Dia Nacional de Alcoólicos Anónimos celebrado com sessão de informação pública em Elvas  

Assinala-se esta quinta-feira, 19 de março, o Dia Nacional de Alcoólicos Anónimos (AA) em Portugal: data celebrada em todo o país, através de diferentes iniciativas.

Em Portugal, os AA mantêm ativos 95 grupos e além de reuniões em português, realizam-se também reuniões em inglês, alemão e russo, distribuídas pelo Continente e Regiões Autónomas, levando ao alcoólico que ainda sofre uma mensagem de esperança. E é precisamente com essa premissa que amanhã, sexta-feira, dia 20, se realiza uma sessão de informação pública, a ter lugar no Auditório São Mateus, em Elvas, pelas 11 horas.

Levar a mensagem ao alcoólico ainda em sofrimento, para uma mudança da sua condição de vida, tem sido o grande objetivo da organização mundial, já com 90 anos de existência. “O fator primordial da organização, dos grupos, das pessoas, é procurarem manter-se limpos, sóbrios, manterem-se afastados do consumo de álcool”, explica o presidente dos AA Portugal, o psicólogo Celestino Cunha, que avança que, atualmente, a organização envolve “mais ou menos três milhões de pessoas em mais de 60 países”.

Nos AA, o alcoólico que alcançou “um despertar espiritual” e que consegue manter a sua abstinência, procura depois “levar a mensagem a pessoas que ainda não tiveram essa oportunidade”, com a organização a tentar chegar à comunidade com sessões como aquela que acontece em Elvas.

“Há um grupo de pessoas, dentro dos AA, que faz esse serviço de informação pública. Convida-se, muitas vezes, as instituições de saúde, as autarquias, as escolas e promovem-se esses encontros de modo a levar a mensagem, no fundo, para que a comunidade saiba que estes grupos existem, que têm uma forma muito particular de trabalhar dentro do seu anonimato e é também uma forma de a comunidade, em geral, poder encaminhar pessoas, de poder dizer que está ali uma porta, que está ali um grupo de pessoas que ajuda”, adianta o responsável.

Ao longo dos anos, a organização tem vindo a procurar ser “um suporte” na comunidade, garante Celestino Cunha, com vista a dar resposta a um problema efetivo que se vive em Portugal. “O nosso país, pela nossa história, pela nossa cultura, tem uma relação com o álcool que é bastante problemática. Promovemos, toleramos e, por isso, os AA são uma maneira de responder ao problema que se vive no nosso país. Há muitas pessoas que padecem de problemas ligados ao álcool, que padecem da doença do alcoolismo, e os AA são o suporte na comunidade ligado, por exemplo, às organizações, aos centros de saúde, às autarquias, às escolas e até ao sistema de justiça e podem ser um grande recurso na comunidade para que as pessoas possam encontrar forma de se recuperarem”.

Nestes eventos, participam não só alcoólicos em recuperação, que partilham a sua experiência, mas também as famílias, sendo que para os familiares existem também grupos de ajuda: “existem grupos de AA, existem grupos de Al-Anon, que são as famílias que se unem também para lidar com o problema que as atinge, e há a possibilidade de encaminhar – existe uma linha, existe um site, existe informação para as pessoas poderem conhecer”. “Quanto mais conhecemos, seremos sempre mais capazes de lidar com os problemas”, garante o presidente dos AA Portugal.

Na falta de grupos presenciais de AA no interior do país, os grupos online têm-se revelado uma boa alternativa. “No interior existem menos grupos, mas com a chegada dos grupos online, de facto, qualquer pessoa, em qualquer local, pode frequentar grupos e pode ter acesso a este tipo de ajuda”.

“O álcool é um problema da nossa sociedade e os AA têm provas dadas para lidar, de forma saudável e adequada, com o problema, de modo a que ele se resolva, pela recuperação das pessoas que têm essa doença”, remata Celestino Cunha.

O único requisito para ser membro dos AA “é o desejo de parar de beber”. Para ser membro dos AA não é necessário pagar taxas de admissão nem quotas, sendo a organização autossuficiente. Os AA “não estão ligados a nenhuma seita, religião, instituição política ou organização, não se envolvem em qualquer controvérsia, não subscrevem nem combatem quaisquer causas”.

Partilhando entre si a sua experiência, força e esperança para resolverem o seu problema comum, o propósito primordial dos AA é manterem-se sóbrios e ajudarem outros a alcançar a sobriedade.

Centro de Talentos Alice Nabeiro celebra identidade de Campo Maior e tradição das Festas do Povo com teatro

“Este Ano Há Festas”: assim se chama a peça que o Centro de Talentos Alice Nabeiro apresenta, no domingo, 22 de março, pelas 17 horas, no Centro Cultural de Campo Maior, no âmbito do Mês do Teatro.

O espetáculo, que celebra a identidade de Campo Maior e a tradição das Festas do Povo, tal como explica a encenadora, Ana Paio, estava já escrito desde 2020, numa altura em que tudo apontava para que o evento maior do concelho se realizasse em 2021. A peça, na altura, que era para ter como título “Para o ano há festas”, esteve guardada na gaveta até há relativamente pouco tempo. “Como já tínhamos este trabalho feito, aproveitámos para o lançar este ano, em ano de festas”, adianta a responsável.  

Sobre a história do espetáculo, Ana Paio revela que tudo se passa na vila de Campo Maior, “talvez nos anos 70, 80”, quando a população se juntava e começava a surgir o “burburinho”. “Ia passando de boca em boca, porque como todos nós sabemos, isto vem da vontade do povo. E assim era: entre a Cesaltina, a Mariana e a Sebastiana começavam as conversas de rua e a nascer o bichinho das festas”, recorda a encenadora do espetáculo.

Se para os mais velhos, a peça promete fazer “recordar nomes antigos, de pessoas que fizeram parte da história da vila”, para os mais novos será, acima de tudo, uma forma de passar um pouco das raízes dos campomaiorenses. “É o passar um bocadinho aquilo que foi a nossa terra e as pessoas que marcaram, de alguma forma, a vila de Campo Maior noutros tempos”, assegura Ana Paio.

Para este espetáculo muito contribuiu, em 2020, Idaulina Borrega, campomaiorense que já desenvolveu um sem fim de trabalhos relacionados com a vila e com as Festas do Povo, incluindo um livro. “Ela foi-nos contando algumas histórias de como é que era, como é que surgiam as coisas, quem eram as personalidades marcantes da nossa vila, quem ajudava e algumas formas que fomos alterando, ao longo dos tempos, do nosso dialeto, da nossa forma de falar: foi ela que me foi passando esta informação toda e para ela, desde já, o nosso muito obrigado, porque é sempre bom termos alguém que nos faça essa história viva, essa história daquilo que aconteceu e quem foram as gentes da nossa terra”, diz a responsável.

A palco, no domingo, para contar a história das Festas do Povo, para fazer flores de papel e cantar as saias, subirão 22 crianças, com idades entre os cinco e os 12 anos.

As entradas no espetáculo têm um custo de três euros, sendo que a bilheteira servirá para ajudar a custear a viagem que os finalistas do Centro de Talentos Alice Nabeiro farão a Paris. O espetáculo, no domingo, está marcado para as 17 horas.

Obra “Camilo-Ouguela-Campo Maior” de César Magarreiro apresentada aos alunos de 11º ano de Campo Maior

A obra “Camilo-Ouguela-Campo Maior”, de César Magarreiro, foi apresentada no auditório do Centro Cultural de Campo Maior aos alunos do 11.º ano do Agrupamento de Escolas, numa iniciativa organizada pela Biblioteca Municipal João Dubraz e inserida no Mês da Leitura.

Este livro, lançado na reta final das comemorações do bicentenário de Camilo Castelo Branco, explora a ligação entre o autor de obras como “Amor de Perdição” e Carlos Ramiro Coutinho, o Visconde de Ouguela.

Na apresentação, o autor relembrou o apoio do Visconde de Ouguela na criação de uma comissão para que a Lei Martens Ferrão, que consistia em unir o concelho de Campo Maior e o de Elvas num só, não avançasse.

Durante a sessão, César Magarreiro lembrou também que Camilo Castelo Branco escreveu um livro sobre Carlos Ramiro Coutinho:  “Visconde de Ouguela – Perfil Biográfico”.

GNR alerta para furtos de combustível que ocorrem mais à tarde do que durante a noite

A Guarda Nacional Republicana (GNR) emitiu um alerta sobre o fenómeno dos furtos de combustível, revelando dados surpreendentes sobre os hábitos dos infratores. Ao contrário da perceção comum de que estes crimes ocorrem sob o manto da escuridão, as estatísticas de 2025 indicam que é no período da tarde, entre as 13h00 e as 18h00, que se concentra o maior número de ocorrências, com um total de 676 registos.

Este crime, impulsionado pelo atual contexto socioeconómico e pela subida dos preços da energia, manifesta-se através da subtração direta ou da perfuração de depósitos. Embora se tenha registado uma ligeira diminuição global de queixas a nível nacional entre 2024 e 2025 (de 1.744 para 1.700 crimes), a evolução é muito desigual entre distritos. Enquanto Lisboa e Aveiro registaram descidas acentuadas, distritos como a Guarda (+80%), Bragança (+50%) e Castelo Branco (+33%) viram este tipo de criminalidade disparar.

Mudança de perfil: Menos furtos em postos, mais em veículos e máquinas

A análise da GNR revela uma alteração na tipologia do crime. Houve uma redução significativa nos furtos em postos de abastecimento (-10%), mas, em sentido inverso, os furtos em veículos motorizados cresceram 16% e em máquinas agrícolas ou industriais subiram quase 12%. No total, o número de suspeitos identificados pela Guarda aumentou, passando de 561 para 599 no último ano.

Perante estes dados, a GNR reforça a importância da prevenção e recomenda aos proprietários de frotas e maquinaria agrícola que evitem o estacionamento em locais isolados, privilegiando parques iluminados e a utilização de tampões com chave ou sensores de bocal. Para os postos de abastecimento, o reforço da videovigilância focada em matrículas e rostos continua a ser a medida mais eficaz. A Guarda apela ainda à comunicação imediata de qualquer movimento suspeito para permitir uma resposta rápida e ajustada

Escola Secundária de Campo Maior inaugura Centro Tecnológico Especializado de Informática

O Agrupamento de Escolas de Campo Maior inaugura na próxima terça-feira, dia 24 de março, o Centro Tecnológico Especializado de Informática daEscola Secundária da vila.

Este novo espaço, de acordo com o diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona, “representa um investimento estratégico na modernização educativa, promovendo práticas pedagógicas inovadoras e reforçando as competências digitais dos alunos e da comunidade educativa”.

Trata‑se de “um passo significativo na afirmação de Campo Maior enquanto território comprometido com a educação, a tecnologia e o futuro”.

Este projeto resulta investimento de cerca de 1,3 milhões de euros, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de mais de um milhão de euros.

A inauguração do Centro Tecnológico, na terça-feira, está marcada para as 11 horas.

Dia do Pai celebrado em Elvas com concerto da Orquestra do Conservatório Superior de Música de Badajoz

O Dia do Pai é celebrado, esta quinta-feira, 19 de março, com um concerto sinfónico no Vila Galé Collection Elvas. Trata-se de um espetáculo da Orquestra do Conservatório Superior de Música de Badajoz, dirigida pelo maestro Miguel Calderón.

“É um concerto que nos traz um efetivo orquestral de grande dimensão – uma orquestra sinfónica com 70 músicos -, com um programa de particular grandiosidade, importância e exuberância expressiva”, começa por explicar Luís Zagalo, diretor da Academia de Música de Elvas.

O espetáculo arranca com o “Prelúdio dos Mestres Cantores de Nuremberg” de Wagner, “nome maior da música ocidental”. Segue-se a abertura de uma ópera de Rossini, que ficou conhecido do grande público, sobretudo, pelo “Barbeiro de Sevilha”. A abertura da ópera “La Gazza Ladra”, também de Rossini, será igualmente apresentada ao público neste concerto.

O espetáculo termina com “a apresentação de uma das mais célebres sinfonias da cultura ocidental, que é a ‘Sinfonia n.º 9’ de Dvořák, a chamada ‘Sinfonia do Novo Mundo’, que toda a gente conhece de filmes e de anúncios publicitários”, garante Luís Zagalo. “É muito conhecida e é, no fundo, uma sinfonia que assenta na celebração da aventura, da descoberta e, num certo sentido, também na riqueza cultural do novo mundo e que, tal como foi composta por Dvořák, oferece um final grandioso e emocionante a um concerto que acho que é um concerto também de grande riqueza e de particular interesse artístico”, remata o responsável.

O concerto, de entrada gratuita, está marcado para as 18 horas.

“Ambicioso e moderno”, Plano Municipal de Ação Climática de Campo Maior prevê implementação de 41 medidas

Com o objetivo de reduzir o consumo energético, promover energias renováveis e reforçar a capacidade do concelho para enfrentar fenómenos climáticos extremos, o Plano Municipal de Ação Climática de Campo Maior prevê a implementação de 41 medidas de mitigação e adaptação.

Este plano, que o presidente da Câmara, Luís Rosinha, descreve como “ambicioso e moderno”, encontra-se agora em fase de consulta pública. “O Município tem feito a partilha para que possam existir contributos nesta mesma consulta pública”, diz o autarca, dando conta que este é um plano que apresenta, de alguma forma, “a perspectiva daquilo que o concelho tem do ponto de vista climático, onde se cruza a energia com os resíduos”. São processos importantes para os municípios, até eventualmente em possíveis decisões políticas”, remata Rosinha.

Entre os objetivos traçados pelo plano destacam-se a capacidade adaptativa do território para enfrentar fenómenos climáticos extremos, através de soluções baseadas na natureza, eficiência na gestão de recursos e capacitação institucional, a redução do consumo energético e a promoção de fontes renováveis.

Reforçar e renovar a frota municipal com veículos de zero emissões e maior eficiência, expandir e valorizar a rede de percursos pedonais e cicláveis e desenvolver uma rede pública de carregamento para veículos elétricos são outros dos objetivos do Plano Municipal de Ação Climática de Campo Maior.

A implementação das medidas definidas no plano será organizada em várias fases, sendo que algumas delas têm como meta o ano de 2050.

O Plano Municipal de Ação Climática encontra-se disponível para consulta aqui e no Balcão de Atendimento Único do Município de Campo Maior, para que todos os interessados possam formular, por escrito, todas as sugestões e observações tidas por convenientes. Para o efeito, os contributos devem ser dirigidos ao Município de Campo Maior, por carta (para o endereço: Praça da República, Apartado 55, 7370-999 Campo Maior(, ou por email (para geral@cm-campo-maior.pt , referindo sempre no Assunto: Plano Municipal de Ação Climática de Campo Maior – Consulta pública).

Politécnico de Portalege com candidaturas abertas para maiores de 23 anos até 29 de maio

Decorre, até ao próximo dia 29 de maio, o prazo para inscrição nas provas de avaliação de capacidade para maiores de 23 anos, para acesso a cursos superiores do Politécnico de Portalegre (licenciaturas e cursos técnicos superiores profissionais).

Cumprido o requisito etário, esta é uma ótima oportunidade para quem pretende seguir estudos superiores, sem ter de realizar exames nacionais. É também de salientar que o Politécnico de Portalegre promove ações de preparação para as referidas provas.

O processo de avaliação para ingresso no ensino superior, em causa, integra as seguintes componentes: apreciação do currículo do/a candidato/a; avaliação das suas motivações, através de uma entrevista, e realização de provas teóricas e/ou práticas de avaliação de conhecimentos e das competências consideradas indispensáveis ao ingresso e progressão no curso a que se pretende candidatar.

Os candidatos aprovados nestas provas deverão, para ingresso no Politécnico de Portalegre, posteriormente candidatar-se via Concurso Especial de Acesso.

Todos os interessados poderão esclarecer as suas dúvidas nas sessões de divulgação do concurso, que terão lugar em datas a anunciar, em breve (www.ipportalegre.pt).

43.ª Volta ao Alentejo reforça ambição internacional e dureza no percurso

O auditório do Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal recebeu, esta terça-feira, a apresentação oficial da 43.ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta. A mítica prova, que decorre de 25 de março até à grande chegada em Évora, dia 29, reforça o seu papel como um dos eventos mais enraizados no calendário desportivo e na identidade da região. Com um percurso que arranca em Sines e atravessa o coração do Alentejo, a edição deste ano destaca-se pela cooperação entre municípios e pela aposta na visibilidade televisiva através da RTP.

Carlos Zorrinho, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), sublinhou a importância institucional da iniciativa que já faz parte do ADN da região. “O ser a 43ª edição mostra que é uma iniciativa muito importante, que já está enraizada na tradição, no calendário desportivo e no próprio calendário de divulgação do Alentejo, através dos valores do desporto. O desporto une as pessoas, o desporto une os territórios. Dá também maior visibilidade ao Alentejo, estas provas são transmitidas na televisão, o que também mostra o nosso território mais a fundo “, afirmou o autarca. Zorrinho destacou ainda o simbolismo de Évora, que celebra o 40.º aniversário do seu Centro Histórico como Património da Humanidade: “Perguntar-me o que é que o vagar tem a ver com o ciclismo, acho que tem muito, porque o vagar é a capacidade de ter consciência do tempo e, de facto, o desporto também nos ajuda, sobretudo este desporto, a corrida, o ciclismo e esse tipo de desporto, ajuda-nos a poder ao mesmo tempo ter a consciência do território, consciência da paisagem, consciência das pessoas, do tempo para sermos mais saudáveis e mais felizes”.

Cândido Barbosa, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, focou-se na estratégia de crescimento e nos desafios logísticos da modalidade. “Naturalmente que sim, porque só o facto de conseguirmos fazer um investimento em ter a RTP em direto é algo que vai ajudar em muito a promover os territórios que são para nós os nossos estádios para podermos praticar a nossa competição. Aliado a isso, o Alentejo tem história que nunca mais acaba, tem património, tem uma gastronomia única e, como tal, acho que este é o caminho”, explicou. Barbosa revelou ainda que a insegurança nos transportes aéreos impediu a vinda de mais equipas estrangeiras, lembrando episódios passados onde atletas da seleção nacional que chegaram ao destino, na Austrália, sem as bicicletas: “A expectativa é que sempre vença o melhor, vai ser sempre o mais rápido garantidamente e que este possa ser um ano diferente, um ano mais internacional e um ano que possa abrir portas novas equipas, em 2027”.

Do ponto de vista técnico e da memória histórica, o diretor de prova Ezequiel Mosquera recordou a sua própria experiência como corredor e a dureza das paisagens alentejanas. “Recordo o Cabeço de Mouros, Marvão, sou um fan de Marvão, de Castelo de Vide, todos estes castelos que estão nos topos das serras, que é para mim um sinal de identidade brutal do Alentejo. Lembro-me dos finais de etapa e sempre que havia um contra-relógio que sempre me atirava para o postos mais atrás (da classificação geral)”. Sobre o percurso atual, Mosquera deixou um alerta para a etapa de Portalegre: “A subida mesmo à Serra de São Mamede é um subida mesmo dura, dura, dura, desde a cidade de Portalegre, ao final vai a dar à montanha, uma etapa que nos últimos 60 km são duros, duros, “durissimos”, é uma final mesmo para trepadores”.

O anfitrião João Grilo, Presidente da Câmara Municipal do Alandroal, reforçou a ideia de que o investimento desportivo traz um retorno direto para a economia local e regional. “Nós sabemos que uma das formas mais interessantes de descobrir o nosso território é através de pessoas que gostam da prática desportiva, gostam do contacto com a natureza, gostam do contacto com aquilo que nós temos para oferecer, descobrem, ficam a conhecer, voltam noutras circunstâncias e portanto temos tido sempre um feedback muito positivo de todo o investimento que se faz em provas desportivas. O impacto é para o distrito. Se há um evento no Alandroal tem repercussões nos concelhos vizinhos. Também sabemos que, neste momento, o Concelho do Alandroal já tem organizado eventos em que não consegue acomodar todas as pessoas que vêm para estes eventos. E, portanto, sabemos que temos gente a ficar acomodada nos concelhos vizinhos de Vila Viçosa, Redondo ou Elvas. É importante para a região, é isso que interessa”.

Com o arranque marcado para Sines e o final em Évora, a 43.ª Volta ao Alentejo promete ser uma demonstração de vitalidade e renovação, consolidando o território como um destino de excelência para o ciclismo e para o turismo de bem-estar.

O Roteiro das 5 Etapas:

  1. Sines → Almodôvar (Abertura) 25 de março
  2. Ferreira do Alentejo → Montemor-o-Novo 26 de março
  3. Crato (Contrarrelógio Individual) 27 de março
  4. Vila Viçosa → Serra de São Mamede (Etapa Rainha) 28 de março
  5. Moura → Évora (Grande Final) 29 de março

Conferência “Imagi_nação” reúne personalidades para refletir sobre o futuro inspirado nos valores de Rui Nabeiro

O Grupo Nabeiro promove na manhã de dia 27 de março, no Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, a Conferência “Imagi_nação”, uma homenagem ao legado de Rui Nabeiro e à sua vontade de transformar em ação os valores que sempre guiaram o Grupo: colocar as pessoas no centro, acreditar na força da comunidade e construir o futuro com humanidade e esperança.

“Imagi_nação” pretende ser mais do que uma Conferência — representa o primeiro passo de um movimento mais amplo, que dá continuidade ao legado de Rui Nabeiro, transformando-o numa força viva e duradoura que vê a imaginação como a capacidade de sonhar e agir, o motor do progresso social e a base da liderança humanista.  É igualmente um espaço onde líderes, empreendedores e agentes da sociedade são convidados a refletir sobre o seu papel na construção de um futuro mais humano, responsável e sustentável.

A sessão de boas-vindas será conduzida por João Manuel Nabeiro, Chairman do Grupo Nabeiro, e contará também com uma atuação da Orquestra Sem Fronteiras, conduzida pelo maestro Martim Sousa Tavares.

O programa inclui sessões que refletem os valores de Rui Nabeiro, dedicadas à Humanidade, à Comunidade e Território, à Inovação com raízes e à Liderança com propósito e legado. Para discutir estes temas, “Imagi_nação” reúne diversos oradores nacionais e internacionais. 

David Simas, Diretor Executivo de Investigação e Impacto da Emerson Collective e ex-presidente da Fundação Obama, é keynote speaker e abordará o tema da Humanidade. O painel contará também com a participação de Filipe Santos, Diretor (Dean) da Católica-Lisbon. 

Alexandra Machado, Fundadora e CEO da Girl Move Academy, Gonçalo Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Leiria, e Salvador Mendes de Almeida, Fundador e Presidente da Associação Salvador, integram o painel moderado por José Pedro Cobra, advogado e consultor corporativo, dedicado à Comunidade e Território.

Alexandre Ruas, CEO da Claranet, Abigail Indi, jovem participante do programa da Associação Mundu Nôbu, e Martim Sousa Tavares, maestro e diretor artístico da Orquestra Sem Fronteiras, falarão sobre Inovação com raízes, no painel moderado pela jornalista Marta Amaral. 

A reflexão sobre Liderança com Propósito e Legado encerra a conferência, numa conversa entre Rita Nabeiro, Administradora Executiva do Grupo Nabeiro, e Dino D’Santiago, Presidente e Cofundador da Associação Mundu Nôbu.

A conferência realiza-se simbolicamente na véspera do aniversário de Rui Nabeiro, como sinal de compromisso do Grupo com a continuidade do seu legado e com a construção de um futuro com propósito.

“A Conferência ´Imagi_nação´ é, para nós, a continuidade de um percurso e uma forma de honrar e dar vida aos valores que marcaram a visão do meu avô. Tal como o seu legado não é um ponto final, mas um traço que se prolonga. As linhas da Imagi_nação são convites a estender, desviar e a acrescentar novos caminhos. Num momento em que a confiança no ser humano e a força da comunidade se tornam ainda mais essenciais, queremos reforçar essa mensagem e criar um espaço de diálogo, inspiração e compromisso coletivo. Ao juntarmos vozes de diferentes áreas e gerações, procuramos estimular novas formas de pensar e agir, fortalecendo a responsabilidade partilhada na construção de um futuro com propósito.” sublinha Rita Nabeiro, Administradora Executiva do Grupo Nabeiro.

Mais informações sobre a Conferência “Imagi_nação” no site www.imagi-nacao-gruponabeiro.com. No dia 27 de março será possível assistir à conferência em live streaming diretamente no site.