Foram 31 os grupos de carnaval que deram o pontapé de saída nas comemorações de Badajoz.
Os mais novos percorreram a Avenida da Europa e animaram as muitas pessoas presentes com as suas coreografias, cores e boa disposição.

As forças russas já entraram em Kiev. Esta manhã, na capital da Ucrânia, foram ouvidos tiros e explosões e as sirenes voltaram a tocar. O Ministério da Defesa da Ucrânia avança que os militares russos se encontram, em concreto, numa zona residencial que fica a cerca de dez quilómetros a norte do centro da capital da Ucrânia.
Um conselheiro do presidente da Ucrânia disse que Volodymyr Zelensky vai continuar na capital para “demonstrar a resiliência do povo ucraniano”.
Entretanto, o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, afirmou, em conferência de imprensa, que a Rússia decidiu atacar a Ucrânia para “desmilitarizar e libertar o país do neonazismo”, garantindo que a Rússia está sempre aberta à solução diplomática.
O Kremlin deixou ainda um aviso de que a Rússia vai responder às sanções ocidentais, adotando medidas “simétricas ou assimétricas”. “As medidas de represália vão surgir, é claro”, garantiu o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Segundo o gabinete de direitos humanos da ONU, pelo menos 25 civis morreram e 102 ficaram feridos nos “bombardeamentos e ataques aéreos” na Ucrânia. A porta-voz da ONU admitiu, no entanto, que é provável que este número seja substancialmente superior, uma vez que é difícil contabilizar o número real de vítimas num cenário de guerra.
Campo Maior vai ter animação de Carnaval neste sábado, dia 26, no Jardim Municipal, a partir das 16 horas.
Esta organização do Município campomaiorense anuncia as presenças de Sam e da Banda 1º de Dezembro, num espaço com artes circenses, insufláveis e a exposição de máscaras feitas por alunos do concelho.
“Junta-te a nós!” é o apelo da Câmara Municipal de Campo Maior para festejar o Carnaval de 2022, num ambiente preferencialmente destinado a crianças e jovens.
A Biblioteca Escolar de Campo Maior acolhe o projeto “Pinceladas de Leitura”, no âmbito do Plano de recuperação de Aprendizagens (Escola + 21/23).
Isabel Golaio, professora Bibliotecária explica que o projeto, apoiado pela Rede de Bibliotecas Escolares, surge no âmbito da candidatura Ler e escrever mais com a Biblioteca Escolar, e obteve financiamento, “para aquisição de novo e atual fundo documental para a biblioteca e privilegia a recuperação e consolidação de aprendizagens dos alunos e assume uma dimensão interdisciplinar, no qual estão envolvidas cinco turmas do 1º ano e quatro do 2º ano, onde todo o processo de aprendizagem da leitura sofreu algum atraso com o confinamento, daí a recuperação dessa aprendizagem”.
Relativamente às atividades é privilegiada “a leitura e a escrita com os alunos, com recurso ao livro impresso e dispositivos móveis, a cor é o fio condutor que liga todas as atividades, promovendo uma ponte com a educação artística”.
Para os alunos é muito estimulante, e “ficam muito entusiasmados” ao desenvolver este tipo de trabalho, articulado com os restantes professores titulares de turma, pelo que para Isabel Golaio, “o projeto está a correr muito bem”.
Foi também elaborado “um plano de trabalho adequado ao perfil dos alunos em causa, sem esquecimento das propostas de trabalho presentes no Roteiro+ Leitura e escrita”, que estão a ser disponibilizados como forma de orientação, pelo Ministério da Educação, assim como pela Rede de Bibliotecas Escolares.
Biblioteca Escolar de Campo Maior que recebeu financiamento, no âmbito do projeto “Pinceladas de Leitura”, para aquisição de novo fundo documental para a biblioteca, com o objetivo de consolidar as aprendizagens dos alunos do 1º ciclo, consequência do confinamento a que estiveram sujeitos.
O presidente da Ucrânia diz que o conflito, desencadeado pela Rússia, já fez 137 mortos e 316 feridos do lado ucraniano e que os líderes da NATO “têm medo” de apoiar a adesão da Ucrânia à aliança. Segundo Volodymyr Zelenskiy, a Rússia retomou os ataques aéreos às 4:00, mas que as tropas pararam de avançar. Diz ainda que os ataques atingiram alvos militares e civis e apelou à Rússia que cesse fogo.
Entretanto, foi anunciada a proibição de saída da Ucrânia dos homens entre os 18 e os 60 anos, que poderão ser chamados para a frente de combate.
Já na Rússia, várias manifestações antiguerra juntaram milhares de russos nas ruas de várias cidades do país. O número de detidos ultrapassa os 1.700.
No final da reunião de emergência do Conselho Europeu de ontem à noite, por causa da invasão russa da Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia anunciou “o início de uma nova era”, em resposta à decisão de Putin de “trazer de volta a guerra à Europa”, com uma “invasão em toda a escala que coloca em causa a paz” no continente.
Nesta reunião foram discutidas as sanções a aplicar à Rússia, que se alinham de acordo com cinco pilares: setor financeiro, energia, indústria aeronáutica, acesso a tecnologia de ponta e política de vistos.
A UE e os seus aliados querem vedar o “acesso da Rússia aos mais importantes mercados de capitais”; os 27 países deixem de estar tão dependentes dos fornecimentos de energia da Rússia e a Rússia deixe de poder refinar petróleo; a UE proíbe a exportação de aeronaves, bem como peças e equipamentos para manutenção de aviões; os países da UE e os seus aliados decidiram uma proibição coletiva de fornecimento de tecnologias de ponta à Rússia; e os diplomatas e homens de negócios russos deixam de ter acesso ao espaço da UE, com suspensão e cancelamento de vistos.
15 de dezembro de 2021: uma data que ficará marcada na história de Campo Maior e na memória de cada um dos campomaiorenses, com a elevação das Festas do Povo a Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A decisão foi tomada, no decorrer da 16.ª reunião do Comité do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a UNESCO, em Paris.
Realizadas pela última vez em agosto de 2015, as Festas do Povo de Campo Maior são conhecidas por apresentarem dezenas de ruas, sobretudo no centro histórico da vila, engalanadas com milhares de flores de papel, feitas pela população de forma voluntária. E é isso, acima de tudo, que faz delas tão especiais.
Este, que foi um importante reconhecimento e que deixa a fasquia mais elevada, implica agora que a Câmara de Campo Maior, juntamente com a Associação das Festas do Povo, trace todo um trajeto, no qual se procure “incentivar as novas gerações”, para que, no final de contas, “não se deixe morrer esta tradição secular”. Quem o diz é a vereadora da Cultura, São Silveirinha.
A verdade é que, ainda antes do eclodir da pandemia, Campo Maior preparava-se para realizar mais uma edição das Festas do Povo. 29 de agosto a 6 de setembro de 2020: seria uma semana e um dia de festa e alegria, para os campomaiorenses, mas também para aqueles que, por esta ocasião, enchem as ruas da vila. A 25 de março, desse mesmo ano, Câmara e Associação anunciavam o adiamento das festas, para data incerta, ou não tivesse sido, por essa altura, declarado Estado de Emergência no país.
A continuidade do evento, não tem dúvidas a presidente da Associação das Festas, Vanda Portela, está assegurada, por mais que seja necessária “uma partilha de conhecimento” entre os mais velhos e os mais novos. E isso já está a ser feito, através daquilo a que, no Agrupamento de Escolas, chamaram de Oficina da Flor.

Com o reconhecimento a uma tradição que tem passado de geração em geração, garante o diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona, é hora “de se começar a preparar o futuro”. Com este trabalho agora a ser desenvolvido com algumas turmas, quer-se mostrar aos alunos, acima de tudo, que as flores, as festas e o espírito de entreajuda que as caracteriza são “algo que lhes pertence”.
Para já, a Oficina da Flor envolve duas turmas PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação), uma do PCA (Percursos Curriculares Alternativos), e outras duas de Ensino Especial. Mas este projeto já era para ter começado ainda antes do reconhecimento e da elevação das Festas do Povo a Património da Humanidade, de acordo com a técnica de intervenção local, Letícia Garcia. Com os atrasos provocados pela pandemia, mas entretanto estabelecida a parceria com a Associação das Festas do Povo, o trabalho, com estes alunos, na Oficina da Flor, tem vindo a ser desenvolvido desde o primeiro período letivo.
O projeto quer envolver, para além dos alunos, os seus pais e avós, por mais que, recorda Jaime Carmona, em tempos de pandemia, a escola tem estado muito fechada à comunidade.
José, Daran, Rodrigo, Tiago e David são apenas alguns dos exemplos, no seio de um conjunto de alunos que “não tem grande interesse” pelas atividades escolares, pelo que se procura transmitir, a estes jovens, nesta Oficina da Flor, e noutras disciplinas, alguns conhecimentos e ferramentas, que possam vir a ser úteis, através de atividades mais práticas.
Mas em Campo Maior já só se pensa na próxima edição das festas. São Silveirinha garante mesmo que a população “está sedenta” da realização daquele que é o maior ex-líbris festivo do concelho, por mais que ainda tenha de esperar até 2023. Com esta elevação, revela a vereadora, é agora preciso, entre outros, que se mantenha vivo o espírito de voluntariado que caracteriza as festas. Depois da conquista da classificação enquanto Património da Humanidade, há outro passo importante a dar: o da certificação da flor. Esta certificação servirá, sobretudo, para evitar cópias destas flores de papel, que são “únicas e genuínas”. Já para Vanda Portela, a elevação das festas a património da UNESCO acaba por ser como a abertura de “uma janela para o mundo”.

Prestes a ser inaugurada está a Casa das Flores que, na prática, será um Centro Interpretativo das Festas do Povo, um espaço que, segundo São Silveirinha, será “muito digno”. Com ele, quer-se, acima de tudo, potenciar ainda mais o turismo de Campo Maior, sendo este um lugar onde não faltarão atividades alusivas às festas. Com a Casa da Flor, Campo Maior fica com um equipamento capaz de mostrar a quem visita a vila, sempre que não há festas, aquilo que elas são.
Mas enquanto não houver festas, nem Centro Interpretativo inaugurado, os alunos, que frequantam a Oficina da Flor vão continuar a trabalhar… No final do ano letivo, a expectativa é que estes jovens façam, mesmo na escola, uma pequena rua, em jeito de amostra daquilo que são as Festas do Povo.
Os primeiros trabalhos, para realizar o certame, em 2023, já começaram. Contudo, é necessário voltar a contactar a população, lembra Vanda Portela, até porque as festas só acontecem quando o povo assim entende.
Em 2023, os campomaiorenses, ao que tudo indica, voltam a sacrificar as suas horas de descanso, agora com esta ajuda extra dos mais novos, para dar forma às flores e demais arranjos sem os quais Campo Maior não se poderia transformar, da noite para o dia, no mais belo dos jardins.
A reportagem, na íntegra, para ouvir no podcast abaixo.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou esta quinta-feira de madrugada, uma operação militar na Ucrânia para defender os separatistas “em Donbas” no leste do país.
“Tomei a decisão por uma operação militar”, declarou Putin numa mensagem de televisão inesperada pouco antes das 03h00 . Na mensagem, o mandatário russo pediu aos militares ucranianos que “deponham as armas”.
Putin garantiu que o objetivo não é “a ocupação”, mas sim a “desmilitarização” da Ucrânia.
Portugal condena o ataque
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condenou esta operação militar da Rússia no leste da Ucrânia, e publicou nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet.
“O Presidente da República, em consonância com o Governo, condena veementemente a flagrante violação do Direito Internacional pela Federação Russa e apoia a declaração do secretário-geral das Nações Unidas António Guterres, expressando total solidariedade com o Estado e o povo da Ucrânia”, lê-se na nota.
O especialista em temas sobre a infância, Carlos Neto, esteve esta terça-feira, 22 de fevereiro, no auditório do Centro de Ciência do Café, para falar sobre o tema “Brincar e ser ativo na Infância: as relações entre a família, a escola e a comunidade”.
Esta foi a segunda de três conferências promovidas pelo Coração Delta, associação de solidariedade social do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, através dos serviços de Intervenção Precoce, Serviço de Apoio a Crianças e Jovens e CLDS 4G “Campo Maior Vila Solidária da Europa”, num ciclo dedicado à temática “A influência da tecnologia no desenvolvimento da criança”.
Durante sensivelmente três horas, perante mais de uma centena de participantes em sala e muitos outros em streaming maioritariamente ligados aos setores do ensino e da pedagogia infantil – o Professor Carlos Neto apresentou uma interessante comunicação sobre os desafios que se colocam nos dias de hoje aos professores, educadores e pais.
Este ciclo de conferências promovido pela associação Coração Delta vai culminar a 17 de março, de novo no auditório do Centro de Ciência do Café, dessa vez com a abordagem do tema “A tecnologia e desenvolvimento”, a cargo de João Faria.

A Transitex, operador logístico especializado no transporte porta a porta, com escritórios e equipas próprias, já espalhados por 25 países do mundo, está prestes a dar por concluído, na plataforma logística de Elvas, onde se instalou há 15 anos, um novo armazém refrigerado.
Trata-se de uma infraestrutura com cerca de três mil metros quadrados, que colocará Elvas na cadeia logística do mercado internacional da fruta, permitindo, de acordo com o CEO da empresa, Fernando Lima, não só que exportações locais passem por este armazém, como irá possibilitar a alguns produtores que conservem os seus frutos, da melhor maneira, para depois os poderem exportar. “Temos muito bons produtos, de alta qualidade, mas depois precisam de um trabalho de segunda linha, para que sejam aceites e cumpram os padrões internacionais, para que possam entrar na cadeia de frio e ser exportados de acordo com as regras dos importadores”, revela o responsável. Dos cerca de três mil metros quadrados do novo armazém, mais de 1.800 são dedicados a cold storage.
Uma vez que, com a globalização, explica Fernando Lima, já se consome todo o tipo de fruta, durante todo o ano, é necessário que haja uma “cadeia logística bem organizada”, que faça com que, por exemplo, as laranjas cheguem aos supermercados os 12 meses do ano. É precisamente isso que a Transitex quer permitir também, fazendo chegar, sobretudo, produtos do hemisfério sul a toda a Península Ibérica. “Elvas vai ter um papel importante na distribuição ibérica de fruta fresca”, garante.

A aposta que tem vindo a ser feita na ferrovia, entre Elvas e Évora, assim como na ligação a Sines, a maior dos últimos cem anos, garante o CEO, coloca a Transitex, através da plataforma logística de Elvas, numa posição “muito privilegiada”. “Vamos tentar tirar o maior proveito disso, uma vez que ficamos com uma ligação direta aos portos”, assegura Fernando Lima.
Neste armazém, que irá começar a operar ainda este mês, a Transitex fez um investimento total de 2,4 milhões de euros. Com esta nova infraestrutura, em Elvas, “são criadas soluções para um processo de importação de fruta mais rápido e competitivo no destino, evitando os custos adicionais associados ao retorno tardio de contentores aos terminais”. Para este serviço foi criada uma equipa, que se divide entre os escritórios de Elvas e de Badajoz, que pretende dar resposta à campanha de citrinos da África do Sul, ainda este ano.
O CEO da Transitex garante ainda que a empresa, ao longo dos anos, tem vindo a procurar “acrescentar valor” às pequenas e médias empresas. “Nós somos vistos, não como um operador logístico, para os nossos clientes, mas sim com um parceiro de negócio”, revela.
Por esta altura, está também a ser construído um novo centro de distribuição em Joanesburgo, na África do Sul, que servirá as marcas nacionais, assim como um pequeno produtor, por exemplo, de Elvas, que se queira internacionalizar e vender os seus produtos fora da região.
Só em Portugal, a Transitex conta com cerca de cem funcionários, oito em Elvas, sendo que este número, com a abertura do novo armazém refrigerado, “será duplicado, no imediato”. “Estamos em fase de recrutamento e, consoante a evolução do negócio, vamos vendo as necessidades de incluir novos colaboradores”, diz ainda Fernando Lima.
O Município de Campo Maior quis associar-se às comemorações do centenário do nascimento de José Saramago, o primeiro autor de Língua Portuguesa a receber o Prémio Nobel da Literatura, com uma exposição na Biblioteca Municipal João Dubraz.
Desta exposição, segundo revela a vereadora São Silveirinha, fazem parte as cerca de 23 novas edições da obra do autor, que agora estão disponíveis ao público em geral. “Esta é uma das muitas iniciativas, que irão decorrer ao longo de todo este ano”, adianta ainda.
As novas edições de livros tão marcantes como “Memorial do Convento”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” ou “Ensaio Sobre a Cegueira” estão agora ao dispor de todos os campomaiorenses.
A exposição fica patente ao público, até final deste mês, mas, lembra São Silveirinha, “as obras continuarão na biblioteca municipal”, pelo que espera que a comunidade em geral, incluindo a escolar, possa passar por aquele equipamento municipal para conhecer a obra de Saramago.