O concelho de Campo Maior registou, nas últimas 24 horas, mais um caso de Covid-19 e a recuperação de quatro pessoas.
Sendo assim, esta quarta-feira, dia 2 de março, estão ativos 64 casos de infeção.
O Centro Cultural de Campo Maior apresenta a peça “O Homem da Amália”, com Virgílio Castelo, no próximo dia 5, sábado, às 21.30 horas. A representação está incluída na iniciativa “Março Mês do Teatro”, do Município campomaiorense.
A peça retrata a história do amor mais profundo, mais estranho e mais secreto que alguém teve com Amália Rodrigues. A história de um homem que existiu e deixou de existir, por se ter apaixonado por uma estrela que não se podia alcançar. Através dos fados que cantou, dos versos que escreveu e das paixões que sentiu, vamos acompanhar Amália Rodrigues durante 75 minutos, vendo-a pelos olhos do homem que por ela viveu e por ela morreu. Vamos recordar algumas coisas que já sabíamos da vida de Amália e ficar a saber outras de que nunca falou. E quando o pano fechar, a nossa estrela maior vai estar ainda mais presente nas nossas memórias.
Com grande parte do território nacional em seca severa ou extrema, Portugal enfrenta uma dos invernos mais secos deste século.
As consequências da diminuição abrupta de precipitação, ou mesmo a sua ausência, são diretas nos níveis hídricos das albufeiras, que têm vindo a descer ao longo das últimas semanas, o que causa alguma apreensão e preocupação, entre outros, nos agricultores, olivicultores e viticultores.
Ao nível do olival, garante o professor e investigador Francisco Mondragão Rodrigues (na imagem), se não houver água, a produção de azeitona vai, este ano, registar uma queda acentuada. “Para haver azeitona, e azeitona com um determinado calibre e com uma determinada quantidade de azeite, a oliveira tem que absorver a água do solo. Se não houver água, vai haver limitações em termos de rega”, explica.
No caso da Barragem do Caia, que Mondragão Rodrigues lembra que não é das que se encontra numa das piores situações, comparativamente a outras do país, poderá vir a verificar-se “alguma limitação em termos de disponibilidade de água para rega de culturas agrícolas”, por uma questão de precaução, lembra, até porque a barragem também é utilizada para abastecimento das populações.
Ainda assim, garante o docente na Escola Superior Agrária de Elvas, é necessário que os agricultores, para além de precisarem de aprender a podar as oliveiras, nas devidas condições, necessitam de aprender a regar, tendo em vista a poupança de água. Quando há poupança de água, sobretudo ao nível dos olivais que têm sistemas de rega gota a gota, reduzem-se custos. “Quando colocamos água no olival, estamos a gastar eletricidade e dinheiro. Portanto, se pusermos menos água, são menos horas dos motores a funcionar, menos eletricidade, poupamos dinheiro e poupamos água”, explica. Quando a água é pouca, é necessário aplicar-se “a pouca água que temos, naqueles momentos cruciais em que, aí sim, a oliveira não pode ter falta de água”.
A campanha da azeitona do ano passado, recorda Mondragão Rodrigues, foi das melhores de que há memória: por um lado, devido à plantação, no decorrer dos últimos 20 anos, de olivais modernos, de regadio e muito produtivos e, por outro, por 2021 ter sido um ano propício a uma boa floração das oliveiras. Este aumento de produção, não tem dúvidas o professor, vai continuar a ser uma realidade nos próximos dez anos. “É a entrada em porção da tal olivicultura moderna, porque estamos a ter olivais em produção que não existiam há cinco ou seis anos, que começaram a entrar em produção no ano passado ou este ano e os que entraram em produção há quatro anos agora estão em plena produção. Isto tudo somado resulta cada vez mais em mais azeitona”, assegura.
No passado dia 15 de fevereiro, de acordo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, 91% do território nacional encontrava-se em situação de seca severa e extrema, valor ainda acima dos registados em outros anos de seca, como os 77% em 2005 e os 86% em 2018. O maior alarme está concentrado na zona litoral do Baixo Alentejo, Algarve e alguns locais dos distritos de Bragança e Castelo Branco.
Está para breve a inauguração, em Campo Maior, da Casa das Flores, instalada no Antigo Edifício Militar do Assento.
Na prática, revela a vereadora na Câmara de Campo Maior, São Silveirinha, aquele espaço será um centro interpretativo das Festas do Povo, um local “muito digno”, não só, mas sobretudo com vista à educação das crianças e jovens para que esta tradição secular não caia por terra.
Sem avançar com grandes pormenores, a vereadora garante que, neste novo equipamento municipal, “haverá vários tipos de dinâmicas elencadas às Festas do Povo”. “Iremos ter Oficina da Flor; as funcionárias vão poder mostrar aos visitantes, sejam turmas de outras escolas, sejam outros tipos de públicos, como se processa a feitura da nossa flor de papel”, adianta.
Com este espaço, quer-se, acima de tudo, potenciar ainda mais o turismo de Campo Maior. “É essa a grande aposta do Município, a par de uma grande aposta na cultura, até porque, ao fim ao cabo, as festas são a nossa maior representação cultural, a nível popular, mas também de mãos dadas com o turismo, sem dúvida alguma”, assegura.
Com a Casa das Flores, Campo Maior fica com um equipamento capaz de mostrar a quem visita a vila, sempre que não há festas, aquilo que elas são, garante, por sua vez, a presidente da Associação das Festas do Povo, Vanda Portela.
“De uma forma muito reduzida, [a Casa das Flores] vai permitir para perceber aquilo que aqui se faz; como é que são as festas; vai ter algumas imagens; uma parte mais interativa e outra física. Ali, as pessoas vão poder ter o primeiro contacto com as festas”, diz ainda Vanda Portela, por mais que tenha noção que “não seja a mesma coisa”. “É muito importante que se inaugure e, assim que possível, o Município assim o fará”, remata.
De recordar que a obra deste Centro Interpretativo das Festas do Povo resulta de um investimento total de mais de 146 mil euros, cofinanciado em mais 124 mil pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). O restante valor, na ordem dos 22 mil euros, é assegurado pelo Município de Campo Maior.
A Assembleia Municipal de Elvas aprovou a homenagem a Joaquim Bastinhas. O cavaleiro tauromáquico elvense vai ter uma estátua equestre no exterior do coliseu da cidade.
Esta decisão foi tomada por maioria (24 votos a favor e um contra), na reunião que decorreu na tarde desta segunda-feira, dia 28.
A homenagem representa um encargo de 177 mil euros para o município. A estátua, da autoria de um escultor espanhol, retrata Mestre Joaquim Bastinhas a cavalo, a agradecer ao público, com o tricórnio na mão direita a as rédeas na esquerda.
Joaquim Miguel Mendes, do PSD/CDS, foi a única voz que defendeu esta decisão municipal, salientando: “o que Joaquim Bastinhas fez por Elvas a vida inteira, levando o nome da cidade a todo o lado, justifica esta homenagem”.
A Junta de Freguesia de Degolados, na impossibilidade de realizar os habituais festejos de Carnaval, devido à pandemia, está a assinalar esta época com uma pequena atividade, destinada aos mais novos.
Olga Madeira, membro da junta de freguesia explica que “o objetivo é que as crianças se vistam de Carnaval e tirem uma fotografia, que deve ser enviada para os contactos da junta”. Posteriormente, será “colocada a votos, no facebook, e as três com mais “gostos” irão receber uma pequena lembrança”.
As fotografias devem ser enviadas até amanhã, dia 1 de março, data em que a junta de freguesia fará a contagem dos votos, pelo WhatsApp, ou através do email geral@degolados.pt.
Esta é assim uma forma de “manter o espírito carnavalesco, junto dos mais novos, que gostam muito desta época festiva”, revela ainda Olga Madeira.
Desde as 11 horas portuguesas, mais uma em Espanha, que as avenidas de Badajoz se encheram de cor e animação, com milhares de pessoas a assistir àquele que é o momento alto das comemorações do Carnaval na cidade pacense.
O desfile de hoje conta com mais de 3.700 participantes, 45 comparsas, 11 grupos mais pequenos e 27 carros alegóricos.
O corso, que teve início na Avenida de Santa Marina (junto ao Rio Guadiana, na margem esquerda), termina na Plaza de Dragones Hernán Cortés (na centro da cidade).
A partir de amanhã, dia 28 de fevereiro, e até 11 de março, está disponível para visita uma exposição sobre o “Comité Olímpico” na Escola Secundária de Campo Maior.
Segundo o diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona, os alunos “participarão em diversas atividades, sendo o objetivo principal dar a conhecer a todos o movimento olímpico”. “Esperamos receber todos os que nos queiram visitar”, diz ainda o diretor.
A exposição conta com a colaboração do Comité Olímpico de Portugal.
Os campomaiorenses saíram, na tarde deste sábado, 26 de fevereiro, em peso, à rua, para no jardim municipal da vila brindar e brincar ao Carnaval. Miúdos e graúdos, uns disfarçados, outros nem por isso, tiveram oportunidade de desfrutar de um conjunto de iniciativas, organizadas pelo Município.
A Câmara de Campo Maior, que não quis deixar passar esta época festiva em branco, proporcionou à população um conjunto de espetáculos de arte circense, com malabaristas, palhaços e alguns trapezistas, um espetáculo musical, com a Banda 1º de Dezembro, no coreto do jardim, a interpretar temas alusivos à ocasião, como ainda disponibilizou dois insufláveis para as crianças se divertirem.
Segundo a vereadora São Silveirinha, esta foi celebração possível, dado que a autarquia teve receio de organizar o habitual corso carnavalesco, tendo em conta a situação pandémica. “Não quisemos correr o risco de projetar um desfile de Carnaval, com todos os custos que isso acarreta, no sentido de depois não o podermos concretizar”, revela.
As pessoas, lembra ainda a vereadora, “estão com muita vontade de poder sair à rua, de divertir-se, de confraternizar, como faziam há dois anos”, pelo que a autarquia não quis deixar de proporcionar “um momento diferente e muito especial”, na tarde deste sábado, com um conjunto de dinâmicas que animam o jardim municipal de Campo Maior.
Quisemos ainda saber o que os campomaiorenses e quem se deslocou ao jardim municipal achou da iniciativa e as opiniões são unânimes: não sendo este ainda o Carnaval a que Campo Maior está habituado, foi uma forma de, pelo menos, esquecer os problemas do dia a dia e da guerra na Ucrânia de que agora tanto se fala.
A festa termina, depois das 19 horas, com a atuação do DJ Sam.
Depois da conquista da classificação das Festas do Povo, de Campo Maior, em dezembro do ano passado, enquanto Património Cultural Imaterial da Humanidade, há agora outros passos importantes a dar.
Com este selo da UNESCO, garante São Silveirinha, vereadora na Câmara de Campo Maior, é agora preciso, entre outros, que se mantenha vivo “o espírito de voluntariado” que caracteriza as festas, bem como certificar a flor de papel. Esta certificação, adianta, serve, sobretudo, para evitar cópias, destas flores de papel, que, segundo diz, são únicas e genuínas. “As pessoas que depois vão adquirir as flores de papel, vão saber que aquelas são genuínas, são as nossas, são as flores de papel de Campo Maior”, revela.
Ainda assim, a certificação terá de ser feita de acordo com uma série de procedimentos. “Mas nós não temos receio, porque as nossas flores de papel acabam por ser únicas”, garante São Silveirinha. As flores, diz ainda a vereadora, “não ganharam o reconhecimento e o selo da UNESCO, mas, ao fim ao cabo, estão elencadas em todo o processo”, até porque, lembra, “sem flores não se fazem as festas”.
Também a presidente da Associação das Festas do Povo, Vanda Portela, diz querer acreditar que esta tradição secular é única e que as flores de Campo Maior são as melhores, até pela forma “como são feitas, por toda a estrutura que está montada por detrás das Festas do Povo e por tudo o que envolve” a sua realização.