Faz hoje precisamente 10 anos que Elvas foi classificada Património Mundial da UNESCO, a 30 de Junho de 2012, com a distinção de Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações.
A data vai ser celebrada esta noite, na Praça da República, com um concerto de Rita Guerra, Tim e a Orquestra Ibérica International Voices Ensemble. O presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida considera que este “é um aniversário diferente e vai ter que ficar marcado”, convidando as pessoas a assistir àquele que considera ser, “talvez o melhor concerto que tivesse passado por Elvas”.
O presidente destaca que, depois desta distinção, “Elvas deixou de ser conhecida apenas numa região, passando a ser conhecida em praticamente todo o universo, e Elvas sentiu uma diferença muito grande no número de pessoas que vêm visitar a cidade”.
“Ao adquirir-se o estatuto de Elvas Património da Humanidade assume-se uma responsabilidade tremenda perante a humanidade e, nós enquanto autarquia tudo fazemos e, não tenho dúvida que a maioria dos elvenses também tudo faz”, remata Rondão Almeida.
O concerto que marca as comemorações dos dez anos de Elvas como Património da UNESCO está marcado para as 22 horas, contando com a apresentação de Bárbara Guimarães e tem a direção artística de Luís Zagalo.
O Núcleo de Campo Maior do Sporting Clube de Portugal vai homenagear hoje, quinta-feira, 29 de junho, o jovem campomaiorense José Caldeira.
Este jovem, como revela o presidente da coletividade, Vasco Orelhas, “é treinador adjunto da equipa de sub-17 do Sporting Clube de Portugal, que acabou de ser campeã nacional, pelo que teremos todo o gosto em fazer esta homenagem”.
Vasco Orelhas adianta ainda que a homenagem, simbólica, vai decorrer na sede do núcleo e, a seu ver, esta representa “o respeito e agradecimento que têm por este jovem campomaiorense, porque não é todo os dias que um campomaiorense atinge este patamar, a nível desportivo, neste caso no futebol nacional”.
Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Campo Maior a homenagear hoje, às 19.30 horas, o jovem José Caldeira, que faz parte da equipa técnica dos sub-17 do Sporting, campeões nacionais, esta época.
O Agrupamento de Escolas de Campo Maior é agora um Centro de Certificação de Língua Inglesa, depois de assinado, na tarde desta quarta-feira, 29 de junho, um protocolo de colaboração com a entidade certificadora British Council e a entidade de preparação Learning School.
Este é um projeto pioneiro em Portugal, em que será dada a oportunidade a todos os alunos que irão frequentar o 12º ano, já a partir do próximo ano letivo, bem como à restante comunidade, de verem certificado o seu grau de proficiência na língua.
O projeto, revela o diretor do Agrupamento de Escolas, Jaime Carmona, foi abraçado, desde logo, “com as duas mãos”, até porque a escola passa assim “a oferecer mais um serviço aos alunos e à comunidade”, sendo a questão das línguas algo que deve ser encarado, não de futuro, mas de presente.
Quem quiser frequentar as aulas de preparação para o exame APTIS, pagará uma propina única anual de 160 euros, com possibilidade de frequentar três lições por semanas: uma obrigatória e outras duas facultativas. O valor a pagar, garante o diretor, é bastante inferior aos habitualmente praticados nos institutos de línguas.
A certificação, diz ainda Jaime Carmona, pode “abrir portas” aos estudantes, lembrando que, até em casos de realização de Erasmus, já são pedidas estas certificações. “Os nossos alunos merecem tudo e nós estamos cá para os servir”, remata o diretor.
Já o promotor do projeto e diretor da entidade de preparação, Nelson Soares, garante que são várias as mais-valias deste novo Centro de Preparação e Certificação dos Exames de Língua Inglesa APTIS. “O aluno não tem de se deslocar para lado nenhum para certificar a sua língua inglesa; os exames são concretizados na escola; e este exame irá aferir o grau de competência do aluno e irá atribuir-lhe o que é necessário para progredir”, começa por explicar.
Entre os meses de setembro e maio os alunos terão oportunidade de se preparar para o exame final, a realizar em maio. “Isto é sempre feito em diálogo com o Agrupamento de Escolas de Campo Maior e temos a certeza que vai ser um sucesso poder certificar os alunos, os seus familiares e todos os interessados, que desejem ver certificado o seu grau de inglês”, revela Nelson Soares.
Este é um projeto direcionado, sobretudo, aos alunos do 12º ano, explica ainda Nelson Soares, uma vez que a grande maioria das escolas portuguesas deixa de ter como oferta letiva o ensino do inglês, terminado o 11º ano. “Este exame também já requer um grau de maturidade muito grande, pelo que abaixo do 11º ano será difícil para o aluno atingir o grau que nós desejamos”, remata.
Para Tim Perry, diretor nacional do British Council, é cada vez mais importante saber falar inglês, em Portugal, por ser um país que, a cada dia que passa, receber cada vez mais turistas.
O Festival Raya está de regresso a Campo Maior entre os dias 8 e 16 de julho. Os cabeças de cartaz, este ano, são Wet Bed Gang (dia 8), D.A.M.A. (dia 9), Fernando Daniel (dia 15) e Piruka (dia 16).
O evento, que desta feita conta com dois fins de semana de muita música, também se faz de outras atividades, como desportivas e culturais.
Os bilhetes para os espetáculos já se encontram à venda online (aqui), bem como no Posto de Turismo de Campo Maior e no Centro Cultural, sendo que o bilhete geral custa 15 euros e as entradas diárias cinco.
Quatro novas empresas, nos ramos da aeronáutica e espacial, vão instalar-se no Centro de Negócios Empresarial do Aeródromo de Ponte de Sor.
De acordo com Hugo Hilário, presidente da câmara municipal de Ponte de Sor, estes investimentos “surgem da estratégia que tem sido desenvolvida no sentido de promover e potenciar o aeródromo municipal e com o consequente impacto que tem dado o Portugal Air Summit. No âmbito da ampliação do Centro de Negócios Empresarial do Aeródromo, foram construídos mais quatro hangares, os quais lançámos a concurso público e já têm contrato assinado com as empresas, algumas no ramo da aeronáutica e outras no ramo espacial”.
No âmbito do PRR, de acordo com Hugo Hilário, “foram lançadas, por consórcios privados, três agendas mobilizadores, nas áreas da aeronáutica, aviação não tripulada, satélites e poluição no espaço. A empresa que vai detetar e controlar o lixo espacial vai instalar-se em Ponte de Sor. Para além dos satélites, a primeira aeronave portuguesa vai ser construída na cidade, tendo também um impacto em Évora e Beja, no âmbito do triângulo do cluster aeronáutico que protocolámos há uns tempo. Portanto, são boas notícias, de atração de investimento, de criação de postos de trabalho e que terão impacto em todo o Alentejo”.
O autarca assegura que “vão ser investidos mais de 200 milhões de euros na região Alentejo, grande parte em Ponte de Sor. Tudo depende agora do prazo de assinatura dos contratos com os diversos consórcios. Sendo agendas mobilizadoras no âmbito do PRR, os projetos têm que estar executados até ao final de 2026. Há pouco tempo a perder e muito a fazer, pelo que temos que começar já a fazer o que conseguirmos”:
Consórcio de empresas relacionado com a construção de satélites instala-se em Ponte de Sor e investe milhões de euros na região.
Os Clubes de Verão, um projeto do Município de Campo Maior, já com alguns anos de existência e que tem vindo a ganhar cada vez mais seguidores, entre as crianças campomaiorenses e as suas famílias, estão de regresso de 4 de julho a 26 de agosto.
Trata-se de uma iniciativa que permite às crianças, com idades compreendidas entre os seis e os dez anos, de passarem a pausa letiva do verão de uma forma mais divertida. Por outro lado, disponibiliza às famílias um local onde as suas crianças podem passar o seu tempo livre.
“A maior parte das atividades pretende-se que sejam ao ar livre, mas a sede dos Clubes de Verão será o Centro Comunitário de Campo Maior”, revela a vereadora São Silveirinha. Dentro das atividades previstas encontram-se artes, teatro, cinema, idas à piscina, “Aprender para Crescer”, “Aventuras no Jardim” e jogos aquáticos, a serem desenvolvidas em espaços como o Jardim Municipal, o jardim do Palácio Visconde d’Olivã, a Ermida de São Pedro e as piscinas descobertas da vila.
Este ano, sob o mote “Ser Criança”, os Clubes do Verão têm inscrições abertas até amanhã, quinta-feira, 30 de junho. As inscrições devem ser feitas no Centro Comunitário da vila, sendo que o número de vagas é limitado.
Com a subida dos preços do gasóleo agrícola, que tem vindo a escalar, nos últimos meses, os agricultores enfrentam sérias dificuldades e graves prejuízos, como não há memória.
O preço deste tipo de gasóleo – o chamado gasóleo colorido -, na passada sexta-feira, 24 de junho, estava situado em 1.839 euros o litro, enquanto, no mesmo dia, em 2020, há dois anos, custava 0.984 euros. “É realmente dos fatores de produção, para além de outros, como a eletricidade e os fertilizantes, que subiu de uma maneira louca e que está a causar graves problemas e prejuízos aos agricultores”, garante o vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), José Eduardo Gonçalves. Caso o Governo não tome medidas, o quanto antes, a situação será “preocupante”, estando, nesta altura, os agricultores numa situação de “desespero”.
No caso da energia, em alguns casos, o aumento chega a ser de 500%, adianta o responsável, uma vez que “havia negócios com preços fixos, que deixaram agora de estar”. Quanto aos fertilizantes, a subida de preços regista-se “entre os 100 e os 150%”.
Apontado o dedo ao Governo, José Eduardo Gonçalves garante que o mesmo tem consciência da situação, que tem prometido “fundos e mundos”, mas que, até ao momento, “tem feito zero”. “Até agora, ao bolso dos agricultores, não chegou um euro, nem da seca que assolou este país durante o ano de 2021, nem da pandemia, durante estes três anos, nem da guerra na Ucrânia. São só coisas pontuais de crédito que nós não queremos, queremos é ajudas reais, como os espanhóis têm”, assegura.
Perante esta difícil situação, o vice-presidente da CAP não tem dúvidas que muitos dos agricultores não vão conseguir continuar a produzir, até porque têm de “trespassar estes valores de custo de produção para o consumidor”. “Vai ser muito complicado e não sei o que é que vai acontecer”, acrescenta.
José Eduardo Gonçalves lamenta ainda que os preços praticados, ao nível dos combustíveis agrícolas, seja superior, em cerca de 50 cêntimos, no continente, em comparação com as ilhas. “Parece que não vivemos no mesmo país. Isto é inacreditável e inadmissível. Eu não quero os madeirenses e os açorianos paguem mais, mas quero que os agricultores do continente paguem mais barato”, diz ainda, não escondendo que a neutralidade fiscal já seria “uma grande ajuda”. “Não faz sentido nenhum continuarmos a pagar um imposto que o Estado cobra sobre os combustíveis (ISP), porque é um imposto que, tal como fizeram para as pescas e isentaram o ISP, eu acho que para a agricultura devia-se fazer o mesmo”, comenta.
As ajudas do Governo, até ao momento, diz ainda José Eduardo Gonçalves, não têm passado das promessas, lembrando que Portugal continua “na cauda das ajudas da Europa”. Ainda assim, a 30 de junho, o Estado irá antecipar uma ajuda que seria atribuída aos agricultores em outubro. “Não é muito, mas já é qualquer coisa”, diz anda, por mais que considere este “mais um problema de tesouraria, do que um problema de ajuda”. “Mas ficamos à espera, porque estamos numa situação desesperada”, remata.
Também recentemente, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal defendeu ser “imoral” as constantes subidas de preço no gasóleo colorido, afetando “de forma insustentável” a atividade, pedindo, por isso, um travão aos aumentos. Esta situação, garante a confederação, afeta “de forma insustentável” a atividade de um setor “estratégico e imprescindível, tanto do ponto de vista económico como social”.
Com a chegada do período de férias, os jovens de Campo Maior são convidados a ocupar parte do seu verão a intervir de uma forma mais ativa na comunidade e a adquirir competências importantes para o seu futuro, participando em diversas ações de voluntariado, promovidas pelo CLDS 4G – Campo Maior, Vila Solidária da Europa.
Este projeto, revela a coordenadora do CLDS, Maria Manuel Valentim, permite, desde 2013, aos jovens que se mantenham ocupados, nesta altura do ano, fazendo voluntariado nas IPSS da vila. “Vamos dar a conhecer aos jovens o que cada uma das instituições faz. Ficam a conhecer melhor como funcionam, adquirem competências e estão ocupados, escusam de estar em casa, agarrados aos computadores e telemóveis”, assegura.
Este programa de voluntariado é destinado a jovens com mais de 13 anos, ou que tenham o 7º ano já concluído. “Assim não colidimos com as instituições que têm ATL”, explica Maria Manuel Valentim, assegurando que não há limite de idade para participar. “No final, damos um certificado de participação, com as competências adquiridas durante este período, até porque sabemos que, cada vez mais, é muito importante o voluntariado para um currículo”, acrescenta a responsável.
Estas ações de voluntariado decorrem de 1 de julho a 31 de agosto, em instituições como a Câmara Municipal de Campo Maior, a Coração Delta, a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, a Casa do Povo de Campo Maior e a APPACDM de Elvas.
As inscrições podem ser feitas na sede do CLDS, no Cowork de Campo Maior, na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, 6A. Os menores de idade terão de apresentar uma autorização por escrito, por parte dos pais.
Foto: Facebook da Escola de Artes do Norte Alentejano
Os alunos da Escola de Artes do Norte Alentejano, em Portalegre, Ponte de Sor, Sousel e Gavião estão, até final de julho, a apresentar-se ao público, nas suas audições de final de ano letivo, seja em guitarra, piano, clarinete, saxofone, entre muitos outros instrumentos.
Estas audições acontecem depois de dois anos conturbados, em que as aulas, durante muito tempo, só aconteceram via online.
Agora, explica o diretor pedagógico da escola, Jorge Gargaté, as crianças e os jovens têm oportunidade de mostrar às famílias e à comunidade o trabalho que desenvolveram até aqui. “Tivemos tanto tempo sem audições que toda a gente quis agora mostrar o trabalho desenvolvido e dar a possibilidade às crianças de pisarem o palco”, assegura.
“Em duas semanas, temos mais de vinte audições. Todos os dias temos três audições, que acontecem cada uma em seu polo”, adianta o diretor, lembrando que com 350 alunos, e apesar de parecer exagerado o número de audições, “há muito trabalho para mostrar”.
Na pandemia, recorda Jorge Gargaté, as audições e as próprias classes de conjunto não deixaram de ser uma realidade, ainda que em moldes muito diferentes.
Com o final deste ano letivo à porta, o trabalho não acaba, até porque já se começa a preparar o próximo. Atualmente, os professores do antigo conservatório de Portalegre estão a deslocar-se às escolas de primeiro ciclo para mostrarem às crianças os vários instrumentos que terão disponíveis para aprender.
O concelho Campo Maior foi, recentemente, distinguido com o galardão de Destino de Turismo Militar em 2021/2022, no decorrer do encontro de Turismo Militar, promovido pela Associação de Turismo Militar Português.
Este reconhecimento, garante o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, resulta da aposta que tem sido feito pelo município, ao longo dos últimos anos, na requalificação do património amuralhado dos Castelos de Campo Maior e de Ouguela. Esse trabalho, adianta o autarca, começa agora a “ser reconhecido por associações externas ao concelho”.
Por outro lado, Luís Rosinha encontra neste galardão “uma vantagem para o concelho ao nível do turismo”, ficando associado a um ponto turístico, no país, este ano.
Relativamente à última fase da intervenção nas fortificações de Ouguela, o autarca garante que os trabalhos estão “praticamente concluídos”. “Já só falta mesmo a parte da entrada, a zona dos arcos, antes de se entrar na Praça de Armas”, assegura.
O galardão de Destino de Turismo Militar, atribuído a Campo Maior, foi recebido por Luís Rosinha, no passado dia 18 de junho, numa cerimónia que decorreu em Porto de Mós.