, João Pedro Ruas, explica que este era um dos objetivos desde que assumiu a direção do clube.

“Era algo que já estava previsto, até porque o clube, no passado, ‘O Elvas’ já tinha sido bastante eclético. Quando falo com pessoas de diferentes modalidades, o que digo sempre é que temos aqui uma porta aberta, para receber, para termos diferentes secções, para tornar o clube bastante mais eclético, para que possamos ter, não só os jovens do futebol, mas também de outras modalidades”, começa por dizer o dirigente.

No que toca ao padel, a intenção é ter uma equipa de seniores ou veteranos, para começar a integrar o circuito nacional, enquanto o voleibol será, numa primeira fase, uma modalidade apenas destinada à formação feminina.

No que toca ao futebol, o arranque dos trabalhos de pré-época com as diferentes equipas está previsto para 31 de agosto, com exceção da equipa de Sub-15, que começará mais cedo, para a preparação da participação no Campeonato Nacional.

Ainda assim, os treinos poderão vir a decorrer nos campos das freguesias rurais do concelho, dado o atraso nos trabalhos de renovação do relvado do Campo Pedro Barrena.“Estamos em contrarrelógio, vamos ver se é possível, porque só devemos ter relva em Elvas no dia 17”, revela ainda João Pedro Ruas, que lembra que, ao todo, o clube dá resposta a “mais de 200 crianças”, divididas entre os vários escalões, desde petizes a sub-16.

Orçamento Participativo: “Conexão Futuro” promete facilitar a transição para a vida adulta

“Conexão Futuro”, de Lívia Rocha, é um dos 14 projetos que se encontra a votação à edição deste ano do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas: uma proposta direcionada aos alunos do 12.º ano que pretende facilitar a transição entre o ensino secundário, a universidade e o mercado de trabalho.

Em entrevista à Rádio Elvas, a promotora explica que o objetivo passa por preparar os jovens para os desafios que encontram após concluírem o ensino secundário, através de um conjunto de formações práticas ao longo do ano letivo. A implementação do projeto será feita em articulação com a Escola Secundária de Elvas, cuja direção já manifestou disponibilidade para colaborar na iniciativa.

Uma resposta às dificuldades da transição

Segundo Lívia Rocha, o projeto nasceu da sua experiência profissional e académica na área da educação e dos recursos humanos. Assistente social de formação, mestre em Gestão de Recursos Humanos e atualmente doutoranda em Economia Circular na Escola Superior de Biociências de Elvas, a responsável acredita que muitos jovens chegam à universidade ou ao mercado de trabalho sem estarem preparados para as novas exigências.

“Os alunos passam muitos anos num ambiente escolar protegido e, quando fazem essa transição, enfrentam uma realidade completamente diferente. A intenção é dar-lhes ferramentas para que esse processo seja mais seguro e consciente”, explica.

Formação prática e competências para o futuro

O “Conexão Futuro” prevê sessões dedicadas ao desenvolvimento de competências pessoais e profissionais, abordando temas como inteligência emocional, gestão de conflitos, diversidade, responsabilidade social, sustentabilidade, economia circular, economia social e inovação social. A proposta inclui ainda ações de sensibilização para a prevenção da violência escolar, do bullying e do ciberbullying.

Ao contrário de um modelo de ensino tradicional, as atividades serão desenvolvidas de forma prática e participativa, recorrendo a dinâmicas de grupo, trabalhos colaborativos, vídeos, debates e outras metodologias ativas. Os próprios alunos serão envolvidos na definição de algumas das atividades, de forma a adaptar os conteúdos às suas necessidades e interesses.

Benefícios para alunos e comunidade

Além dos estudantes, Lívia Rocha considera que o projeto poderá beneficiar toda a comunidade educativa, incluindo professores, encarregados de educação e empresas, ao contribuir para a formação de jovens mais preparados para os desafios académicos e profissionais.

A candidatura apresenta um investimento de 25 mil euros, valor destinado à implementação integral da iniciativa. O orçamento contempla materiais pedagógicos, equipamentos, apoio logístico, realização das atividades práticas, registo audiovisual das sessões — mediante autorização —, bem como os recursos humanos necessários à execução do projeto.

Objetivo passa por alargar a iniciativa

Caso seja aprovado, o projeto será inicialmente desenvolvido junto de turmas do 12.º ano selecionadas pela direção da Escola Secundária de Elvas. No entanto, a promotora espera que, após a avaliação dos resultados, a iniciativa possa ser alargada a outros anos de escolaridade e, futuramente, a outras escolas.

Durante a entrevista, Lívia Rocha apelou ainda à participação dos munícipes na votação do Orçamento Participativo, defendendo que o “Conexão Futuro” representa um investimento na preparação dos jovens e no futuro da comunidade.

A votação do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas decorre até 2 de outubro.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Queima de Hoguera marca penúltimo dia das Festas do Povo em Campo Maior

O penúltimo dia de Festas do Povo de Campo Maior, este sábado, 15 de agosto, fica marcado pela tradicional Queima de Hoguera, sem esquecer a música, o folclore e o espetáculo de drones.

A programação começa às 18h00, com a atuação do Rancho Folclórico de Macieira da Lixa, no Palco do Jardim Municipal. Às 19h00, sobe ao mesmo palco a Filarmónica do Crato. Pelas 21h30, a Tertúlia de Saias atua no Palco do Jardim Municipal.

O espetáculo de drones promovido pela Delta Cafés realiza-se às 22h45, no Mundo Delta.

Às 23h00, Tranquiliza atua no Palco do Jardim Municipal, enquanto João Lérias anima o baile no Palco do Largo do Barata.

A tradicional Queima de Hoguera está marcada para as 00h00, em diversos espaços da vila.

Às 00h15, DJ Forbes encerra a programação do Palco do Jardim Municipal, com animação até às 02h00.

As Festas do Povo chegam este domingo ao último dia de celebração, com o programa oficial de encerramento.

Noite Branca leva animação e comércio para a Rua de Aviz em Montemor-o-Novo (c/fotos)

A Rua de Aviz, em Montemor-o-Novo, encheu-se esta sexta-feira, 14 de agosto, de movimento, música e animação com a realização da Noite Branca, uma iniciativa que juntou comércio local, cultura, música e convívio. O evento envolveu a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia de Nossa Senhora da Vila e Nossa Senhora do Bispo, comerciantes e associações locais.

Para o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, a iniciativa representa uma oportunidade para dinamizar uma zona histórica da cidade e aproximar a população do comércio local. “É uma alegria poder estar aqui com esta animação toda, numa rua histórica de Montemor”, afirmou, destacando a “adesão muito interessante de comerciantes”.

O autarca sublinhou que um dos principais objetivos passa precisamente por incentivar a população a comprar no comércio local, através de uma noite que combina diferentes dimensões. “É juntar aqui o lazer, a cultura, a música e, sobretudo, o convívio”, explicou.

Carlos Pinto de Sá destacou ainda o trabalho desenvolvido para concretizar o evento, considerando que a organização resulta do empenho conjunto de várias entidades e equipas. O presidente da Câmara fez questão de realçar o “trabalho notável” dos serviços municipais, das freguesias e de todos os envolvidos na preparação da noite.

Outro dos aspetos salientados foi o envolvimento crescente do movimento associativo e da comunidade local. Segundo o autarca, a participação de instituições, comerciantes e outras entidades permite criar, progressivamente, uma dinâmica de colaboração que pode trazer benefícios para toda a cidade.

Recuperar a dinâmica da Rua de Aviz

O presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Vila, André Banha, considerou que esta edição da iniciativa tem decorrido de forma positiva, salientando o trabalho conjunto entre as duas juntas de freguesia e o município. “É um evento sobretudo para as pessoas, para o comércio local”, afirmou, defendendo a necessidade de devolver confiança a uma zona que, na sua perspetiva, nem sempre tem recebido a valorização que merece.

Para André Banha, a imagem da Rua de Aviz cheia de pessoas e com os estabelecimentos comerciais abertos constitui, por si só, um dos principais resultados da iniciativa. “Vale a pena, só pelo simples facto de termos uma Rua de Aviz cheia e com o comércio aberto”, afirmou.

O responsável revelou ainda que a preparação decorreu ao longo dos três dias anteriores ao evento, num esforço conjunto das entidades envolvidas. A intenção é contribuir para que os habitantes recuperem também o hábito de sair à noite e usufruir do centro da cidade.

Continuidade e possível alargamento

A presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Bispo, Joana Jingão, destacou, por sua vez, o trabalho das equipas técnicas e dos operadores que estiveram envolvidos na preparação da Noite Branca. “Os técnicos estão cá, os operadores estão cá, e é a eles que devemos a maior parte da organização e do empenho”, salientou, reconhecendo o trabalho realizado nos bastidores para que o evento pudesse acontecer.

Joana Jingão defendeu ainda que a iniciativa poderá ter continuidade e ganhar uma dimensão maior no futuro. “Seria importante pensar a longo prazo, alargar a outras zonas da cidade, que também podiam beneficiar com esta iniciativa”, afirmou, admitindo que essa será uma possibilidade a analisar numa próxima edição.

Para já, a prioridade passa por consolidar a iniciativa e avaliar o impacto que esta primeira experiência terá junto dos comerciantes e da população. “Espero que todos se divirtam e seja uma boa noite de animação e boa para o comércio também, que é isso que pretendemos”, acrescentou.

Comerciantes ganham visibilidade

Entre os comerciantes da Rua de Aviz, a iniciativa é também encarada como uma oportunidade para dar a conhecer os estabelecimentos e os produtos disponíveis.

Rosalina Linguiça, comerciante na rua, reconhece que o impacto direto nas vendas pode variar consoante o tipo de negócio, mas considera importante a possibilidade de manter a loja aberta até mais tarde e receber pessoas que habitualmente não têm oportunidade de entrar no estabelecimento. “No meu ramo, não há muitos clientes, mas há o conhecimento, as pessoas poderem ver o que é que há na loja”, explicou.

A comerciante considera particularmente relevante a possibilidade de mostrar o espaço e os produtos a novos públicos, beneficiando do horário alargado proporcionado pela iniciativa. Para Rosalina Linguiça, esta é uma forma de “dar possibilidade às pessoas de mostrar” aquilo que cada estabelecimento tem para oferecer.

Com música, comércio aberto, animação e participação da comunidade, a Noite Branca procurou assim transformar a Rua de Aviz num ponto de encontro, reforçando a ligação entre população, comércio e movimento associativo. Esta edição deixa também em aberto a possibilidade de continuidade e crescimento da iniciativa, com o objetivo de levar esta dinâmica a outras zonas de Montemor-o-Novo.

Arcebispo de Évora visitou as Festas do Povo de Campo Maior

D. Francisco José Senra Coelho foi recebido pelo Presidente da Câmara Municipal, Luís Rosinha, no Jardim Municipal, tendo percorrido as ruas floridas e marcado presença num momento protocolar nos Paços do Concelho.

O Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho, visitou esta sexta-feira, dia 14 de agosto, as Festas do Povo de Campo Maior.

A receção oficial ao prelado decorreu pelas 16:00, no espaço de receção ao visitante do Município de Campo Maior, localizado no Jardim Municipal, onde foi acolhido pelo Presidente da Câmara Municipal, Luís Rosinha.

Após o acolhimento inicial, D. Francisco José Senra Coelho realizou uma visita acompanhada pelas emblemáticas ruas enramadas da vila, contemplando o trabalho artístico em papel feito pela população campomaiorense.

A visita terminou no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde teve lugar um momento protocolar entre as entidades religiosas e autárquicas, assinalando a passagem do Arcebispo de Évora por um dos eventos mais marcantes da identidade cultural do Alentejo.

Campo Maior vive mais um dia de festa entre flores e música

As Festas do Povo continuam a transformar Campo Maior num cenário único, onde cada rua, cada fachada e cada detalhe ganham vida através das milhares de flores de papel criadas pela comunidade.

Entre ruas floridas e muita animação, a noite de hoje promete trazer música para todos os gostos. Às 20h30, no Palco Jardim Municipal, atua o DJ Silva, seguindo-se, às 21h30, o espetáculo de Fado Luz.

Às 22h45, o céu junta-se à festa com o Show de Drones by Delta Cafés, no espaço Mundo DELTA. A noite continua com Rumo ao Sul, no Jardim Municipal, e o Baile Nelson Caldeira, no Largo do Barata.

À meia-noite, os Bad Guys sobem ao Palco Jardim Municipal, garantindo música e animação até às 02h00.

Entre ruas cobertas de flores e momentos de grande animação, Campo Maior continua a celebrar. Percorra a nossa galeria e descubra alguns dos detalhes que tornam estas Festas do Povo tão especiais.

Nova ETAR de São Romão começa a ganhar forma

O Município de Vila Viçosa procedeu à implantação de três reatores biológicos que vão integrar a futura Estação de Tratamento de Águas Residuais Domésticas (ETAR) de São Romão, na freguesia de ciladas.

A intervenção pretende assegurar um tratamento adequado das águas residuais domésticas e permitir o cumprimento dos limites de descarga previstos na legislação em vigor, nomeadamente relativamente aos níveis de carência bioquímica e química de oxigénio e de partículas sólidas em suspensão.

A futura ETAR contará com um sistema de tratamento biológico por lamas ativadas, através da tecnologia SBR (Sequencing Batch Reactor), uma solução especialmente indicada para sistemas de pequena dimensão, como o de São Romão.

De acordo com o município, esta tecnologia permite responder de forma eficaz às variações de caudal características de pequenas populações, contribuíndo para um tratamento mais eficiente das águas residuais domésticas.

Campo Maior vive mais um dia de festa entre flores e música

As Festas do Povo continuam a transformar Campo Maior num cenário único, onde cada rua, cada fachada e cada detalhe ganham vida através das milhares de flores de papel criadas pela comunidade.

Entre ruas floridas e muita animação, a noite de hoje promete trazer música para todos os gostos. Às 20h30, no Palco Jardim Municipal, atua o DJ Silva, seguindo-se, às 21h30, o espetáculo de Fado Luz.

Às 22h45, o céu junta-se à festa com o Show de Drones by Delta Cafés, no espaço Mundo DELTA. A noite continua com Rumo ao Sul, no Jardim Municipal, e o Baile Nelson Caldeira, no Largo do Barata.

À meia-noite, os Bad Guys sobem ao Palco Jardim Municipal, garantindo música e animação até às 02h00.

Entre ruas cobertas de flores e momentos de grande animação, Campo Maior continua a celebrar. Percorra a nossa galeria e descubra alguns dos detalhes que tornam estas Festas do Povo tão especiais.

Cabeção conquista reconhecimento histórico para os seus Vinhos de Talha: “É um orgulho para todo o Alentejo”

Os vinhos produzidos em Cabeção, no concelho de Mora, podem a partir de agora, exibir a designação “Vinho de Talha” nos respetivos rótulos, uma conquista considerada histórica para os produtores locais e para a preservação de uma tradição secular profundamente enraizada na identidade da vila. O reconhecimento surge após um processo de cerca de três anos, liderado pela Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, com o apoio da Câmara Municipal de Mora e da Junta de Freguesia.

José Vieira, presidente da Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, revela que tudo começou quando os produtores iniciaram o processo de certificação dos seus vinhos. “Fomos confrontados com uma realidade em que não podíamos usar a designação ‘Vinho de Talha’ no rótulo, quando em Cabeção sempre se fez vinho de talha. Desencadeámos este processo com o apoio da autarquia e da Junta de Freguesia e, ao fim de cerca de três anos, conseguimos resolver esta situação”, começa por explicar.

O responsável sublinha que, embora tenha sido Cabeção a impulsionar esta alteração, o reconhecimento beneficia todos os produtores alentejanos que cumpram o regulamento estabelecido: “Esta designação não é só para Cabeção. Foi Cabeção que impulsionou este processo e, já na próxima campanha, os produtores do Alentejo poderão utilizar a designação ‘Vinho de Talha’ nos seus rótulos”.

Mais do que uma valorização comercial, José Vieira considera que esta conquista representa um reconhecimento da identidade alentejana. “A maior mais-valia é o orgulho como alentejanos, porque não podíamos utilizar um termo tão nosso e tão característico do Alentejo como ‘Vinho de Talha’. É claro que poderá existir uma valorização económica, mas o mais importante é podermos afirmar a nossa identidade”, assegura.

O presidente da Confraria recorda que, até agora, muitos produtores eram obrigados a recorrer à designação “ânfora”, apesar de produzirem vinho em talhas, um método ancestral que remonta ao período romano.

Atualmente, Cabeção continua a manter viva esta tradição graças a cerca de meia centena de produtores. “Ainda existem cerca de cinquenta produtores. Muitos fazem vinho para consumo próprio, para a família e para os amigos. Depois temos cerca de meia dúzia de produtores que apostaram na rotulagem e na comercialização, tornando esta atividade sustentável e permitindo continuar a produzir este vinho tão próprio e tão nosso.”

Segundo José Vieira, é precisamente o método de produção que distingue o vinho de talha dos restantes vinhos. “Em Cabeção temos um verdadeiro museu vivo das talhas. Na minha adega, a talha mais recente tem perto de 200 anos e a mais antiga seguramente ultrapassa os 500 anos. Mesmo utilizando as mesmas uvas e o mesmo processo, nunca há dois vinhos iguais. A própria talha imprime características únicas ao vinho.”

O processo produtivo mantém-se praticamente inalterado ao longo dos séculos, começando nas vinhas tradicionais, onde a vindima é feita manualmente e as uvas são cuidadosamente selecionadas. “Estamos a falar de vinhas centenárias e de um trabalho praticamente todo manual. Não entra um cacho de uva que não tenha a qualidade que consideramos necessária. Depois inicia-se um processo que demora, no mínimo, seis meses, desde a fermentação alcoólica até à malolática”.

A tradição determina ainda um momento muito especial para os produtores: “A legislação obriga a que o vinho só possa ser retirado das talhas a partir do dia 11 de novembro, Dia de São Martinho. É nessa altura que começam as provas, os convívios e as festas entre amigos e convidados.”

Com este reconhecimento oficial, Cabeção reforça a sua posição como uma das principais referências nacionais na produção de vinho de talha. A vila, que reúne dezenas de produtores e adegas, vê agora reconhecido um património que alia história, tradição e autenticidade, garantindo melhores condições para preservar e promover uma prática transmitida de geração em geração.

Novas Regras de Energia: Mais Estabilidade Contratual e Proteção Contra Cortes

A partir do final de agosto, entram em vigor novas regras que reforçam significativamente os direitos dos consumidores de energia em Portugal. Entre as principais novidades destaca-se a obrigatoriedade de os comercializadores com mais de 200 mil clientes passarem a disponibilizar contratos de preço e prazo fixos (com duração mínima de um ano), impedindo alterações unilaterais durante a sua vigência. Além disso, fica expressamente proibido o corte de eletricidade por faturas em disputa durante o período em que decorra a apreciação de uma reclamação ou processo de litígio.

As novas medidas trazem também um forte apoio aos consumidores economicamente vulneráveis, garantindo que mantêm automaticamente o benefício da tarifa social ao mudarem de comercializador e limitando a interrupção de fornecimento nos picos de inverno e verão. Adicionalmente, em cenários de crise de preços da eletricidade declarada a nível regional ou da União Europeia, o Governo poderá intervir e fixar limites de preços excecionais para proteger as famílias e as pequenas e médias empresas.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo: