Ministro da Economia e da Coesão Territorial dá posse aos vice-presidentes da CCDR Alentejo

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo deu posse aos sete vice-presidentes do Conselho Diretivo, em Évora, na segunda-feira, 2 de março, numa cerimónia presidida pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.

A sessão realizou-se no decorrer de uma Reunião Extraordinária do Conselho Regional do organismo, em que, para além de Manuel Castro Almeida, estiveram presentes o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre e os secretários de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, e da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado. 

No decorrer do ato de posse, os novos dirigentes apontaram como prioridades a reorganização interna da CCDR e a implementação de medidas para enfrentar os principais desafios da região.

Aníbal Costa, que renovou o mandato como vice-presidente, eleito pelos presidentes de câmara da região, destacou o aumento de competências e a nova organização da CCDR. “É um acumular de responsabilidades que naturalmente têm de ser integradas, harmonizadas e organizadas. Isso pressupõe que cada vez mais nós estejamos em contacto. Muitos destes vice-presidentes não tinham qualquer tipo de contacto prévio com a CCDR e os próprios serviços, as próprias competências de cada um, vão dar naturalmente muitas preocupações, muitos cuidados a ter no futuro próximo”, alerta.

Também reeleito vice-presidente, indicado pelo Conselho Regional, Roberto Grilo encara esta tomada de posse com um “olhar de renovada esperança pela região”. “A região, infelizmente, encontra-se numa situação, em termos daquilo que é a geração de riqueza, com números que não nos devem deixar satisfeitos. Portanto, há aqui uma nova oportunidade de reorganização no sentido de dar resposta às pessoas e a este nosso território: um território que é vastíssimo, riquíssimo, uma das maiores regiões do país, ou a maior região do país em termos de área, com um setor estratégico fundamental, que é o da agricultura, com várias qualificações que devemos saber aproveitar e, portanto, obviamente, com uma renovada esperança e agora com uma nova organização na CCDR que espero que consigamos coordenar de forma a poder dar essa resposta ao território”, assegura.

Como vice-presidente na área da Cultura, o Governo indicou Henrique Sim-Sim, vereador na Câmara de Évora, que promete dar o seu melhor para servir a região, encarando esta nomeação como um desafio. “Darei o meu melhor com esta excelente equipa que temos na unidade de Cultura e com a excelente equipa da CCDR, para resolver e ajudar a resolver os problemas que a região tem na área da Cultura e, portanto, é esse o foco de serviço:” missão de servir a nossa região”, garante.

Sónia Ramos, vereadora na Câmara de Estremoz, assume a pasta do Ambiente, área que diz ser “muito importante e desafiadora”, que deve ser olhada “com outra seriedade”, depois das últimas intempéries: “O que percebemos é que, de facto, temos de olhar para este problema com outra profundidade e, sobretudo, a longo prazo. Portanto, aqui estaremos em total sintonia com aquilo que são as grandes prioridades do Governo, nomeadamente o programa ‘Água que Une’, e a trabalhar pelo nosso Alentejo, naquilo que me cumpre ao nível do ambiente”.

A responsável pela Agricultura e Pescas, Helena Cavaco, agrónoma com ligações a associações de agricultores do Baixo Alentejo, com “muita vontade de trabalhar e com muito empenho em defender o setor”, salienta que esta é uma “área prioritária” e com um “peso muito grande” no Alentejo. Perante este “desafio grande”, Helena Cavaco promete “muito empenho” para fazer a ligação entre aquilo que são as políticas do Governo e a sua implementação na região.

A área da Saúde, “uma das mais preocupantes”, é agora da responsabilidade do advogado e delegado regional do Instituto da Droga e da Toxicodependência António Marciano Lopes. “Penso que os responsáveis públicos na área da Saúde têm de ter atenção a que as coisas funcionem todas corretamente. Nós acabamos de tomar posse, temos um enquadramento legal novo e o grande objetivo na área da Saúde é que nós consigamos facilitar a acessibilidade dos utentes. A acessibilidade em termos de especialidades, terem médicos, e acessibilidade em termos de instalações e conforto”, dizia aos jornalistas no final da sessão.

A vice-presidência na área da Educação é assumida por Silvino Alhinho, professor e adjunto da direção do Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício, em Évora.

A tomada de posse dos vice-presidentes realizou-se dias depois de Ricardo Pinheiro ter assumido a presidência da CCDR Alentejo (na passada sexta-feira, dia 27 de fevereiro), numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Goldenergy abre novas instalações em Elvas com o foco na experiência do cliente

A Goldenergy inaugurou, na manhã da passada segunda-feira, 2 de março, a sua nova loja em Elvas, na Rua do Arco da Praça, mesmo em frente às antigas instalações. O novo espaço surge quase cinco anos depois da chegada da marca à cidade e reflete o crescimento sustentado da empresa na região.

Desde a abertura do primeiro ponto de venda, a adesão dos elvenses tem vindo a aumentar de forma consistente. O crescimento do número de clientes e a confiança depositada na marca tornaram natural a mudança para um espaço maior e que esteja preparado para dar uma resposta ainda mais eficaz às necessidades da comunidade. Segundo Jorge Fazendeiro, responsável pelo canal de retalho da Goldenergy, a antiga loja já não conseguia dar resposta à procura crescente, pelo que esta mudança “fazia todo o sentido”. “Está a fazer cinco anos que abrimos este ponto de venda em Elvas e tem sido um verdadeiro sucesso tanto ao nível do número de clientes como do serviço prestado à comunidade local”, acrescenta.

A nova loja foi pensada para proporcionar uma experiência ao cliente através de uma maior capacidade de atendimento. A proximidade e o serviço de excelência continuam a ser princípios centrais da marca e, como tal, este novo espaço reforça a ligação às comunidades locais, permitindo um acompanhamento ainda mais personalizado.

Essa aposta tem sido reconhecida pelos próprios consumidores. Em 2026, as Lojas Goldenergy foram distinguidas, pelo segundo ano consecutivo, como Melhor Loja de Portugal no Setor da Energia. “Este reconhecimento enche-nos de orgulho, mas também reforça a nossa responsabilidade. Queremos continuar a elevar a fasquia e a proporcionar uma experiência de excelência a todos os clientes”, sublinha o responsável.

Mais do que resolver questões contratuais ou técnicas, o responsável de Retalho da Goldenergy pretende que cada cliente saia da loja com confiança reforçada na marca e se torne um verdadeiro promotor da experiência que viveu. 

A pensar em quem não se pode deslocar ao balcão de atendimento, a empresa levou para a estrada, muito recentemente, a sua Loja Móvel, que percorre “algumas localidades nas imediações do concelho”. “Sabemos que alguns clientes têm pouca mobilidade e alguma dificuldade em, por exemplo, vir a Elvas ou de se deslocar a Portalegre, que é a nossa loja mais próxima daqui. Se o cliente não pode vir até nós, vamos nós até ao cliente”, salienta Jorge Fazendeiro. A iniciativa permite apoiar clientes com menor mobilidade ou com maior dificuldade de deslocação, garantindo que o serviço chega a todos.

E como o compromisso com o futuro e a sustentabilidade também passa pela mobilidade elétrica, em breve, Elvas contará com vários postos de carregamento de viaturas elétricas patrocinados pela Goldenergy. Está igualmente prevista a disponibilização de Wallbox (carregadores domésticos), reforçando a oferta de soluções adaptadas às novas necessidades energéticas. “O mundo está cada vez mais eletrificado e é essencial acompanharmos essa evolução. A nossa equipa de New Energy está a trabalhar continuamente para desenvolver mais e melhores soluções para os nossos clientes”, conclui.

Integrada num espaço de fácil acesso e rodeada por outros serviços essenciais, a loja promete facilitar a vida dos cidadãos, permitindo resolver questões do dia a dia e tratar de assuntos energéticos num só local. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 18h.

Campo Maior dedica mês de março ao Teatro e à Leitura

Como já vem sendo tradição, março, em Campo Maior, é Mês do Teatro. Desta vez, a Câmara Municipal apresenta um conjunto de oito espetáculos no Centro Cultural: uns dirigidos ao público em geral e outros destinados à comunidade escolar.

Através de uma programação preparada pela Biblioteca Municipal João Dubraz, decorre em simultâneo o Mês da Leitura, com diferentes atividades dirigidas, sobretudo, às escolas, e apresentações de diferentes livros, no Museu Aberto e no Centro Interpreativo das Festas do Povo (Casa das Flores), de acordo com a vereadora Paula Jangita (na imagem).

No que diz respeito ao teatro, a companhias regionais e nacionais, com destaque para os espetáculos “Despedida de Casados”, com Kapinha e Mafalda Teixeira, e “Pátio do Cunha”, com Carlos Cunha e Erika Mota, que Paula Jangita acredita que irão levar a uma enchente no Centro Cultural, juntam-se ainda dois grupos de teatro da vila: o do Centro de Talentos Alice Nabeiro, que irá apresentar “Este Ano Há Festas!”, e a EntrePalcos, que levará a palco “A Menina do Mar”.

Convidando não só os campomaiorenses, mas todos aqueles que queiram assistir aos diferentes espetáculos desta programação do Mês do Teatro, a vereadora assegura que a “oferta vai agradar tanto a miúdos como a graúdos”.

Todos os espetáculos destinados às escolas de Campo Maior têm entrada gratuita.

Programação do Mês do Teatro:

6 de março: “Guia de Matemática para Totós”, pela companhia Gato Escalado, para alunos de 2º e 3º Ciclos, com sessões às 9h e às 14h45;

13 de março: “Ode Poética”, da Teatro ABC, para alunos do ensino secundário, às 14h30;

21 de março: “Despedida de Casados”, da Caixa de Cena, para o público geral, às 21h30. Os bilhetes têm um custo de cinco euros;

22 de março: “Este Ano Há Festas!”, do Centro de Talentos Alice Nabeiro, para o público geral, às 17 horas. Os bilhetes têm um custo de três euros;

24 de março: “O Príncipe Nabo”, da Gato Escaldado, para as crianças do ensino pré-escolar, às 10h30 e 14h30;

25 de março: “Circo da Paródia”, da In Artéria, para os alunos do 1º Ciclo, às 10h30 e 14h30;

27 de março: “Pátio do Cunha”, de Carlos Cinha Produções, para o público geral, às 21h30. Os bilhetes têm um custo de cinco euros;

29 de março: “A Menina do Mar”, pela EntrePalcos (Projeto de Formação de Teatro do Município de Campo Maior), para o público em geral, às 17 horas. Os bilhetes têm um custo de três euros.

São João da Madeira e Lisboa receberam apresentação do primeiro catálogo da FARRA

O lançamento do catálogo da primeira edição da FARRA, que decorreu entre 15 de junho e 15 de agosto de 2024, decorreu esta quinta e sexta-feira, em São João da Madeira e Lisboa, tendo marcado presença o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha.

A apresentação do catálogo pelo Museu de Arte Contemporânea de Elvas pretende promover o trabalho em rede entre as várias instituições de arte contemporânea, o diálogo e as práticas colaborativas, que tiveram lugar e perpetuar as memórias deste evento que dinamizou a cidade de Elvas.

As apresentações decorreram no Centro de Arte de Oliva, em São João da Madeira e na Appleton, em Lisboa, ambas instituições promotoras e parte da Festa de Arte em Rede da Região do Alentejo 2024.

Festas do Povo: alunos do 1.º ciclo de Campo Maior vivem o espírito da noite da enramação

Os alunos do 1.º ciclo do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, no âmbito da Oficina da Flor de Papel e da Pandeireta, realizam durante esta semana uma atividade no Museu Aberto. 

As turmas, às quais se juntou a vereadora Paula Jangita, viveram e sentiram pela primeira vez o dia da enramação das Festas do Povo e todo o trabalho feito para se montar uma rua.

No fim, as crianças com a ajuda das técnicas do Município cantaram às saias e tocaram as castanholas e pandeiretas.

Alandroal: tradição e inovação de mãos dadas em mais uma edição do Festival do Peixe do Rio

Em Alandroal, o peixe do rio volta a ser rei à mesa, entre sexta-feira e 15 de março, nesta que será já a 17.ª edição do festival dedicado à iguaria.

Numa verdadeira celebração da gastronomia da região, o evento promete voltar a reunir centenas de amantes dos sabores do rio e apreciadores da cultura local.

Com “o mesmo objetivo de sempre” – o da promoção da tradição do peixe do rio –, e com os restaurantes aderentes a unirem a tradição à inovação nos pratos apresentados ao público, o presidente da Câmara, João Grilo, assegura que este é um evento “já consolidado”. “É um festival que já está no calendário anual de muitas pessoas na região e até fora dela. Aquilo que nós gostaríamos é que todos aqueles que, ao longo dos anos, nos visitaram sintam que continuam a ter uns bons motivos para vir mais uma vez. Depois trabalhamos também para novos públicos, para novos grupos de pessoas que ainda não conhecem nem o festival, nem o concelho, e que, a pretexto do mesmo, podem vir ter connosco”, diz o autarca.

Com este festival, o Município de Alandroal tem vindo a procurar contribuir para o consumo de espécies invasoras que estão a ter “uma pressão grande sobre o lago Alqueva e sobre os ecossistemas aquáticos”. Em causa estão espécies com “valor gastronómico e nutricional”. “Além do barbo e da carpa, que eram os originais ou pelo menos os mais antigos, temos vindo a promover o sável, o lucioperca e agora também começam a surgir outros peixes que não eram tão consumidos, mas que têm um valor muito interessante e que devemos começar a utilizar. É um desafio que temos lançado aos restaurantes”, acrescenta João Grilo.

Para além dos restaurantes do concelho, o evento volta a contemplar um espaço de refeições no castelo de Alandroal, onde também estarão disponíveis diferentes produtos locais e onde terão lugar diversos momentos de animação. Desta vez, há dois estabelecimentos que participam pela primeira vez no evento: “um que já abriu há alguns meses e outro que vai abrir agora, a tentar começar a sua atividade em conjugação com o festival”.

Com o objetivo de aproximar o público do evento, o festival, com uma nova imagem, conta agora com uma mascote, que já fez as delícias de quem se cruzou com ela na BTL, em Lisboa. “A recetividade tem sido muito boa, é um elemento muito empático e tem estado a gerar muita simpatia e muito envolvimento”, garante o presidente do Município de Alandroal.

À semelhança das últimas edições, também esta contará com a participação do chef José Júlio Vintém. Prestigiado embaixador da gastronomia de raiz alentejana e defensor acérrimo dos produtos do Guadiana, o chef acompanhará a mostra dos pratos protagonistas, garantindo o selo de autenticidade que caracteriza o evento.

Do programa do festival fazem ainda parte diferentes atividades culturais, desportivas e de animação. “Nós não convidamos as pessoas apenas a vir comer, gostaríamos que passassem uns dias connosco ou um fim de semana e que aproveitassem para desenvolver atividades ligadas ao património, à observação astronómica, aos passeios de balão, aos passeios de barco. Portanto, vamos tentar que também haja uma animação paralela que torne mais convidativa a visita”, acrescenta o autarca.

Uma vez mais, o evento conta com uma iniciativa de responsabilidade social associada à promoção dos produtos locais. “Nós temos tido sempre uma componente de promoção dos produtos locais associada a uma componente social, ou seja, promovemos um produto, como o chá ou um pacote de ervas aromáticas para tempero de peixe, cuja receita depois reverte para uma instituição do concelho”, recorda ainda João Grilo, que avança que, desta vez, serão apoiados com a iniciativa os Bombeiros de Alandroal.

O programa e as novidades da edição deste ano do Festival do Peixe do Rio foram apresentados esta segunda-feira, 2 de março, num restaurante da Aldeia do Rosário, depois de já terem sido dados a conhecer também na BTL e na Casa do Alentejo, em Lisboa.

Recital transfronteiriço de poesia no Castelo de Elvas chama a atenção para o papel da mulher na sociedade

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado anualmente a 8 de março, o Castelo de Elvas recebe, na tarde desta quinta-feira, dia 5, o recital de poesia transfronteiriço “A Mulher em Primeira Pessoa”.

Este recital propõe um momento cultural de partilha e reflexão, dando voz às mulheres através da palavra e da expressão artística, numa perspetiva transfronteiriça que reforça os laços culturais entre Portugal e Espanha.

“É um recital transfronteiriço que organizámos com o apoio da Câmara Municipal de Elvas, que nos cede o espaço exterior do castelo, e que vai ter a participação de poetas da Raia: de espanhóis e também dos nossos autores de Elvas”, começa por dizer a professora e escritora elvense Claudina Brito, que organiza a iniciativa juntamente com Antonia Cerrato Martín Romo.

Sobre este Dia Internacional da Mulher, Claudina Brito diz ser “muito importante realçar sempre o papel das mulheres na nossa sociedade”. “Todos sabemos que as mulheres ainda estão, infelizmente, em desvantagem em muitos âmbitos, e nós queremos realçar, através da poesia, o quão importantes são na nossa vida” remata.

A sessão, de entrada livre, tem início às 14h30.

Radar Social de Campo Maior já identificou quase 200 casos de vulnerabilidade social no concelho

“Solidão, desemprego e insuficiência de rendimentos”: são estas as principais vulnerabilidades detetadas pela equipa do Radar Social no concelho de Campo Maior, desde que iniciou o seu trabalho de referenciação e de apoio a pessoas, famílias e grupos em risco de pobreza ou exclusão social.

Desde o início de 2025, de acordo com a coordenadora do projeto, Joana Mourão, foram feitas quase 200 sinalizações, num trabalho direto no terreno, com a realização de questionários porta a porta: “até ao momento, temos 190 sinalizações e 145 encaminhamentos”. Das sinalizações efetuadas, destacam-se 48 de caráter urgente, em maio do ano passado, na sequência de um tornado que fez consideráveis estragos na freguesia de Degolados.

Feita a identificação das situações, o Radar Social, num trabalho de parceria, encaminha os casos para as entidades locais competentes.

Para a população mais velha, que vive na pele a solidão dos dias, há várias respostas em todo o concelho de Campo Maior. “Temos os ateliês, tanto em Ouguela, como na freguesia de Degolados, e temos também, em Campo Maior, a CURPI e o Centro Comunitário. Existem muitas respostas para as pessoas conseguirem conviver umas com as outras e saírem um pouco do ambiente em que estão inseridas”, assegura Joana Mourão.

Relativamente às situações de desemprego, o Radar Social tem conseguido alcançar alguma taxa de sucesso, com o encaminhamento das pessoas para respostas como o programa Incorpora, o CLDS 5G e o próprio Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). “Tem sido um trabalho conjunto e penso que existem imensas situações que ficaram resolvidas, pessoas que estavam desempregadas que conseguiram encontrar um posto de trabalho”, diz a responsável.

Apesar do trabalho levado a cabo pela equipa do Radar Social, a sinalização destes problemas pode ser feita por qualquer pessoa. Para isso, basta contactar o Radar Social através do número 936 240 367 ou do e-mail radar.social@cm-campo-maior.pt. Também é possível que essa sinalização seja feita presencialmente na CURPI, onde a equipa tem a sua “sede”.  

Ana Paula Amendoeira deixa mensagem à comunicação social do Alentejo

Ana Paula Amendoeira (na foto) foi substituída por Henrique Sim Sim na área da cultura da CCDR Alentejo.

De saída, a antiga vice-presidente deixa uma mensagem que passamos a citar:

“Uma das áreas novas e desafiantes com que me deparei nas funções que desempenhei como Vice-Presidente da CCDRA, I.P. para a cultura foi a da comunicação social, principalmente a local e regional.

Embora este mundo não fosse totalmente desconhecido para mim, a sua ação, os seus constrangimentos e a sua importância, revelaram-se desafiantes, pois nomeadamente através dos incentivos do Estado à Comunicação Social, foi possível verificar a resiliência dos “nossos” órgãos de comunicação social, que apresentaram e concretizaram projetos, que colocam o Alentejo entre os que mais investem nesta área.

O sentimento que fica é o de que não foi possível concretizar muitos sonhos e o objetivo de tornar a comunicação social do Alentejo mais forte, mais atuante e com um futuro luminoso. Sabemos, no entanto, o caminho para o conseguir. Espero que algumas das propostas que fizemos para o setor se concretizem a curto prazo.

Ao terminar as minhas funções venho agradecer a todos a excelente colaboração e o trabalho desenvolvido bem como a todos os nossos parceiros com competências neste sector. Desejo a todos as maiores felicidades no exercício da nobre missão de informar, tanto mais necessária quanto as ameaças que o nosso tempo tem infelizmente revelado.

Liberdade de informação e de imprensa implica meios e condições para o seu exercício com a independência que desejamos nas sociedades que a nossa civilização preconiza”.

Bolsas de Estudo: Município de Elvas pretende vir a atualizar anualmente valor atribuído aos alunos do Ensino Superior

A Câmara Municipal de Elvas pretende vir a atualizar, todos os anos, o valor das Bolsas de Estudo atribuídas aos alunos do concelho que frequentam o Ensino Superior, tendo em conta a inflação que, ao longo dos últimos anos, tem vindo a contribuir para a diminuição do poder de compra das famílias.

Nesse sentido, a autarquia aprovou, recentemente, uma alteração ao Regulamento Municipal de Apoios Sociais, com o documento a ser agora, como explica o vice-presidente, Nuno Mocinha, alvo de inquérito público, para que, posteriormente, possa vir a ser aprovado pela Assembleia Municipal.

“Estamos conscientes que a Câmara de Elvas é a Câmara que maiores bolsas de estudo dá: em valor e em número. O que estava estipulado inicialmente eram 50 bolsas, mas depois houve aqui a hipótese de que fossem mais. E hoje em dia são mais de 200. Por isso compreendemos bem o esforço que a Câmara faz”, diz o autarca.

Ainda assim, Nuno Mocinha lembra que “aquilo que se comprava há uns anos com 150 euros (valor atualmente atribuído mensalmente a cada bolseiro) já não é o mesmo do que se compra hoje”. Nesse sentido, e com o aumento das bolsas, o município quer contribuir para que “as pessoas possam recuperar o seu poder de compra”.

“Nós sabemos que estas bolsas não são bem dirigidas à pessoa em si, isto é, ao aluno. Ajuda é na vida do aluno, que é o mesmo que dizer que ajuda na vida do agregado. E se nós pudermos dar essa ajuda, é para isso, no fundo, também, que estamos na Câmara Municipal”, remata o vice-presidente.

De recordar que neste ano letivo (2025/2026) o Município de Elvas atribuiu um total de 199 bolsas de estudo, num investimento na ordem dos 300 mil euros. O apoio consiste numa prestação em dinheiro, atualmente no valor de 150 euros, a ser atribuído ao estudante ao longo de dez meses.